Latuff sobre as ameaças de morte: “É importante discutir a violência policial. Um tabu que poucos têm coragem de tocar”

Carlos Latuff, fotografado por Roselita Campos
Carlos Latuff, fotografado por Roselita Campos
 As ameaças contra Carlos Latuff mancham o nome do Brasil. Natural que essa desonra aconteça. O artista plástico, jornalista, pintor, ativista dos direitos humanos, Latuff tem trabalhos espalhados por todo o mundo.

Biografa a Wikipédia: Durante o ano de 2011, vários protestos estouraram em todo o mundo árabe, sendo chamados de “Primavera Árabe“, Carlos Latuff se torna, através de seus trabalhos artísticos, em um dos grandes expoentes internacionais do movimento. SCAFLíbia e OTAN são, por exemplo, temas frequentes de seu trabalho, exposto pela mídia brasileira e diversos veículos internacionais. Seu trabalho sobre os acontecimentos se tornaram inclusive notícia em grandes meios de comunicação. “É um trabalho autoral, mas não se trata da minha opinião. É preciso que seja útil para os manifestantes, e que eles possam usar aquilo como uma ferramenta.

“Charge incomoda”, disse Latuff. Seu trabalho com temas sobre a “Primavera Árabe” tornou-se algo tão evidente, e importante para os povos que estão vivendo os acontecimentos, que se tornou fácil encontrar os trabalhos de Latuff nas mãos de protestantes pelas ruas de todas nações árabes, e de outros países que vivem tal efervescência. Seus trabalhos são impressos e expostos em tamanho normal, e por vezes ampliados, e copiados em faixas, cartazes de rua, posters carregados pelo povo nos protestos.

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AMEAÇAS DE MORTE NO BRASIL
Escreveu, esta semana, Carlos Latuff:  “Era de se esperar que houvesse reação violenta diante da minha provocação de que o garoto que matou o pai, um policial da ROTA, merecia atendimento psicológico e uma medalha. No estado policial em que vivemos no Brasil, as organizações da repressão são alçadas a condição sacrossanta. Quem ousar denunciar seus abusos corre sério risco de vida. Isso não é novidade pra mim, desde 1999, quando fiz meu primeiro protesto contra a violência policial, realizando uma exposição virtual de charges intitulada “A Polícia Mata”. Ao longo dos meus 23 anos de profissão como cartunista já fui detido três vezes por desenhar contra a truculência da polícia brasileira, e já recebi inúmeras ameaças, seja de judeus sionistas por conta de minhas charges em favor dos palestinos, seja de extremistas muçulmanos pelas minhas charges sobre a questão egípcia e síria. Portanto, ameaças fazem parte do meu trabalho.
Dessa vez, com as redes sociais, estas ameaças são potencializadas, graças a comunidades relacionadas a organizações policiais, que reúnem não só membros ativos das forças de repressão, como também simpatizantes com perfil fascista, anti-comunista, anti-petista, machista e homofóbico. É sabido que dois desses perfis,Fardados e Armados e Rondas ostensivas tobias de aguiar “Rota”estão incitando seus membros a tomarem ações violentas contra mim. E é bem possível que isso aconteça, afinal de contas, a polícia mata! Não seria eu o primeiro, e muito menos o último. Essa é a característica de nossas polícias, de nosso estado. E se acontecer, que sejam responsabilizados os administradores destas comunidades e o estado brasileiro.
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Fico feliz que essa polêmica esteja acontecendo. Diante de casos como o desaparecimento do pedreiro Amarildo na Rocinha, e de tantos outros pelo Brasil, herança maldita da ditadura militar que torturou, matou e sumiu com diversos militantes de esquerda, é sempre bom discutir sobre a violência policial, que é um tabu que poucos têm coragem de tocar.
Me sinto orgulhoso de receber ameaças assim. Me sinto no mesmo patamar dos corajosos militantes do Mães de Maio e da Rede de Comunidades que, quotidianamente, se arriscam para defender as vítimas do terrorismo de estado no Brasil. Se eu tiver que cair pelo que acredito, cairei. Meu pai, um cearense xucro de Nova Russas, não me criou pra ser frouxo.
Espero que todo esse esforço não tenha sido em vão, ou termine com minha morte. Que os partidos de esquerda, PSOL, PSTU Nacional, Partido Comunista Brasileiro – PCB (Oficial), PCdoB – Partido Comunista do Brasil, Partido Comunista Revolucionário, Partido da Causa Operária, e os movimentos como a Liga dos Camponeses Pobres, MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e o Mtst Trabalhadores Sem Teto, e mesmo a esquerda do Partido dos Trabalhadores, defendam sempre a bandeira dos direitos humanos e contra a violência policial.
Pelo fim de grupos de extermínio oficiais como a ROTA e o BOPE, que só fazem matar pretos e pobres. Pelo fim da “guerra contra as drogas”. Pelo fim da filosofia militarista nas polícias.
Valeu gente! Não passarão!”
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No Brasil e no mundo, a arte de Lanuff termina exibida como outdoor

