​Carta de Santa Cruz. O nosso grito

Osservatore Romano/ Vaticano – Publicamos a seguir o conteúdo do documento final entregue ao Papa durante o encontro com os movimentos populares

terra labor

Nós, organizações sociais reunidas no segundo encontro mundial dos movimentos populares em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nos dias 1-9 de Julho de 2015, concordamos com o Papa Francisco sobre a constatação de que as problemáticas social e ambiental sobressaem como os dois lados da mesma moeda. Um sistema que não pode oferecer terra, casa e trabalho a todos, que mina a paz entre as pessoas e ameaça a própria subsistência da mãe terra, não pode continuar a reger o destino do planeta.

Devemos superar um modelo social, político, económico e cultural em que o mercado e o dinheiro se tornaram o eixo regulador das relações humanas a todos os níveis. O nosso grito, o grito de quantos são mais excluídos e marginalizados, obriga os poderosos a compreender que assim não se pode ir em frente. Os pobres do mundo ergueram-se contra a exclusão social que padecem todos os dias. Não queremos explorar, nem ser explorados. Não desejamos excluir, nem ser excluídos. Queremos construir um estilo de vida em que a dignidade sobressaia acima de tudo.

Por isso, comprometemo-nos a:

1. Estimular e aprofundar o processo de mudança

Confirmamos o nosso compromisso nos processos de mudança e de libertação, como resultado da obra dos povos organizados que, a partir da sua memória colectiva, tomam a história nas suas próprias mãos decidindo transformá-la, para dar vida às expectativas e utopias que nos convidam a revolucionar as estruturas mais profundas de opressão, dominação, colonização e exploração.

2. Viver bem, em harmonia com a mãe terra

Continuaremos a lutar para defender e proteger a Mãe Terra, promovendo a «ecologia integral» de que fala o Papa Francisco. Somos fiéis à filosofia ancestral do «viver bem», nova ordem de vida que propõe harmonia e equilíbrio nas relações entre os seres humanos, e entre eles e a natureza.

A terra não nos pertence, somos nós que pertencemos à terra. Devemos cuidar dela e cultivá-la em benefício de todos. Queremos normas ambientais em todos os países, em virtude do cuidado dos bens comuns.

Exigimos a reparação histórica e um quadro jurídico que tutele os direitos dos povos indígenas nos planos nacional e internacional, promovendo um diálogo sincero com a finalidade de superar os vários e múltiplos conflitos que atingem os povos indígenas, nativos, camponeses e afrodescendentes.

3. Defender o trabalho digno

Comprometemo-nos a lutar pela defesa do trabalho como direito humano. Com a criação de fontes de trabalho digno, com a definição e a realização de políticas que devolvam todos os direitos trabalhistas eliminados pelo capitalismo neoliberal, como os sistemas de segurança social e de reforma, e o direito à sindicalização.

Rejeitamos a precarização e a terceirização, enquanto procuramos fazer com que se supere a informalidade através da inclusão e nunca com a perseguição nem com a repressão.

Ao mesmo tempo, defendemos a causa dos migrantes, dos deslocados e dos refugiados. Solicitamos os Governos dos países ricos a ab-rogar todas as normas que promovem um tratamento discriminatório contra eles e a estabelecer formas de regulação que eliminem o trabalho escravo, o contrabando, o tráfico de pessoas e a exploração infantil.

Promoveremos formas alternativas de economia, tanto nas áreas urbanas como rurais. Queremos uma economia popular e social comunitária, que salvaguarde a vida das comunidades e na qual a solidariedade prevaleça sobre o lucro. Para tal finalidade é necessário que os Governos intensifiquem os esforços emergentes das bases sociais.

4. Melhorar os nossos bairros e construir habitações dignas

Denunciamos a especulação e a comercialização dos terrenos e dos bens urbanos. Rejeitamos os despejos forçados, o êxodo rural e o crescimento dos bairros marginais. Rejeitamos todos os tipos de perseguição judiciária contra quantos lutam por uma casa para a sua família, porque consideramos a habitação um direito humano fundamental, que deve ser de cunho universal.

Exigimos políticas públicas participativas que garantam o direito à habitação, a integração urbana dos bairros marginais e o acesso integral ao habitat para edificar casas com segurança e dignidade.

