A Grécia derruba a Troika, FMI e Banco Central Europeu

Calorosa recepção de Juncker. O presidente da Comissão Europeia levou o líder grego Tsipras pela mão ao lugar onde realizaram uma reunião. / G. V. WIJNGAERT (AP) / REUTERS LIVE!
Calorosa recepção de Juncker. O presidente da Comissão Europeia levou o líder grego Tsipras pela mão ao lugar onde realizaram uma reunião. / G. V. WIJNGAERT (AP) / REUTERS LIVE!

 

A Grécia promove hoje o que os países das Américas do Sul e Central e México estão impedidos de realizar pela legenda de medo dos marines da imprensa.

O Fora FMI já foi campanha no Brasil, e derrubou João Goulart.

Meio século depois a mesma política imperialista dos Estados Unidos ameaça golpear os governos da Argentina, Venezuela, Equador e Bolívia.

Apesar de Dilma Rousseff nomear um ministro da Economia, que poderia ocupar o mesmo cargo se Marina Silva fosse presidente, ou Aécio Neves. Apesar de um ministério mais direitista do que esquerdista, Dilma continua sendo alvo das ameaças da imprensa vendida, e de velhos golpistas tipo Fernando Henrique que, em 1964, foi recrutado pela CIA, para destruir a Cultura brasileira.

O retorno de uma ditadura, seja civil ou militar, preocupa. Disse Amadou Hampate Ba:

“Como não se preocupar? Qualquer ditadura preocupa, seja na África ou em outro lugar, sobretudo quando constatamos que a maioria dessas ditaduras só parece ter como finalidade satisfazer um punhado de homens, ou uma certa categoria de homens, e nunca o povo em seu conjunto. O povo, aliás, sente-se geralmente estranho ao que acontece na cúpula e às lutas pelo poder. Sejam intelectuais ou militares, para ele são toubabouro, ‘gente dos brancos’, isto é, gente que imita os brancos, pensa e age como os brancos, e não segundo a tradição africana”.

Amadou Hampate Ba era um maliano. Também nas Américas do Sul e Central, os golpistas pensam como ‘gente dos brancos’, dos colonos, dos piratas, e nunca como um índio nos Andes, ou um mestiço nas favelas brasileiras. Os golpistas parecem os capatazes nas empresas multinacionais: são mestiços que possuem a alma branca, zumbis que realizam os serviços sujos da tortura, do assédio moral, do stalking, a exemplo do que acontece na empresa Contax do Itaú de Marina Silva, do Bradesco de Joaquim Levy, do Citibank, das companhias da telefonia privatizada por FHC.

Bastou uma semana de um governo formado pela Coalizão da Esquerda Radical, para amansar a França, a Inglaterra, que todos temem o efeito dominó na Espanha, na Irlanda, em Portugal, nos chamados países periféricos.

O jornal conservador El País informa hoje:

O fim da troika ganha rapidamente novos adeptos nas grandes capitais da Europa. Nenhuma das instituições que formam o trio —Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional— mostraram o mínimo interesse em defender o grupo depois dos planos da Comissão, revelados pelo EL PAÍS na segunda-feira, para dissolvê-lo.

O Governo francês se alinhou na terça-feira ao braço Executivo da União Europeia e afirmou que é possível encontrar “fórmulas diferentes” e alternativas à troika, já que Atenas decidiu não reconhecê-la como interlocutor válido, segundo afirmaram fontes do Ministério de Economia a este jornal. O Executivo italiano considerou dessa forma “uma boa notícia” os planos do presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, de acabar com a troika, segundo afirmou ao jornal La Repubblica Sandro Gozi, secretário de Estado para Assuntos Europeus.

França e Itália se tornam assim dois grandes aliados da Grécia na negociação que começa agora.

Haveria uma remota possibilidade da imprensa brasileira, dos Estados Unidos, do FMI, do Banco Central da Europa, do PSDB, dos togados, dos militares, dos banqueiros, dos latifundiários, dos executivos das multinacionais aceitarem por um dia, apenas um dia, 24 horas, um governo comandado por um Alexis Tsipras no Brasil?

