O Espírito Santo produz 10 por cento de todo o aço do mundo. O povo não ganha nada. Todo o dinheiro vai para o bolso dos tubarões

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A ArcelorMittal Tubarão é uma produtora de aço do grupo ArcelorMittal, originalmente fundada em junho de 1976 como Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST). O início de suas atividades aconteceu em novembro de 1983.

A empresa é resultado da privatização da estatal CST em 1992, nos governos de Fernando Collor e Albuíno Cunha de Azeredo.

Em outubro de 2005, nos governos Lula da Silva e Paulo Hartung, foi comprada pela Arcelor – junto com a Companhia Siderúrgica Belgo Mineira e a ArcelorMittal Vega – dando origem ao grupo Arcelor Brasil [Brasil no nome, mas de brasileira tem apenas a riqueza roubada].

Em junho de 2012, nos governos Dilma Rousseff e Renato Casagrande, através de uma fusão com a Mittal Steel passou a se chamar ArcelorMittal, que hoje é responsável por 10% da produção mundial de aço vendida no mundo.

A ArcelorMittal Tubarão fabrica semi-acabados de aço – placas e bobinas laminadas a quente – com capacidade de produção de 7,5 milhões de toneladas ao ano. Localizada no município de Serra, na região da Grande Vitória, estado do Espírito Santo, no sudeste brasileiro, a empresa possui uma área total de 13,5 milhões de m², sendo 7 milhões de m² de área construída.

Serra deveria ser uma das principais cidades do mundo em riqueza e progresso, assim como Araxá, em Minas Gerais, que produz todo o nióbio do planeta.

A globalização, o capitalismo selvagem e a privatização das estatais transformaram o Brasil em um colônia dos tubarões de diferentes mares.

A ArcelorMittal Tubarão conta com um complexo portuário que inclui o Terminal de Produtos Siderúrgicos de Praia Mole, a apenas 8 quilômetros da planta industrial, e uma malha rodoferroviária: Estrada de Ferro Vitória-Minas e Ferrovia Centro – Atlântica (antiga Rede Ferroviária Federal) e Rodovias BR’s – 101 / 262. Essa infraestrutura favorece o recebimento das principais matérias-primas e insumos – principalmente minério de ferro e carvão mineral – e facilita o escoamento dos produtos.

A ArcelorMittal Tubarão fornece aços planos para os mercados da América do Norte, América Latina, Europa e Ásia. Fonte Wikipédia

Pedágio para atravessar as pontes de Vitória. Isso é roubo

Na Europa medieval os assaltantes de estrada cobravam pedágio, o mais lucrativo jeitinho de ganhar dinheiro fácil. Rende mais que o tráfico de drogas, de pessoas, de órgãos, com a vantagem de ser legal, pra lá de legal…

O Recife é chamada de Veneza Brasileira por suas pontes. Já pensou se o recifense pagasse pedágio para atravessar suas centenárias e novas pontes? Em Vitória do Espírito Santo é assim: em cada ponde uma cancela, um coletor de impostos, uma porteira de cobrança. Eta fábrica de fazer dinheiro para o enriquecimento dos amigos do rei.

Cansados de ser enganados, afanados, furtados, surrupiados, cem mil pessoas, em junho de 2013, enfrentou a polícia do governador Casagrande e foi para as ruas do povo protestar.

Polícia contra o povo nunca faltou
Polícia contra o povo nunca faltou

Pedágio: lucro de R$ 798 milhões

Relata Folha de Vitória: Numa sexta-feira (20), o maior protesto registrado no Espírito Santo. Na ocasião, 100 mil manifestantes foram às ruas da Grande Vitória, segundo estimativa da Polícia Militar. Além de percorrer ruas da capital, a população atravessou a Terceira Ponte, com destino à residência oficial do governador, na Praia da Costa, em Vila Velha.

A redução das tarifas do transporte público, a não-aprovação da PEC 37, e o fim do pedágio da Terceira Ponte estiveram entre as principais reivindicações do grupo. A suspensão do pedágio causou grandes debates na Assembleia Legislativa, que chegou a ser ocupada por manifestantes insatisfeitos com o arquivamento de um decreto legislativo, que tentava pôr fim à cobrança irregular.

Após muitas discussões, o pedágio foi suspenso, e auditores do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) começaram a analisar o contrato de concessão firmado entre o Governo do Estado, e a Rodosol, concessionária que administra a Terceira Ponte. O assunto ainda causa polêmica.

Em abril deste ano, a Corte de Contas divulgou um relatório inicial da auditoria, no qual aponta a obtenção de lucro de R$ 798 milhões por parte da concessionária. Na última segunda-feira (16), a Rodosol protocolou defesa no TCES, alegando ter registrado prejuízo de R$ 85,7 milhões. O caso deverá ser analisado por uma nova equipe da Corte. (Transcrevi, com cortes, trechos de uma reportagem da Folha Tribuna.

Manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo a PM. Foto do jornalista Everton Nunes
Manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo a PM. Foto do jornalista Everton Nunes

Camila Valadão: Casagrande e Hartung são parceiros. Doze anos de mando

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NO primeiro debate na TV, Camila Valadão questionou Casagrande sobre a participação popular e apontou para a falta de diálogo entre o governo, nos últimos 12 anos, e a população. “Todos nós sabemos que a marca do seu mandato e a do ex-governador Hartung é a intransigência e ausência de diálogo com o povo”.

Camila ressaltou a predominância dos dois candidatos. “Evidentemente, vimos aí uma polarização entre Hartung e Casagrande. Polarização essa que não tem como interesse a defesa dos direitos da população capixaba e, sim, de seus interesses privados. Os dois compõem o mesmo bloco que governa o Espírito Santo há 12 anos”, reafirmou.

Disse Camila: “Cabe destacar que no Espírito Santo prevalece a lógica que considera as políticas públicas de juventude como um elenco de programas isolados, de caráter pontual e de curta duração!

É preciso garantir direitos e políticas públicas de juventude!”.

motivos para votar em Camila

 

O jornalista José Rabelo escreveu um excelente texto, imparcial e verdadeiro, no Século Diário:

Crítica de Camila Valadão iguala as gestões de Casagrande e Hartung
Com discurso de oposição na ponta da língua, candidata do PSOL tentou mostrar ao eleitor que rivais defendem o mesmo projeto

 

Camila 2

 

por José Rabelo

 

Camila Valadão foi a surpresa positiva no debate promovido pela Rede Gazeta na manhã desta segunda-feira (28) — o primeiro entre os candidatos ao governo do Estado. A representante do PSOL assumiu com propriedade o posto de candidata de oposição, papel que o concorrente do PT, Roberto Carlos, preferiu renunciar.

A candidata do PSOL foi firme e coerente no seu discurso. Todas as perguntas que fez foram endereçadas aos candidatos Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB). Mesmo quando a pergunta era feita a um dos candidatos, ela procurava incluir o outro no enredo. A intenção era mostrar ao eleitor que os dois defendem o projeto das elites, ou seja, são iguais na essência.

Sem deixar se intimidar pela presença do último e atual ocupante do Palácio Anchieta, Camila Valadão equilibrou bem o discurso do PSOL, que não ficou com aquele tom de radicalismo que costuma assustar o eleitor mais conservador. Nas poucas oportunidades que teve, ela tentou mostrar que o partido tem o melhor projeto para o Espírito Santo.

As formulações da candidata deixaram claro que o Estado tem o mesmo projeto desde 2003, só mudou o operador com a entrada de Casagrande. Camila não aliviou nas críticas. Numa das questões que fez a Hartung sobre mobilidade urbana, ela acusou Hartung de ter feito uma gestão marcada pelo autoritarismo e pela falta de diálogo com os movimentos sociais. Camila testemunha que em 2005 sofreu a truculência da polícia nos protestos pela melhoria dos transportes públicos. “Sofri com a repressão do governo Hartung nos protestos. Até agora nada foi feito. Qual a proposta para o transporte?”

Hartung, que nada fez para melhorar os problemas de mobilidade da Grande Vitória, ignorou a pergunta da candidata e respondeu o que bem entendeu. “Com muito diálogo e parceria, o que faz parte da minha vida desde o movimento estudantil, quero construir uma cidade para o pedestre”, divagou.

Ela também cutucou Casagrande sobre os protestos de rua, tentando evidenciar as semelhanças entre os dois governos. “Quero falar sobre participação popular. No governo Hartung vimos repressão aos movimentos sociais e aos protestos. O mesmo ocorreu no governo Casagrande. Qual a sua proposta para esse tema?”.

Casagrande tentou fugir da pecha de governo que não dialoga com os movimentos sociais. Disse que estava ampliando os canais de comunicação com a sociedade. Ele acrescentou que seu governo constituiu conselhos que nunca foram criadas, se referindo ao governo anterior. Não disse, porém, que só os constituiu depois de muita pressão na sociedade civil organizada. “Não governo de forma autoritária. O cidadão não quer mais um governante dono da verdade e é nesse conceito que eu trabalho”, disse Casagrande, mais uma vez, se comparando ao antecessor.

A resposta, porém, parece não ter convencido a candidata do PSOL, que cravou: “Para o PSOL, a radicalização da democracia é imprescindível. Não adianta só investir na mídia corporativa. O governo precisa acatar o que a sociedade sugere”, destacou.

Nas considerações finais, Camila Valadão reforçou ao eleitor a mensagem de que os dois candidatos que polarizam a disputa defendem o mesmo projeto. “No Espírito Santo há alternativa. Ninguém precisa votar no velho. São 12 anos de dois candidatos governando o Estado. É o PSOL que não tem rabo preso”, enfatizou

 

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