O libertador da América Latina e os golpistas tucanos

simon-bolivar escravidão do povo

 

Ia escrever um artigo para comparar a República do Paraná à República do Galeão, quando descobri que Paulo Moreira Leite fez esta analogia.

Outra similitude a campanha de transformar o segundo governo de Dilma Rousseff no inferno terrorista que armaram para João Goulart, com o apoio da CIA, que antes da posse e durante todo o governo teve que enfrentar a consumada ameaça golpista.

“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, disse Karl Marx.

Sem guerra civil o Brasil conquistou a Independência, libertou os escravos e proclamou a República. Nas Américas, os Estados Unidos teve a tragédia das guerras da Independência e da Abolição da Escravatura. Nos Andes, Simón Bolívar e José de San Martín venceram as guerras de independência da América Espanhola do Império Espanhol. O México fuzilou o imperador Maximiliano.

Até quando o Brasil viverá a farsa dos golpes e contragolpes?

Parece que o PT não possui uma estratégia política contra os porta-vozes de uma nova ditadura. Basta citar dois corruptos. Fernando Henrique, talvez demente, deita um discurso refeito nas redações da vendida grande imprensa. E Aécio Neves, com a mente entorpecida, teima em continuar no palanque eleitoral, pretendendo estender para o Brasil uma legenda de medo, financiada pelo bilionário tráfico de nióbio, que submeteu Minas Gerais, conforme denúncia de Marco Valério no Congresso. Este ano, em janeiro, Aécio mandou a polícia e a justiça prender o jornalista Marco Aurélio Caronte, que só foi solto depois do segundo turno eleitoral. Existem outros presos políticos do PSDB no País da Geral.

engano bolivar

O Brasil pariu, certa vez, uma república dos governadores. E faz que não vê uma ditadura dos tribunais de justiça estaduais. Nem preciso ressaltar que todo autoritarismo é corrupto.

 

 A VOLTA DA REPÚBLICA DO GALEÃO

 

Campanha anti-PT de delegados da Polícia Federal lembra desvios de IPM da Aeronáutica que emparedou Getúlio Vargas em 1954

 

por Paulo Moreira Leite

 

Galeão

 

Em reportagem publicada no Estado de S. Paulo, Julia Duailibi revela que delegados encarregados da investigação da Operação Lava Jato utilizaram-se de redes sociais para fazer campanha a favor de Aécio Neves e ofender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.

A reportagem mostra uma moblização política-policial com poucos antecedentes históricos. Descreve delegados engajados partidariamente para combater e desmoralizar personagens centrais de uma investigação em curso, sob seus cuidados.

Um dos coordenadores da Lava Jato referiu-se a Lula como “essa anta.” Um outro participa de um grupo no Facebook cujo símbolo é uma caricatura de Dilma com dois incisivos vampirescos, com uma faixa escrita “fora PT,” e proclama que seu objetivo é mostrar que “o comunismo e o socialismo são um grande mal que ameaça a sociedade.”

O aspecto disciplinar do caso está resolvido no artigo 364 no regimento disciplinar da Polícia Federal, que define transgressões disciplinares da seguinte maneira:

I – referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da Administração pública, qualquer que seja o meio empregado para êsse fim.

II – divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhe a divulgação, bem como referi-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da Administração;

III – promover manifestação contra atos da Administração ou movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades;

Em 1954, quando o major Rubem Vaz, da Aeronáutica, foi morto num atentado contra Carlos Lacerda, um grupo de militares da Aeronáutica abriu um IPM a margem das normas e regras do Direito, sem respeito pela própria disciplina e hierarquia.

O saldo foi uma apuração cheia de falhas técnicas e duvidas, como recorda Lira Neto no volume 3 da biografia Getúlio, mas que possuía um objetivo político declarado — obter a renúncia de Vargas. Menos de 20 dias depois, o presidente da República, fundador da Petrobras, dava o tiro no peito.

Em 2014, nem é preciso perder tempo em perguntas sobre a isenção dos policiais, sobre foco, sobre indispensável distanciamento profissional para produzir provas consistentes e críveis. Está tudo claro.

A desobediencia a determinações claríssimas do regimento da PF sinaliza uma fraqueza profissional inaceitável.

Fica difícil saber até onde foi uma investigação necessária em torno da Petrobras — e onde ocorreu algo que tem características de uma conspiração, tipica de quem se vale de seus postos no Estado para atingir finalidades políticas.

Quem terá coragem de negar que as mais graves suspeitas que rondam o inquérito desde o início, de que seria uma investigação dirigida para causar prejuízos imensos ao Partido dos Trabalhadores, evitando comprometer políticos e legendas da oposição, ganharam veracidade e consistência a partir de hoje?

Como duvidar de uma ululante teoria do domínio do fato para tentar colocar a presidente e o ex num escândalo cujo alcance ninguém conhece?