 

 

MADRI. Marcha do Podemos clama: “É a hora da mudança”

A marcha da mudança convocada pelo partido Podemos encheu a Puerta del Sol em Madrid, neste sábado. No discurso de encerramento, Pablo Iglesias afirmou: “Hoje não estamos aqui para protestar, estamos aqui para dizer que o momento é agora”.

 

Cabeça da marcha dos cem mil
Cabeça da marcha dos cem mil

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A Marcha da Mudança terá juntado neste sábado em Madrid mais de cem mil pessoas, segundo os cálculos de publico.es.

Durante a manifestação as palavras de ordem mais gritadas foram “Sim podemos”, “É a hora da mudança” e “O povo unido jamais será vencido”.

No discurso de encerramento, Pablo Iglesias começou por lembrar o exemplo do Syriza, interrogando e afirmando: “Quem dizia que não é possível? Quem dizia que um governo não pode mudar as coisas? Na Grécia fez-se em seis dias do que outros governos fizeram em anos”.

O líder do Podemos denunciou a seguir que “as políticas de Rajoy não criam emprego” e que “os salários não permitem às pessoas sair da pobreza”.

Referindo que as políticas de austeridade dividiram a Espanha em duas, “os que ganharam e os que estão pior que antes: os de cima e os de baixo”, Iglesias afirmou: “À mudança, os de cima chamam experimentação e caos, os de baixo chamamos democracia”.

O líder do Podemos apelou depois à recuperação da soberania pelas pessoas, tirando-a ao FMI, à Comissão Europeia e aos mercados.

Fazem falta sonhadores. Fazem falta Quixotes. Estamos orgulhosos com esse sonhador a cavalo. Não permitamos que os golpistas nos roubem o sonho. O nosso país não é uma marca, a Espanha são as suas pessoas”, afirmou também Pablo Iglesias, defendendo que a sua conceção de pátria é aquela que “assegura que todas as crianças vão limpas e calçadas para uma escola pública”.

O líder do Podemos terminou o seu discurso declarando: “Este é o ano da mudança, podemos sonhar e podemos vencer!”

 

Esquerda ganha na Grécia e derrota a política de austeridade do FMI

Vence  Syriza
Vence Syriza

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Alexis Tsipras, líder do partido vencedor das eleições gregas, Syriza, afirmou este domingo que “o povo grego escreveu História” e “deixou a austeridade para trás”.

“É um sinal importante para uma Europa em mudança”, disse Tsipras perante milhares de pessoas que se juntaram na praça em frente da Universidade de Atenas.

“O veredicto do povo grego significa o fim da ‘troika'”, a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas de austeridade impostas a troco de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação” e assegurou que vai negociar com os credores uma “nova solução viável” para a Grécia.

Dez milhões de gregos foram chamados às urnas neste domingo para decidir se referendarem o Governo liderado pelos conservadores da Nova Democracia ou optam por uma virada à esquerda simbolizada pela Coalizão da Esquerda Radical (Syriza) de Alexis Tsipras.

O que está em jogo neste domingo não é só o futuro político, mas também, e sobretudo, o econômico. Com uma taxa de desemprego superior a 25% e uma dívida pública que equivale a 175% do PIB, a Grécia vive esmagada pelos 240 bilhões de euros solicitados da comunidade internacional para evitar sua quebra.

O fantasma da troika sobrevoou todos os discursos, assim como o termo grexit, com o que se sugere uma possível saída do euro que nenhum partido quer.

A Syriza propões uma conferência sobre a dívida europeia e a introdução de uma “cláusula de crescimento” para a devolução do capital pendente, assim como uma moratória que permita à Grécia respirar.

Marina é o retrocesso, a volta do FMI

Alfredo Martirena
Alfredo Martirena

A campanha presidencial constitui a luta do FMI com o BRICS, do Brasil independente, potência  mundial, ou o Brasil vira-lata, colonizado, de milhões de miseráveis, de empregos terceirizados, temporários, e de escravos.

É o entreguismo total. Política de quintal.