Los pies de Pinochet. Entrevista al arquitecto e ilustrador Hervi

MC.- ¿Era intencional que al principio sólo dibujabas los pies de Pinochet?, ¿dejabas a la imaginación lo que había detrás del trono?

HV.- Al principio no dibujaba la figura de Pinochet por un instinto de conservación, no caricaturizaba el aspecto humano de los gobernantes, durante 17 años nunca dibujé a Pinochet, pero lo retrataba de otra forma: a través de un edificio salían voces, eran bastantes reconocibles por la forma de hablar de Pinochet, esas voces eran diálogos con sus secuaces y ministros de la Junta Militar, eso dibujaba en la revista Hoy . Más tarde, en el diario La Época dibujaba una especie de retrato simulado del dictador, hacía los pies que se asomaban desde el trono y los diálogos eran con los personajes que lo acompañaban, hasta el final de la dictadura nunca dibujé a Pinochet. Después, cuando lo arrestaron en Londres, ahí sí dibujé caricaturas de su cara, fue una verdadera fiesta que el dictador estuviera preso por 14 meses, humillado mundialmente, ahí comencé mi venganza gráfica (risas).

MC.- La dictadura dejó como herencia el sistema Binominal, también nos dejó el Duopolio de la prensa escrita; Hervi, eres el único caricaturista que publica un cartón diario en La Tercera. ¿Cómo llevas a cabo el ejercicio de la crítica política en un periódico de centroderecha?

HV.- A pesar del Duopolio hay libertad de prensa y yo he podido publicar caricaturas muy contrarias al establishment de este país, en contra de todo lo que a mí me parece injusto o negativo, todas mis caricaturas han sido publicadas, no he sentido la censura, desde luego hay un nivel de frontera que no puedo traspasar sobre ciertos temas, por ejemplo la pedofilia, son temas que evito hacer porque son delicados, pero en mi nuevo libro: Hervi et orbi (Editorial Mandrágora, 2012) dibujé varias caricaturas contra la Iglesia católica.

MC.- Cada vez hay menos espacios para los caricaturistas chilenos, por ejemplo: con el cierre de la revista Rocinante “Guillo” se quedó sin páginas, ¿cuáles son las posibilidades para publicar humor gráfico en Chile?

HV.- Yo creo que siempre habrá medios para publicar, en mi experiencia –junto a Pepe Palomo- decidimos alejarnos de las editoriales trasnacionales y armamos nuestra propia editorial, durante varios años hicimos nuestras publicaciones como se nos daba la gana, no teníamos ninguna censura. Cuando hacíamos la revista La Chiva dibujábamos lo que se nos antojaba y era una forma para desarrollar nuestro oficio al margen de lo establecido; creo que ahora pasa lo mismo y hay muchas publicaciones –no necesariamente underground – que aparecen periódicamente –no sólo en Internet-, hay muchos ejemplos, a veces los editores no son tenaces y las revistas tienen vida corta, pero eso no quita que sigan existiendo, hay muchas publicaciones.

No botequim do STF

por Leonardo Attuch

 

Mais do que servir à transparência, a transmissão ao vivo do julgamento mostrou quão frágil é a suprema corte

Winston Churchill bem que avisou: “Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas e as leis, não comeriam as primeiras e não obedeceriam às segundas.” Leis, pelo que se depreende do julgamento da Ação Penal 470, são escritas e aprovadas à base de mensalões. Salsichas, produzidas com carne de quinta categoria.

