Esconderam os assassinos do crematório da boate Kiss

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Estão soltos os mafiosos dos alvarás permissivos da Prefeitura, dos Bombeiros e os comerciantes gananciosos que assassinaram 242 pessoas e feriram 116.

Uma página da história de Santa Maria que também foi queimada. E sopraram as cinzas na lonjura do esquecimento. Veja links

Alvarás da Prefeitura de Santa Maria e dos bombeiros abanaram o fogo da boite Kiss

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O incêndio na boate Kiss matou 242 pessoas e feriu 116. Ninguém está preso. E vai terminar sobrando para algum músico liso e sem poder político.

Se, se condenados os gananciosos donos da boite da morte vão pegar, no máximo, dois anos de cadeia.

E Alckmin e Sérgio Cabral querem “prisão perpétua” para os participantes de passeatas de protestos, irregularmente presos pelos soldados estaduais. 

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O Papa reza pelos 222 jovens carbonizados pela ganância dos proprietários e corrupção da Prefeitura e Corpo de Bombeiros que venderam os alvarás da morte na boite Kiss

“Com a cruz, Jesus se une às famílias que se encontram em dificuldade e que choram a trágica perda de seus filhos, como no caso dos 242 jovens vítimas do incêndio na cidade de Santa Maria, no princípio desse ano. Rezamos por eles”, disse Francisco.

A prece do Papa é notícia na imprensa internacional. Quando a imprensa estava calada.

Seis meses depois do beijo da morte na boite Kiss, o Brasil relembra a tragédia anunciada: 242 mortos e mais de 600 feridos.

Seis meses depois, a justiça tarda e falha não condenou ninguém.

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Diário da Santa Maria hoje:

Santa Maria seis meses depois da Kiss: pronta para reagir e em busca de justiça

Pesquisa mostra que, 180 dias após incêndio que matou 242 pessoas, santa-marienses temem impunidade, condenam apatia do poder público e querem a recuperação da cidade

Passados seis meses do incêndio na boate Kiss, Santa Maria ainda é uma cidade em luto, dilacerada pelas mortes de 242 jovens e marcada pelo sentimento de impunidade. Mas também é uma cidade pronta para reagir e recomeçar. Na última semana, pesquisadores do Instituto Methodus saíram às ruas do município para saber como está e o que pensa a população sobre o desfecho da maior tragédia da história do Rio Grande do Sul.

>>> Leia a íntegra da pesquisa

Uma das principais conclusões aponta a percepção popular sobre quem, afinal, seriam os maiores responsáveis pelo episódio, independentemente do resultado das investigações.

Para a maior parte dos entrevistados, os mais citados foram os proprietários da casa noturna, seguidos do Corpo de Bombeiros e, em seguida, o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), isentado pelo Ministério Público (MP). Na avaliação da maioria, eles seriam mais responsáveis pelo episódio do que integrantes da banda Gurizada Fandangueira e servidores municipais.

Seiscentos entrevistados participaram do levantamento — o primeiro desde a madrugada de 27 de janeiro — encomendado pelo Grupo RBS para aferir o que os santa-marienses pensam sobre o episódio meio ano depois. Durante o trabalho, os entrevistadores enfrentaram uma situação pouco comum em pesquisas de opinião.
— Todos ficaram impactados. Muita gente chorou ao falar. A cidade não voltou ao normal e, de um modo geral, tem a sensação de que não haverá punição adequada — relata Margrid Sauer, diretora de pesquisa instituto.

A conclusão se expressa em números: 61,9% dos participantes da enquete discordam de que todos os envolvidos estão respondendo judicialmente pelos erros cometidos, 57,5% não acreditam que será feita justiça e 52,2% questionam a isenção da CPI criada pela Câmara Municipal para investigar o caso. A avaliação reflete o clima de indignação na cidade.

