Olho de pirata dos agressivos jornalistas censurados

br_folha_spaulo. liberdade tarde muito tarde no final dos tempos

No alto da primeira página, as fotos de uma jornalista autocensurada pelas regras de redação da grande imprensa. Que determina a opinião pertence ao dono dos meios de comunicação de massa. E de um jornalista com olho de pirata. Olho atingido por uma bala de borracha. Tiro certeiro. Pontaria bem treinada. Louvado revide contra a violência dos fotógrafos e cinegrafistas, que teimam em documentar a luta da gendarmaria em defesa do patrimônio público, vandalizado por governadores e prefeitos ladrões. E, finalmente, a revelação que Eike Batista fez tudo conforme o figurino de ficar mais rico no exterior do que no Brasil.

MANIFIESTO POR LA VIDA. UE contra uso de las escopetas de bolas de goma

balas borracha 2

A la Comisión de Peticiones del Parlamento Europeo

MANIFIESTO POR LA VIDA:

Nos dirigimos a ustedes para informarles de que en España no se están cumpliendo con las recomendaciones dadas por la UE sobre el uso de las escopetas de bolas de goma.

La Comisión Europea hace ya años que recomienda a los países de la UE que no utilicen las escopetas de bolas de goma daba su peligrosidad.

Las escopetas de balas de goma disparan bolas de caucho macizo a una velocidad de balas borracha 3720 km/hy con una fuerza muy superior a la permitida por la UE. Según sus estudios no se puede considerar un arma “Less-Lethal” (menos letal, término usado para definir las armas de la policía) sino directamente un arma letal. En las normas establecidas por la UE se expresa claramente “ningún país que no tenga contemplada la pena de muerte las debe usar”.

En los últimos tiempos, las balas de goma se han cobrado, en el Estado Español, muchos heridos y algún muerto. Leer más 

 

Balas de borracha. A ordem desumana da eterna tortura de cegar jornalistas

A habilidade de enxergar o potencial para uma imagem forte e depois organizar os elementos gráficos em uma composição atraente e eficiente sempre foi crucial no ato de fotografar. In livro o Olho do Fotógrafo de Michael Freeman.

Se muitos podem ser fotógrafos, poucos são bons fotógrafos. Para ter resultados de destaque é preciso ter olhar apurado, criatividade, sensibilidade, vocação. In Olhar de Fotógrafo.

“A câmera não faz diferença nenhuma. Todas elas gravam o que você está vendo. Mas você precisa VER!” (Ernst Haas)

“Fotografar é conseguir captar o que existe atrás do que se vê com os olhos…é ver através de uma parede invisível….” (desconheço o autor)

“A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-Ias”. (Ivan Lima)

 Por estas frases selecionadas por Cesar Andrade  fica explicada a cruel decisão da polícia de atirar nos olhos de fotógrafos e cinegrafistas.
O Brasil é um país sem memória, do segredo eterno, da censura judicial, do arquivo morto.
A vingança da polícia de Pinochet foi cortar as mãos do poeta e compositor Víctor Jara. Profissionalmente, cego de um olho, fotógrafos e cinegrafistas viram mortos vivos.
Que País é este de justiça e jornalistas cegos?
Cegar jornalistas é um crime contínuo, hediondo, e contra a humanidade.

Por que a PM está batendo deliberadamente nos fotógrafos que cobrem os protestos

por Mauro Donato
Mauro Donato toma suas cacetadas
Mauro Donato toma suas cacetadas

Os fotógrafos Adriano Lima (BrazilPhotoPress), Gabriela Biló (FuturaPress), Nelson Antoine (AssociatedPress), Marlene Bergamo (Folha de S.Paulo) e Paulo Ishizuca (Ninja) foram todos atacados na noite da segunda-feira (21) de maneira articulada. Sim, articulada. No 3º Ato pela Educação, as agressões foram objetivas. Todo fotógrafo, cinegrafista ou streamer que se aproximasse de qualquer ocorrência, era rachaçado de maneira muito violenta.

