Um desembargador afastado. Do dinheiro da propina? Do cargo? Do emprego com salário além do teto? A máxima punição possível: uma aposentadoria precoce e remunerada

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O Conselho Nacional de Justiça está investigando, pelo bem do Brasil e felicidade geral do povo, as relações promíscuas entre juízes e advogados.

Joaquim Barbosa, usando do estilo direto que lhe é peculiar, condenou esse tipo de ‘conluio’, que acontece adoidado.

Em Natal tem o caso de Christine Epaud. Comprou um (1) hotel, pagou a metade do preço, e defendida pela esposa de um magistrado, ganhou dois (2) hotéis. Não é piada.

Em Búzios, já foi denunciado o fato do juiz Marcelo Villas, e sua companheira, a juíza Alessandra Araújo, que atuam a atuaram na 2ª Vara, inclusive na Zona Eleitoral, manterem relações de estreita amizade com o advogado Célio Salim, que se hospeda com alguma regularidade na residência dos magistrados, como ocorreu em 2011, quando em visita a Cidade para receber o título de Cidadão Buziano pela Câmara de Vereadores. Salim é o mesmo advogado que defendeu o então vereador e presidente do Poder Legislativo, João de Melo Carrilho, na ação em que o Partido Democrático Trabalhista (PDT) reclamava seu mandato na Justiça, por infidelidade partidária. Por intermédio de Salim, o ex-vereador tornou-se amigo do casal de juízes que atuam na Comarca, passando a privar da amizade e intimidade de ambos, ainda em 2011. Neste cenário não seria de se estranhar que Joãozinho Carrilho lograra êxito, como de fato ocorreu, em todas as ações penais nas quais figurou como autor contra este jornal, e que foram submetidas ao julgamento de Alessandra, que, a exemplo do que denunciou o ministro Joaquim Barbosa, não se deu por impedida, ocultando relação de amizade, mantida por ela e seu companheiro, com o ex-vereador.
Além do Jornal Primeira Hora, outro alvo da parcialidade do casal de magistrados, Marcelo e Alessandra, o ex-secretário de Planejamento, Ruy Borba, aguarda até hoje, sem resultado, uma certidão que lhe dê ciência de movimentação processual, relativa a ação na qual figura como ‘parte’, o que, para ele, estaria indicando influência de advogados que militam no Fórum da Cidade. Borba tem aguardado certidões, que mostram que processos em que aparece, como reclamado e réu, correm em velocidade espantosa, enquanto aqueles em que é reclamante e autor se arrastam até atingir a prescrição. O caso mais recente foi o da desapropriação da Fundação Bem Te Vi, um caso decidido em um dia, quando o juízo da 2ª Vara concedeu a imissão de posse em favor do Município com base apenas em um laudo de avaliação, encomendado pela Prefeitura, no caso o agente expropriante, não se dando ao trabalho de escutar os representantes da entidade. Leia mais

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, em sessão realizada ontem, decidiu por unanimidade afastar o desembargador Arthur Del Guércio Filho, da 15ª Câmara de Direito Público, suspeito de cobrar propina.

A denúncia, feita em 18 de março ao presidente da Seção de Direito Público, desembargador Samuel Alves de Melo Júnior, foi levada ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, que, em apuração preliminar, colheu depoimentos dos advogados. Na sequencia, o desembargador comunicou ao Superior Tribunal de Justiça e à Corregedoria Nacional de Justiça.

Uma empresa para vender notas fiscais

 

Acontece adoidado. Em fundações. Em ONGs. E partidos políticos.

Os melhores negócios do Brasil: cobrar pedágio nas estradas e favelas. E vender notas frias.

Tem gente com mania de criar empresas. Não sei pra quê?

Em Natal, em um hotel zero estrela, o Chalezinho Francês, na Praia do Meio, existe uma suruba de empresas de propriedade de Christine Epaud, que tem três cidadanias, duas pensões, inclusive uma por invalidez na França.

Depois de morar onze anos em Paris, foi aposentada pelo governo do Rio Grande do Norte. E tem um pedido (precatório) de efetivação no Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte.