Em abril, apenas metade dos 16 indiciados pela Polícia Civil foi denunciada pelo MP, desencadeando críticas na comunidade, que esperava mais implicados criminalmente no caso. Em maio, a decisão da Justiça de soltar os donos da Kiss e os músicos, presos desde janeiro, levou a novas manifestações de inconformidade. No dia 15 deste mês, em outra frente de investigação, um inquérito civil levou cinco meses para ficar pronto e isentou todos os nomes ligados à prefeitura, inclusive o de Schirmer — considerado responsável por 68% dos entrevistados. Apenas quatro envolvidos — dois proprietários e dois membros da banda — podem ir para a cadeia.

— Parece que a morte de 242 pessoas não valeu nada. Fica uma lacuna muito grande. Não estão tratando a sociedade com o respeito que merecia — afirmou, na ocasião, o presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes, Adherbal Ferreira.

A revolta, a julgar pelos dados que agora vêm à tona, não se restringe a Ferreira ou àqueles que perderam amigos e parentes em função de uma cadeia de irresponsabilidades. Dos moradores ouvidos, sete em cada 10 tiveram perdas pessoais e 97,3% declararam que o drama afetou a vida de todas as famílias santa-marienses.

Se os percentuais são a prova de que as feridas continuam abertas, a boa notícia é que ainda há esperança. Para 95,7% dos homens e mulheres que deram voz à dor coletiva, é preciso reagir. Embora 45% acreditem que a cidade mudou para pior, 52,1% estão otimistas ou muito otimistas em relação ao futuro. Santa Maria precisa seguir em frente, e a maioria entende que o resgate da autoestima da cidade cabe à própria população.

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Jornal El Dia, Argentina – El papa Francisco advirtió ayer que los jóvenes desconfían de las instituciones políticas porque ven “egoísmo y corrupción”, en el marco de un multitudinario Vía Crucis en la playa de Copacabana, donde la representación de la pasión y muerte de Jesucristo hizo referencia a los males que afligen a la sociedad actual.

“La cruz de Jesús se une a tantos jóvenes que han perdido su confianza en las instituciones políticas porque ven egoísmo y corrupción, o que han perdido su fe en la Iglesia”, señaló.

“E incluso en Dios, por la incoherencia de los cristianos y de los ministros del Evangelio”, reconoció ante más de un millón y medio de personas que lo aclamaban.

“Con la cruz, Jesús se une al silencio de las víctimas de la violencia, que no pueden ya gritar, sobre todo los inocentes y los indefensos, y a las familias que lloran la pérdida de sus hijos”, aseveró, al recordar en medio de aplausos a las 242 víctimas mortales del incendio en la localidad brasileña de Santa María, ocurrido a principios de año.

El Papa afirmó que Jesús se une a las madres que ven sufrir a sus hijos “al verlos víctimas de paraísos artificiales como la droga”, a las personas que “sufren hambre en un mundo que cada día tira toneladas de alimentos”, y a “quien es perseguido por su religión, por sus ideas, o simplemente por el color de su piel”.

MISERICORDIA

El papa Francisco aseguró por otra parte a los jóvenes que la cruz también invita a dejarse “mirar siempre al otro con misericordia y amor, sobre todo a quien sufre, a quien tiene necesidad de ayuda, a quien espera una palabra, un gesto, y a salir de nosotros mismos para ir a su encuentro y para tenderles la mano”.

Tras interpelarlos a “no hacerse los distraídos ni lavarse las manos”, invitó a los jóvenes “a fiarse de Jesús, porque él no defrauda a nadie”.

ESTACIONES

La representación de trece de las catorce estaciones de la vía dolorosa se realizó a lo largo de 900 metros de la avenida Atlántica y la última en el escenario central en la que estaba el Papa.

El Pontífice siguió cada uno de los detalles a través de las pantallas gigantes montadas a lo largo de la playa.

