Leonarda: la presse condamne l’intervention de Hollande

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A velha França racista – antes, durante e depois da ocupação nazista – ficou favorável à expulsão da adolescente Leonarda, de origem cigana.

O que reclama do presidente François Hollande? – A interferência em um caso considerado “individual e isolado”, o que não representa a verdade em um país sempre em conflito com os povos das perdidas e atuais colônias.

Mas nesta França sem luz, anima a manifestação dos adolescentes. A revolta estudantil representa uma esperança de uma França mais humana. Pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

L’allocution du Président fait la une aujourd’hui. Les éditorialistes, dans leur ensemble, dénoncent à différents titres cette prise de parole du chef de l’Etat, qui a offert à la collégienne de revenir en France, mais sans sa famille.

Leonarda Dibrani, 15 ans, le 20 octobre. (Photo Armend Nimani. AFP)
Leonarda Dibrani, 15 ans, le 20 octobre. (Photo Armend Nimani. AFP)
La décision de François Hollande d’offrir à Leonarda Dibrani de rentrer en France sans sa famille expulsée au Kosovo, devait éteindre la polémique. Il n’en est rien.

Ce lundi, l’affaire Leonarda est à la une de nombreux titres de la presse française. Et les éditorialistes, dans la presse d’opinion de gauche et de droite, ne se montrent pas tendres avec le chef de l’Etat.

Pour Dominique Quinio, directrice de la rédaction de la Croix«soit l’expulsion de la famille kosovare était sérieusement motivée, et il faut l’assumer (en précisant les conditions dans lesquelles ces procédures doivent être menées par les autorités policières, sans jeter l’opprobre sur elles); soit elle ne l’est pas, et la famille doit pouvoir revenir en France.»

Or, l’enquête administrative a établi que  «le refus d’autorisation de séjour (…) et la décision de mise en oeuvre de l’éloignement de la famille Dibrani étaient conformes à la réglementation en vigueur», selon le rapport d’Inspection générale de l’administration.

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«La décision présidentielle, mi-chèvre, mi-chou, d’ailleurs rejetée par l’intéressée, frôle l’amateurisme. Et l’on déplorera, aux prochaines élections, le niveau des abstentions ou le succès des formations politiquesextrêmes!» , poursuit l’éditoraliste de la Croix.

Dans l’Humanité, Patrick Apel-Muller estime que «François Hollande voulait piéger l’enfant en lui donnant à choisir entre la France et safamille». Mais cette décision est apparue «comme une violation de la Convention internationale des droits de l’enfant dont la France est signataire et comme une inhumanité supplémentaire».


Et le directeur de la rédaction de l’Humanité de continuer : François Hollande «ne préfère d’ailleurs que les arrestations aient lieu hors du cadre scolaire que pour mieux valider les expulsions d’élèves. Triste aboutissement de la mécanique stupide dans laquelle le pouvoir s’est enfermé en reprenant à son compte les démarches de Nicolas Sarkozy, Brice Hortefeux et Claude Guéant.»

«Dix-huit mois après l’élection de François Hollande, il nous aura donc été donné d’assister à ce naufrage :
– Le président de la République française qui s’abaisse, et abaisse la France avec lui, à consacrer toute affaire cessante une intervention en direct à la télévision à une banale expulsion – parfaitement régulière de surcroît – soudain érigée sous la loupe médiatique en affaire d’Etat.
– Une gamine de 15 ans qui prend à partie le chef de la cinquième puissance économique mondiale et qui lui fait la leçon avec une insolence confondante…»,résume le Figaro.

Le quotidien régional Sud Ouests’interroge quant à lui : «Mais que diable allait-il faire dans cette galère ? Quel besoin d’intervenir, en direct à la télévision, pour régler (du moins essayer) un cas, certes sensible et emblématique, mais néanmoins individuel et isolé ? C’était au ministre de l’Intérieur, à la rigueur au Premier ministre, de se mettre en avant ; certainement pas au président de la République française. De François Hollande on aurait plutôt attendu qu’il siffle la fin de la récréation et remette un peu d’ordre dans sa majorité comme dans son gouvernement, non plus dans l’huis clos du conseil des ministres, mais cette fois à la télévision, devant les Français, comme l’avait fait en son temps François Mitterrand. Ou qu’il donne le cap pour une véritable politique de l’immigration.»

«La gestion pitoyable de cette crise, son dénouement invraisemblable sont un sommet du genre», conclut Nicolas Beytout dans l’Opinion.