Essa Christine usa diferentes nomes. Era lotada no gabinete da presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Pelos poderes divinos da onipresença e onipotência.

Em Cachoeiro do Itaperim, a polícia descobriu a empresa ‘ABC Metas’, que foi criada para a emissão de notas fiscais, que eram passadas para diversas empresas.

Justiça ameaçada

Juízes terão mais proteção contra crime organizado 

 

Em resposta às ameaças que juízes e integrantes do Ministério Público vêm sofrendo, foi publicada no Diário Oficial da União de ontem a Lei 12.694, que trata de medidas protetivas para as categorias. Entre as novidades da legislação está a possibilidade de convocar um colegiado para tomar decisões relativas a organizações criminosas, a permissão para trocar placas de automóveis utilizados e a para segurança própria armada. As regras passam a valer em 90 dias.

No Caso da Operação Judas, em Natal, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte teve escolta reforçada, e o desembargador Caio Alencar e o juiz Luiz Alberto Dantas, que investigaram os precatórios assinados pelos desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, solicitaram segurança particular. A desembargadora Judite Nunes afastou do gabinete da presidência a minoria aliada de Godeiro e Cruz, inclusive a funcionária Christine Epaud, amiga dos mafiosos irmãos Metralha.

Para o presidente em exercício da Associação Brasileira dos Magistrados (AMB), Raduan Miguel Filho, a lei atende em parte os anseios dos magistrados, mas ainda é necessário avançar mais. “Todos os magistrados já estavam esperando por medidas que dessem meios para uma efetivação maior da segurança. Agora, dizer que a lei soluciona todo o problema é utopia”, pondera. Segundo ele, mesmo com a mudança, ainda faltam mecanismos que possam garantir a proteção, não só dos magistrados, mas de todos os servidores do Poder Judiciário e familiares.

Uma das inovações é a possibilidade de o juiz solicitar um colegiado de mais dois magistrados na hora de tomar uma decisão que possa arriscar sua vida. A medida foi usada, de forma excepcional, depois da morte da juíza Patrícia Acioli, no Rio de Janeiro, em 2011. A magistrada, conhecida por investigar policiais milicianos, foi assassinada. Apesar de já ser usada pelo Ministério Público, a determinação não havia ainda respaldo legal para ação semelhante no Judiciário. A Lei 12.694 corrige essa ausência.

Outro ponto destacado é a mudança no Estatuto do Desarmamento para permitir que os tribunais e as unidades do Ministério Público tenham servidores com porte de arma, ou seja, segurança própria armada. A lei limita o porte a 50% do pessoal da segurança de cada unidade e condiciona à formação funcional em estabelecimentos de ensino policial e a medidas de controle interno. Ainda assim, a mudança é comemorada pelo conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Mário Bonsaglia. “É um avanço crucial no campo legislativo. É importante que cada órgão constitua e desenvolva seu próprio corpo de segurança institucional”, pontua. Segundo ele, é necessário, a partir de agora, garantir que existam recursos destinados para isso.

Bonsaglia foi um dos conselheiros destacados para prestar apoio à procuradora Léa Batista, ameaçada pelo ex-cunhado de Carlinhos Cachoeira, Adriano Aprígio. Na opinião dele, a segurança de procuradores e juízes não é um privilégio e, sim, uma garantia de bons serviços prestados à população. “Todo cidadão tem de ter proteção, mas aqueles que estão combatendo frontalmente o crime precisam ter garantias. Caso inexistam essas garantias, a atuação desses órgãos ficará prejudicada, com prejuízo para toda a sociedade”, avalia.

Memória

Morta com 21 tiros

Em 11 de agosto do ano passado, a juíza da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), Patrícia Acioli, sofreu uma emboscada e foi assassinada com 21 tiros na porta de casa. Patrícia sofria ameaças e chegou a usar escolta entre 2002 e 2007, quando o Departamento de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reavaliou o caso e entendeu que não havia mais necessidade de escolta. Segundo o Ministério Público, Patrícia foi assassinada quando investigava policiais militares. Sete acusados foram presos pelo envolvimento na morte da juíza e aguardam julgamento.