Para fazer essa virada de extrema-direita, Marina precisa de um Banco Central com autonomia e independência total como aconteceu na ditadura militar. Autonomia dada por Castelo Branco.

Marina prega o retrocesso. A volta da política Econômica de Roberto Campos, Delfim Neto, e Malan dantes do governo do PSDB, do ex-empregado de George Soros, Armínio Fraga, que presidiu o Banco Central no governo Fernando Henrique, um clone do presidente Carlos Menen. A diferença do Brasil e a Argentina é que Menen está preso.

Recentemente, Marina Silva, no último dia 19, abandonou a campanha política, e fez uma viagem secreta aos Estados Unidos para fechar um acordo com empresários que, para os jornalistas estadunidenses que espalharam as teorias conspiratórias, patrocinaram o atentado político que matou Eduardo Campos.

Entregando o Brasil de porteira fechada

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Marina Bric

(AFP) – A candidata à presidência Marina Silva, do PSB, explora novos laços com os Estados Unidos, na visita nesta sexta-feira a Washington acompanhada de um de seus assessores, que defendeu a possibilidade de alianças comerciais e energéticas entre os dois países.

O Brasil terá uma “política externa muito aberta para desenvolver os laços com os Estados Unidos”, se Marina ganhar as eleições, prometeu seu coordenador de Programa de Governo, Mauricio Rands, à platéia composta por empresários.

Segundo Rands, “há uma grande possibilidade para integrar os dois países” em áreas como energia, tecnologia e investimento, retomando a idéia de um tratado de livre comércio entre os dois países.

“Devemos nos esforçar seriamente em um tratado de comércio e investimentos com os Estados Unidos”, afirmou Rands, que copresidiu, quando deputado, o grupo parlamentar Brasil-Estados Unidos.

Para reforçar o acordo, Fernando Henrique fez um alerta aos empresários internacionais sobre as chances de Dilma Rousseff se reeleger.

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AVISO URGENTE

En peligro el desarrollo social brasileño

por Hedelberto López Blanch

Brics soros CIA
Las próximas elecciones presidenciales en Brasil fijadas para octubre próximo, pudieran dar al traste con los grandes avances sociales y económicos que desde hace 11 años han llevado adelante los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT), encabezados por Luiz Inacio Lula da Silva, y seguido por el de Dilma Rousseff, los cuales han beneficiado a millones de ciudadanos de ese país.

Muchos intereses estan en juego para tratar de contrarrestar los cambios ocurridos en el gigante sudamericanos, pero dos son los más peligrosos: primero la animadversión de Estados Unidos hacia Brasil por su política de integración latinoamericana, el fortalecimiento del BRICS y su acercamiento a China, Cuba y Rusia.

En segundo lugar, el malestar de los poderosos grupos económicos y políticos de la derecha tradicional brasileña que no aceptan los cambios ocurridos para bien de la mayoritaria población.

Si hace pocos meses las encuestas daban como favorita para reelegirse a Rousseff, la situación cambió tras la muerte el 13 de agosto pasado, en un accidente aéreo, del candidato del Partido Socialista (PSB) Eduardo Campos, y la rápida entrada hacia la carrera presidencial de su vice, Marina Silva, lo cual ha estrechado las intenciones de votos entre estas dos principales contrincantes.

De la casi decena de aspirantes para la primera vuelta, Dilma aparece con una intención de votos del 39 %, seguida de Silva con 31 % y del derechista del Partido Socialdemócrata (PSDB) Aécio Neves con 15 %. Los demás no cuentan prácticamente en la lid.

Silva, ex ministra de Medio Ambiente en el gobierno de Lula, renunció al PT, y aparece como la preferida del sector financiero, la clase media y de los habitantes de las grandes ciudades como Sao Paulo o Río de Janeiro.

Como se recordará, Dilma canceló hace unos meses una visita de Estado a Washington, debido al espionaje electrónico que realizó la Agencia de Seguridad Nacional de Estados Unidos contra la presidenta y varios funcionarios brasileños. Eso tensó las relaciones con la administración de Barack Obama, que esta buscando una nueva cara que dirija los destinos del gigante sudamericano.