La recreación de la vía dolorosa, que describe el sufrimiento de Jesús hasta el calvario, hizo hincapié en los males que aflige a la sociedad actual y del sufrimiento de los jóvenes.

La misión de conversión, las comunidades, las madres jóvenes, los seminaristas, el aborto, las parejas, las mujeres que sufren, los estudiantes, las redes sociales, los reclusos, las enfermedades terminales, la muerte de los jóvenes, fueron algunos de los temas representados.

Las frases

 “La cruz de Jesús se une a tantos jóvenes que han perdido su confianza en las instituciones políticas porque ven egoísmo y corrupción”.

– “Los jóvenes han perdido su fe en la Iglesia, e incluso en Dios, por la incoherencia de los cristianos y de los ministros del Evangelio”.

– “Jesús se une a las madres que ven sufrir a sus hijos al verlos víctimas de paraísos artificiales como la droga”.

– “Muchas personas sufren hambre en un mundo que cada día tira toneladas de alimentos”.

– “Aún hay quien es perseguido por su religión, por sus ideas, o simplemente por el color de su piel”.

– “La cruz también invita a mirar siempre al otro con misericordia y amor, sobre todo a quien sufre, a quien tiene necesidad de ayuda, a quien espera una palabra, un gesto, y a salir de nosotros mismos para ir a su encuentro y tenderles la mano”.

– “No hay que hacerse los distraídos ni lavarse las manos”.

Comedores de moedas assassinaram 241 pessoas nas câmaras de gás da boite Kiss

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A Polícia Civil entregou o inquérito no Setor de Distribuição do Fórum. Em seguida foi apresentado, em coletiva de imprensa, um resumo do relatório das investigações, na Universidade Federal de Santa Maria. O chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior, estava presente. Foram citados 35 nomes, destes, 16 foram indiciados. Os outros, tiveram apenas indicação de responsabilidade, e cabe ao Ministério Público definir se serão indiciados. “Não investigamos pessoas, investigamos os fatos, e os fatos levam a responsabilizações”, afirmou o delegado regional da Polícia Civil, Marcelo Arigony. O ex-sócio da boate foi indiciado por fraude processual.

Marcelo dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, foi indiciado por homicídio doloso – dolo eventual qualificado, assim como o produtor, Luciano Bonilha Leão. Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, proprietários da boate, também foram indiciados por homicídio doloso – dolo eventual qualificado. A irmã de Elissandro, Ângela Callegaro, a mãe, Marlene Callegaro, que eram proprietárias, e o cunhado, Ricardo Pasche, gerente da boate, foram indiciados pelo mesmo motivo.

Bombeiros: Gilson Martins Dias e Vagner Guimarães Coelho, responsáveis pelas vistorias na boate, por homicídio com dolo eventual. O Major Gerson Pereira, dos Bombeiros foi indiciado por fraude processual, assim como Renan Severo Berleze, sargento dos Bombeiros. Nove membros do Corpo de Bombeiros foram indicados para a Justiça Militar e podem responder por homicídio culposo, entre eles o Comanante Moisés Fuchs.

Prefeitura: O prefeito Cezar Schirmer foi indicado por improbidade administrativa, que não é crime, e apontado por indícios de prática de homicídio culposo, para a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que deve apurar a responsabilidade criminal do prefeito. O secretário de Controle e Mobilidade Urbana, Miguel Passini, por homicídio culposo. O secretário de Proteção Ambiental, Luiz Carvalho Junior, também foi indiciado, assim como Marcus Biermann, que emitiu o alvará de localização da boate indiciado por homicídio culposo.

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MP diz ter elementos para denunciar suspeitos da Kiss por homicídio doloso

O promotor de justiça Joel Dutra disse ontem que deverá acompanhar a tese da polícia e aceitar o indiciamento por homicídio qualificado com dolo eventual. Com a entrega do inquérito policial, o MP começa o processo criminal e terá um prazo inicial de cinco dias para apresentar denúncia a Justiça.