Mudanças

A Lei 12.694 visa aumentar a segurança de juízes e integrantes do Ministério Público. Veja as principais mudanças:

Em processos ou procedimentos envolvendo organizações criminosas, o juiz poderá optar pela formação de um colegiado para tomar decisões. Esse grupo será formado pelo juiz do processo e outros dois escolhidos por sorteio eletrônico. A ideia é dificultar retaliações.

Os tribunais poderão tomar medidas para reforçar a segurança dos prédios. Esse reforço pode passar por procedimentos de controle de entrada e saída, por exemplo,
a instalação de detectores de metais.

Será permitida a troca de placa dos veículos utilizados por membros do Ministério Público e do Poder Judiciário, em casos excepcionais, para que os carros não sejam identificados.

 

Fonte: Correio Braziliense

Operação Paraíso. Os defensores dos irmãos Metralha (com vídeo)

Faisal Rasool
Faisal Rasool

Quando acontecia a Operação Paraíso, Christine Epaud, na Noruega, concedeu entrevista para defender os irmãos Metralha (testemunho de uma convivência de dois a três anos):

– “Rapazes agradáveis e simpáticos”.

Shahid Rasool
Shahid Rasool

Para a polícia, os quatro irmãos paquistaneses são os assassinos de um vietnamita. E envolvidos em brigas de gangues em Oslo, com tiroteio e mortes. Inclusive um brutal sequestro, com tortura. Clique aqui.

Yasir Rasool
Yasir Rasool
Qaiser Rasool
Qaiser Rasool

Para quem não sabe: A população da Noruega duplicou com os emigrantes. Assim fica explicada a vinda dos irmãos Metralha para o Brasil com outros noruegueses. Todos com passagem pela polícia.

Nesta mesma reportagem sobre a máfia do frio, os jornalistas DAVID STENERUD e HANS KRISTIAN THORBJØRNSEN citam Christine Epaud como  svigermoren  de Thomas  Kristiansen.

Bjorn Løvstad, denunciado pela Operação Paraíso, também dá seu testemunhal sobre os irmãos Metralha. O interessante é que esta reportagem tem o seguinte título: “Envolvidos no negócio imobiliário, em Natal, não diriam uma palavra ruim sobre os temidos irmãos Metralha”.

Nesta reportagem de DAVID STENERUD, “Minha sogra contra-ataque”, Kristiasen defende Bjorn Løvstad.

Christine acusada de espalhar boatos, pede ao repórter para ser chamada simplesmente de “sogra”.

Para Løvstad, o interesse de Christine, proprietária da Sol Brasils,  de denegrir os “concorrentes visa encobrir o seu próprio contato com os Irmãos Metralha”.

O contra-ataque de Christine :

– “Sol Brasils foi fechada. Já faz mais de um ano. Agora eu sou apenas uma agente imobiliária freelance. Thomas não funciona em todos (negócios)”.

Christine mentiu. A Sol Brasils continua tão ativa quanto ela, apesar de aposentada por invalidez permanente. E super ativa como empresária e funcionária pública de gabinetes de presidentes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Acrescento que uma aposentadoria mais do que justificada: fez um transplante de rim, em Paris, cidade onde tem residência fixa.

Por que Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro queriam uma inválida no gabinete da presidência do Tribunal, sogra de um ex-presidiário e com relações perigosas?

Acredito por ser uma mulher que vive no tráfico. Que não para. Vive no tráfico aéreo. A reportagem de DAVID STENERUD tem o seguinte parágrafo final:

“A sogra de Thomas Kristiansen está atualmente em uma visita à Noruega, mas disse que  viaja, domingo, para os EUA”.

Com a posse da desembargadora Judite Nunes, Christine terminou um longo reinado no judiciário. Na vassourada, teve que retornar para seu antigo turismo na Secretária de Administração do Governo do Estado. Por morar no mesmo prédio, pediu à governadora Rosalba Ciarlini para ser lotada na Casa Civil. Sempre foi um emprego chinfrim, Christine, proprietária de uma dezena de empresas, não precisa ser funcionária pública potiguar.