Tampoco a Washington le agrada la estrecha relación que Brasilia ha desarrollado con Cuba, Rusia y China y el impulso que ha dado a la Unión de Naciones del Sur (Unasur) y al Grupo BRICS, integrado por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica.

Según el Fondo Monetario Internacional (FMI), este año el BRICS tendrá, en su conjunto, un mejor desempeño económico que Estados Unidos y Europa.

Pero analicemos más detalladamente los avances de Brasilia tras de la llegada de los gobiernos del PT en 2013.

En los últimos 11 años el crecimiento ha sido constante y si en 2007 ocupaba el décimo lugar por su Producto Interno Bruto (PIB), en 2008 superó a Canadá, en 2009 a España; en 2010 a Italia y a finales de 2013 estaba a solo pocos puntos de Gran Bretaña que ocupa la sexta posición.

La inmensa asimetría que existía entre ricos y pobres se ha reducido con la puesta en marcha numerosos programas sociales y más de 34 millones de personas salieron de la escala de pobreza en la que se mantuvieron durante décadas.

Los índices de pobreza se redujeron desde el 42 % en 2002 a 20 % en 2013; la tasa de desempleo se fijó en mayo de 2014 en 4,9 %, la más baja en toda la historia.

No obstante, de los 202 millones de habitantes, y pese a los esfuerzos realizados por las administraciones Lula-Rousseff, aun existen 22 millones de personas bajo la línea de pobreza, mientras unos 50 millones en total necesitan ayuda del Estado para recibir asistencia médica ya que no pueden pagar la atención privada.

En este contexto social han llegado al país numerosos galenos, entre ellos 6 000 profesionales cubanos que fueron ubicados en cerca de 800 municipios y regiones apartadas, los que brindan asistencia especializada gratuita a personas pobres y de clase media.

Desde la llegada de Lula al poder se iniciaron varios proyectos sociales como Hambre Cero, Brasil sin Miseria, Universidad para Todos, Mi casa, Mi vida, Bolsa Familia (brindan asistencia a núcleos pobres) y Primer Empleo que facilita a los jóvenes el acceso al mercado laboral, además de los subsidios distribuidos y el aumento del 53 % del salario mínimo.

Como complemento directo se suma la financiación de la escolaridad infantil y la elevación del número de puestos de trabajo, además de construirse o estar en ejecución, dos millones de viviendas para personas de bajos recursos.

Esos programas han permitido que las capas más afectadas de la sociedad hayan aumentado sus ingresos y tengan más poder adquisitivo lo que impulsa, a la vez, el desarrollo de la economía.

En este sentido, aunque los detractores del sistema afirman que ha disminuido el comercio exterior lo cual afecta el aumento del PIB, el ministro de Hacienda Guido Mantega explicó que Brasil no es un país dependiente de sus exportaciones como tantos otros. Agregó que posee un mercado interno grande y en crecimiento constante por lo que el producto interno depende solo del 15 % de las exportaciones y del 85 % del mercado nacional.

A eso se debió que las crisis internacionales como la del 2008 tuvieran poca repercusión sobre el mercado brasileño.

En definitiva, en las elecciones del próximo octubre se enfrentarán dos vertientes de sistemas diferentes, uno representado por Silva (en una posible segunda vuelta contará con el apoyo de Neves) que promueve políticas de corte neoliberal y responde a intereses del sector privado, y el otro del PT que apoya el desarrollo económico y social sostenido para sus habitantes, además de apostar por un mundo multilateral y la efectiva integración regional.

Esperemos pues los electores tendrán en sus respectivas boletas la decisión final.

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VEJA QUANTO É IMPORTANTE PARA O BRASIL E O MUNDO A REELEIÇÃO DE DILMA

Nas eleições presidenciais do Brasil está em jogo a mudança do Mundo. É o salto do Brasil para ser uma nação independente, sem o mando do FMI, dos Estados Unidos e países da Europa, que desde séculos colonizam a África, parte da Ásia, as Américas do Sul, Central e México.