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Família da estudante cigana expulsa da França sofre atentado em Kosovo

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Leonarda Dibrani recusa-se a regressar a França sem a sua família ARMEND NIMANI/AFP
Leonarda Dibrani recusa-se a regressar a França sem a sua família ARMEND NIMANI/AFP

A família de Leonarda, a estudante cigana de 15 anos que foi expulsa de França na semana passada por estar ilegalmente no país, foi agredida no Kosovo, informa a agência AFP.

Citando fontes da polícia, que falaram sob anonimato, a agência de notícias avança que a família Dibrani foi atacada por um grupo de desconhecidos.

A mãe, Xhemaili, de 41 anos, “foi hospitalizada” e os seus filhos “ficaram traumatizados e foram levados para uma esquadra da polícia” de Mitrovica, cidade onde chegaram depois de terem sido expulsos de França, no dia 9 último.

As fontes ouvidas pela AFP não avançaram pormenores sobre o que aconteceu ao pai de Leonarda, Resat Dibrani, de 47 anos, mas dizem que também foi hospitalizado.

“Isto prova que os Dibrani não estão em segurança aqui”, disse uma das fontes da polícia do Kosovo citadas pela agência francesa.

Leonarda Dibrani foi identificada e levada pela polícia francesa durante uma visita de estudo da escola em que estava inscrita. A sua expulsão – e principalmente a forma como foi feita – tem sido um assunto polémico em França.

Sem nunca pôr em causa a legalidade da acção, o Presidente francês, François Hollande, disse que as forças de segurança podem não ter mostrado “o discernimento necessário” ao interpelarem a jovem durante a excursão.

Hollande anunciou que Leonarda pode regressar a França, sozinha, para concluir os seus estudos, mas a adolescente recusou-se a viajar sem o resto da sua família. “Não vou para França sozinha”, disse Leonarda. “Não vou abandonar a minha família.” [Que oferta cruel: uma jovem de 15 anos longe da família. Que moradia ofereceu o govêrno? Qual o valor do salário educação?]

Parceiro de coligação critica Hollande e ministro do Interior
O parceiro da coligação no Governo liderada pelo Partido Socialista, o Europa Ecologia/Os Verdes, classificou neste domingo a proposta do presidente francês e a reação do ministro do Interior, Manuel Vals, como “desumanas e incompreensíveis”.

Depois de o Presidente ter dito que Leonarda poderia regressar a França se fizesse um pedido formal, o ministro do Interior considerou que François Hollande estava a ser “generoso” e reafirmou que o resto da família Dibrani não poderia regressar.

“A situação desta família deve ser vista no contexto da discriminação inaceitável em relação aos roma [ciganos]”, lê-se no comunicado do Europa Ecologia/Os Verdes. In jornal Público/ Portugal

ESTUDANTES NAS RUAS CONTRA A EXPULSÃO DA COLEGA
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Polémica em França devido a expulsão de adolescente cigana

Leonarda Dibranni, uma adolescente cigana de 15 anos a viver em França, estava a começar uma excursão com os colegas de escola quando um telemóvel tocou dentro do autocarro. A professora de Geografia atendeu e ouviu o presidente da Câmara de Levier (Leste), Albert Jeannin, dizer que ia passar à polícia. “Um polícia explicou-me que tinha que prender a aluna que estava em situação irregular. Eu disse-lhe que não me podia pedir uma coisa tão desumana, mas ele respondeu que ia haver eleições e que eu devia parar imediatamente o autocarro”.

Minutos depois, Leonarda foi presa. Poucas horas mais tarde, foi deportada para Pristina, no Kosovo, juntamente com a mãe e os cinco irmãos com idades compreendidas entre um e 17 anos. Leonarda frequentava aquela escola, o Instituto André Malraux, há cinco anos. Estava, portanto, escolarizada e integrada – jornais como o Le Monde e o Libération explicaram que fala perfeitamente francês, que já pouco se lembra da sua língua de origem e que sempre teve boas notas.

A expulsão teve lugar no dia 9 de Outubro, mas só no dia seguinte a notícia foi conhecida, quando o governo da região de Doubs decidiu emitir um comunicado a justificar a expulsão da família Dibranni. Aos poucos, a indignação foi subindo de tom com as redes sociais a comentarem a brutalidade da política socialista para com a minoria cigana em França (200 mil pessoas). Finalmente, na terça-feira, a polémica foi assumida pelo ministro do Interior, Manuel Valls, que explicou que a legislação sobre imigrantes ilegais deve ser “firmemente seguida” e que o repatriamento da família de Leonarda “respeitou escrupulosamente os direitos dos estrangeiros”.

