Acusações a Cezar Peluso sem resposta. O Supremo realmente manipula julgamentos?

por Carlos Newton

 

No Brasil, o que mais tem prosperado nos últimos anos é o ajuizamento de ações de reparação de danos morais. Qualquer contratempo, crítica na imprensa ou referência desabonadora servem de justificativa para a busca de reparação financeira. Não seria uma indústria de indenização por danos “imorais”?

Não há dúvida de que, havendo de fato ofensa à honra, decorrente de conduta ilícita que lesione a dignidade da pessoa, ocorre, sim, o direito de ação e à indenização. Nesse quadro, causa espanto que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, que, em 20 de abril passado, foi chamado de “ridículo, brega, caipira, corporativo, desleal e tirano” pelo também ministro Joaquim Barbosa, não tenha até agora aberto processo cível de reparação de danos e até criminal por injúria, calúnia e difamação. Quem não deve não teme. O silêncio não absolve ninguém.

Para o ministro Joaquim Barbosa, atual vice-presidente do STF, o seu colega Cezar Peluso “não hesitava em VIOLAR AS NORMAS quando se tratava de impor à força a sua vontade. Peluso inúmeras vezes MANIPULOU OU TENTOU MANIPULAR resultados de julgamentos, criando FALSAS QUESTÕES PROCESSUAIS simplesmente para TUMULTUAR e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento”.

Não dá para silenciar, e nesse caso o silêncio é mais prejudicial e devastador para o Poder Judiciário do que a imediata responsabilização do ministro, que, em tese, não só injuriou o ex-presidente como diminuiu o conceito e a credibilidade dos demais membros da Corte na sua raivosa entrevista.
JUDICIÁRIO DESACREDITADO

Ora, se até no STF há manipulação de resultados de julgamento, o que não poderia estar acontecendo nas mais distantes regiões deste país continental, é a pergunta de milhões de brasileiros que nos mais diversos tribunais estão buscando seus direitos em mais de 100 milhões de processos.

(Transcrevi trechos)

Brasil. Jueces contra la amnistía

Sebastiao Curió Rodrigues de Moura reconoció que 41 insurgentes de Araguaia fueron ejecutados.
Sebastiao Curió Rodrigues de Moura reconoció que 41 insurgentes de Araguaia fueron ejecutados

La Asociación de Jueces por la Democracia de Brasil exige que se tomen medidas para que “el país quite la enorme deuda que tiene con su pueblo y la comunidad internacional respecto de la verdad y la justicia” de los delitos del pasado dictatorial.

Por Darío Pignotti

Cuando los justos se rebelan. Un grupo de jueces brasileños exigió el juzgamiento de los acusados de violaciones de los derechos humanos durante la dictadura, en franco contrapunto con la proclama divulgada semanas atrás por militares defensores de la ley de (auto)amnistía, promulgada por el dictador Joao Baptista Figueiredo.

La Asociación de Jueces por la Democracia divulgó un comunicado en el que “exige” que se tomen las medidas pertinentes para que “el país quite la enorme deuda que tiene con su pueblo y la comunidad internacional respecto a la verdad y la justicia sobre los hechos perpetrados” bajo el régimen. El manifiesto, firmado por 140 magistrados, se apoya en un fallo de la Corte Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), que demandó al Estado brasileño la investigación por la desaparición de 67 guerrilleros y recomendó la anulación de la ley de amnistía, sancionada en 1979.

“Este tema despierta mucho interés en la comunidad jurídica”, declaró la jueza Kenarik Felipe, en una entrevista publicada por el diario Estado de Sao Paulo, donde informó que hay más letrados dispuestos a demandar el fin de la impunidad.

El documento desafía, de hecho, a la ley amnistía, considerada constitucional por el Supremo Tribunal Federal y defendida, hace dos semanas, por cerca de 400 militares a través de un manifiesto redactado con una semántica propia de los bandos golpistas, despertando la indignación de la presidenta Dilma Rousseff, quien ordenó que fuera retirado del sitio en donde estaba.

