Por que o Instituto Royal é protegido pelo governo e grande parte da imprensa?

por mel

 

Chegou a ser vergonhosa a declaração do Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp: “Prefiro acreditar nos cientistas… do que ficar acreditando em ativistas. Ativistas tem opinião de todo tipo, mas o momento de se discutir isso (a legislação) já passou.”

Ministro, gostaria de esclarecer que não interessa em quem o senhor acredita. O senhor deve apurar os fatos. Já temos centenas de provas de maus tratos e crueldade. Temos provas contundentes que o dinheiro público foi repassado de maneira irregular, para um Instituto que até setembro deste ano só tinha alvará de canil. O Brasil inteiro está discutindo o assunto (em todas as faixas etárias e todas as classes sociais), e o senhor tem a coragem de dizer que a hora de discutir isso já passou?

Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.

“A anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”

E essa não é  a primeira mentira do Instituto. O instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né?  Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são  uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!)  e se negam a mostra o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber! Leia mais 

Véspera da morte de Julia Colle: Um dia de terror em São Roque

Empresário é enganado por falsos policiais que “procuravam” beagles de Instituto

O empresário C.A.R.A.V., 54 anos, sua esposa e filho, foram vítimas de um grupo de bandidos que se faziam passar por policiais civis, na manhã da última 2ª feira,4. Armados, vestindo uniformes e até coletes à prova de balas, os ladrões invadiram a residência e fizeram a família refém enquanto vasculhavam o local em busca de dinheiro e objetos de valor.
Por volta das 08h50, quando o empresário se preparava para sair de casa, os bandidos bloquearam a saída da garagem com um carro equipado com adesivos da corporação e uma sirene, simulando uma viatura policial. Quatro homens armados desceram e o abordaram, dizendo que uma denúncia anônima informou que na casa havia dois cães da raça beagle pertencentes ao Instituto Royal, e que estavam ali para averiguar.
Pego de surpresa e sem desconfiar de nada, o empresário liberou a área externa da residência, localizada na rua Rotary Club, para que fosse vistoriada. Ao se dar conta do que ocorria, os ladrões já haviam entrado na casa e dominado sua esposa e filho.
As três vítimas ficaram em poder dos assaltantes por mais de uma hora e a todo instante eram ameaçados de morte. Os falsos policiais chegaram a dizer que iriam sequestrar o filho do casal, de 18 anos, e depois matá-lo. Em certo momento fizeram com que os pais se despedissem do jovem, dizendo que seria a última vez que o estariam vendo com vida. Em seguida o levaram para outro cômodo da casa, para dar a impressão de que o haviam levado. Os três ficaram muito abalados emocionalmente.
Os ladrões abandonaram o local levando dinheiro e objetos de valor. A Polícia Civil de São Roque investiga o caso.

 —-
Transcrito do  jornal O Democrata, de São Roque, SP, e publicado no dia 9 último, véspera da morte de Julia Colle.

Invasão. O Instituto Royal foi invadido em 18 de outubro por ativistas em defesa do direito dos animais que afirmam que os bichos sofriam maus-tratos no local. O grupo, com 80 integrantes, retirou 178 beagles, adultos e filhotes, e vários coelhos. Ratos e camundongos usados em testes foram deixados. O prédio foi arrombado, e o laboratório destruído. Na época, os prejuízos materiais foram estimados em R$ 300 mil.

 Quem é C.A.R.A.V.?
O caso Royal envolve muito dinheiro e diferentes interesses.
ocupa sao roque

“Torturar animais indefesos de todas as maneiras em busca de um creme? De um baton novo?” Conheça o movimento

 

 

Jornalista Tatiana Farah leva dois tiros de balas de borracha e cacetadas da polícia: “São tempos difíceis” para a liberdade expressão