Não há nenhum interesse salarial. O salário de barnabé não paga a vida luxuosa em Paris e Natal, e as costumeiras viagens internacionais.

Lotada no gabinete do presidente do TJ-RN, entrou com um  pedido de reenquadramento no Tribunal de Contas. Isso pode render um imoral precatório. Neste processo contra o TC, Christine apelou para a Justiça Gratuita, o que vale como um atestado de pobreza tão cobiçado pelos pobres que “têm sede de justiça”.

O bom, bem bão, diria o poeta Mário de Andrade, é que Christine, por ser aposentada por invalidez, não paga imposto. Nem impede pedir ao Detran a renovação da carteira de motorista.

Em testemunho na Justiça do RN, processo n. 001.04.015369-0: “esclarecendo a depoente que por ser aposentada por invalidez é isenta de pagamento do imposto de renda, que não se dispõe a quebrar seu sigilo bancário…”  Não fica claro se uma aposentadoria francesa e/ou brasileira.

No Brasil, a máfia dos irmãos Metralha  aparece no

Processo nº 0007185-89.2007.4.05.8400 – acusados GHULAM ABBAS ou ABBAS GHULAM, FAISAL RASOOL, ZAHID RASOOL, QAISER RASOOL, YASIR RASOOL, BJORN THOMAS LOVSTAD e TERJE FALKENHALL. Em tramitação na Justica Federal no Rio Grande do Norte – JFRN.

Os irmãos Metralha. Os irmãos RASOOL:  Ghulam Abbas (na época com 31 anos), Shahid Rasool (26), Zahid Rasool (29), Yasir Rasool (23), mann (21) og mann (28)
Os irmãos Metralha ou irmãos RASOOL: Ghulam Abbas (na época com 31 anos), Shahid Rasool (26), Zahid Rasool (29), Yasir Rasool (23), mann (21) og mann (28)
Vídeo da Dagbladet TV, Oslo, 2008
Vídeo da Dagbladet TV, Oslo, 2008

Assista aqui vídeo.

Os irmãos Metralha também estão sendo processados na Noruega por mais de 130 ações criminosas. E acusados de lavar 13,5 milhões. O tribunal de Oslo considerou que o dinheiro foi contrabandeado para o Paquistão e Brasil. Existe uma lista não divulgada de pessoas investigadas. Este documento secreto envolve 12 dos 16 acusados como membros da quadrilha. Use o tradutor Google e leia

Natal Paraíso do Crime. A família Kristiansen

 

Thomas Bjorn Løvstad e  Trygve Kristiansen começaram seus negócios imobiliários em Natal com um terreno doado pelo governo, em 1973, na praia de Ponta Negra. Repito: terreno doado.

Os negócios de Kristiansen são hoje tocados pela família. Família Kristiansen.

Os membros da Máfia do Frio são originários de gangues que atuaram em Oslo, onde a criminalidade é muito alta.

Importante salientar que “tinham renda zero” na Noruega, e rapidamente ficaram milionários no Brasil.

I eiendomsselskapet Natal Invest har flere av gründerne kriminell bakgrunn. Felles for mange av dem er at de har null i inntekt og formue i Norge samtidig som de investerer tungt i eiendom i Brasil.

Marius Dietrichson é um pistoleiro.

Siktet for drapsforsøk

Dietrichsons klient er også siktet for drapsforsøk etter skytingen på Aker Brygge ifjor sommer. Han har allerede sittet i fengsel i Brasil siden slutten av mars.

Transcrevo uma reportagem (a tradução é fácil pelo Google) que narra a primeira investida da Polícia Federal para acabar com essas máfias.

Por denuncia-las, estou ameaçado de morte. Por e pela família de Thomas Kristiansen, ex-presidiário, genro e sócio de Christine Epaud, uma tanzaniana, com nacionalidade brasileira e francesa (usa o nome do marido Gilles), que é funcionária pública da Secretaria de Administração do Governo do Rio Grande do Norte e (pasmem!) esteve lotada nos gabinetes de vários presidentes do Tribunal de Justiça.  Idem no Tribunal de Contas.

