Mahmoud Ahmadinejad, Benjamin Netanyahu, Hitler e o Holocausto

 

Perguntou Mahmoud Ahmadinejad, quando presidente do Irão:”Se o Holocausto, como eles dizem, é verdade, por que não oferecem provas?”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Adolf Hitler foi influenciado a matar judeus pelo grão-mufti de Jerusalém Haj Amin al-Husseini. Segundo o chefe de governo, o plano inicial de Hitler era expulsar os judeus, mas ele teria mudado de idéia e teria sido convencido a exterminá-los após um encontro com o líder palestino.

A Ilga relaciona os países que proíbem casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Mas não conheço nenhuma campanha que condene os países que proibem uniões inter-raciais.

A Wikipédia historia: “Leis anti-miscigenação, também conhecidas como leis da miscigenação, foram leis que proibiam casamentos inter-raciais e por vezes sexo inter-racial entre brancos e membros de outras raças. Nos Estados Unidos, casamento, coabitação e sexo inter-raciais foram denominados como miscigenação a partir de 1863.

Na América do Norte, leis contra casamento e sexo inter-raciais existiram e foram praticadas nas Treze Colónias a partir do século XVII e subsequentemente em vários estados e territórios dos Estados Unidos da América até 1967. Leis semelhantes foram também aplicadas na Alemanha Nazi de 1935 até 1945, e na África do Sul durante o Apartheid de 1949 até 1985″.

Um pais racista, considerado democrático, os Estados Unidos possuem leis exóticas e aberrantes. No Arizona é proibido ter mais de dois “consolos” em casa. Em Arkansas, sexo oral é considerado sodomia. Carolina do Norte, todos os casais que pernoitarem em hotéis são obrigados a ter um quarto com duas camas, a pelo menos 61 centímetros de distância. Fazer amor no espaço entre as duas camas é estritamente proibido. Carolina do Sul, mulheres solteiras não podem comprar calcinhas comestíveis. Colorado, manter casas onde pessoas solteiras fazem sexo. Florida, beijar seios de mulher é proibido. São leis que, no Brasil, defendem os Bolsonaro e os pastores eletrônicos exploradores dos templos como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago.

Várias religiões condenam o chamado casamento misto: o judaísmo,  o islamismo.

A mulher árabe só pode ter um marido, ao contrário do homem, que pode ter quatro mulheres ao mesmo tempo; e só pode casar com um muçulmano, ao contrário do homem, que pode casar com uma mulher de outra religião.

O líder judeu Zvi Tau, presidente da Har Hamor Yeshiva (centro de ensinos religiosos da Torá e do Talmud), escreveu um documento no qual orienta que “o lugar das mulheres é em casa”, e que as mulheres não devem receber o mesmo nível de instrução que os homens.  Os judeus são extremamente machistas e relegaram à`mulher uma condiçao de inferioridade. O cristianismo, com o misogismo de São Paulo, convive com essa realidade patriarcal.

Estranha e curiosamente, os profetas do islamismo são judeus: Adam (Adão), Nuh (Noé), Ibrahim (Abraão), Musa (Moisés), Isa (Jesus).  E o árabe Muhammad (Maomé), que foi o último profeta, sendo por isso conhecido como o Selo dos Profetas.

Na Bíblia não existe nenhuma referência ao lesbianismo. Portanto, pelos chamados livros sagrados das três religiões do deserto, não há como condená-lo, isto é, considerá-lo pecado (crime, para Jesus).

Os conceitos de raça inferior, de povo eleito, escolhido,  de castas, o racismo, a xenofobia, a proibição dos casamentos inter-raciais, o grito de morte aos heréticos motivam os holocaustos.

De um livro inedito transcrevo

JIHAD

O homem o lobo
do homem
na terra mãe
na terra santa
três vezes
santa

Dos filisteus
os palestinos
o destino

Pouco a pouco
perderão
cada cabrito
Pouco a pouco
perderão
cada poço

Dos filisteus
os palestinos
o destino

Pouco a pouco
perderão
cada pedaço
de chão

Dos palestinos
o sinistro destino
de acampar
restritos espaços
nos longínquos
países da escravidão
e exílio

INTIFADA 

Encurralados em Jerusalém
para defenderem-se da guerra nas estrelas
os palestinos possuem pedras
não mais do que pedras
as pedras santas
da Cidade Santa

Os judeus esqueceram
bastou a Davi
uma funda
uma pedra

Os judeus esqueceram
Davi tirou do alforje
uma pedra
uma pedra
que feriu mortalmente
o filisteu na fronte

CÚPULA DA PEDRA

Em Jerusalém uma pedra

Dos judeus a convicção
a criação do mundo
a partir de uma pedra

A pedra que estava Abraão
quando falou com Deus
A pedra de onde Maomé
ascendeu ao céu
para rezar com Deus

Em Jerusalém uma pedra
divide duas religiões
em uma guerra santa

Em Jerusalém uma pedra


Poemas do livro inédito O Judeu Errante de Talis Andrade

Quem reclama que o Brasil tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, esquece mais de 500 mil prostitutas infantis

prostituição alex falco chang

“Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças – principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil”, escreve Paulo Silvino Ribeiro. Leia mais

“Pobreza e abusos estimulam casamentos infantis no Brasil. País tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, segundo Censo 2010. Pesquisa traça perfil de uniões”, destaca reportagem da BBC Brasil.