Em outro processo, o MP investiga possível improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Aberto no dia 30, o processo quer apurar à expedição de alvarás e a legislação, tanto de bombeiros quanto da prefeitura. A responsabilidade deste caso é do promotor Cesar Augusto Pivetta Carlan.

Explicando o dolo – segundo Dutra, o dolo (intenção de matar) fica evidenciado, pois os donos da Kiss assumiram o risco de matar ao desprezarem as questões de prevenção de incêndio. Já os músicos, eles assumiram o risco quando ignoraram a advertência de que os artefatos usados no show pirotécnico não poderiam ser utilizados em ambiente fechado. O fato qualificador seria a morte por meio cruel, no caso por asfixia.

Em um mês de investigação a Polícia Civil de Santa Maria acredita já ter formulado o panorama geral da tragédia que vitimou 239 pessoas. Restam poucas dúvidas sobre as causas e responsabilidades do incêndio na boate Kiss.

O inquérito policial, que deve ser entregue a Justiça até a próxima segunda-feira, apontará como responsáveis diretos pelo incêndio os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Augusto Bonilha Leão. E os sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman. Os quatros estão detidos provisoriamente em Santa Maria e deverão ser ouvidos novamente ainda esta semana. A polícia ainda não confirmou, mas outras pessoas ligadas à administração da boate podem ser indiciadas. O principal crime apontado será o de homicídio qualificado com dolo eventual.

Agentes públicos, como fiscais e bombeiros responsáveis pela autorização do funcionamento da boate, além de outras implicações (como o caso da empresa Hidramix, que prestou serviços para a Kiss), devem continuar a serem investigados pela polícia. E eventuais indiciamentos poderão ocorrer num momento seguinte. “Não é uma divisão do trabalho, mas como estamos numa investigação complexa é natural que não concluiremos todos os pontos em 30 dias”, diz o delgado Marcelo Arigony.

Inquérito com quatro mil páginas – a 1ª Delegacia de Polícia centraliza as investigações do caso Kiss. Nesse ultimo mês, foram ouvidas mais de 400 depoimentos. Uma média de 20 por dia. E o inquérito final deve ter mais de quatro mil páginas. Para a conclusão até o final de semana, a polícia ainda analisará os resultados de laudos do Instituo Geral de Perícias (IGP). Dois delegados, Marcelo Arigony e Sandro Meinerz, estiveram em Porto Alegre para receber estes resultados. A Polícia também aguarda relatório da Secretaria estadual da Saúde para contabilizar o número de atendimentos em todo o estado de frequentadores da boate Kiss. Com esse número, e cruzando com os testemunho de pessoas que não precisaram de atendimento medico, a polícia pretende chegar o mais próximo possível do número de clientes que estiveram na Kiss. Há uma estimativa de que essa quantidade possa ser superior a mil pessoas.

Ontem foram encerrados os depoimentos de fiscais da Prefeitura Municipal. 26 nomes foram ouvidos. E de bombeiros. Já os sobreviventes devem continuar a depor, inclusive depois da entrega do inquérito. “É um trabalho conjunto, os depoimentos não irão ser interrompidos, conseguimos dividir o trabalho para que possamos entregar o inquérito e continuar as oitivas”, disse o delegado Sandro.

Cinco delegados trabalham diretamente no caso. O delegado regional Marcelo Arigony, que coordena o caso, e os delegados Sandro Meinerz, Gabriel Zanella, Marcos Vianna e a delegada Luiza Souza. Além de mais 20 outros policiais.

Ontem o defensor de Mauro Hoffman, Mário Cipriani voltou a pedir ao Superior Tribunal de Justiça a soltura de seu cliente. (A Razão, jornal de Santa Maria)

Oito feridos continuam hospitalizados

Os corpos amontados no banheiro da boiate Kiss
Os corpos amontados no banheiro da boiate Kiss