Goiânia: Festa para os flagelados das enchentes

O jornal O Popular faz hoje a seguinte enquête:

Na sua opinião, a causa de tantos estragos em Goiânia é…

  •  Da população, que joga lixo na ruas, entupindo galerias e bocas-de-lobo.
  •  Do poder público, que permite construções em áreas irregulares e não investe em infraestrutura.
  •  Da natureza, com sua força sempre imprevisível.
  •  De todos os fatores acima.

BRA^GO_DDM chuva

BRA_OP chuva

BRA^GO_HOJE chuva

Iniciada desde sábado (28), a tradicional comemoração do réveillon na Praça Cívica, região central de Goiânia, já recebeu milhares de pessoas e alguns shows. Informa o jornal Hoje, de Goiânia: Se você não vai deixar a capital neste fim de ano, a Virada na Praça é gratuita e tem muito a oferecer. Hoje, a partir das 20 horas, a festa da virada de ano contará com várias apresentações de artistas goianos. Posteriormente, o sertanejo Leonardo deve revezar o palco com Daniela Mercury.

Para abrir as festividades na Praça Cívica, os dois palcos montados no local devem receber nomes como Vanessa Oliveira, Franco Levine, Nila Branco, Banda Voice, Favela SA, Juraildes da Cruz, Casa Bizantina, Almir Pessoa e Napalm. Nestes últimos dois dias de shows já passaram por esses palcos a cantora gospel Aline Barros e os músicos católicos Tony Allysson e Padre Antônio Maria.

Para melhor acomodação das 50 mil pessoas esperadas para a virada, 40% do espaço reservado para os shows conta com tendas para proteção das pessoas caso haja chuvas. De acordo com os organizadores da festa, o local destinado ao evento foi totalmente isolado por alambrados e possui três entradas para o público. Essas ações e mais 500 policiais na região devem garantir a segurança dos festeiros.

Leonardo e Daniela Mercury estarão juntos com o público na contagem regressiva para a chegada de 2014. Quando os relógios marcarem meia-noite, shows pirotécnicos em diversos lugares do País e do mundo enfeitarão o céu. Goiânia terá aproximadamente 16 minutos de queima de fogos, assim como o conhecido espetáculo realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Além da Praça Cívica, shows pirotécnicos serão levados a 14 pontos da capital. São os bairros: Centro, Urias Magalhães, Maria Dilce, Jardim Nova Esperança, Jardim Guanabara II, Jardim Novo Mundo, Vila Pedroso, Conjunto Vera Cruz II, Residencial Goiânia Viva, Moinho dos Ventos, Jardim Curitiba II, Parque Amazônia, Chácara do Governador e Jardim Balneário Meia Ponte.

Com queima de fogos de 16 minutos, Vitória festeja o estado de calamidade pública do Espírito Santo

BRA_NOTA chuva enchente Vitória

O número de capixabas que precisaram sair de suas casas e ainda não puderam retornar é 48.010. Destas, 7.021 pessoas foram acolhidas em abrigos e 40.989 ainda estão em casas de parentes e amigos. Dentre elas também temos o registro de 563 feridas. O levantamento das pessoas afetadas continua prejudicado pela dificuldade de acesso a muitas localidades, algumas totalmente isoladas pela intensa inundação, sem comunicação, água potável e energia elétrica.

São 24 vitimas fatais confirmadas e segundo a Defesa Civil do município de Baixo Guandu, seis pessoas continuam desaparecidas. As vitimas fatais são de Três em Baixo Guandu, Quatro em Barra de São Francisco, Oito em Colatina, uma em Domingos Martins, seis em Itaguaçu, uma em Nova Venécia e outra em Pancas.

Dos 78 municípios do estado, 54 já foram afetados pelas chuvas e são eles: Afonso Claudio, Agua Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Jeronimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.

BRA_NOTA chuva

Espírito vai fazer uma pausa nos pedidos de ajuda, para festejar a virada do ano.

A Prefeitura de Vitória confirmou o Réveillon em dois pontos da Capital. Em Camburi e na orla de Santo Antônio.
Na praia de Camburi haverá a tradicional queima de fogos de 16 minutos e shows de Dennise Pontes, Macucos e Bloco Bleque. As balsas começaram a ser posicionadas para receber os fogos.

Já em Santo Antônio, na Prainha, haverá shows dos grupos Chopp Samba, Sem Limites, Edson Mineiro & Goiano e banda Santero e show pirotécnico de 7 minutos.

Em ambos os locais, o evento acontecerá a partir das 20h e vai até as 2h.

O SHOW DE FOGOS na virada de ano na praia de Camburi vai ter novidades. Thais, Caroline e Tatiana se preparam para o evento de maneira especial.    Informa o jornal A Tribuna de hoje
O SHOW DE FOGOS na virada de ano na praia de Camburi vai ter novidades. Thais, Caroline e Tatiana se preparam para o evento de maneira especial. Informa o jornal A Tribuna de hoje

Para fazer festa, nunca faltou dinheiro nas prefeituras, e nas secretarias de Cultura e Turismo deste Brasil da Garota Safada e de Wesley Safadão.