É melhor casar. Um país que paga um salário mínimo da fome tem que ser um país de miseráveis. Um país de emprego terceirizado e precário é um país da desesperança. Que pode oferecer um pai que recebe um salário mínimo do mínimo? Quem tem emprego temporário, e todo emprego no Brasil não dura dois ou três anos, prefere que a filha case. O ruim é passar fome. Ou ser prostituta. E drogada. Toda prostituta infantil precisa da droga, primeiro como anestésico, para suportar de oito a dez penetrações diárias, que são continuados estupros.

Um dos primeiros atos do ditador Castelo Branco (abril de 1964) foi acabar com a estabilidade no emprego, direito que permanece como protecionismo exclusivo dos funcionários dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Poderes hierarquizados, formados por castas de marajás, Marias Candelária e gigolôs de mães solteiras que herdaram gordas pensões militares e togadas.

500 MIL PROSTITUTAS

De uma reportagem de Claudiane Lopes: “O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, uma rede de organizações não governamentais, estima que existam 500 mil crianças e adolescentes na indústria do sexo no Brasil.

Dos 5.561 municípios brasileiros, em 937 ocorre exploração sexual de crianças e adolescentes. O número representa quase 17% dos municípios de todo país. A Região Nordeste é a que mais cresce em número de visitantes estrangeiros (cerca de 62% são da União Europeia), segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Cruzam o país ao menos 110 rotas internas e 131 rotas internacionais relacionadas ao tráfico de mulheres e adolescentes com menos de 18 anos para fins de exploração sexual”. Leia mais 

POBREZA E ABUSOS

Pela reportagem da BBC, “de acordo com o Censo 2010, pelo menos 88 mil meninos e meninas com idades de 10 a 14 anos estavam casados em todo o Brasil. Na faixa etária de 15 a 17 anos, são 567 mil.

Mas os pesquisadores descobriram que, no Brasil, o casamento de crianças e adolescentes é bem diferente dos arranjos ritualísticos existentes em países africanos e asiáticos, com jovens noivas prometidas pelas famílias em casamentos arranjados pelos parentes ou até mesmo forçados.
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O que acontece no Brasil, por outro lado, é um fenômeno marcado pela informalidade, pela pobreza e pela repressão da sexualidade e da vontade femininas.
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Normalmente os casamentos de jovens são informais (sem registro em cartório) e considerados consensuais, ou seja, de livre e espontânea vontade.
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Naturalização. Entre os motivos para os casamentos, a coordenadora do levantamento, Alice Taylor, pesquisadora do Instituto Promundo, destaca a falta de perspectiva das jovens e o desejo de deixar a casa dos pais como forma de encontrar uma vida melhor.
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Muitas fogem de abusos, escapam de ter de se prostituir e convivem de perto com a miséria e o uso de drogas. As entrevistas das jovens, transcritas no relatório final da pesquisa sob condição de anonimato, mostram um pouco do que elas enfrentam, como esta que diz ter saído de casa por causa do padrasto, que a maltratava.

Em São Luís, uma das meninas mais novas entrevistadas relata que se casou aos 13 com um homem de 36 anos. E mostra a falta de perspectiva como fator fundamental para a decisão, ao dizer o que poderia acontecer caso não estivesse casada: “Acho que eu estaria quase no mesmo caminho que a minha irmã, que a minha irmã tá quase no caminho da prostituição”.
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A coordenadora da pesquisa de campo em Belém, Maria Lúcia Chaves Lima, professora da UFPA, disse que as entrevistadas falaram de modo natural sobre suas uniões conjugais, mesmo sendo tão precoces. “É uma realidade naturalizada e pouco problematizada na nossa região”, afirma.
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Segundo Lima, a gravidez ainda é a grande motivadora do casamento na adolescência, e a união é vista como uma forma de controlar a sexualidade das meninas. “A lógica é: ‘melhor ser de só um do que de vários’. O casamento também aparece como forma de escapar de uma vida de limitações, seja econômica ou de liberdade”, diz.
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Legislação atrasada. O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) – que o Brasil assinou e ratificou em 1990 – como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos.
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No Brasil, acontece mais frequentemente a partir dos 12 anos, o que faz com que os pesquisadores definam o fenômeno como casamento na infância e na adolescência.
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Segundo a pesquisa, estimativa do Unicef com dados de 2011 aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas antes dos 15 anos: seriam 877 mil mulheres com idades entre 20 e 24 anos que disseram ter se casado antes dos 15 anos.
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Mas essa estimativa exclui, por falta de dados, países como China, Bahrein, Irã, Israel, Kuait, Líbia, Omã, Catar, Arábia Saudita, Tunísia e os Emirados Árabes Unidos, entre outros.
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De qualquer modo, os pesquisadores alertam para a falta de discussão sobre o tema no Brasil e a necessidade de mudanças na legislação. No Brasil, a idade legal para o casamento é estabelecida como 18 anos para homens e mulheres, com várias exceções listadas no Código Civil.
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A primeira exceção — compartilhada por quase todos os países do mundo — permite o casamento com o consentimento de ambos os pais (ou com a autorização dos representantes legais) a partir dos 16 anos.
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Outra exceção é que a menor pode se casar antes dos 16 anos em caso de gravidez. E a última, prevista no Código Civil, é que o casamento antes dos 16 anos também é permitido a fim de evitar a “imposição de pena criminal” em casos de estupro.
Na prática, essa exceção permite que um estuprador evite a punição ao se casar com a vítima.

