DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. A mais bonita capa de jornal

Leda Letra

O Brasil comemora nesta terça-feira o Dia da Consciência Negra e o escritório da Unesco no país participa das celebrações com a campanha “Ter Consciência Negra é Abrir os Olhos para a Diversidade”.

Um painel digital traz fotos de pessoas com os olhos fechados e também sorrindo. Para montar o painel, a agência da ONU no Brasil convidou pessoas a enviar os dois tipos de foto para sua página no Facebook.

Zumbi

A Unesco no Brasil está divulgando as fotos selecionadas nesta terça-feira, nas redes sociais. Segundo a agência, o idealizador do Dia Nacional da Consciência Negra foi o poeta e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira.

A data, criada nos anos 1970, busca celebrar o valor e a contribuição da comunidade negra para o Brasil.

O dia foi escolhido para homenagear Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, em Pernambuco, e símbolo da resistência negra na época do regime escravocata. Zumbi dos Palmares foi assassinado em 20 de novembro de 1695.

Prefiro o nome Zambi:

(NZAMBI) – O Deus supremo na Umbanda. O Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu. Zambi é o princípio e o fim de tudo.
 A palavra Zumbi, ou “Zambi” vem do termo zumbe, do idioma africano quimbundo, e significa, fantasmaespectro, alma de pessoa falecida.

Os negros escravos não acreditavam na morte de Zambi. Assim como os portugueses cultuavam o Sebastianismo, um movimento místico-secular que ocorreu em Portugal na segunda metade do século XVI como consequência da morte do rei D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. Por falta de herdeiros, o trono português terminou nas mãos do rei Filipe II d’Espanha. Basicamente é um messianismo adaptado às condições lusas e à cultura nordestina do Brasil. Traduz uma inconformidade com a situação política vigente e uma expectativa de salvação, ainda que miraculosa, através da ressurreição de um morto ilustre. O povo nunca aceitou a morte do rei, divulgando a lenda de que ele ainda se encontrava vivo, apenas esperando o momento certo para voltar ao trono e afastar o domínio estrangeiro. Vários países possuem lendas idênticas. Leia o poema Zambi

Situação dramática da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos/Bahia e o possível despejo de seu habitat natural pela Marinha Brasileira

A Comunidade Quilombola Rio dos Macacos vive há mais de 200 anos no Recôncavo baiano, com suas casas, plantações, fruteiras e provas históricas de sua existência que incluem até mesmo sítios arqueológicos. Há 50 anos, a Marinha se instalou na região e, assim como vem acontecendo com o Quilombo da Marambaia, no Rio de Janeiro, está usando das mesmas estratégias – que incluem o cerceamento do direito de ir e vir, entre outros – para ameaçar e, pela via judicial, expulsar a comunidade.

Ano passado, quando receberam a ação de despejo, uma das mais antigas moradoras da comunidade morreu do coração, aos 115 anos. Atualmente, há idosos de até 111 anos, entre as 43 famílias. E são exatamente as pessoas que dizem que não se deixarão expulsar!

É a lei da chibata.

 

A ordem de despejo dada pelo juiz da 10ª Vara Evandro Reimão dos Reis contra cerca de 300 pessoas remanescentes da comunidade quilombola Rio do Macaco, que vivem há mais de 200 anos em uma área na Base Naval de Aratu, no município de Simões Filho, vizinho a Salvador, foi adiada por mais quatro meses para que seja encontrada uma solução negociada.