Leonarda
Leonarda

Inaceitável, dizem os socialistas
Foi Sarkozy quem acelerou o programa de expulsão dos ciganos, em 2010. Vals deu-lhe sequência. E o “caso Leonarda” seria apenas mais um se a sua prisão não tivesse acontecido como aconteceu – à frente dos colegas de escola e com as autoridades a obrigarem uma professora a colaborar. Um acto “inaceitável”, disse o porta-voz dos socialistas, David Assouline, no Parlamento de Paris. Um colega seu, Pouria Amirshahi (de origem iraniana), exigiu que o Governo de Hollande faça regressar a família de Leonarda “imediatamente” a França.

A história de Leonarda e da sua família foi pretexto para as associações de defesa dos direitos dos ciganos – perseguidos no seu país de origem, o Kosovo –, denunciarem que o Governo francês discrimina esta população, mesmo quando cumprem os requisitos das excepções previstas pela lei e que favorecem alguns imigrantes ilegais.

“Como pode Manuel Valls dizer que os ciganos não se integram quando os manda prender na escola?”, ironizou Jean-Luc Mélenchon, do Partido da Esquerda.

Leonarda e família entraram ilegalmente em França em Janeiro de 2009, conta a AFP. Antes, tinham vivido em Itália, de onde fugiram para escapar ao programa de repatriamento de ciganos decretado pelo então primeiro-ministro Silvio Berlusconi. No ano em que chegaram, os Dibranni fizeram três pedidos de asilo político, ao abrigo da lei que protege pessoas perseguidas nos países de origem; foram recusados.

Em Setembro deste ano, a família – o pai, que estava detido por imigração ilegal na Alemanha, foi repatriado para Pristina – recebeu ordem para abandonar voluntariamente a França. Accionaram uma das tais excepções da lei, que permite a legalização de famílias integradas – com casa, emprego e os filhos na escola. O parecer foi negativo. Apesar de as crianças frequentarem a escola, os Dibranni não cumpriam as condições “socioeconómicas” exigidas.

Abertura de inquérito
A partir daqui, a história está mal contada e cada um tem uma versão diferente. As autoridades de Levier, citadas pela imprensa francesa, disseram que foi a mãe que pediu o repatriamento porque queria reunir a família ao pai, já em Pristina. As organziações de apoio aos ciganos dizem que essa tese é impensável porque em Pristina os ciganos são perseguidos – garantem que a mãe queria ficar em França e educar ali os filhos. “É uma loucura. O Kosovo é conhecido por perseguir os ciganos. A mãe nem sabia o que fazer, queria ficar em França”, disse um porta-voz da Réseau Éducation Sans Frontières, um grupo de organizações que promove a integração de imigrantes através da educação.

O Governo, através do ministro Manuel Valls, descartou os detalhes e sustentou que “esta recondução à fonteira respeitou o direito dos estrangeiros,” pois a decisão foi tomada “com discernimento, inteligência e humanidade”. Para o provar, mandou abrir um inquérito, na terça-feira.

A polémica continua a crescer nas redes sociais. E entre os socialistas há quem queira que o “caso Leonarda” se mantenha no debate sobre a política de Hollande para com as minorias e os imigrantes. O secretário nacional dos socialistas, Stéphane Delpeyrat (um dos homens de Harlam Désir), disse que a liderança do partido tem que agir porque a expulsão de Leonarda foi “a gota de água que fez transbordar o copo”.

Presidente da França manda a polícia maneirar com os estudantes

Depois da revolta estudantil contra a deportação de uma cigana, François Hollande estende a bandeira de paz. Aqui no Brasil os soldados estaduais, acostumados a bater nos favelados, escancara a brutalidade dos tempos da ditadura militar contra os estudantes. Isso até que é bom: mostra para os jovens de hoje como era o Brasil nos tempos de chumbo, após o golpe de 64.

 

Los secundarios ocuparon decenas de colegios para reclamar el regreso de Dibrani y del armenio Khatchik Kachatryan, de 19 años, también deportado.
Los secundarios ocuparon decenas de colegios para reclamar el regreso de Dibrani y del armenio Khatchik Kachatryan, de 19 años, también deportado.

Luego de la polémica por la expulsión de dos estudiantes inmigrantes y tras las masivas marchas de repudio encabezada por miles de secundarios, el presidente francés autorizó a la joven kosovar Leonarda Dibrani a regresar al país “pero sola”, es decir sin su familia. La propuesta fue rechazada por la joven de 15 años: “No quiero estar sola en Francia, no dejaré a mi familia”, respondió.