Sonhos que envelhecem cedo. De acordo com as entrevistas e a análise dos pesquisadores, o que acontece, na maioria das vezes, é que, em vez de serem controladas pelos pais, as garotas passam a ser controladas pelos maridos. Qualquer sonho de escola ou trabalho envelhece cedo, na rotina de criar os filhos e se adequar às exigências do cônjuge.
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O título da pesquisa, Ela vai no meu barco, vem de uma frase de um dos maridos entrevistados, de 19 anos, afirmando que a jovem mulher, de 14 anos, grávida à época do casamento, tinha de seguir sua orientação.
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“Ela vai no sonho que eu pretendo pra mim, né? Ela vai seguindo… Acho que é uma desvantagem de a pessoa não ser bem estruturada, né? Geralmente cada um leva as suas escolhas, né? Mas por ela ser mais nova e eu ser mais velho, tipo assim, ela vai no meu barco”, resume ele. Transcrevi trechos

Seis milhões para ouvirem a missa do Papa em Manila

O papa bate récord de multidão em Manila, celebrando missa para seis milhões de católicos. Pope draws record crowd é uma das manchetes do Manila Standard Today

papa cinco milhões filipinos

filipinas multidão

multidao papa

Ao quarto dia da visita a este bastião católico da Ásia, milhões de fiéis começaram a chegar bem cedo ao parque Rizal, situado junto ao mar. Tal como na véspera, por causa de uma tempestade tropical que se abateu sobre a região, o mar de gente coloriu-se com impermeáveis de plástico coloridos para se proteger da chuva. Principalmente amarelo, a cor do Vaticano.

Jorge Bergoglio fez a sua entrada no papamóvel, circulando por entre a multidão sob fortes aplausos. Na missa, falada em inglês e tagalog, exortou os filipinos a serem “missionários” em toda a Ásia. “É um dom de Deus, uma bênção! Mas também é uma vocação.”

papa móvel

papa abaraça

O cardeal de Manila, Luis Antonio Tagle, respondeu ao desafio do Papa, dizendo que “todos os filipinos gostariam de partir amanhã com a Sua Santidade, mas não para Roma! Partiriam para as periferias, os bairros de lata, as prisões, os hospitais. Iriam também evangelizar o mundo da política, das finanças, das artes, das ciências, da cultura, da educação e das comunicações.”

Depois da missa, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou que “o Papa quis nesta viagem dar um impulso a uma via concreta para uma sociedade filipina mais coerente com os valores cristãos”, justificando assim a insistência do Papa nas desigualdades que persistem nesta sociedade muito católica.

Durante a sua visita de quatro dias, Francisco denunciou as profundas desigualdades e a corrupção. Também lançou apelos em defesa da família tradicional, denunciando o “relativismo”, as “ameaças insidiosas”, a “confusão” sobre o casamento.

“A grande ameaça ao plano de Deus, segundo a Bíblia, é a mentira”, afirmou o Papa, acrescentando que “o diabo é o pai da mentira e esconde seus embustes sob a aparência da sofisticação e do fascínio por ser moderno como todo mundo”. Segundo o pontífice argentino, o diabo “distrai com o chamariz dos prazeres efêmeros, de passatempos superficiais”. “Esbanjamos os dons que Deus nos deu brincando com artefatos banais, esbanjamos nosso dinheiro no jogo e na bebida, encerramo-nos em nós mesmos e não nos centramos nas coisas que realmente importam”, afirmou. Além disso, Francisco ressaltou o papel da mulher na sociedade, salientando que elas “têm muito a dizer”. “Muitas vezes somos machistas, mas uma mulher é capaz de ver as coisas com outros olhos, com um olhar diferente”, afirmou.

papa francisco fora do procolo

“Não é possível uma família sem sonhar”

 

O seu discurso às famílias iniciou-se com o verbo sonhar. Falando em espanhol e recorrendo a um tradutor, o Santo Padre proferiu as afirmações que marcaram a sua intervenção:

“Não é possível uma família sem sonhar.”

“Sem sonhar perde-se a capacidade de amar.”

“Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos e da minha esposa e também com os meus pais e avós.”

“Não percam a capacidade de sonhar.”

“Nunca deixem de ser noivos”

Foram três os aspetos que o Papa Francisco apresentou sobre a figura de S. José: repousar no Senhor, levantar-se com Jesus e Maria e ser voz profética. E, desde logo, o Papa Francisco contou uma pequena história referindo o facto de ter na sua escrivaninha uma imagem de S. José que dorme: sempre que algo o preocupa o Santo Padre escreve num pequeno papel o seu problema e coloca-o debaixo da imagem para que S. José repouse sobre o problema e o ajude a solucionar.

Para ouvir o chamamento de Deus é preciso pois rezar em família:

“Para ouvir e aceitar o chamamento de Deus, para construir uma casa para Jesus, deveis ser capazes de repousar no Senhor. Deveis encontrar em cada dia o tempo para rezar.”

O Santo Padre referiu de seguida o segundo aspeto: levantar-se com Jesus e Maria. Ou seja, enfrentar a vida, aprender a amar, a perdoar, a ser generosos e não egoístas. Mas também a saber dizer não às colonizações ideológicas da família – declarou o Papa Francisco que citou o Papa Paulo VI pela defesa da vida durante o seu pontificado.

Finalmente, o terceiro aspeto: S. José é uma voz profética e também nós devemos ser – disse o Papa – exortando os cristãos a não terem medo de afirmar a sua fé em Jesus Cristo:

“Não escondais a vossa fé, não escondais Jesus, mas colocai-O no mundo e oferecei o testemunho da vossa vida familiar.”