Notadamente os Estados Unidos, Inglaterra e Israel estão jogando pesado nestas eleições, pelo poder dos bancos, empresas multinacionais, ex-estatais privatizadas e os meios de comunicação de massa.

Inviabilizada a candidatura de Aécio Neves (?), desde a morte de Eduardo Campos, transformaram Marina na carta de aposta para desestabilizar o governo e impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

É nesta guerra econômica, pela criação do BRICS, que se deu credibilidade a teorias de conspiração de que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político, planejado e executado por George Soros, banqueiros e CIA.

De que o Brasil vive uma crise de crescimento econômico, com desemprego, moeda fraca, o velho complexo vira-lata, que casa com uma Marina que chora, vestida de preto, que passou fome, e doente, ressuscitou várias vezes pela graça de Deus, para salvar o Brasil das garras… do PT, quando o Brasil deve ser salvo das garras dos piratas de várias bandeiras.

Para se entender a razão da imprensa ocidental considerar Dilma Rousseff uma das mulheres mais poderosas do mundo, e a importância do Brasil como nação, leia esta reportagem de capa, publicada hoje no conceituado jornal econômico da Europa, o direitista e conservador L’Economic, editado na Espanha.

economic. Espanha Brics

Occident perd el control del món

El banc d’inversions i el fons d’estabilitat dels Brics que impulsa la Xina posen fi al monopoli que els Estats Units i Europa han tingut durant setanta anys en les institucions econòmiques i financeres internacionals

Indian PM Modi walks past Chinese President Xi Jinping and Brazilian  President Rousseff during the 6th BRICS Summit in Fortaleza
El primer ministre indi, Narendra Modi, caminant entre la presidenta brasilera, Dilma Rousseff, i el president xinès, Xi Jinping, a la cimera dels BRICS de juliol. Foto: REUTERS

por JOAN POYANO

 