5. Defender a Terra e a soberania alimentar

Promovemos a reforma agrária integral para distribuir a terra de modo justo e equitativo. Chamamos a atenção dos povos para o nascimento de novas formas de acumulação e de especulação da terra e do território como mercadoria, ligadas ao agronegócio, que promove a monocultura destruindo a biodiversidade, consumindo e poluindo a água, deslocando populações camponesas e utilizando agrotóxicos que contaminam os alimentos.

Confirmamos a nossa luta pela eliminação definitiva da fome, a defesa da soberania alimentar e a produção de alimentos sadios. Ao mesmo tempo, rejeitamos com determinação a propriedade particular das sementes por parte de grandes grupos agro-industriais, assim como a introdução dos produtos transgénicos em substituição dos originais, uma vez que destroem a reprodução da vida e a biodiversidade, criam dependência alimentar e causam efeitos irreversíveis para a saúde humana e para o meio ambiente. Do mesmo modo, confirmamos a defesa dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas sobre a agricultura sustentável.

6. Construir a paz e a cultura do encontro

Comprometemo-nos, a partir da vocação pacífica dos nossos povos, a intensificar as obras colectivas que garantem a paz entre todas as pessoas, os povos, as religiões, as etnias e as culturas.

Confirmamos a pluralidade das nossas identidades culturais e as nossas tradições, que devem conviver harmoniosamente sem que umas submetam as outras. Levantamo-nos contra a criminalização da nossa luta, porque continuam a criminalizar os nossos costumes.

Condenamos qualquer tipo de agressão militar e mobilizamo-nos pela cessão imediata de todas as guerras e das acções desestabilizadoras ou dos golpes de Estado, que atentam contra a democracia e a escolha dos povos livres. Rejeitamos o imperialismo e as novas formas de colonialismo, quer sejam militares, quer financeiras ou mediáticas. Pronunciamo-nos contra a impunidade dos poderosos e a favor da liberdade dos lutadores sociais.

7. Combater a discriminação

Comprometemo-nos a lutar contra todas as formas de discriminação entre os seres humanos, baseadas em diferenças étnicas, cor da pele, género, origem, idade, religião ou orientação sexual. Todos nós, mulheres e homens devemos ter os mesmos direitos. Condenamos o machismo, qualquer forma de violência contra a mulher, em particular o feminicídio, e bradamos: Ni una menos! (Sem sequer uma a menos!).

8. Promover a liberdade de expressão

Promovemos o desenvolvimento de meios de comunicação alternativos, populares e comunitários, diante do avanço dos monopólios mediáticos que ocultam a verdade. O acesso à informação e a liberdade de expressão são direitos dos povos e fundamento de qualquer sociedade que quiser ser democrática, livre e soberana.

O protesto é também uma forma legítima de expressão popular. É um direito e nós que o exercemos não devemos ser perseguidos por isto.

9. Pôr a ciência e a tecnologia ao serviço dos povos

Comprometemo-nos a lutar a fim de que a ciência e o conhecimento sejam utilizados ao serviço do bem-estar dos povos. Ciência e conhecimento são conquistas de toda a humanidade e não podem estar ao serviço do lucro, da exploração, da manipulação ou da acumulação de riquezas por parte de alguns grupos. Fazemos com que as universidades se encham de pessoas do povo e os seus conhecimentos se destinem a resolver os problemas estruturais, mais do que a gerar riquezas para as grandes corporações; a denunciar e a controlar as multinacionais farmacêuticas que, por um lado, lucram com a expropriação dos conhecimentos milenários dos povos nativos e, por outro, especulam e geram lucros com a saúde de milhões de pessoas, antepondo os negócios à vida.

10. Rejeitamos o consumismo e defendemos a solidariedade como programa de vida.

Defendemos a solidariedade como projecto de vida pessoal e colectivo. Comprometemo-nos a lutar contra o individualismo, a ambição, a inveja e a avidez, que se escondem nas nossas sociedades e muitas vezes em nós mesmos. Trabalharemos incansavelmente para erradicar o consumismo e a cultura do descarte.

Continuaremos a trabalhar para construir pontes entre os povos, que nos permitam abater os muros da exclusão e da exploração!

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Os que devem morrer

pensão especial aposentadoria indignados

por Mauro Santayana

A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.

Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.

Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.

É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.

HOMENS-MÁQUINAS

Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.

Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.

São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.

A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.

velho previdência INSS indignados

O invento da invisibilidade e os superprotegidos presos do PCC que não são rastreados

 

invento

Escreve José Manuel Lourenço:

Há pouco mais de um mês, uma jornalista de Ribeirão Preto recebeu um telefonema intrigante de uma financeira. Além de se oferecer para ‘comprar’ um financiamento consignado que tinha, a empresa listou, com bastante precisão, uma série de detalhes bastante específicos sobre a sua vida financeira. Detalhes que, teoricamente, só deveriam ser do seu conhecimento.

“É a personificação do Big Brother, o sequestro definitivo da privacidade”, conta a profissional, que prefere não ser identificada.

A situação vivida pela profissional não é inédita, Pelo contrário, diariamente milhões de brasileiros deixam rastros digitais (…).

Marco Civil
O direito à privacidade é um dos pontos mais importantes do Marco Civil (…)

privaticidade 2

 

O Telefone celular pode estar rastreando cada movimento seu e você pode nem mesmo saber

privaticidade

Por Noam Cohen

(…) Um político do Partido Verde alemão, Malte Spitz, recentemente aprendeu, nós já estamos sendo continuamente rastreados, quer tenhamos nos voluntariado ou não. As companhias de telefone celular normalmente não divulgam quanta informação elas coletam, assim o Sr. Spitz foi a justiça para descobrir exatamente o que sua companhia de celular, a Deutsche Telecom, sabia sobre o seu paradeiro.

Os resultados foram espantosos. Em um período de seis meses, de 31 de agosto de 2009 a 28 de fevereiro de 2010, a Deutsche Telecom tinha registrado e gravado suas coordenadas de longitude e latitude mais de 35.000 vezes. Ela o rastreou de um trem em seu caminho para Erlangen desde o início até a noite anterior, quando ele já estava em casa em Berlim.

(…) Nos Estados Unidos, as companhias de telecomunicação não têm de comunicar precisamente qual material elas coletam, disse Kevin Bankston, um advogado da Eletronic Frontier Foundation, especialista em privacidade. Ele acrescentou que baseados em casos da justiça ele poderia dizer que “eles guardam mais disso e está ficando mais preciso.”

“Telefones têm se tornado uma parte necessária da vida moderna,” ele disse, contestando a ideia de que “você tem de abrir mão de sua privacidade para fazer parte do século 21.”

Nos Estados Unidos há razões de cumprimento da lei e de segurança para as companhias telefônicas serem encorajadas a acompanhar seus clientes. Tanto o FBI como a DEA (Drug Enforcement Administration) tem usado registros de telefones celulares para identificar suspeitos e fazer prisões. Veja vídeos sobre essa costumeira espionagem.

No Brasil, o PCB (Primeiro Comando do Brasil) possui 26 PCCs (Primeiro Comando da Capital), e usa os celulares para identificar policiais que realizam bicos e promover chacinas. As autoridades de segurança pública e a imprensa denunciam esse poder criminoso, responsável pela onda de violência que leva o povo brasileiro, em nome da ordem, desejar a volta da ditadura, conforme pesquisa.

Uso de capa de invisibilidade para celulares

cloak-invisibility

Como é possível um preso incomunicável, em uma cadeia de segurança máxima, possuir telefone, e ligar para, no mínimo 26 telefones, os comando das capitais brasileiras?

Dizem que o PCC possui um poder de fogo superior ao obsoleto armamento das polícias. Assim sendo, a possibilidade do uso de novos inventos.

Se um dos seus objetos preferidos de HP é a capa da invisibilidade que Harry herdou do pai, saiba que a capa não é exclusividade dos bruxos.

Cientistas trouxas liderados por Xiang Zhang, diretor da UC Berkeley’s Nano-scale Science and Engineering Centercom, na Califórnia, Estados Unidos, criaram um “tapete manto” de silício nanoestruturado, que encobre a presença de objetos colocados ao abrigo do mesmo a partir de detecção óptica.

“Chegamos a uma nova solução para o problema da invisibilidade baseado na utilização de materiais dielétricos (não-condutores). Nossa capa óptica não apenas sugere que a verdadeira invisibilidade está ao alcance, mas também representa um grande passo para a transformação óptica”

A capa ainda pode ser vista, mas a saliência do objeto debaixo dela desaparece de vista.