 

Presa socialite que mandou matar por ciúme. Um crime passional que envolve três maridos e duas belas esposas

emtempo- crime passional

Texto Joana Queiroz/ A Crítica/ Manaus – A advogada Marcelaine Santos Schumann, a “Elaine” ou “Ane”, de 36 anos, pagou R$ 7 mil para que pistoleiros executassem ou deixassem aleijada a bacharel em direito Denise Almeida da Silva, de 34, atingida com um tiro no estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. Marcelaine acreditava que Denise tinha um caso com o seu amante, o empresário Marcos Souto – todos os envolvidos são casados.

Na montagem a mandante do crime está destacada, ao seu redor, nos vidros estilhaçados, estão os demais envolvidos no crime, como o amante e a universitária baleada, Denise (Rafael Froner)
Na montagem a mandante do crime está destacada, ao seu redor, nos vidros estilhaçados, estão os demais envolvidos no crime, como o amante e a universitária baleada, Denise (Rafael Froner)

Em contato com a reportagem, Denise negou conhecer Elaine e Marcos: “Eu não sou a amante desse homem (Marcos) que sequer conheço, assim como não conheço essa mulher (Elaine). Sou casada e vivo muito bem com o meu marido”. “O que aconteceu é que há pelo menos um ano essa mulher começou a ligar para a minha casa, para mim e para o meu marido. Ela dizia que tinha encontrado algumas ligações com o número do meu celular na conta do telefone do amante dela. Algumas vezes eu e o meu marido fomos seguidos pelo carro do amante dela. Ele chegou a ligar para o meu celular dizendo que queria se encontrar comigo para me pedir desculpas pelos insultos e ligações que ela fazia, mas não aceitei e acabou acontecendo o que vocês já sabem”, conta.

Denise Almeida da Silva sobreviveu após levar um tiro no pescoço, dentro do seu Mercedes-Benz
Denise Almeida da Silva sobreviveu após levar um tiro no pescoço, dentro do seu Mercedes-Benz

Ainda por telefone, Denise explicou que a história não é como parece. “O meu marido não é o corno da jogada. Ele sabia de tudo, sofria comigo e estava sempre ao meu lado. Eu a descrevo (Elaine) como uma pessoa sem noção que passa a perseguir a outra baseada em suspeita. É uma psicopata”, finalizou.

Marcelaine (direita) é suspeita de encomendar morte de Denise
Marcelaine (direita) é suspeita de encomendar morte de Denise

Agência TA – O marido de Denise, o advogado Erivelton Barreto, 34, confirmou o stalking (perseguição) da advogada Marcelaine Santos Schumann, que fazia ligações frequentes para seu celular, dizendo ser mulher do citado amante e afirmando que Denise se envolvera com ele.

No dia do atendado, Marcelaine viajou para 
o Nordeste e voltou no dia 20 de novembro para Manaus, mas viajou novamente 
para os Estados Unidos, retornando hoje, quando foi presa.

Ela desembarcou acompanhada do marido Edmar Costa e do advogado José Bezerra de Araújo.

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Marcelaine no IML onde fez exames antes de ir para a cadeia pública. Foto Winnetou Almeida

A socialite desembarcou em Manaus por volta de 12h16 desta segunda-feira (5) e seguiu para exame de corpo de delito no o Instituto Médico Legal (IML)
A socialite desembarcou em Manaus por volta de 12h16 desta segunda-feira (5) e seguiu para exame de corpo de delito no o Instituto Médico Legal (IML)
Marcelaine dos Santos Schumann foi encaminhada à Penitenciária Feminina. Foto Sandro Pereira
Marcelaine dos Santos Schumann foi encaminhada à Penitenciária Feminina. Foto Sandro Pereira

Marcelaine dos Santos Schumann teve a prisão preventiva decretada, no mês passado, pelo juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri.

Dos três tiros disparados contra Denise, dois a atingiram e uma das balas se alojou na coluna cervical na altura do pescoço.

Além de Marcelaine, três pessoas foram presas em dezembro do ano passado. Rafael Leal do dos Santos, de 25 anos, conhecido como “Salsicha”, foi quem atirou contra a universitária. O homem afirmou que recebeu R$ 3.500 para realizar o crime. Ele foi preso no município de Anori, a 234 km de Manaus, onde estava abrigado na casa do avô.

Segundo a Polícia Civil, após ser preso, Rafael confessou a tentativa de homicídio e apontou a participação de Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, de 27 anos, suspeito de negociar o assassinato com a mandante, e Karen Arevalo Marques, de 22 anos, que intermediou o aluguel da arma.

 

O trio improvisado de mortos de fome contratado pela dondoca. Até para matar a elite paga uma miséria
O trio improvisado, de mortos de fome, contratado pela dondoca. Até para matar a elite paga uma miséria

Escreve Laerte Braga

Mercadores do Templo

A invasão de um tal “hora de mudar”, com declarações que não são comunistas, não são capitalistas, não são socialistas, são contra a corrupção é que agora é “hora de mudar”, é mais ou menos fora tudo nada dentro, mas não rejeitam nem nota de cinquenta e muito menos de cem. São para as “obras de Jesus”, padrão fazenda em Mato Grosso. E tudo com cara de Aécio. Ou seja, cara de bêbado e de pau. A inspiração veio de um pastor que fala direto com o “chefe”.