É compreensível que manifestantes, polícia ou repórteres, sejam atingidos acidentalmente durante um conflito generalizado. Uma bala perdida, uma pedra perdida, uma garrafa perdida, um spray de pimenta borrifado em todas as direções. É do jogo. Algo totalmente diverso é ser agredido intencionalmente, diretamente. Analise as fotos e veja se há manifestantes por perto.

Qual a finalidade de afastar-nos “gentilmente” da maneira como vemos nas fotos? Onde chegaremos com este procedimento? É inegável que a polícia veio obstinadamente para cima da imprensa com a intenção de não deixa-la trabalhar. Não quer que nada seja registrado, não quer que se divulguem suas arbitrariedades, seus violentos ataques histéricos. O fato de as agressões serem na região do rosto e na altura das câmeras é sintomático e revelador.

Gabriela Bilo é cercada
Gabriela Biló é cercada

O objetivo está claro: afastar, cegar, calar a imprensa que está próxima e permitir (ou facilitar) a cobertura apenas das grandes redes, feitas a partir de seus helicópteros, com todo o distanciamento tanto físico quanto de compreensão que lhe são característicos. Quem não está por perto interpreta, inventa. E mantém o discurso simplista e tendencioso de vândalos versus ordem e progresso e seu reflexo no trânsito.

Eu ter sido mais um é apenas um detalhe, até porque não apanhei de maneira muito violenta. A policial que me agrediu era uma mulher e fraca. Não me tirou de campo. Não se trata, portanto, de mimimi de vítima e sim de uma preocupação com o andar da carruagem. A liberdade de imprensa é um santo de barro. Já retratamos aqui no DCM o caso do fotógrafo Sérgio Silva, cego desde junho e o recente espancamento do jornalista Yan Boechat. Somem-se ainda os casos de agressão (e prisão!) aos socorristas do GAPP e dos Advogados Ativistas (ambas equipes imprescindíveis no suporte às manifestações).

Como disse Tatiana Farah: “Sou repórter. (…) Não tenho o couro mais fino nem mais grosso do que ninguém que saiu dali apanhado, machucado e humilhado, seja a pessoa repórter, manifestante, passante” (Tatiana levou 2 tiros de bala de borracha no último sábado durante protesto contra o Instituto Royal).

Nelson Antoine é acuado
Nelson Antoine é acuado

Los nazis del siglo XXI

por Laurie Penny

En Londres empiezan los Juegos Paralímpicos mientras en Atenas el partido de ultraderecha Amanecer Dorado incita a que se ataque a discapacitados y homosexuales, tras haber puesto anteriormente en su punto de mira a inmigrantes y a minorías étnicas. Esta coyuntura evoca el ascenso del nazismo en Alemania, pero el Gobierno griego y la Unión Europea hacen la vista gorda.

“Tras los inmigrantes, tú eres el siguiente”. Así decían unas octavillas que aparecieron esta semana en el barrio de bares gays de Atenas. A medida que la violencia contra los inmigrantes y las minorías étnicas crece en Grecia, los seguidores del partido de ultraderecha Amanecer Dorado están ya promoviendo que se ataque a los homosexuales y a los discapacitados.

Estos fascistas marchan con camisas negras y antorchas por Atenas, aterrorizan a las minorías étnicas y sexuales, blanden estandartes que no parecen sino esvásticas desenlazadas y declaran que desprecian las reglas políticas. Y sin embargo, en toda Europa se les sigue considerando un mero síntoma de la crisis económica griega.

Antes, los matones derechistas atacaban a los inmigrantes de noche. Ahora lo hacen a la luz del día, sin temor a las consecuencias porque rara vez las hay. En las últimas semanas el número y la gravedad de los ataques han aumentado, y si los inmigrantes denuncian los ataques a la policía corren el riesgo de que los arresten a ellos.