É, meus caros, a ciência também pode ser mágica. Resta torcer para que a capa deixe de ser um protótipo e passe a ser produzida em escala comercial (ou não).

Via ScarPotter.

Quem não acredita nessa possibilidade são os governadores Alkmin, Richa e Colombo, todos da Oposição, e que governam estados dominados pelo terrorismo. Deu no Galileu:

Desenvolvido pelo físico John Pendry, do Imperial College de Londres, o “manto da invisibilidade” acaba de sair do papel. Cientistas norte-americanos da Universidade Duke, na Carolina do Norte, ajudaram o físico a fazer um pequeno cilindro de cobre se tornar invisível a radares. O equipamento é feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre, ou metamateriais. Neles, as ondas emitidas pelo radar se desviam do objeto e se reencontram do outro lado. Os pesquisadores, por enquanto, não conseguiram fazer um objeto desaparecer diante dos olhos de alguém. Para isso, eles teriam que fazer com a luz o mesmo que fizeram com as ondas de radar, desviá-las. Confira 

Físicos conseguem criar espaço secreto entre dois feixes de luz para esconder um terceiro.

À primeira vista parece um jogo de luzes, em que as cores se separam, a partir de um feixe laser verde, e prosseguem a diferentes velocidades no interior de uma fibra ótica: o azul mais acelerado, e o vermelho mais lentamente. Mas este desfasamento, que é provocado intencionalmente em laboratório, é muito mais do que um jogo de luzes. É o embrião de um dispositivo que os seus criadores apresentam como o primeiro sistema de “invisibilidade temporal”, capaz de tornar indetetável um acontecimento durante uma ínfima fração de segundo.

“Os nossos resultados representam um passo significativo para a concretização de uma capa espácio-temporal completa”, afirmou Moti Fridman, da universidade de Cornell, em Nova Iorque, que coordena a equipa de físicos que está a desenvolver a investigação, com financiamento do Pentágono.

As pesquisas vêm sendo desenvolvidas em vários países. Todo mundo sabe que o tráfico de drogas e de armas movimenta bilhões. É possível – quem pode dizer que não? – que o PCB tenha financiado seu próprio invento.
capa da invisibilidade
Vídeo 2 – Xiang Zhang
Vídeo 3 – Sir John Pendry

Inventou o PCC a capa de invisibilidade  para celular?
Inventou o PCC a capa de invisibilidade para celular?

Dime con quién te asesoras

Este artigo é importante, não tanto pelas denúncias que jamais serão confirmadas, como acontece no Brasil com os “assassinatos” de Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Juscelino, Jango, Carlos Lacerda, delegado Fleury e outros.

Nestas eleições municipais nada se sabe dos marqueteiros comprados, tipo Duda Mendonça, e das fraudadas pesquisas de opinião pública. Idem os principais financiadores de campanhas.

Escreve Manuel E. Yepe:

En esta etapa de la campaña electoral, apenas puede negarse que Mitt Romney y Barack Obama sean prácticamente idénticos en todos los sentidos. En cuanto a sus posiciones en materia de salud pública, austeridad económica y perpetuidad de las guerras, el aspirante y el Presidente son dos imágenes idénticas en un mismo espejo.Lo anterior es la opinión del analista estadounidense Brandon Turbeville, de Carolina del Sur, en un artículo que publica la revista digital Activist Post en vísperas de las elecciones presidenciales de su país.Turbevile aprecia que hay identidad en cuanto a la expansión de las guerras y las masacres masivas; las diferencias están en que Obama las promueve mediante engaños y acciones encubiertas, y la psicosis de guerra de Mitt Romney se manifiesta mucho más abiertamente. “La carrera de Romney hacia una tercera guerra mundial -potencialmente termonuclear – no podría ser más clara”.

El equipo de política exterior de Romney estará integrado por neoconservadores que fueron parte del equipo de Bush, a los que se sumarán otros rabiosos halcones de guerra, sionistas e imperialistas, dice el analista.

Entre todos ellos, sobresale el neoconservador Dov Zakheim, considerado por algunos autor intelectual principal de los fatídicos actos terroristas del 11 de septiembre de 2001. Se asegura que será su asesor superior.