Contrato de casamento

A notícia não saiu em nenhum veículo de comunicação da mídia de mercado, lógico, podre. Após uma forte e agressiva discussão com o “marido”, a mulher de Aécio Neves foi levada a um hospital com fortes dores e contrações. O motivo? A ex deputada venezuelana e golpista Maria Corina Machado, que, segundo Aécio, seria a mulher ideal para a sua campanha. Mais que estampa. O advogado da mulher de Aécio, há um contrato pré-nupcial, já advertiu o senador e candidato, que no contrato não está previsto que sua cliente tem que fazer papel de boba. O contrato, diga-se de passagem, depois de pronto, passou pelo crivo de Andréa Neves. Na discussão Aécio estava drogado e bêbado.

Justiça camarada 

O presidente da Assembléia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva, que responde a 107 processos por peculato, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, preso numa operação da Polícia Federal, foi solto por ordem do ministro Luis Carlos Dias Tófoli, do tal de STF, a tal de suprema corte. Riva jogava com o dinheiro da Assembléia no banco clandestino que financia parlamentares. É do PSD. Continua, mesmo licenciado, a ocupar seu gabinete na Assembléia, com todas as prerrogativas de presidente da Casa. Robson Marinho, conselheiro do tribunal de contas de São Paulo teve seu afastamento pedido pelo Ministério Público por ter assinado, depois de receber propina, um contrato da ALSTON, sem licitação. Robson Marinho, por sua função, não tem. agora, filiação partidária, mas é tucano. É o Brasil, dissolvendo sem bater. Saída? Uma nova constituinte e com ampla participação popular, que seja o reflexo da vontade popular, embora eu não duvide nada que Riva seja reeleito. Gildevan Fernandes, pastor e estuprador contumaz continua deputado no Espírito Santo, protegido por seus pares, pelo Ministério Público e pelo Judiciário. E ainda ameaça suas vítimas.

Deputado pastor Gildevan Fernandes
Deputado pastor Gildevan Fernandes

Golpe da gravidez

Luciana Gimenez, que tem um programa com mais ou menos seis ou sete telespectadores e deu o golpe da gravidez em Mick Jagger, recebe uma polpuda pensão por mês, ironizou os que esperavam ônibus que não vinham em função da greve, ao ir para o “trabalho” de helicóptero. A moça adora Aécio e se tiver jeito dá outro golpe.

Na lista do doleiro

É intrigante, embora todo mundo saiba que seja mutreta da mídia, que o nome do senador Álvaro Dias, o que é mais não é, não apareça entre os beneficiários do doleiro Yússef, que financiou uma das suas campanhas.

Dupla nacionalidade

A torcedora – jornalista é outra coisa – Eliane Catanhede teve orgasmos múltiplos em sua coluna de 20 de maio, com a eventual escolha do norte-americano Henry Meireles para vice presidente na chapa de Aébrio. Sem se conter, ao final da coluna, chama Lula de “Lulinha paz e amor” e ironiza que o ex-presidente vai ter que se rebolar para manter os aliados Kassab e Meireles. É lixo puro que a GLOBO recicla num dos seus jornais.

 

 

¿CUÁNTOS AMORES ENTRAN EN SU SOLO CORAZÓN?

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A corazón abierto

SOCIEDAD. Palabras más, palabras menos, poliamor quiere decir mantener relaciones sexuales, amorosas y duraderas con más de una persona a la vez y con el consentimiento y el acuerdo de todos y/o todas las implicadas. Podría parecer una actualización del amor libre de los ’60, pero ahora resulta que importa la estabilidad. Tiene algo del aroma de los swingers de los ’90 –depende en qué parte de la acción– pero los swingers no hablan de amor y los poliamorosos podrían, incluso, no tener sexo. Hay quien dice que se trata del fin de las parejas y quien cree que es sólo una adaptación más de los vínculos familiares que ya han sobrevivido a más catástrofes que las mismas cucarachas. Para saber, en definitiva, habrá que experimentar; o al menos leer lo que sigue.

coração

Por Maria Mansilla

No es un deporte tan extremo como enamorarse de un/a policía. Vale la aclaración porque ésa fue una de las primeras respuestas que recibimos al comenzar el tanteo para dar música a estos párrafos. Composición tema: “Poliamor”. A modo de pesquisa informal, esta cronista envió un mensaje a algunas conocidas y sobrinas: ni sumisas ni devotas sino mujeres bastante libres, lindas y locas.

“¿Poliamor es enamorarse de un policía?”, bromeó la jovencita. “¿Se trata del liberalismo más cool o del machismo más heavy?”, problematizó la artista mexicana, desde San Telmo. “Mi cabeza de puérpera no da para tanto”, respondió Ana, dando la teta en Parque Chas. “No sé de nadie, y mirá que entre mis amigas hay variedad, eh”, esbozó Claudina haciendo topless en Buzios. “De cerca nadie es normal, ¡pero no conozco para ese lado!”, respondió Ale preparando un examen, desde Caballito.

Sépanlo, chicas: en el Poliamor hay equipo. Es la reinvención del amor libre abrazado por anarquistas y hippies, pero en versión 2.0. Su viejo testamento es una declaración de principios: le dice sí a las relaciones responsables, éticas e intencionales y no a la monogamia obligatoria. Es una manera honesta, sincera y lúdica de reconocer que a lo largo de tu vida pueden gustarte y emocionarte distintas personas, y que no es de extraterrestres ni degenerados ni enamoradizos crónicos desear a más de una a la vez.