Para encobrir as ameaças, Christine Epaud pretende entrar com um processo para fechar este blogue. Confiante  nas amizades que fez.

Sou jornalista e professor de jornalismo (formei várias gerações de profissionais: Ricardo Noblat, Geneton Moraes Neto, para citar dois nomes de prestígio internacional), ex-diretor do jornal A República de Natal, não mereço ser mais um cadáver desses bandidos.

Censurar este blogue é tentar encabrestar um velho jornalista. Mas as denúncias continuarão na imprensa norueguesa.

A máfia pode calar a imprensa brasileira. Que o Brasil continua empestado de ações judiciais contra jornalistas que são blogueiros. Mas não amordaça a imprensa da Noruega.

Vou transcrever as reportagens que marcam a transformação de Natal em coito da Máfia do Frio.

Segue texto com o título  “Paraíso do Crime”  (Paradise Lost):

hovedsak

Paradise lost

Storstilt razzia: Sentrale medlemmer av B-gjengen, tidligere nattklubbeier Bjørn Thomas Løvstad og eiendomsinvestor Trygve Kristiansen er arrestert etter politirazziaen i Norge og Brasil. Hvitvasking: Politiet har slått til mot de det mener er hvitvasking av kriminelle penger i store eiendomsprosjekter i Brasil, hvor en rekke nordmenn er tungt involvert.

Allerede søndag kveld denne uken fikk det norske miljøet i Natal en forsmak på det som skulle komme. Da slo politiet til mot TAPs flight fra Lisboa til Natal. Ombord i flyet satt en rekke nordmenn som sammen med de andre passasjerene måtte tømme kofferter og bag´er, i tillegg til at de ble kroppsvisitert, da de kom frem. Etter det Dagens Næringsliv har fått opplyst fra øyenvitner, skal en av nordmennene være tatt med 60.000 euro på kroppen.

Igår klokken 11, norsk tid, slo politiet i Brasil til på nytt mot det norske miljøet i Natal. Samtidig aksjonerte det norske politiet mot gjengmiljøet i Oslo. Politiets har selv kalt dette for «Aksjon Paradis», etter en artikkel i Dagens Næringsliv vinteren 2006 med tittelen «Kriminelt eiendomsparadis». I artikkelen kom det frem hvordan en rekke kjente norske kriminelle og konkursryttere var tungt involvert i utbygging av ferieboliger i ferieområdet Natal nordøst i Brasil.

I aksjonen ble i alt 25 personer pågrepet igår, 15 i Oslo, ti i Brasil. I Brasil deltok rundt 230 politifolk. I Norge var 70-80 med på ransakningene på en rekke adresser i Oslo. Det ble tatt beslag i eiendommer, bankkonti, store pengebeløp og en rekke biler.

– Vi snakker om ikke ubetydelige beløp, men det er for tidlig å konkretisere. Det vil ta tid å gå igjennom beslagene, sier politiinspektør Iver Stensrud ved Oslo politidistrikt.

I Norge er foreløpig ni av 15 siktet for grovt heleri, med en strafferamme på seks år. Mistanken er at store pengebeløp som stammer fra vinningskriminalitet, er tatt fra Norge til Brasil og investert i eiendomsprosjekter.

Politiinspektør Iver Stensrud anslår at rundt halvparten av de pågrepne er sentrale medlemmer av B-gjengen, mens de øvrige har familiær tilknytning til disse. Familiemedlemmene skal ifølge politiet ha nytt svært godt av gevinstene fra vinningskriminalitet.

«Mildt sagt litt kaos»

Advokat Marius Dietrichson i advokatfirmaet Furuholmen representerer et av medlemmene i B-gjengen. Dagens Næringsliv fikk igår tak i advokaten mens han ventet på å få snakke med sin klient på politistasjonen i Natal.

– Jeg har inntrykk av at anslaget som pågår i Norge og Brasil også er rettet mot min klient. På grunn av alt merarbeidet dette har medført for brasiliansk politi, har jeg problemer med å slippe inn til ham, sier Dietrichson. – Det er mildt sagt litt kaos her nede.