Turbeville recuerda que el diez de septiembre de 2001, el entonces Secretario de Defensa y jefe del Pentágono, Donald Rumsfeld, ofreció una conferencia de prensa en la que informó que del Pentágono se habían desaparecido 2.3 mil millones de dólares. (La periodista e informante de la CIA Susan Lindauer ha asegurado que la suma desaparecida era de 9.1 mil millones). Transcrevi trechos. Leia mais.

Uma terceira guerra mundial é o Apocalipse. Sua história jamais será contada.
Michel Serres, em entrevista ao Le Monde, em 10 de maio de 1981, falou que “hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso”.
Revela o filósofo: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim dessa história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é no sentido de descobrir as condições de algo que vá além dessa da data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo para um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha. Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro”.
Para Michel Serres, se há uma esperança histórica “está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar”. Para tanto, neste mundo hodierno, existe o cientista político que, no Brasil, está mais preocupado com a arte de ganhar dinheiro mais rápido e fácil. Viraram aduladores dos governantes.
Os primeiros cientistas políticos foram os profetas e os criadores de utopias. Serres afirma: “Acredito fundamentalmente que, em matéria de Antropologia, é a história das religiões que têm os conteúdos mais concretos, carnais, globais. (…) Sou um leitor assíduo de Homero, de Virgílio, de toda a Antiguidade grego-latina e também dos profetas de Israel que, para mim, inventaram a noção de História”.
E acrescenta:
“Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará reperti-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez absoluta de todos os reis. O real fugil deles, e vem em nossa direção”.
O real e a visão do futuro é a fala profética.

CORTES NA EDUCAÇÃO MOTIVAM GREVE GERAL AMANHÃ EM PORTUGAL. NO BRASIL NEM PENSAR

Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação

O corte de R$ 55 bilhões no Orçamento de 2012 anunciado pelo governo atinge áreas consideradas vitais, inclusive pela própria presidente Dilma Rousseff. Saúde e Educação, diversas vezes anunciadas como prioritárias pela chefe do Estado, sofreram juntas corte de R$ 7,4 bilhões em relação ao que foi aprovado no Congresso Nacional.

Foram revisadas também as projeções de gastos com benefícios previdenciários, assistência social, subsídios e complementações para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com redução de R$ 7,7 bilhões na previsão de gastos com benefícios previdenciários.

Com um corte 10% maior que o realizado no ano passado, o Planalto contingenciou ainda R$ 35,01 bilhões de despesas não obrigatórias e passou a tesoura em R$ 20,3 bilhões dos gastos criados pelo Congresso com emendas parlamentares. Mais R$ 20,5 bilhões foram reduzidos das despesas obrigatórias.

Contingenciamento

Na comparação entre os ministérios, além da Saúde e da Educação, o das Cidades foi uma das pastas que mais perdeu, com corte R$ 3,3 bilhões.

A redução nas verbas também afetou os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, que amargaram a redução de R$ 197 milhões e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.

“Esta é a prova de que a peça orçamentária é cada vez mais utilizada como mecanismo de manobra pelo governo para destinar as verbas da União, de acordo com o interesse do Executivo, neste caso mais uma vez assegurando a farta remuneração dos rentistas, lastrada no que se convencionou chamar de superavit primário”, avalia Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do ANDES-SN.

O governo raspa o tacho dos ministérios para economisar, juntar dinheiro para pagar os juros da dívida externa que só faz aumentar. Uma dívida que jamais foi auditada.

Nota de repúdio aos cortes nos orçamentos de Educação e C,T&I

 


A ANPG repudia veementemente a opção política feita pelo governo Dilma Rousseff de implementar um corte de R$ 55 bilhões no Orçamento da União para garantir uma política econômica que favorece o pagamento de juros de dívidas e manutenção da meta de inflação em detrimento dos investimentos necessários ao desenvolvimento do país em diversas áreas, especialmente em Educação e Ciência, Tecnologia e Educação.
A medida repete o corte realizado no início de 2011, de R$ 50 bilhões, também duramente criticado pela ANPG. A avaliação da entidade é que a história recente nos mostrou que em momentos de crise a melhor resposta não é o contingenciamento e austeridade, mas estímulo ao crescimento.