Las maneras de ejercerlo son montones: pueden compartir techo y sentirse una familia, encontrarse sólo en la cama y hasta pueden tener un vínculo afectivo que no necesariamente incluya sexo. Una persona soltera puede ser poliamorosa. Pero lo más común es que el puente se tienda desde una pareja. Puede que tengan un encuentro grupal o no; puede que en la tríada convivan un chico hétero, una mujer bisexual y su novia lesbiana. No son polígamos: todos tienen derecho a estar con alguien más. No son swingers: las nuevas relaciones no se limitan a una calentura. Es más: la aclaración suena ambigua pero los poliamorosos pregonan que hasta pueden no tocarse, no enamorarse, pero sí sentir un enganche afectivo extraordinario… y esto ya merece el mote de asumirlo como un “lazo secundario” que supone un… “Tenemos que charlar”. Y bienvenido nuevo novio/a/amante/cómplice. Y hasta vale el acuerdo de establecer la “polifidelidad”: sólo se disfruta del sexo entre el equipo oficial. También pueden no conocerse entre sí pero saber que en algún lugar están. Me gustas tú y tú y tú. Quizás se encuentren para los cumpleaños, las noches del cine al 3 x 1 o en el chat de FB, ayudándose a traducir una frase si esa otra ventana de la relación se abrió durante un viaje. Puede haber amor fugaz, sexo casual, metejón a primera vista: cualquier cosa, menos vivirlo en secreto. El poliamor no supone estar todo el tiempo olfateando gente nueva; sí poder hacerse cargo si algo pasa, poder elegir no tener que elegir, dejar andar el deseo. “Ya entendí: debo dejar abierto mi corazón a cualquier configuración”, escribió Manuel en un foro de Yahoo groups.

El tema provoca hasta a las monógamas seriales. Su potencia recuerda al caso de la paciente del pensionado de señoritas según Freud; ella recibe una carta de su amante, él le dice te abandono, a ella le da un ataque y a sus roommates… también. La identificación histérica se hace pagana cuando reconoce que otra forma de amar es posible. Por eso, quizá, esta nota no sale a propósito de San Valentín sino de Carnaval.

Tres horas después de iniciada la pesquisa, vuelven a llover mensajes. “¡Me acordé! En Cuzco conocí a un peruano que vive allí con sus dos mujeres catalanas”, escribe la mexicana. “Ey, en Discovery Channel están dando un especial de Poliamor”, avisa la puérpera. “Chicas, ¡conozco un caso!”, exclama Eleonora desde algún bar con wi-fi. “Tía, la película El sexo de los ángeles habla de eso.”

Amor Libre rima con la libertad de elegir vivir según lo que se siente. Y con la madura aceptación de que la otra persona no sólo no es de tu propiedad privada sino que también desea y decide. Los manotazos al celular por un SMS in fraganti, en su cosmovisión, kaput. La infidelidad se piensa desde otra perspectiva: lo peor no es que te acuestes con otra persona, tampoco que la ames o te atraiga, sino que mientas. NO al fraude. NO a las aventuras secretas. NO al sexo casual sin compromiso. En su versión moderna sigue postulando todo eso. Y más.

Despenalizar los cuernos

¿Qué habría dicho Borges de saber que iban a citarlo en un foro de amor libre virtual?

“El nombre de una mujer me delata / Me duele una mujer en todo el cuerpo.”

Algunas personas llegan hasta aquí para superar un engaño o porque reconocen que no están para quedarse con las ganas, que no pueden controlarlo (“La mejor manera de librarse de la tentación es caer en ella”, propuso Truman Capote).

“Yo salí del closet primero de una forma. Después, dije: ‘Creo que amo a dos personas’. No era fácil. Mis amistades decían no puede ser, tenés que elegir. Siempre estaba todo mal. Yo decía ¡es lo que siento! Un día en un chat una chica me dijo sos poliamor. Y pensé ah, esto existe. Me puse a averiguar y dejé de sentirme tan sola.”

La revolución interior de Melakki (37), diseñadora web, comenzó a fines de los años ’90. Entonces ya estaba de novia con Boolap (40), también diagramador, acababan de mudarse juntos. “Ahí Mel conoció a una chica, comenzó a ir a casa, nos sentíamos muy bien pero ninguno entendía de qué iba”, cuenta él. Hasta que entendieron. “Cuando ellas estaban juntas yo trataba de no joder. Igual, teníamos una relación de familia muy linda… superados los celos del principio”, aclara.

Los poliamorosos vivieron en Miami (en la primavera gay post Clinton), volvieron a Buenos Aires, luego se instalaron en Madrid. “Allá, todos nos conocían como Los Tres. No había parientes, no había resquemor ni críticas, la pasamos muy bien.” Chueca fue su lugar en el mundo, y la Marcha del Orgullo local su fiestón favorito. Hasta se emocionaron cuando un candidato a alcalde, Alberto Ruiz Gallardón, del Partido Popular, en sus promesas de campaña incluía legalizar los trinomios. El muy pillo ganó las elecciones, y nunca lo hizo.

Al volver, en el 2009, explotaron las burbujas. No hubo quórum. ¿No te hace mal que ella esté con él también? Cada vez que te vas, ¿qué pasa en esa casa? ¿Qué hace él estando de viaje? “¿Qué le explico a mi hija cuando me pregunte?”, cuestionó su hermana y la hizo corta: les prohibió acercarse. “Acá la gente es abierta pero más criticona. Te miran con cara rara; bueno, al menos no disimulan”, analiza Boop. Y reconoce que la peor pesadilla suele ser vencer los tabúes de la familia de origen.