Mens den norske advokaten ventet på å slippe inn til sin klient, løp brasiliansk politi forbi med datamaskiner og annet som er blitt beslaglagt under en store razziaen.

Siktet for drapsforsøk

Dietrichsons klient er også siktet for drapsforsøk etter skytingen på Aker Brygge ifjor sommer. Han har allerede sittet i fengsel i Brasil siden slutten av mars.

– Nå skal jeg prøve å få en oversikt over hva de bygger den nye anklagen på, og prøve å komme i kontakt med min klient, sier Dietrichson på telefon fra Natal.

Tre norske grupper

I Brasil er det tre norske grupper som det føderale politiet aksjonerte mot.

Blue Marlin Apartamentos og Hemingway Bar er et velkjent samlingspunkt for nordmenn på stranden Ponta Negra. Gruppen bak – som har utgangspunkt i Trøndelag – var en av de første som etablerte seg i ferieparadiset. Ifølge det føderale politiet, er det mistanke om ulovligheter ved de fleste av prosjektene knyttet til Blue Marlin. Trønderen som har ledet Blue Marlin Group, Trygve Kristiansen, er blant de arresterte. Det samme er en nær kompanjong fra Trondheim, Arvid Birkeland, som har eid det kjente overnattingsstedet Tres Macacos (tre apekatter). Selskapene som etterforskes er Blue Marlin Village og Cotovelo Resort &Spa, som ligger i Barramares, ved stranden Cotovelo. Andre prosjekter er B?zios Ocean View, B?zios Ocean View I, Tabatinga Beach Resort, Arituba Tropical og Le Park.

– Akkurat nå er det mer enn 200 politifolk i sving. De er inne i Sports Park og Blue Marlin og har tatt beslag i datamaskiner og papirer, kunne en av Dagens Næringslivs lokale kilder fortelle igår.

Sports Park består av fire høyblokker som inneholder en rekke luksuriøse leiligheter. Dagens Næringsliv kan dokumentere hvordan de mest eksklusive toppleilighetene har vært et yndet investeringsobjekt for medlemmer av familien Rasool som har tilknytning til B-gjengen. De samme leilighetene er blitt benyttet i en intrikat byttehandel som involverer den tidligere utelivsinvestoren Bjørn Thomas Løvstad og Trygve Kristiansen i Blue Marlin Group. I tillegg skal personer tilknyttet miljøet rundt Natal Invest, en annen stor norsk utbygger i Brasil, være arrestert.

Eiendomskongen

Natals ukronede eiendomskonge, Trygve Kristiansen, har blant annet sikret seg en av de mest attraktive strandeiendommene i Ponta Negra gjennom en byttehandel med B-gjengen. DN fikk igår ikke noen kommentar fra Kristiansens advokat.

I eiendomsselskapet Natal Invest har flere av gründerne kriminell bakgrunn. Felles for mange av dem er at de har null i inntekt og formue i Norge samtidig som de investerer tungt i eiendom i Brasil.

Daglig leder Morten Skarra i Natal Invest bekrefter at selskapet hadde besøk av Økokrim igår.

– Vi har ingen problemer med dette. Vi stiller oss positive til politiets aksjon, sier han.

Han vil ikke kommentere det faktum at en av de sentrale gründerne i selskapet er arrestert.

Hjelp fra Pel

Bjørn Løvstad, tidligere restaurant- og nattklubbeier i Norge, er arrestert og mistenkt for ulovligheter, Han hadde eiendommen ved siden av Blue Marlin Group. I slutten av november ifjor lanserte han sammen med verdens mest kjente fotballspiller – Pel – King´s Flats.

King´s Flats består av 32 leiligheter som ligger side om side med Blue Marlin.

Leilighetene skulle selges fra 600.000 til 1,2 millioner norske kroner. Det var Pel som fikk eiendommen i gave fra delstaten I 1973. Pel selv kastet glans over presentasjonen av leilighetsprosjektet i slutten av November med slagordet: «Gjør som meg, invester i Natal».

