Como evitar que um candidato a serial killer comece as execuções

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (22/3) dois homens que planejavam um ataque a estudantes de ciências sociais da Universidade de Brasília (UnB). Por meio de um site, dois cabeças de búfalo doido, o ex-estudante da UnB Marcelo Valle Silveira Mello e o especialista em informática Emerson Eduardo Rodrigues postaram mensagens combinando o massacre.

Ontem, durante buscas realizadas em Brasília e em Curitiba, os policiais encontraram um mapa apontando uma casa de festas frequentada pelos universitários no Lago Sul. Local onde, segundo a PF, poderia ocorrer a tragédia. A página da internet também incitava a violência contra negros, homossexuais, mulheres, nordestinos e judeus, além pregar o abuso sexual contra menores.

Como evitar a ação de um serial killer, um outro Merah? – indaga Le Progrés.

O Brasil demonstrou como: a ação preventiva da Polícia Federal e uma Justiça rápida.

Facilitou que eles tivessem um site (sítio). Daí a importância da internet livre. Mais de 70 mil internautas denunciaram o Marcelo e o Emerson. E a PF, inclusive, ficou sabendo quais pessoas interagiam com os dois criminosos.

Serviços de informação dizem que era impossível identificar Merah mais cedo

“Nós questionamo-nos forçosamente: poderíamos ter agido de outra forma? Deixámos escapar qualquer coisa? Fomos suficientemente rápidos? Mas era impossível saber no domingo à noite ‘é o Merah, temos de ir buscá-lo'”, disse Bernard Squarcini, chefe da Direção Central das Informações Internas, a agência de contraespionagem de França.

Mohamed Merah, um francês de origem argelina de 23 anos, “não tinha aliás planeado atacar a escola judaica na segunda-feira de manhã”, disse Bernard Squarcini, referindo-se ao ataque em que Merah abateu a tiro três crianças e um professor, dias depois de dois ataques em que matou três militares.

“Segundo as declarações que fez durante o cerco, ele pretendia matar mais um militar, mas chegou demasiado tarde. E, como conhecia bem o bairro, improvisou e atacou a escola“, disse ao jornal “Le Monde”.

Um francês com o mesmo nome de Mohamed Merah, e a mesma idade, tinha um site, e tem sido alvo de ataques verbais. Mais que ele explique que se trata de um homônimo. E que não conhece o Mohamed serial killer.