“A la sexualidad no la inventó nadie ni nació siendo cautiva. Sin embargo, a lo largo de la historia hemos sido justamente los seres sexuales quienes colocamos más o menos candados a sus distintas posibilidades de expresión. Aun así la sexualidad siempre ha sido libre en el pensamiento y las acciones de las personas que han luchado contra la ignorancia y las limitaciones de su época –reconoce la investigadora Paulina Millán Alvarez, del Instituto Mexicano de Sexología–. La sexualidad no es una simple receta de cocina ni un continuo destinado a repetirse, intacto y limitadamente –qué aburrido sería, ¿no?–. La diversidad es la posibilidad de adentrarnos en la cocina del placer y de ver los miles de rostros humanos que la representan, la posibilidad de darnos, de ser únicos y, a la vez, de nunca sentirnos solos.”

El idilio de Boo + Mel + Clara se terminó. Composición tema: “Tener un hijo”. A Clara le costaba pensar cómo iba a enfrentar la situación, por ejemplo, en el colegio. “Yo creo que está cambiando la sociedad, para mí no es tan complicado, creo que es preferible vivir con honestidad y no enterarte a los 20 que tu papá tuvo una doble vida.” Boop la apoya: “A mí esta experiencia me sirve para vivir sin esconder nada.” Se fue un amor, llegaron otro/a/os/as.

El amor sin geografía

El Nuevo Testamento de las Relaciones Abiertas nombra de una manera más compleja esta realidad. Piensa a los poliamorosos como nuevos actores dentro del movimiento social de la diversidad sexual (y, yendo más al fondo, de las relaciones sexopolíticas), un poco más visibles en esta época de ampliación de derechos para las identidades emergentes. Reconoce que se sacuden los mandatos religiosos, familiares, morales, culturales, legales, estatales, fantásticos, institucionales. Y que a veces ni siquiera se sienten representados como parte de las “nuevas familias”; prefieren descartar esa palabra que nombra a la célula de la sociedad patriarcal. Mejor “núcleos afectivos”, como explica la fotógrafa, escritora y militante marian pessah: nombrados así, suponen otra forma de abrir las posibilidades sin pasar por la familia que remite a un hombre –blanco, heterosexual y de clase media– y una mujer –sumisa a los mandatos de su esposo– y de un nene y una nena (“¡hasta los hijxs deben ser la parejita hétero!”) y a todo el ideal de la casa propia, el perro y el auto. Por eso, al hablar de núcleos afectivos no rearmás sino que hacés, sos actora desde la imaginación.

Parece que la globalización les trajo aire fresco a algunos vínculos. “La globalización, con la multiplicidad de culturas amorosas, influye en desnaturalizar la idea de la familia nuclear y la pareja heterosexual como formas ‘naturales’ de unión y convivencia, y la procreación como objetivo ‘natural’ de la sexualidad”, entiende Diana Maffía. Y cuenta dos experiencias que la dejaron pensando: un diplomático africano le propuso discutir la legitimación del matrimonio con más de una esposa, ya que en su cultura eran polígamos, pero en nuestro país sólo podía poner a una de ellas bajo la protección legal del vínculo (por ejemplo, obra social). Otra, en un Congreso en México una mujer norteamericana que había sido hippie le decía con tristeza que hacía varios años que vivía allí pero sus amigas no querían compartir a sus parejas, y ella se sentía muy sola.

Los poliamorosos están cada vez menos solos, al menos cada vez menos invisibles. Hay organizaciones en distintos lugares del mundo que funcionan como punto de encuentro, también en la red hay varias Polyamory Communities que hablan todos los idiomas (¡pero con emoticones sobra!). No faltó el Poly Living de San Francisco. “Considero que en los circuitos citadinos y de costumbres urbanas donde existen colectivos o grupos de diversidad sexual, existe más apertura para la visibilidad de sexualidades por fuera de la heteronorma. Entonces cabe la posibilidad de una mayor integración y reconocimiento de las diferencias”, celebra Mabel Bellucci, activista feminista queer, integrante del colectivo editor de Herramienta. Y avisa: “En cambio, en esos ámbitos la discriminación se desplazó hacia la condición de clase y de etnia. Así, estos sectores comenzaron a ser los diferentes. Al mismo tiempo, aparece una mayor concentración de la violencia hacia las mujeres”.

También en los medios y en la industria del entretenimiento se tejen historias de relaciones abiertas. ¿Pero hasta qué punto no hay demasiado relato escrito por y para los hombres? ¿Es copia fiel lo que muestra la película Vicky Cristina Barcelona? “¡Es una estupidez comercial, Woody Allen necesitaba dinero!”, exclama marian pessah, una experta en el tema que reconoce “no hay expertas en este tema” (y ni mencionarle la obra de José María Muscari con Moria Casán e hija). “Ya no llamo a esta lucha poliamor –nunca lo hice– ni amor libre. He llegado a la conclusión de que el tema eje es la Ruptura de la Monogamia Obligatoria. Me gusta ese nombre porque a la ruptura la ponemos afuera, en el sistema, y nunca en nuestros cuerpos. Si vamos a lastimar a alguien, no sirve. El sufrimiento es inherente a la vida, como la felicidad. No se sufre por estar en una relación abierta o cerrada, se sufre por las condiciones que se ponen o imponen. Con Clarisse, mi compañera desde hace 9 años, con quien llevamos esta lucha y hemos aprendido mucho, le damos gran importancia a la palabra, a expresarnos, ese es nuestro código y así funcionamos –bien–. Apostamos al amor pero también al placer, cosa muy subversiva para las mujeres en el patriarcado, así como a la complicidad entre nosotras ya que siempre las mujeres fuimos tentadas a pelearnos, a competir. ¿Cuándo vamos a liberarnos si nos peleamos entre nosotras?”

