Prefeito Tucano Eduardo Cury, envolvido no massacre do Pinheirinho, perde eleições para o PT

O candidato do PT alcança o Paço municipal após 16 anos de hegemonia do PSDB

Carlinhos Almeida, do PT, o novo prefeito
Carlinhos Almeida, do PT, o novo prefeito
Prefeito Eduardo Cury massacrado nas urnas
Prefeito Eduardo Cury massacrado nas urnas

O candidato do PT Carlinhos Almeida é o novo prefeito de São José dos Campos. A disputa entre o petista e o candidato do PSDB Alexandre Blanco foi acirrada e quase levou os candidatos ao segundo turno. O candidato Carlinhos Almeida teve 50, 99% dos votos válidos para 43,15% do segundo colocado.

O candidato do prefeito Eduardo Cury foi massacrado nas urnas. Pagou pelas violências praticadas no despejo e ocupação militar do Pelourinho.

Escreve Jeferson Choma:

Alckmin, a prefeitura do PSDB e a polícia insistem em dizer que a “desocupação foi tranquila”. Chegaram a dizer que nem feridos havia. Algo absolutamente ridículo. O número de feridos é incalculável, muitos foram feridos com disparos de arma de fogo. “A gente está aqui é para ver o bagulho ficar louco”, respondeu um soldado aos apelos das mães do Pinheirinho. O PSDB mente para tentar impedir o desgaste perante a opinião pública.

PSDB precisa pagar pelos seus crimes! 
Basta de violência e repressão! É preciso derrotar a política repressiva e racista de Alckmin! Vamos ocupar a praças e realizar protestos contra a ação criminosa do PSDB. É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime!

Eles odeiam os pobres! 

Geraldo Alckmin – Amigo dos banqueiros e dos empresários, o tucano é um político reacionário, ligado ao ultra-conservadorismo da Opus Dei. Odeia os pobres e a credita nas “virtudes curativas do porrete da polícia” . Mandou a PM bater em estudantes da USP, no ano passado, e nos dependentes quimicos da “cracolância”.

Naji Nahas – Mega especulador, “dono” do terreno ocupado pelos moradores do Pinheirinho, responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em 1989. Em 2006, a Polícia Federal prendeu Nahas e o acusou, junto com Daniel Dantas (outro eminente corrupto), de comandar crimes no mercado financeiro. Porém, os dois foram libertados. A empresa de Nahas, proprietária do terreno do Pinheirinho, deve 16 milhões só de impostos.

Eduardo Cury – Prefeito de São José dos Campos. Desde de 2004, vem tentando retirar as famílias do Pinheirinho para entregar a Nahas. Ganha um salário de 19.395,24 por mês. Bem diferente d os 60% das famílias do Pinheirinho que vivem com menos de um salário mínimo (IP&D / UNIVAP).

Márcia loureiro – Juíza que ordenou a expulsão dos moradores de Pinheirinho. Pau mandado do PSDB e da especulação imobiliária, disse em uma reunião com os líderes do movimento que não poderia recuar na reintegração porque o “terreno vale muito”.

(Transcrevi trechos)

 

Brasil persiste na pós-ditadura. Como acontece no Chile. Leia entrevista de Camila Vallejo

A ameaça dos golpistas permanece. Nos manifestos dos generais de pijama. Nos movimentos anti-grevistas. Na perseguição aos sem terra, aos sem teto, como aconteceu no massacre do Pinheirinho, em São José dos Campos. Nas cassações de estudantes na USP. Na criminalização dos movimentos sociais. Nos assassinatos de jornalistas e líderes que defendem as reformas de base. Na impunidade de crimes hediondos. Nas chacinas. Na grilagem de terras.

Camila Vallejo participa hoje da passeata da Plaza de Mayo, em Buenos Aires, em memória das jovens parturientes trucidadas, e na condenação do roubo dos bebés pela ditadura militar.

Por Ailín Bullentini

“Los jóvenes chilenos no somos hijos de la democracia, sino de la posdictadura”, se presenta Camila Vallejo. La sola mención de su nombre lleva directo a uno de los más importantes movimientos de protesta juvenil –y más allá del límite generacional– que sacudió a Latinoamérica en el último tiempo.

–¿Por qué?

–Los jóvenes de Chile somos hijos de un modelo que se nos dejó sin consultarnos, que tendió a la profundización de la desigualdad y la transformación de la sociedad en un mercado de intereses privados que mide todo en función de la rentabilidad. Ese mercado nunca nos tuvo en cuenta; ese mercado no ha garantizado ni garantiza la democracia plena, la recuperación de los espacios públicos perdidos con (el dictador Augusto) Pinochet ni la construcción de ciudadanía.

–En Argentina la lucha por los derechos humanos es una de las banderas de la juventud que regresó, en esta última década, a la participación política. ¿Qué pasa en Chile?

–A pesar del mecanismo de dominación y control de conciencias que se impuso desde el sistema educativo y los medios de comunicación, que siempre apuntaron a que los jóvenes no piensen y sólo se diviertan, la juventud ha logrado un buen nivel de conciencia respecto de nuestra historia, respecto de lo que pasó en Chile en épocas de Pinochet y lo entiende no como algo que quedó en el pasado, sino que se vivencia a diario. Tenemos la herencia, la consecuencia de lo que pasó a flor de piel. Que hoy estemos acá lo demuestra. También hacemos nuestra la lucha por la búsqueda de justicia y condena de los crímenes de lesa humanidad perpetrados entonces y hoy. Porque nuestro país está constantemente siendo violentado. Trabajadores, pobladores, estudiantes están siendo violentados en sus derechos. No se nos permite libertad de manifestación en los espacios públicos; se nos allana permanentemente, se nos reprime y tortura. En nuestro país, el Estado todavía lleva a cabo mecanismos propios de una dictadura militar.

–¿Considera que en Chile podrían enjuiciarse y condenarse a los genocidas?

–Hay muchos atrasos en el país; uno tiene que ver con los juicios por los crímenes de lesa humanidad cometidos. Pero, ¿y los que ocurren hoy? Hace poco menos de un año, un carabinero asesinó a un niño, Manuel Gutiérrez, un delito que está juzgando la Justicia militar. Eso no puede ser, ahí tiene que intervenir la Justicia civil. Muchas cosas no han avanzado. Mucha gente que está en el poder hoy es responsable de lo que sucedió en la dictadura. (El presidente chileno, Sebastián) Piñera fue el empresario que más se enriqueció durante la dictadura. Los dos medios de comunicación más poderosos son golpistas. Son responsables, avalaron y son cómplices de torturas y asesinatos de la dictadura y apuntan a dejar atrás la historia, dejarla en el pasado, pensar en el futuro.

Transcrevi trechos.