Bjørn Thomas Løvstad har registrert alle sine selskaper i Brasil i navnene til sin brasilianske kone og sine barn. Disse selskapene er Capricórnio, Le?o og Tarpoon. DN klarte ikke å komme i kontakt med Løvstads advokat igår.

Både Trygve Kristiansen og Bjørn Løvstad har drevet business i Brasil sammen med B-gjengen. Lederen for B-gjengen har brasiliansk kone og barn. Hans bror ble arrestert i mars, da han forsøkte å reise ut av Brasil med falskt pass.

En brasiliansk advokat som har vært mellommann er også arrestert, sammen med en annen nordmann og hans brasilianske kone.

 TODOS OS BANDIDOS CITADOS SÃO CASADOS COM BRASILEIRAS.

Christine Epaud e a magia negra da multiplicação de empresas

 

Fundar empresas no Brasil é coisa fácil para a funcionária pública Christine Epaud.

A última lista que apresentei:

1. Atlantica Estate Investimentos Imobiliários Ltda
2. Nova Dimas Construção 2005 Ltda
3. Sol Brasils Com. & Construção Ltda
4. E Faros Processamento de Computação Ltda
5. C. Epaud
6. Loan Investimentos Imobiliários Ltda
7. Restaurante Marbella Ltda
8. Brazil Real Estate e Construção Ltda
9. RGN Brasil Incorporações Imobiliárias Ltda

 Apresento mais duas:
10. Gege Construcão e Comunicacão Ltda
11. Areia Preta Construtora Ltda
Tem mais empresas. Depois divulgo. Deixa eu pegar o CNPJ.
Olha que usa os termos
Investimentos, duas vezes nos nomes das empresas
Imobiliário ,duas vezes
Imobiliária, uma vez
Construção, três vezes
Processamento de computação, uma vez
Como uma funcionária pública, sem eira nem beira, da noite para o dia, ficou proprietária de tantas empresas?

Plainte. Pour les mesures appropriées de l’ambassadeur français Yves Edouard Saint-Geours. Idem ministro Garibaldi Filho

Christine Epaud, festejando
Christine Epaud, festejando com Snorre Fossland
Christine Epaud

Ser proprietário ou gerente de empresa pode acarretar a demissão de um servidor público federal, uma vez que a lei nº 8112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, veta essas atividades. A norma diz que ao servidor público é proibido “participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionário, cotista ou comanditário” (artigo 117, X). O servidor, portanto, não pode participar de empresa como administrador ou gerente, mas pode como sócio. Caso contrário, ele será punido com a penalidade disciplinar de demissão (artigo 132, XIII).

Mas esta lei não vale no Rio Grande do Norte. Veja o caso de Christine Epaud, que denunciei ser proprietária de um suingue de empresas, participando como gerente e administradora.

Antes da duvidosa compra do Chalezinho Francês, vivia em Paris, na residência do marido, Gilles Epaud. E dele dependia.

Do marido, o sobrenome Epaud. E para homenagear o marido francês, o nome do Chalezinho.

Hotel comprado (pagou parte da transa-ção) com dinheiro de origem não comprovada, terminou sendo endereço das várias empresas de Christine. Isso é legal?

Dinheiro de origem e destino desconhecidos. Diz Christine que pegou  emprestado de um amigo. Valor declarado: meio milhão. Pelos recibos apresentados à justiça, mais de um milhão.

De onde veio este dinheiro? Que pessoa física dispõe – para usar uma expressão do desembargador Aderson Silvino – de tão vultuosa grana para entregar a uma pessoa sem eira nem beira? Seria um caso de agiotagem? De tráfico de dinheiro? De dinheiro sujo, lavado com a complacência das competentes autoridades brasileiras?

Antes do Chalezinho Francês, Christine Epaud vivia em Paris como manteúda de Gilles, e (pasmem!) com o salário mixuruca de funcionária da Secretaria de Administração do Governo do Rio Grande do Norte. Isto é, paga pelo povo potiguar para viver como turista na Europa.