  1. Amigos, não se preocupem. Já estou bem, tomando medicamentos e lambendo as feridas com o carinho da família e de muitos de vocês.
    Vou tentando engolir essa humilhação e essa dor. Essa é a parte mais difícil.
    Não, amigos, estou errada: preocupem-se. A violência nessas manifestações está ganhando um contorno absurdo. Liberada pelo Estado, a polícia voltou a usar balas de borracha.
    Ontem [29 out], eu e um fotógrafo que não conheço erguemos os braços, estávamos na lateral da operação de varredura do Choque no meio da Raposo Tavares.
    Eu gritava que era imprensa, que estava trabalhando. O PM mirou na minha cara. É, como um alvo. A primeira bala passou raspando sobre a minha cabeça. Deixou um vergão no couro cabeludo e um rastro de medo de tudo o que poderia ter acontecido. A outra bala passou no meu braço e acertou as costelas. Deixou escoriações e edemas. Na hora, pensei que era uma pedrada, uma pedra grande, mas era o impacto da bala de borracha. Dói, mas não teve fraturas.
    Continuei gritando que era jornalista, assim como o rapaz ao meu lado, mas outro PM nos agrediu com cassetete.
    Corri para debaixo de um carro estacionado ali. Tinha outras mulheres. Os PMs atiravam sem parar, mas acho que o carro protegeu a todas. Depois, ficamos ilhadas ali, onde tinha sido o epicentro do conflito: na alça de acesso da estrada que leva ao instituto Royal. O Estado não ofereceu ajuda. Não havia carro de socorro. Isso a mais de 50 quilômetros de São Paulo, no meio de uma rodovia.
    Depois, o choque voltou. Pedi ajuda a policiais que estavam parados por ali. Um deles tinha até olhado o meu ferimento, sabia que eu era repórter. A resposta foi: sai correndo pra casa. Hein? Tivemos de correr pelo mato. Eu e mais três moças escondidas como bandidas.
    Eu tenho mais de 20 anos de jornalismo. Cubro política, nacional, direitos humanos. Sou repórter. Só sei isso na vida: ver, observar, ouvir, escrever, tentar compreender o que vejo, tentar mostrar o que vejo. Não tenho o couro mais fino nem mais grosso do que ninguém que saiu dali apanhado, machucado e humilhado, seja a pessoa repórter, manifestante, passante. Mas quero dizer que são tempos tristes.
    1 – Tatiana Farah escreveu para o jornal O Globo: Protesto organizado por ativistas contrários ao uso de animais em pesquisas científicas, que teve a participação de integrantes mascarados do Black Bloc, acabou ontem em confronto com a Polícia Militar. O conflito aconteceu próximo ao Instituto Royal, em São Roque (interior paulista), invadido na véspera por um grupo de ativistas que resgatou do local 178 cães da raça beagle.

    Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a repórter do GLOBO Tatiana Farah, atingida por duas balas de borracha e também por golpes de cassetetes, mesmo depois de se identificar como jornalista. Os tiros foram disparados por policiais da Tropa de Choque da PM a uma distância de três a cinco metros. Ainda durante o conflito, três carros foram incendiados (dois da TV TEM, afiliada da Rede Globo, e um da própria PM) e outro (da Rede Bandeirantes), apedrejado pelos mascarados.

    Grupo bloqueou rodovia; PM cercou instituto

    Convocada pela internet, a manifestação contou com cerca de 500 pessoas, segundo avaliação da PM. Dessas, entre 40 e 50, alguns com os rostos cobertos, identificavam-se como sendo do Black Bloc. Parte dos manifestantes se concentrou no acesso à cidade pela rodovia Raposo Tavares, interrompendo o fluxo de veículos nos dois sentidos; um grupo menor se colocou próximo do instituto, que amanheceu cercado por policiais.

    Ainda na noite de sexta-feira, depois da ação de resgate dos animais, o juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 1ª Vara Cível de São Roque, concedeu liminar aos proprietários do laboratório — usado em pesquisas para medicamentos — com o argumento de que era necessário garantir a integridade do prédio contra o risco de invasões.

    No confronto, a Tropa de Choque usou balas de borracha e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que revidaram com pedras. Placas metálicas de sinalização foram usadas como escudo. Com luvas especiais e máscaras, integrantes do Black Bloc conseguiam pegar com as mãos as bombas de gás e arremessá-las de volta para o lado dos policiais. Os ativistas reclamaram tanto do trabalho da PM, que teria perdido o controle da situação, quanto da ação dos Black Blocs, quando se negociava autorização para que uma comissão protestasse em frente ao Instituto Royal.

    Tatiana Farah
    Tatiana Farah