Jim O’Neill, un executiu del banc d’inversions Goldman Sachs, es va empescar l’any 2001 la sigla BRIC per fer referència a les economies emergents que marcaran les pautes econòmiques i polítiques mundials del segle XXI: el Brasil, Rússia, l’Índia i la Xina. Aquests quatre estats es van reunir per primera vegada el 2006 i al cap de quatre anys s’hi va afegir Sud-àfrica, que aporta la s de Brics. Un grup que amb un 43% de la població, el 21% del PIB i el 20% de la inversió mundial reclama més protagonisme, que li neguen les institucions -el Fons Monetari Internacional i el Banc Mundial- creades el juliol del 1944 per servir al capitalisme industrialitzat dels Estats Units i Europa.
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Sense sortir de l’FMI i el BM, els Brics van acordar aquest juliol -coincidint amb el setantè aniversari de la fundació d’aquests dos organismes a la població nord-americana de Bretton Woods- posar en marxa el New Development Bank (NDB), un banc de desenvolupament per finançar inversions recíproques, amb seu a Xangai (Xina), i un capital inicial de 100.000 milions de dòlars que hi posaran a parts iguals aquests cinc estats i que està obert a l’entrada d’altres països emergents. A la reunió de Fortaleza (Brasil) també van acordar dotar amb 100.000 milions de dòlars l’Acord de Reserves de Contingència (ARC), un fons de reserves per evitar pressions de liquiditat en el curt termini i enfortir la xarxa de seguretat financera mundial.
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Bretton Woods va representar un abans i un després en l’ordre econòmic internacional. Per donar estabilitat al comerç es va organitzar un sistema monetari lligat al dòlar, i per eliminar el dèficit en les balances de pagaments dels estats se’ls dóna préstecs de l’FMI si compleixen unes condicions -reducció de despeses, privatitzacions, pujades de tipus d’interès…- que el mateix fons ha reconegut a posteriori que han agreujat les darreres crisis.
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Representarà també un abans i un després l’acord de Fortaleza? Jordi Bacaria, director general del Centre d’Estudis i Documentació Internacionals a Barcelona (Cidob) assegura que és la constatació que “el món de la postguerra mundial i del monopoli institucional i internacional de les potències industrials ha finalitzat”: “El comerç sud-sud està passant al davant del comerç nord-sud, i aquest nou espai l’omplen amb altres institucions, com aquest acord de contingència amb el qual es munten un FMI paral·lel”, remarca Bacaria. A tall d’exemple, si el comerç entre els Brics era l’any 2002 de 21.000 milions d’euros, l’any 2012 ja sumava 219.400 milions d’euros, una evolució que en el cas del Brasil la presidenta, Dilma Rousseff, explica perquè “abans dirigia la seva mirada cap als països desenvolupats i avui mira cap a tota l’Amèrica Llatina i tot Àfrica i té una relació amb els Brics”.
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Alejandro Alcaraz, professor de finances internacionals de l’escola de negocis EADA, també destaca que la creació del banc de desenvolupament és un senyal que hi volen dir la seva els països emergents, que “s’han adonat que comencen a ser més poderosos que algunes economies desenvolupades”, i considera que els candidats a afegir-se a la iniciativa dels Brics són Mèxic i Corea del Sud. Alcaraz subratlla que “s’obre una porta a la desdolarització de l’economia mundial”. La moneda nord-americana ja va perdre part de la seva hegemonia com a divisa en el comerç internacional, i en pot perdre més si els Brics comencen a pagar els seus intercanvis amb iuans, la divisa de la Xina, que aporta el 41% del fons de reserva ARC.
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Si els Estats Units porten la veu cantant en les institucions de Bretton Woods, en les de Fortaleza la porta la Xina, la impulsora del NDB i l’ARC perquè està interessada en l’estabilitat de les economies dels països on es produeixen les matèries primeres que necessita importar per continuar sent la fàbrica del món. Amadeu Jensana, director d’economia i empresa de Casa Àsia, assenyala que la Xina “té un paper preponderant en el Brics, però haurà d’anar amb compte a l’hora d’exercir el lideratge perquè no la seguirien”. A les relacions complicades amb l’Índia, pels conflictes territorials a l’Himàlaia, s’hi afegeix l’historial a Àfrica, on “ha arrambat amb tot”.
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Àsia i Àfrica seran les superpotències del futur, segons explica Josep Piqué, exministre d’Afers Estrangers en el govern d’Aznar i anterior president del Cercle d’Economia, en l’assaig el Cambio de Era: un mundo en movimiento de Norte a Sur y de Oeste a Este, en què manté que l’economia mundial s’està desoccidentalitzant i que el canvi vindrà marcat per l’explosió demogràfica i l’evolució tecnològica. A Àsia, la Xina competeix amb els Estats Units i el Japó firmant acords comercials, i aquest dijous el primer ministre indi, Narendra Modi, i el president xinès, Xi Jinping, van anunciar una sèrie d’acords pels quals la Xina es compromet a invertir 15.400 milions d’euros en cinc anys en l’establiment de parcs industrials i projectes d’infraestructura, especialment en el sector ferroviari, a l’Índia. A principis de mes, Modi va arrencar del Japó en la seva visita a Tòquio promeses d’inversions que pugen a 27.000 milions d’euros.
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Àsia-Pacífic. L’eix al voltant del qual gira l’economia mundial es desplaça de l’Atlàntic (Estats Units i Europa) al Pacífic (Àsia i Amèrica), i l’Amèrica Llatina succeeix Àfrica com a objectiu de l’expansió xinesa a la recerca de recursos energètics i matèries primeres. Si l’any passat Xi va firmar acords amb Mèxic, Costa Rica i Trinitat i Tobago, aquest juliol ha fet una altra gira per l’àrea firmant inversions per a infraestructures com els 4.700 milions de dòlars amb què la Xina finançarà la construcció de dues preses hidroelèctriques a l’Argentina, l’aportació de 2.100 milions de dòlars per a la renovació d’una línia ferroviària de càrrega, i l’interès per la Zona Especial de Desenvolupament del port de Mariel (Cuba). A més, Xi proposa construir una xarxa ferroviària que connecti la costa pacífica del Perú amb l’atlàntica del Brasil. El comerç entre la Xina i l’Amèrica Llatina ha passat de 12.000 milions de dòlars l’any 2000 a 261.000 milions el 2013, que l’han situat com a segon major soci comercial de la regió (després dels Estats Units) i primer en alguns països, com és ara el Brasil.
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No estranya que O’Neill digués l’any passat que si hagués de tornar a definir les economies emergents que marcaran el futur no faria una sigla sinó que només hi posaria la C de la Xina.

