Cepal aponta preocupação com ‘estabilidade democrática’ no Brasil

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) encaminhou mensagem à presidenta Dilma Rousseff, manifestando preocupação com os “acontecimentos políticos e judiciais que convulsionaram o Brasil nas últimas semanas” e reconhecendo os avanços sociais e políticos que o país conseguiu na última década. “Nos alarma ver a estabilidade democrática de sua pátria ameaçada”, escreveu a secretária-executiva da entidade, Alicia Bárbena, destacando a vigência do Estado democrático de direito.

“A soberania popular, fonte única de legitimidade na democracia, entregou antes a Lula e depois a você, Presidenta Rousseff, um mandato constitucional que se traduz em governos comprometidos com a justiça e a igualdade”, diz a mensagem, acrescentando que nunca na história do país tantas pessoas saíram da situação de fome, pobreza e desigualdade. Ainda segundo a Cepal, é significativo o fato de que os recentes governos brasileiros “reforçaram a nova arquitetura de integração de nossa região, da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) à Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)”.

A Cepal diz reconhecer o esforço do Judiciário para “perseguir e punir a cultura de práticas corruptas que historicamente são a parte mais obscura do vínculo entre os interesses privados e as instituições do Estado”. Mas acrescenta que a presidenta vem “apoiando permanentemente essa tarefa, com a valentia e honradez que é a marca de sua biografia, apoiando a criação de uma nova legislação mais exigente e de instituições investigativas mais fortes”.

Por essa razão, a entidade se diz chocada com o fato de que, sem que haja provas, servindo-se de vazamentos e uma “ofensiva midiática” que condena de antemão, “se tente demolir sua imagem e seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os esforços por menosprezar a autoridade presidencial e interromper o mandato que os cidadãos entregaram nas urnas”.

Para a entidade, os acontecimentos no Brasil mostram para a América Latina “os riscos e dificuldades a que nossa democracia ainda está exposta”.

América latina se contagió

 

En su informe económico, el organismo dependiente de la ONU estimó un crecimiento menor al antes previsto para 2012, por la desaceleración en Argentina y Brasil. La recuperación será más lenta en el primero, según prevé.

La Cepal también revisó a la baja la previsión de crecimiento de Brasil, otorgándole en sus pronósticos un crecimiento del 1,6 por ciento para este año, pero un 4 por ciento para el próximo, adjudicándole en consecuencia una capacidad de recuperación mayor que la prevista para la Argentina.

El pronóstico de la Cepal para el conjunto de la región indica un crecimiento promedio para América latina del 3,2 por ciento este año y 4 por ciento en el próximo. Entre los integrantes del Mercosur, Venezuela sería el de mayor crecimiento, con un 5 por ciento este año y 3 en el próximo. Tomando en cuenta toda la región, Panamá resultaría el país con crecimiento más acelerado, dado que viene de tasas de crecimiento del PBI del 7,6 en 2010 y 10,6 en 2011, y en este año alcanzaría al 9,5 y el próximo, al 7 por ciento.

Pese a la desaceleración generalizada de la región, la Cepal admite que “el consumo privado fue el principal motor del crecimiento, gracias a la favorable evolución de los mercados laborales y la expansión del crédito”. Siendo, en cambio, el comercio exterior el principal canal de contagio de “la debilidad de la economía mundial”.