Ressalte-se que se tratam de cortes em educação e ciência, tecnologia e inovação no país que hoje é a sexta economia do mundo justamente quando os desafios brasileiros são maiores pelo reposicionamento que o país busca na geopolítica mundial, pela descoberta e consequente exploração de petróleo na camada pré-sal, pelos mega eventos esportivos que o Brasil sediará e pelos próprios gargalos que historicamente travam o desenvolvimento pleno do país. Neste contexto, trata-se do momento em que o país deveria investir mais em áreas estratégicas como são educação e C,T&I.
A ANPG repudia os cortes no Orçamento 2012, portanto, pois compreende que eles comprometem o desenvolvimento do país e fazem o Brasil perder a chance de investir em seu maior patrimônio: os recursos humanos.

O único brasileiro que ganhou o Prêmio Nobel teve a cidadania cassada

Peter Brian Medawar
Peter Brian Medawar

Zoólogo britânico, de origem brasileira, nascido em 1915, no Rio de Janeiro, e falecido em 1987, em Londres. Partilhou o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina, em 1960, com o físico e virólogo australiano Macfarlane Burnet, pela descoberta do fenómeno de desenvolvimento de tolerância do sistema imunológico, quando verificou que animais adultos, injetados durante os primeiros tempos de vida com células de outro organismo, aceitavam transplantes de pele desses organismos.

Presidente Dutra cassou a cidadania de Peter Medawar  

A Segunda Guerra Mundial trouxe, entre outros horrores, um tipo de combate utilizando bombas e bombardeiros, causando um aumento marcante do número de vítimas com queimaduras graves. Com a descoberta da penicilina em 1928 por Alexander Fleming (que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, em 1945) os antibióticos passaram a ter um papel decisivo no controle das infecções, e assim, muitos destes pacientes “grande queimados” sobreviveram. Com esta nova realidade, a necessidade de se encontrar alternativas de tratamento para os pacientes com grandes áreas de queimadura se tornou iminente e o uso de enxertos de pele para tratamento destes casos passou a ser crucial. Em casos de queimaduras de pequena extensão, eram realizados auto-enxertos de pele apresentando quase sempre bons resultados. No entanto, em casos de grandes áreas de queimaduras, a possibilidade de auto-enxerto não era viável e tentativas começaram a ser feitas utilizando-se fragmentos de pele autólogos, ou seja, de outros doadores (aloenxerto).

Neste contexto, Peter Medawar teve um papel de destaque. Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1915, perdeu a nacionalidade brasileira por uma intransigência do então ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, por causa do serviço militar, mudando-se para Oxford onde cursou zoologia. Na Inglaterra, Peter Medawar se interessou pela questão dos enxertos de pele, cujos resultados mostravam claramente que auto-enxertos eram aceitos e que aloenxertos eram rejeitados. Observou que um segundo enxerto do mesmo doador era rejeitado mais precocemente ainda. Desenvolveu então, modelos experimentais para compreender os mecanismos envolvidos na rejeição, até então desconhecidos. Após extensos e cuidadosos experimentos em coelhos, Medawar estudou parâmetros importantes como tempo, dose, especificidade da primeira e da segunda rejeição, assim como as alterações clínicas e histológicas. Com estes experimentos históricos realizados em 1944 e publicados em 1945, foi demonstrado que a rejeição ao aloenxerto era imunológica. Medawar redescobriu as leis do Transplante apresentadas anteriormente por Schöne e Tizzer, definindo as bases da imunologia de transplante de tecidos.

Mais tarde, na década de 50, Medawar descobriu que a imunidade ao enxerto poderia ser desencadeada também por células mortas e por extratos celulares. Os conceitos de alo-reconhecimento, dos linfócitos como células imunocompetentes e da reação do tipo hipersensibilidade retardada com componente principalmente celular e não humoral foram definitivamente estabelecidos. Por todo o seu trabalho, Peter Medawar foi agraciado com o prêmio Nobel de Medicina em 1960.

Brasil, o vazio intelectual da humanidade

Antigamente no Brasil, era possível ser professor universitário por notório saber. Também se concedia pensões especiais para intelectuais e cientistas e artistas. Pelos relevantes serviços prestados ao país.

Hoje conheço muitos que morrem na miséria. Principalmente professores e jornalistas. Idem pintores, músicos, escritores.

Quando o cara morre, colocam o nome em ruas, escolas e promovem outras homenagens fúnebres. Existem outros que são completamente esquecidos. É o caso de Peter Medawar.