“¿Por qué no le quitamos el ‘poli’ y dejamos el ‘amor’? El amor siempre debería ser múltiple, y se puede dar de cualquier manera”, comparte Fernando en uno de los foros. “Todos y todas tenemos un poliamoroso dentro, lo importante es reconocerlo”, interviene Diana Neri Arriaga, profesora de filosofía y en una relación abierta con Sergio e Israel. En su caso, desde hace 5 años está con Sergio, desde hace 4 conviven con Israel. Casiconviven, mejor dicho: tienen su catedral en común, pero cada uno también mantiene su capilla, perdón, su departamento. Diana es la única heterosexual de la relación. “Lo que hacemos es desafiar la doble moral, encarar la honestidad y respetar la libertad del otro. Las personas tenemos esa capacidad de involucrarnos amorosamente con más de una persona. No es la panacea el poliamor pero sí es una posibilidad que nos acerca a una forma de amar distinta.”

La solución al problema del marido

Antes y ahora, las relaciones abiertas colaboran con la saludable desidealización del amor romántico, reformula valores a favor de nuevos derechos (como los sexuales), libra batalla por recuperar nuestros cuerpos, transgrede la política sexual hegemónica.

Las Wollstonecrafts, Woolfs y compañía estarían chochas. Y las adorables anarquistas, ni hablar: ellas sí que le hicieron lobby al plan, y el periódico La voz de la Mujer fue su instrumento. “Uno de sus artículos muestra que el ideal de las redactoras de una unión y disolución libres, con las mujeres tomando la iniciativa, estaba lejos de ser aceptable para los hombres, incluso dentro del mismo movimiento –analizó la socióloga inglesa Maxime Molyneaux en su ensayo Ni Dios, ni patrón, ni marido. Feminismo anarquista en la Argentina del sigo XIX–. Ellas veían al amor libre como la solución al problema de las relaciones entre sexos; cuando el matrimonio, la causa de la miseria y la desesperación desapareciera la casa se volvería ‘Un paraíso de delicias’. Los hombres y las mujeres serían libres de entrar en relaciones con quien eligieran y de disolverlas a voluntad, sin los efectos corrosivos del derecho, el Estado y la costumbre. Esta visión ignoraba tanto la subordinación compleja e internalizada de las mujeres como los modos de opresión y el sentido de superioridad internalizados por los hombres.”

¿Y si lanzamos entre la rueda de amigas una nueva pregunta: quién sabe de parejas decadentes, quién oyó hablar de infidelidad? El poliamor rompe con varios tabúes. Uno de ellos, el engaño. “Hasta hace poco tiempo, la fidelidad de la mujer estaba vinculada a sostener la legitimidad de la progenie, y la del varón a asegurar el sostenimiento económico del hogar –historiza Maffía–. Por eso una mujer cometía adulterio si tenía al menos una relación sexual fuera del matrimonio, mientras en el varón no tenía nada que ver la sexualidad, sino que debía probarse que ‘mantenía manceba’, es decir que le pasaba dinero a otra. La fidelidad romántica está asociada al mantenimiento del vínculo monogámico, pero la fidelidad del poliamor debería repensarse en términos de pactos diferentes a ambos aspectos.”

La solución al problema de la mujer

¿Será que de alguna forma el amor libre contribuye al Women’s Lib? Maffía advierte: “No sé si esta apertura es igualmente ventajosa para varones y mujeres, eso depende de muchas cosas. Me inclino más por pensar que tal vez el Estado no debe regular en absoluto las formas de convivencia, y sí repensar completamente las políticas del cuidado, no privatizarlas sino asumirlas como responsabilidades sociales integrales. Pero eso significa repensar toda la economía y toda la política, como afortunadamente venimos haciendo las feministas desde hace años”.

¿Se podrá soñar hoy, cien años después, que superar patrones sexistas y desnaturalizar el Derecho a los Celos podría ser una acción posible contra la violencia doméstica? “En mi último libro Amor, placer, rabia y revolución hablo de eso –agrega marian pessah–. Hacernos cargo del deseo de la otra, ponerle nombre y apellido, es en sí mismo generador de violencia. Sólo falta poner un dispositivo en el cerebro con una luz que se encienda cada vez que una siente atracción por otra persona que no es su pareja. Eso es violencia, como toda propiedad privada es un cerco, un encierro. Liberarnos libera.”

Ya lo escribió Emma Goldman en Matrimonio y amor, en 1917: “¿Amor libre? Como si el amor pudiese otra cosa que ser libre. El hombre ha comprado cerebros, pero ni todos los millones del mundo han podido comprar amor.”

 

Pibinho baixo: brasileiro faz sexo caseiro

jornal_estado_minas. pibinho

Lá pela década de oitenta, aconselhava o professor e jornalista Edgard Grund: “Casar é bom. É de graça!…”. Os costumes mudaram. Agora todo mundo é noiva e noivo para fazer sexo gratuito. E caseiro.

Talvez seja coisa do pibinho baixo.

Até o jeito de dançar é diferente. Era no agarradinho, sem sair do lugar.
Os bailes, merecidamente, chamados de bate-coxa, rela-bucho, roçadinho.

Não tem mais dança de casal. Isso fica para os argentinos que bailam o tango. O Argentina pode perder para o Brasil no futebol, no carnaval… que passou a ser dança de eu sozinho na multidão.

Coisa do pibinho baixo: as brasileiras estão vendendo a virgindade no exterior. Ou tiram férias em Buenos Aires. Quando se escuta miados nas madrugadas o argentino sabe: mais uma brasileira que viu um pibão.

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