No solo es que en Grecia se les asigne a los crímenes contra los inmigrantes una baja prioridad; es que Amanecer Dorado encuentra el fundamento de su apoyo entre los policías. Las encuestas realizadas a la salida de los colegios electorales en las elecciones de mayo de 2012 indican que en algunos distritos urbanos el 50 por ciento de los policías griegos votaron por ese grupo racista, que ahora tiene el 7 por ciento de los escaños en el Parlamento.

Los navajazos, palizas y ataques con motos son tan corrientes en muchas partes de la capital que los inmigrantes tienen miedo a salir solos. Grecia tiene muchos inmigrantes desde hace bastante tiempo –el 80% de los refugiados en la Unión Europea llegan a los puertos griegos–, pero las familias que marcharon allá buscando seguridad temen ahora por sus hijos.

Hasta el ministro de Orden Público

Según un informe reciente de Human Rights Watch, Odio en las calles, “las autoridades nacionales –así como la Unión Europea y la comunidad internacional en general– han hecho en muy buena medida la vista gorda” a la violencia xenófoba en Grecia.

Hacer la vista gorda ya sería malo de por sí. Pero ahora el ministro de Orden Público, Nikos Dendias, ha prometido tomar medidas contra la inmigración, de la que ha afirmado que es una “invasión” y “una bomba en los cimientos de la sociedad”. Dice mucho que afirmase también que la presencia de extranjeros en Grecia es una amenaza peor que la crisis económica, mensaje con el que sin duda cubriría las paredes de Atena si pudiese.

Que os filmes disponham dos recursos de audiodescrição e legenda

O deputado José Chaves (PTB-PE) deu entrada em Projeto de Lei, pedindo que os filmes distribuídos no País disponham dos recursos de audiodescrição e legenda. Segundo Chaves, o PL vai na linha de todas as iniciativas para a inclusão social da parcela da população que possui algum tipo de necessidade especial auditiva e/ou visual. Se sancionada, a regra vai valer para filmes estrangeiros e nacionais.

O projeto de número 4248.2012 altera a Lei nº 10.098 e estabelece que a exibição de filmes em salas de cinema e estabelecimentos similares, comerciais ou não, fica condicionada à disponibilização simultânea dos recursos de autodescrição e legenda em língua portuguesa. A lei também se aplicará aos filmes transmitidos pelos canais de televisão aberta e por assinatura. “Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 17 milhões possuem algum grau de incapacidade visual, enquanto seis milhões apresentam deficiência auditiva”, explicou José Chaves. “Essa é mais uma forma de estimular a inclusão social dessa importante parcela da população.”

O deputado lembra que os filmes exibidos no país raramente oferecem recursos técnicos que facilitem seu acesso pelos portadores de necessidades especiais, sobretudo os que possuem algum grau de incapacidade visual. “Em nações como o Reino Unido, o problema tem sido superado com o aumento do número de salas de exibição de obras audiovisuais que oferecem regularmente o recurso da audiodescrição. Além disso, mais de 30% das programações veiculadas pelas emissoras de televisão já dispõem dessa facilidade”, afirmou.

No Brasil, grande parte desse público, nunca teve a oportunidade de conhecer os benefícios da audiodescrição e das legendas, em razão da carência de filmes veiculados pelas emissoras de televisão aberta, que tenham sido adaptados às suas necessidades. “O PL proposto, além de estar em consonância com as políticas sociais adotadas pelo governo federal em defesa dos direitos básicos dos portadores de necessidades especiais, também ampliará a base da população brasileira com acesso aos bens culturais, contribuindo, assim, para a democratização da informação e da cultura no País”, conclui Chaves. O PL está aguardando despacho do presidente da Câmara dos Deputados na Seção de Registro e Controle de Análise da Proposição para entrar na pauta da votação.

Na sociedade globalizada de hoje, a palavra de ordem é acessibilidade. No debate que a criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav) suscitou, em nenhum momento se faz referência a cegos e surdos, como integrantes de um público que é privado da cultura audiovisual brasileira. O problema está, em primeiro lugar, na exclusão social e intelectual.