Los Jueces por la Democracia también consideran necesaria la puesta en vigor de la Comisión de la Verdad, que dispone de sólo dos años para investigar los crímenes del régimen, y cuyos siete miembros aún no fueron designados por Dilma, demora que fue vista con impaciencia por algunos organismos. Pese a que la amnistía impide abrir procesos contra los acusados de delitos de lesa humanidad, un grupo de fiscales anunció el martes que iniciará una acción por las desapariciones ocurridas en la Amazonia en los años ’70, al considerar que mientras los cuerpos no sean hallados se trata de crímenes “continuados”.

El procurador de la República, Tiago Rabelo, precisó que la apertura de la primera demanda penal a responsables de la guerra sucia se sustanciará en el estado de Pará, por el secuestro y la desaparición de cinco guerrilleros pertenecientes al Partido Comunista que actuaban en la región de Araguia. Las desapariciones sucedieron como parte de la Operación Marajoara, comandada por el hoy coronel en retiro Sebastiao Curió Rodrigues de Moura. Conocido popularmente como el mayor Curió, este militar que reside en las afueras de Brasilia, donde se ufana de guardar archivos cuyo contenido suelta por goteo, es visto como un icono de la barbarie, por la rudeza de sus métodos y el desparpajo con que se comportaba.

Hace tres años concedió una entrevista en la que reconoció que 41 de los 67 insurgentes de Araguaia, que continúan desaparecidos, fueron capturados con vida y posteriormente ejecutados, y que a los cuerpos se les amputaban las manos para obstruir su reconocimiento.

Curió, al igual que otros militares amparados por la impunidad emanada de la amnistía, continuó actuando en la región amazónica libremente tras el fin de la dictadura y llegó a ser electo alcalde de una localidad fundada por él, Curiópolis, en el sur de Pará, de donde saltó al Congreso federal con un mandato de diputado.

La apertura de un proceso contra el matador de la selva, anunciada por los fiscales, así como la demanda de justicia firmada por lo Asociación de Jueces por la Democracia meneó el generalmente apocado Poder Judicial, dominado por un Supremo Tribunal Federal donde las posiciones conservadoras han sido la constante bajo la presidencia de los ministros Gilmar Méndes (2008-2010) y Cezar Peluso (2010-2012), para quienes llevar a represores ante los estrados puede amenazar la “reconciliación”.

Ese ciclo retardatario de la Corte puede sufrir algunas modificaciones con la llegada del juez Carlos Aires Brito, quien ayer fue elegido como nuevo titular del STF hasta fin de año, cuando será sucedido por otro magistrado de posiciones avanzadas, Joaquim Barbosa.

Página 12, Argentina

 

Quem degrada o judiciário. Manchetes dos jornais de hoje revelam

O presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, não revelou nomes.

Mas o discurso está correto: Quem degrada o judiciário leva à barbárie.

Publico  capas de jornais de hoje. Neste blogue – se minha intenção fosse promover uma seleta de provas – existem manchetes muito mais comprometedoras.

Quem degrada o judiciário? Creio que qualquer cidadão brasileiro sabe a resposta.

Defesa de Peluso é recebida com ressalvas no Congresso

A defesa ferrenha do Judiciário feita nesta quarta-feira pelo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, pouco antes do julgamento sobre os limites de atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram recebidas no Congresso com algumas ressalvas. Em especial, suas declarações de que seria “suicídio” se promover um processo de degradação do Judiciário, o que só levaria à violência e à “barbárie”.

– Ninguém quer degradar ou afrontar o Poder Judiciário. Mas a transparência se revela na prática, não em discursos. Por isso é fundamental fazer com o que o CNJ mantenha não só suas funções de organização do Judiciário, como também de fiscalizar e punir juízes faltosos de forma originária e não apenas subsidiária. Queremos um Judiciário atuante, aberto, mas também fiscalizado, aliás, como os demais Poderes – observou o líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), que participou do ato promovido na terça-feira pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em defesa da manutenção dos poderes de investigação do CNJ, e é autor de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que reitera os poderes de investigação originário do CNJ contra juízes e desembargadores.

No mesmo tom, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), destacou que o CNJ foi a solução encontrada pela sociedade brasileira para fortalecer o Judiciário.

– Transparência e controle só fazem ajudar a democracia. Excessos não devem ser admitidos por quem quer que seja. Agora, é vital que o CNJ tenha força e amplo reconhecimento para cumprimento das tarefas que a sociedade cobra dela. Temos confiança que essa discussão resultará em soluções positivas para todas as instituições do país afirmou Guerra.