 Assim fica explicado: a Argentina tem 25 prêmios Nobel. O Brasil, nenhum.

Eis uma campanha que merece nosso apoio: dedicar 0,7 % do imposto de renda à ciência. Exportação de cérebros

 

 

 

Uma campanha que teve início na Espanha. Veja no Actuable.

Quanto os Governos Federal e estaduais investem na ciência? Deve ser zero. Que o Brasil é o país das fábricas e oficinas estrangeiras. Dos medicamentos importados. Dos hospitais de luxo com senzalas para a freguesia do SUS, para os aposentados e pensionistas da previdência dos pobres.

Ahora queremos que se nos unan todos los colectivos posibles.
Si formas parte o conoces gente de asociaciones, clubs, de matemáticos, físicos, biólogos,ingenieros o cualquier investigador de cualquier ámbito (natural o social) o agrupación ciudadana de otro tipo favorable a esta PNL,
¡haznos llegar un contacto!

La investigación y la innovación son pilares fundamentales para el desarrollo de una sociedad moderna.

La Ciencia es un camino hacia el conocimiento, pero no es sólo algo altruista; la Ciencia es útil y necesaria. Sólo mediante la investigación subvencionada desde el Estado pueden los científicos trabajar independientemente y en beneficio de la sociedad. España necesita a estos profesionales de alta cualificación trabajando en buenas condiciones en beneficio de nuestro país. Una inversión en alta tecnología colaboraría a que España se colocase entre la élite mundial.

Pois é, como o Brasil pode ser sexta potência sem cientistas?

Quando vai terminar a importação de cérebros brasileiros para os países do Primeiro Mundo?

O Brasil perde com a exportação de cérebros

O físico Fred Melo Paiva Francisco Antonio Doria, professor emérito da UFRJ, diz a “O Estado de SP” que o problema não é o apagão de energia elétrica, mas o apagão intelectual, desastre capaz de interromper qualquer projeto de desenvolvimento

Francisco Antonio Doria já tinha se cansado dos discursos sobre a perda de competitividade das indústrias brasileiras. Foi então que, diante do espetáculo dos que não cresceram, pediu a palavra:

“Temos tido um sucesso inesperado e certamente não desejado em outro aspecto de nosso comércio exterior: a exportação de cérebros”.

Ministros franziram a testa, empresários e sociólogos cruzaram olhares de interrogação.

Francisco foi em frente: contou primeiro a história de um doutor em física que foi dar aulas nos EUA, já tem o green card e deve se tornar em breve um cidadão americano.

Depois fez um relato pessoal da frustrada tentativa de conseguir uma bolsa para seus estudos na área de Lógica.

Terminou lembrando um personagem histórico que de tão esquecido ninguém na sala dava notícia de sua existência:

“Temos um precedente trágico. Peter Medawar, o Prêmio Nobel cuja cidadania brasileira o Brasil cassou. Trata-se de evitar, daqui a dez anos, um apagão intelectual que vai afetar a fundo o desenvolvimento do Brasil”.

Chico Doria, 60 anos, é doutor em Física pela UFRJ. Já foi, ele próprio, um cérebro tipo exportação – como pesquisador das Universidades de Rochester e Stanford, ambas nos EUA, resolveu os dois problemas matemáticos que o consagraram como grande nome da ciência no mundo.

Embora sua praia sejam os números, foi um dos fundadores da Escola de Comunicação da UFRJ nos anos 80, “quando sua proposta era a convergência entre exatas e humanas”.

Segue entrevista de dezembro de 2005, completamente atual, só que o cenário piorou.

Ele responde as seguintes perguntas:

Existe realmente uma perigosa evasão de cérebros para o exterior?

Além dos baixos salários, o que mais favorece a migração de cientistas brasileiros para o exterior?

Os motivos que fazem o Brasil ser mais atrasado do que, por exemplo, a Índia?

Quais os prejuízos dessa saída dos cientistas brasileiros para o exterior?

BRASIL HOJE 

Na entrevista (leia)  eis a útima pergunta, com uma resposta curta, mas que se tornou uma profecia realizada:

O senhor arriscaria uma projeção do país para o dia em que aqui não tivermos mais nenhum pesquisador?

– Voltaremos a exportar matéria-prima e importar manufaturados.