Caberia agora, no entanto, acrescentar algo a mais à frase de Churchill. Se as pessoas soubessem como as leis são apreciadas pela suprema corte brasileira, ficariam ainda mais perplexas. E o fato é que começamos a enxergar o que ocorre por trás das cortinas do Judiciário, graças à transmissão ao vivo do “julgamento do século” pela TV Justiça. Nada mais pedagógico: onde imaginávamos encontrar o notório saber jurídico de “vossas excelências”, passamos a ver um desfile de vaidades e discussões de mesa de bar.

Relator do processo, Joaquim Barbosa errou. Tentou aplicar penas a alguns réus, valendo-se de uma lei equivocada. E ao passar pelo constrangimento de ser corrigido por seus pares, em rede nacional de televisão, revelou, mais uma vez, seu destempero. Simplesmente agrediu o revisor Ricardo Lewandowski perguntando se o mesmo advogava para Marcos Valério.

Se, assim como os deputados, juízes do STF pudessem ser alvo de processos por “quebra de decoro supremo”, Joaquim Barbosa seria cassado pela agressão injusta a um colega. O que o socorreu foi o pedido de desculpas na retomada da sessão, mas ele ainda não comprovou ter o equilíbrio necessário para comandar o Poder Judiciário.

Por trás de tudo isso, há uma só palavra: demagogia. Tanto dos que escolhem os ministros como daqueles que buscam aplausos no Bracarense ou elogios rasgados nos meios de comunicação. Transcrevi trechos

Charges 

El humor del 15-M.¿Por qué esa desconfianza de los poderes autoritarios la risa?

por AUGUSTO KLAPPENBACH

El poder, cuando se convierte en opresión, desconfía siempre del placer, de la alegría, de las manifestaciones de júbilo. Porque uno de los recursos de quien debe soportar los abusos de la autoridad consiste en reírse de quienes mandan, despojándolos de su superioridad y poniéndolos en su lugar como seres pequeños, ridículos y vulnerables. La burla es un modo de crítica, como bien saben humoristas como El Roto o Forges, que muchas veces pueden condensar en un dibujo la denuncia de una situación opresiva, y como ya lo sabía Horacio, el poeta latino que escribió “riendo, corrige las costumbres”. Pero sobre todo porque la risa es incompatible con el miedo, uno de los recursos predilectos de cualquier poder dictatorial -el otro es la culpa-. El miedo paraliza cualquier respuesta ante el poder: una persona asustada es el súbdito ideal, porque el miedo es siempre conservador. La persona que tiene miedo está dispuesta a seguir a quien le prometa liberarla del peligro o a escoger una violencia irracional que tiene el mismo resultado conservador que la pasividad. Y para reírse hay que superar el miedo.

 

No trata solo de tiempos pasados, del terror que provocaban regímenes abiertamente autoritarios y violentos. Los tiempos actuales han generado otro tipo de miedo: el miedo a perder un modo de vida al que los europeos nos habíamos acostumbrado, para lo cual se nos exige una actitud de acatamiento que acepte voluntariamente los sacrificios que se nos imponen ante la amenaza de que todo podría ser aún peor, reeditando así la vieja alianza entre el miedo y la obediencia.

 

Não dá para governar de vassoura na mão, diz Temer

 

Questionado se a faxina atribuída à presidente Dilma Rousseff havia sido completa, o vice-presidente Michel Temer respondeu que não se pode governar com esse espírito. “Não se pode fazer governo com vassoura na mão. Você toma as medidas que tem que tomar, e as medidas foram tomadas, mas não tem que fazer isso permanentemente.”

Esqueceram de perguntar onde um governante deve meter a mão.

 

PROVA DO BRASIL COMO POTÊNCIA MUNDIAL

Conta Verena Fornetti: 

O vice-presidente voltou a dizer que o país está confiante na capacidade do Brasil de resistir à piora na crise econômica e que as empresas estão otimistas em relação ao país.

Enfatizou também que a percepção externa sobre o Brasil melhorou. “Antes quando alguém me apresentava e dizia que eu era presidente da Câmara diziam ‘buenos días’. Agora até me chamam para sentar na mesa principal [em encontros internacionais].”

 

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