Os governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes debaixos d’água

Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão... Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama
Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão… Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama

Falta pouco para a expressão “imagina na Copa” perder o sentido. A população do Rio de Janeiro, no entanto, ainda não tem razões para crer que problemas históricos, como as inundações causadas pelas chuvas de verão, os engarrafamentos, os arrastões na praia ou a penúria dos aeroportos estarão resolvidos a tempo do Mundial de 2014 – nem da Olimpíada de 2016. Particularmente em relação à chuva, não há mais esperanças: obras recém-inauguradas na cidade não resistiram ao primeiro temporal de verão e estão na mesma situação de prédios degradados, ruas esburacadas.

Símbolo da nova era da cidade, o recém-inaugurado estádio do Maracanã, o “novo Maracanã”, foi fotografado nesta quarta-feira como uma imensa nave boiando num espelho d’água turva na região da Grande Tijuca. O estádio foi reformado ao custo de 1 bilhão de reais, com o entorno também revirado para a adequação das galerias, redes de esgoto e toda a infraestrutura necessária para uma obra padrão Fifa. As obras de agora, no entanto, ainda parecem insuficientes para garantir que a região resista aos temporais de todo verão.

Outra obra finalizada recentemente também amanheceu alagada: o complexo Cidade da Polícia, no Jacaré, que passou a abrigar treze delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A área da cantina passou parte do dia com alguns palmos de altura de inundação. O estacionamento de viaturas ficou alagado e policiais temem que tenham sido danificadas picapes utilizadas em operações. A água é mais um problema para quem trabalha na Cidade da Polícia: policiais relatam que a falta de luz é uma constante no local.

Na Baixada Fluminense, mais um exemplo de obra recente que parece não estar preparada para as chuvas: como mostrou reportagem do site de VEJA, desde a quinta-feira da semana passada cerca de 100 apartamentos dos andares térreos do Condomínio Parque Valdariosa – que tem 1.500 unidades – foram invadidos pela água da chuva. Este é o maior empreendimento do Minha Casa, Minha Vida na Baixada. Nesta quarta-feira, o problema se repetiu: os apartamentos ficaram alagados pela água que retornava pelos ralos e vasos sanitários.

O condomínio foi construído para receber famílias de baixa renda, parte delas removidas de áreas com risco de deslizamento ou de enchentes. De acordo com o prefeito de Queimados, Max Rodrigues Lemos, engenheiros da Construtora Bairro Novo, que construiu os apartamentos, estão vistoriando o sistema de drenagem do condomínio para verificar se houve obstrução ou outro problema, como quebra de manilhas ou uso de manilhas menores do que o necessário.

“Existe um problema na drenagem do condomínio, segundo a construtora. De acordo com a empresa, foi um problema na execução. A construtora pediu uma semana para fazer um diagnóstico detalhado e apresentar um relatório. E se comprometeu a realizar as mudanças necessárias”, disse Lemos, após reunião com representantes da Bairro Novo e da Caixa Econômica Federal. Reportagem da revista Veja. Transcrevi trechos.

brasil-rio-de-janeiro-enchente2

A CIDADE POLICIAL DE “SEU” CABRAL

cidade da polícia1

Localizada próximo à Linha Amarela e na interseção das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, o governador Sérgio Cabral levantou a Cidade da Polícia, um complexo de 66 mil metros quadrados, inicialmente orçado em 72 milhões.

Grande parte da Cidade  ocupa os antigos galpões da Souza Cruz, mas as instalações do setor de segurança e controle, do estande de tiros, do canil e do Esquadrão Antibombas, além do quiosque, da quadra poliesportiva e da cabine de medição, são construções novas. No total, 25,5 mil metros quadrados de área construída, sem considerar as obras complementares a serem licitadas.

Três prédios já estão prontos: o setor de segurança e controle, o estande de tiros e a Unidade de Monitoramento e Inteligência (UMI). Esta última é a terceira maior unidade da Cidade de Polícia, com quase cinco mil metros quadrados de área construída e com dois pavimentos, onde se concentrarão sistemas e equipamentos dos mais modernos do mundo.

Os outros blocos do complexo estão com 55% de obras já executadas. A maior estrutura do complexo é o Pavilhão Central que tem quatro blocos e 8,8 mil metros quadrados de área construída. O pavilhão vai abrigar uma central de armamentos e as seguintes unidades especializadas: Decon (Delegacia do Consumidor); DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática); DDEF (Delegacia de Defraudações); DELFAZ (Delegacia Fazendária); DRF (Delegacia de Roubos e Furtos); DCOD (Delegacia de Combate às Drogas); DFAE (Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos); DC-Polinter (Divisão de Capturas – Polícia Interestadual); DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis); DDSD (Delegacia de Defesa de Serviços Delegados); DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial); DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente); e DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas).