Existe a possibilidade de outras fontes (a comprovar): receber como inválida dos governos da França e do Brasil. Isto é, grana do Cramif-France e do INSS-Brasil. Mas como uma tanzaniana,  consegue receber dinheiro como inválida do Governo Federal do Brasil e super ativa do governo do Rio Grande do Norte? Uma possível sacanagem que precisa ser investigada. Pelo ministro Garibaldi Filho. Pelo embaixador Yves Edouard Saint-Geours.

Yves Saint-Geours, embaixador da França
Yves Saint-Geours, embaixador da França

No INSS, teria usado um destes nomes: Christine Jeytoo ou Christine José da Silva.

Existe muito a investigar na vida de Christine. Suas relações com a máfia do frio, que transformou Natal em “Paraíso do Crime” Internacional, a legalidade de suas quatro nacionalidades. Dou o exemplo do casamento com Gilles. Um casamento arranjado.

Dizem que, com o casamento, Christine adquiriu uma nacionalidade francesa, e Gilles uma nacionalidade brasileira. E onde morou Gilles durante todo este tempo, hoje um foragido da justiça brasileira, com mandato de prisão arranjado por Christine?

Aliás, os casamentos com Christine e filhas dão azar. Os primeiros maridos morrem. Azar mesmo. Que Gilles e Chritine brigam na justiça. Eis alguns dos processos (de estelionato é um deles):

Procedimento Ordinário

Autora: Christine Epaud
Recebido em: 01/10/2008 – 5ª Vara da Fazenda Pública

Ação Penal – Procedimento Ordinário / Estelionato

Testemunha: Christine Epaud
Recebido em: 05/02/2009 – 5ª Vara Criminal

Execução Fiscal

Executada: Christine Epaud
Recebido em: 21/08/2007 – 2ª Vara de Execução Fiscal Municipal e Tributária

Reintegração / Manutenção de Posse

Ré: Christine Epaud
Recebido em: 10/12/2004 – 4ª Vara Cível

Procedimento Sumário

Autora: Christine Epaud
Recebido em: 23/03/2006 – 5ª Vara Cível

Procedimento Ordinário

Ré: Christine Epaud
Recebido em: 19/07/2004 – 4ª Vara Cível

Procedimento Ordinário

Ré: Christine Epaud
Recebido em: 12/08/2003 – 4ª Vara Cível

Cumprimento de sentença

Ré: Christine Epaud
Recebido em: 03/10/2003 – 6ª Vara Cível
Apesar desta briga, Christine insiste em usar o nome do marido, Epaud, que pediu divórcio.
O divórcio anula as nacionalidades?
Christine casou com o sobrenome Jeytoo

Este sobrenome Jeytoo ela prova com documentos da Tanzânia. Mas seu nome de nacionalidade brasileira é outro. Precisamente José da Silva. Veja

Em 2011, o sobrenome de Christine era Epaud. Casou, em 1991, com o nome tanzaniano Jeytoo, por que a persistência do Maria José?  O registro da carteira de identidade de 1987 jamais poderia ter o sobrenome Epaud. Não entendi: “Christine José da Silva (…) está oficialmente identificada neste instituto com o RG: n. 1.077.194 em 27.07.1987”. Certamente que sim. Mas em 2011, data do documento acima, no mesmo instituto, Cristine está oficialmente identificada como Christine Epaud. O número do RG não muda nunca. O nome sim. Por que a mudança de nome não está mencionada?
***
Publiquei documento que informa que jamais existiu esse casamento no referido cartório.
***
Sempre estranhei o nome e sobrenomes usados por Christine. Os pais também usam apenas um sobrenome e diferentes.Compare com os nomes dos presidentes da Tanzânia: Julius Kambarage Nyemere, Ali Hassan Mwinyi, Benjamin Nikapa, Jakaya Mrisho Kikwete; e primeiro-ministros: Cleopa David MsuyaSalim Ahmed SalimJoseph Sinde WariobaJohn Samuel MalecelaCleopa David Msuya,Edward Ngoyai LowassaMizengo Kayanza Peter Pinda.