El veto dels Estats Units

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Els Brics sumen el 21% del PIB mundial (destaca la Xina, amb el 12,3%), quasi el mateix que el 23% que sumen els 28 membres de la UE o el 22,5% dels Estats Units. Però en drets de vot a l’FMI tenen l’11% i la Xina –que ocupa el segon lloc en el rànquing mundial per PIB i el primer en exportacions- té el 3,8%, quatre vegades menys que els Estats Units i per sota del Japó, Alemanya, França i el Regne Unit.

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El 2010 el fons va plantejar una reforma per donar més pes als països emergents: la Xina guanyaria 2,4 punts percentuals i es convertiria en el tercer major membre de l’FMI, després del Japó; el Brasil, l’Índia i Rússia s’incorporarien als deu primers, i els que perdrien més pes serien Aràbia, Bèlgica i Alemanya. Cent quaranta estats membres estaven d’acord amb el canvi, però en la reunió de la primavera no va prosperar perquè calia el 85% dels vots i hi van votar en contra els EUA, que amb un 16,7% tenen un dret a veto que mantindrien amb el canvi, ja que el seu percentatge només quedava modificat de tres dècimes a la baixa. Obama no va aconseguir el suport del Senat a una modificació que, si s’hagués aprovat, potser hauria evitat els fons paral·lels dels Brics.

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Els drets de vot i les quotes –aportació al capital del fons- es calculen pel pes econòmic, corregit amb factors com el grau d’obertura de l’economia i el nivell de reserves. Un país membre pot obtenir anualment un préstec de fins al 200% de la seva quota, i els préstecs acumulats no poden superar el 600%.

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Potència agrària, minera i petroliera

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Primer productor mundial de cafè, canya de sucre, taronges i bestiar. Segon exportador mundial de ferro i un dels principals productors d’alumini i hulla. Com a país productor de petroli, el Brasil es proposa autoabastir-se a curt termini (les seves reserves podrien convertir-lo en un dels cinc principals productors).

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Rica en minerals preciosos i reserves de carbó

El seu PIB representa gairebé el 40% del total d’Àfrica. És el major productor i exportador d’or, platí i crom, i el quart productor de diamants del món. Té el 60% de les reserves mundials de carbó. Líder mundial en sectors industrials especialitzats, com ara materials rodants ferroviaris i maquinària minera.

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Economia agrària i informàtica

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Quarta potència agrícola del món i segon major productor de bestiar boví. El sector serveis és la part més dinàmica de l’economia índia: contribueix a més del 55% del PIB i dóna feina a una quarta part de la població activa. El ràpid creixement del sector del programari estimula les exportacions de serveis i modernitza l’economia índia.

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Fàbrica del món amb capital estranger

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És la segona potència econòmica mundial, la primera exportadora i té les reserves de divises més altes del món. El 2013 va créixer un 7,6%, el nivell més baix des dels anys noranta. La indústria i la construcció aporten quasi la meitat del PIB, i més del 50% de les exportacions són realitzades per empreses amb capital estranger.

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Dependent de les exportacions d’hidrocarburs

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L’economia russa està estancada per la fugida de capitals, la inestabilitat en el mercat de divises i els baixos preus del petroli. Rússia té una gran riquesa de recursos naturals: és el primer productor de gas natural i de petroli del món i un dels principals productors i exportadors de diamants, níquel i platí.

A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

banco morador rua mendigos

 

 

marina banco

 

A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

Campanhas internacionais 

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Juan Hervas
Juan Hervas

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Rally against the austerity measures

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Todo poder aos banqueiros

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Defender a autonomia do Banco Central é assinar o programa econômico entreguista de Marina Silva, escrito por Neca Setubal, herdeira do Itaú, e uma equipe de banqueiros, ex-empregados de bancos nacionais e internacionais e economistas que atuaram nos governos Collor e Fernando Henrique.