Segundo maior prédio do complexo, a Central de Flagrantes, com 5,3 mil metros quadrados de área construída, concentrará todos os registros das delegacias especializadas e o efetivo da Coordenadoria de Operações Especiais (Core). Com metade da reforma pronta, a nova unidade aproveitou apenas a fachada de um antigo prédio. Toda a parte interna está sendo refeita. Aos fundos, foi construída a nova sede do Esquadrão Antibombas.

Logo após a portaria, fica o bloco social, um prédio antigo que está sendo reformado para acolher o setor de triagem, a área administrativa, uma enfermaria, o refeitório e uma cozinha industrial. Ao lado, estão a quadra poliesportiva e o quiosque,com uma área de convivência, que já estão prontos.

Parte das obras complementares, um prédio entre a UMI e o Pavilhão Central será reformado para abrigar a Semat (depósito destinado à guarda de material e equipamentos) e o setor de treinamento, inclusive com a construção de uma favela cenográfica para simular situações de confronto. Que os favelados são os principais inimigos das polícias civil e militar do governador Sérgio Cabral, conforme a estratégia de guerra interna criada pelo general Golbery.

cidade da polícia

Quantos brasileiros vão morrer de frio neste inverno?

BRA^SC_NDOD frioBRA^SP_CDF frio povoBRA_FDL e o povo frio

Publica o Portal Terra: Enquanto turistas festejam a chegada da neve na região serrana de Santa Catarina, o frio extremo começa a causar os primeiros estragos no Estado. Aulas foram suspensas, uma cidade decretou situação de emergência e  um morador de rua morreu em decorrência das temperaturas baixas. Em Biguaçú, cidade localizada na região metropolitana de Florianópolis.

Informa o Correio Braziliense: No município de Sinimbu, no Rio Grande do Sul, um homem de 53 anos foi encontrado morto em uma propriedade rural.

Quantos já morreram de frio, eis a pergunta neste Brasil de moradores de rua, de sem teto, de sem terra e favelados?

O Jornal do Comércio do Recife, compadecido e alarmado, faz uma longa reportagem: O vento forte e a queda na temperatura causaram a morte de pelo menos 40 mil pintinhos desde o início da semana em granjas da região de Sorocaba. Confira o relato do piedoso e matemático jornalismo.

BRA^MG_FDM frio hospital

De acordo com o diretor responsável pelo setor de Urgência e Emergência da Santa Casa, em Passos, Minas Gerais, o médico José Ronaldo Alves, nesse período de inverno, o crescimento verificado é de até 40% nos atendimentos hospitalares.

Gripe, resfriado, pneumonia, sinusite, bronquite e outras doenças respiratórias são bastante comuns. Verifica-se, também, crescimento das doenças cardíacas como os infartos. As crianças e os velhos são as principais vítimas.

chuva enchente capitalismo charge

Quando as chuvas desabam pontes, casas, os governadores, que nunca realizam obras para evitar as tragédias anunciadas, correm para Brasília a choramingar milhões de reais. E, pelo visto e não visto, constroem cidades invisíveis e castelos no ar. É uma dinheirama que a chuva lava.

Que tem muita gente com frio, tem. Eis a prova:

Solidariedade e protesto nos seis meses da tragédia em Santa Maria

Familiares e amigos das 242 vítimas entregarão agasalhos

A manhã ensolarada deste sábado – dia em que a tragédia da boate Kiss completa seis meses – foi marcada por atos em homenagem às 242 vítimas do incêndio de 27 de janeiro, em Santa Maria. Por volta das 10h, familiares e amigos das vítimas começaram a se encontrar na Praça Saldanha Marinho e no Calçadão Salvador Isaía. O ato começou às 11h e o clima colaborou, com temperatura de 14ºC e sol a pino.

Os autores da homenagem estavam de preto, simbolizando luto. Entre os assuntos das conversas, relatos de saudosismos contrastavam com um sentimento uníssono de indignação e de perplexidade, pela soltura dos dois proprietários da casa noturna e dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira.

O protesto foi organizado por membros da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria (AVTSM). Desta vez, mesclado com solidariedade. Peças de roupas das vítimas estão sendo arrecadadas para doação à comunidade. São peças de inverno, agasalhos e casacos na maioria, que formam um kit. As vestimentas foram depositadas em caixas junto a uma barraca, que marca o ponto de encontro mensal dos parentes dos mortos no incêndio.

O grupo, de cerca de 60 pessoas, vestindo túnicas pretas saiu em caminhada pelo Calçadão e ruas centrais da cidade. Ao longo do trajeto, eles pedem doações de roupas e alimentos.

inundação enchente chuva