“No era la única que iba a la escuela, mis (cinco) hermanos y hermanas también iban”, dijo la niña de etnia gitana había sido detenida en París cuando estaba en una excursión escolar y fue deportada a Kosovo.

Durante una corta alocución ante los medios en el Palacio presidencial del Eliseo, Francoise Hollan dijo: “Si ella lo solicita, se organizará su regreso, para ella sola”, y criticó la “falta de discreción” de los policías que realizaron la deportación, pero aclarando que no hubo ningún error en determinar su expulsión.

Hollande aseguró que prohibirá las detenciones en los entornos escolares, de modo que seguirá la recomendación de un informe encargado por el gobierno que le aconseja concretar las reglas vigentes para evitar en el futuro acciones en el ámbito escolar. El mismo texto de 24 páginas, presentado por ministro del polémico Interior, Manuel Valls, respalda sin embargo la controvertida deportación, aunque critica la actuación desproporcionada de la policía.

El informe señala que la deportación tuvo lugar “en consonancia con las leyes”, aunque considera que la acción no debía haberse llevado a cabo en el entorno escolar. Valls fue muy criticado, incluso dentro de su gobierno socialista por esa acción y por su posición contra los extranjeros que viven en situación ilegal en Francia.

“Ninguna regla de derecho nos obliga a rever la expulsión familiar, pero teniendo en cuenta las circunstancias y la legítima emoción que esta expulsión generó en la juventud realizamos este gesto de humanismo”, agregó Hollande. (Página 12)

Jornal racista esquece que o Brasil teve dois presidentes de origem cigana

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Porcalhão é o jornal. Racista todo. O jornal, babaca das elites, esquece que os presidentes Washinton Luiz e Juscelino Kubitschek eram filhos de pais pobres e ciganos.

Washington Luiz
Washington Luiz
JK
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Bandeira dos ciganos
Bandeira dos ciganos

Incendian campamento de gitanos en Francia. Brasil teve dois presidentes de origem cigana

Prensa Latina

 

 

l incendio de un campamento de gitanos en Marsella sacó a la luz hoy el tema de la situación de esa comunidad en Francia, donde en 2012 fueron expulsados miles de miembros de la llamada etnia romaní.(RadioPL)

Medio centenar de habitantes del barrio de Créneaux prendieron fuego anoche a las viviendas improvisadas donde se habían instalado unos 40 roms, como también se les conoce, y los desalojaron, según revela el diario La Provence.

La policía se presentó en el lugar, pero no arrestó a nadie porque no se registró ninguna agresión física, precisó la fuente.

Los residentes atribuyen a los gitanos hechos delictivos cometidos en esa barriada, pero, organizaciones humanitarias, insisten en que a esta comunidad no se le reconocen sus derechos como ciudadanos europeos y en muchos países se les impide trabajar.

Sólo durante los últimos meses miles de romaníes fueron desalojados de campamentos improvisados en distintos departamentos franceses y deportados a Rumania y Bulgaria.

El ministro del Interior Manuel Valls declaró en una reciente visita a Bucarest que su gobierno continuará “con la eliminación de chabolas ilegales y el traslado de los ciudadanos a las fronteras”.

La política del gobierno francés fue criticada por cuatro relatores especiales de la ONU, quienes advirtieron que los desalojos forzados no son una respuesta apropiada y deben buscarse soluciones alternativas conformes a los estándares de derechos humanos.

“Los desalojos continúan y amenazan con llevar a familias enteras a situaciones de gran vulnerabilidad”, denunciaron en un comunicado los relatores sobre Minorías, Rita Izsák; Inmigrantes, François Crépeu; Alojamiento, Raquel Rolnik, y Racismo, Mutuma Ruteere.

Aunque las autoridades justifican las expulsiones con la poca salubridad en los campamentos, los funcionarios de la ONU advirtieron sobre la necesidad de buscar una solución integral al problema.

“Los gitanos son ciudadanos de la Unión Europea y la minoría más marginada de Europa. Lamentablemente estos actos demuestran que ellos no disfrutan de las mismas libertades de circulación y establecimiento y siguen sufriendo un trato discriminatorio”, señala el texto.

Según Malik Salemkour, del Colectivo Gitano de Europa, una solución realista pasa por mejorar las condiciones de vida de esta etnia y levantar las medidas que les impiden trabajar.

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Washington Luís
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Juscelino Kubitschek
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Ciganos no Brasil veja sítio