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PGR quer proibir críticas de Dilma ao BC independente de Marina

por Luis Nassif

Em geral regrado, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot avançou além das chinelas ao deduzir que a crítica à proposta de Marina Silva, de Banco Central independente, configuraria alguma forma de terrorismo.

A independência do BC é uma discussão mundial, diretamente ligada à questão da apropriação da política econômica pelo mercado – que está na raiz da grande crise de 2008. A questão da apropriação das agências reguladoras pelo mercado é tema recorrente na literatura econômica mundial.

A campanha de Marina poderá alegar que, com Lula, o mercado tomou conta do BC. E, com Dilma, nenhum dos dogmas de mercado foi arranhado. Há amplo espaço para críticas recíprocas que ajudem a trazer mais luz sobre um dos temas centrais da discussão política e econômia mundiais.

Impedir a discussão sobre independência de BC mata uma oportunidade única de dar visibilidade ao tema.

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Janot defende suspensão de propagandas com críticas a Marina

Por Ricardo Brito

Foco do procurador-geral Eleitoral são inserções com ataques à proposta de autonomia do Banco Central defendida pela candidata do PSB

O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, defendeu a suspensão das propagandas veiculadas pela campanha da presidente Dilma Rousseff que criticam a proposta da adversária Marina Silva de conceder autonomia operacional ao Banco Central (BC). Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, Janot considerou as peças irregulares ao reconhecer que eles pretendem criar “artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais”. Tal conduta é proibida pelo Código Eleitoral. A manifestação de Janot pode ser acatada pelo TSE no julgamento do mérito das três ações da campanha de Marina que questionaram a propaganda. O caso deve ser analisado nos próximos dias.

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 Roque Sponholz
Roque Sponholz

Os advogados da candidata do PSB recorreram na semana passada ao tribunal contra a campanha sob a alegação de que a chapa de Dilma pratica “verdadeiro estelionato eleitoral” ao distorcer a proposta da adversária, uma vez que induz à percepção de que os bancos seriam os responsáveis pela condução da política de controle de juros e de inflação. Os advogados da candidata do PSB sustentam que a propaganda cria uma “cenário de horror” com a implantação da autonomia do BC ao chegar ao “absurdo terrorismo” de que a medida esvaziaria os poderes do presidente da República e do Congresso.

Sinfronio
Sinfronio

A propaganda, que foi ao ar nos dias 9, 11 e 12 de setembro e também em inserções durante o dia, mostra uma família sentada ao redor de uma mesa de refeição e mostra a comida sendo retirada aos poucos dos comensais à medida que um narrador fala das supostas consequências da autonomia do BC. Na semana passada, o TSE negou três pedidos de liminares apresentados pela defesa de Marina para suspender a propaganda. Contudo, Rodrigo Janot é a favor que o tribunal impeça a veiculação da campanha no julgamento do mérito.

“A cena criada na propaganda impugnada é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia ao Banco Central e quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias”, afirmam os pareceres de Janot. Para ele, é inquestionável que a crítica meramente política é inerente à campanha eleitoral e constitui típico discurso de embate. “Seus limites, entretanto, não podem ser ultrapassados, a ponto de criar um cenário ad terrorem ou tendencioso, apto a gerar estados emocionais desapegados de experiência real”, completaram.

Rodrigo Janot, que também é procurador-geral da República, manifestou-se contrariamente a outro pedido da chapa de Marina: conceder direitos de resposta à candidata do PSB no horário eleitoral reservado à campanha de Dilma. Para Janot, as peças não prejudicaram a candidatura de Marina. Ele disse que “a afirmação, ainda que controvertida, se insere no contexto de opinião pessoal acerca de um plano de governo” e que a visão de que a autonomia do BC signifique a entrega aos banqueiros de um grande poder de decisão sobre a vida das pessoas “não constitui inverdade flagrante, apta a ensejar direito de resposta”.

 

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