Em 2004, quando ocorreu a primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores, apareceu um vídeo onde Waldomiro Diniz, assessor parlamentar do PT, pedia propina para o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Semanas depois, surgiu uma gravação, onde o procurador Roberto Santoro, que conseguiu a gravação, apela a Cachoeira para lhe entregar a fita, usando um argumento claríssimo: “pra ferrar o chefe da Casa Civil da Presidência da República, o homem mais poderoso do governo, ou seja, pra derrubar o governo Lula…”

A primeira gravação foi um escândalo. A segunda, logo caiu no esquecimento — embora fosse indispensável para compreender a primeira. Isso porque atrapalhava o esforço da oposição para criminalizar o governo do Partido dos Trabalhadores.

Resta saber, agora, o que será feito com o anti-petismo militante e radical dos delegados.

Responsável pela Polícia Federal, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo anunciou a abertura de uma investigação.

“É importante dizer que, se por um lado os delegados têm todo o direito de se manifestar a favor do candidato A, B, C ou D, contra partido Y, contra partido Z, de outro lado, quem conduz uma investigação deve ser absolutamente imparcial, até para que não traga nulidade ao processo”, afirmou Cardozo. Ele acrescentou que “a manifestação é livre, mas um delegado não pode conduzir uma investigação parcialmente, pelas suas convicções intimas, nem divulgar informações sigilosas”.

Nessas horas, é bom evitar confusões. Até agora ninguém questionou o direito dos delegados terem suas próprias opiniões políiticas. Quem coloca essa carta na mesa apenas ajuda a embaralhar uma discussão séria e urgente. Delegados e agentes da PF são brasileiros como os outros, em direitos e obrigações. Da mesma forma que existem policiais tucanos, também existem eleitores de Dilma, de Marina e dos outros candidatos. Isso não está em questão.

O que se questiona é um comportamento indisciplinado e desrespeitoso, que está longe de configurar um caso menor. A indisciplina não é uma reação de garotos e garotas mal comportadas na sala de aula. É um ato político.

Em 2006, foi a indisciplina de um delegado da Polícia Federal, eleitor assumido do PSDB, que forneceu imagens do dinheiro apreendido no caso dos aloprados, que garantiu uma cena que assegurou a realização de dois turnos na eleição presidencial.

Também se questiona outra coisa. Assim como acontece com militares, delegados são cidadãos que tem várias regalias — inclusive o porte de arma — no exercício de suas funções.

A sociedade lhes dá este direito porque confia em sua capacidade não só para obrigar os outros brasileiros a respeitar a lei e a ordem — mas também em sua disposição para dar o exemplo e submeter-se às peculiaridades que a lei e a ordem reserva para quem tem o direito de portar armas, abrir inquéritos, denunciar e acusar.

Esta é a questão. Basta recordar que foram — justamente — personagens e supostas revelações da Lava Jato que alimentaram a tentativa de golpe eleitoral midiático de 26 de outubro para se entender a importância de apurar cada passo, cada mensagem, cada iniciativa dos delegados denunciados.

 

 

 

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37 anos depois de morto, não deixam Jango em paz

por Helio Fernandes

jango

Antigamente eram as famílias que não autorizavam a exumação de corpos. Tinham suas convicções. Agora a família do ex-presidente pede que isso seja feito, querem saber o que aconteceu. Logo depois de sua morte se falou muito em envenenamento. E a mídia alimentou o que não passava de indício.

A família do ex-presidente tem todo o direito à verdade, mas nada será descoberto. O agente do Uruguai, que primeiro falou no assunto, não tem a menor credibilidade. E se Jango tivesse sido cremado?

A Comissão da Verdade, que validou a vontade da família do ex-presidente João Goulart, está na obrigação de fazer o mesmo com os corpos de Lacerda e de Juscelino, cujas mortes foram igualmente suspeitas.

JK E LACERDA,
MORTES ESTRANHAS

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governo JK

O também ex-presidente morreu com um roteiro inteiramente diferente do que foi a sua vida. Detestava andar de carro por estradas, morreu numa delas. Adorava avião, na campanha de 1955, alugou um Constelation, a terça parte foi isolada para ele. Indo do Rio para São Paulo (naquela época levava mais de uma hora), botava pijama e dormia para valer. Em todas as viagens, a mesma coisa.

LACERDA SENTIU-SE MAL AO MEIO-DIA,
ÀS 8 DA NOITE ESTAVA MORTO

CARLOS-LACERDA 2

Corvo_(Carlos_Lacerda)

Nunca estava doente. Com 63 anos, em 1977, cassado e isolado, não saía da Nova Fronteira. Depois da obsessão (e da quase certeza) pela Presidência da República, a editora era seu refúgio ideal.

Num dia agradável de maio, fortes dores no peito, a família prontamente levou-o ao hospital. Por volta das 5 horas, depois de todos os exames, liberado, mas como fazem os médicos, por precaução, pediram que ficasse no hospital, “em observação”.

A família foi embora, quando chegaram em casa, o recado angustiante: “Voltem, o governador não está nada bem”. Voltaram, não puderam nem se despedir, Lacerda já “fora embora”. Realmente inacreditável.

O médico Guilherme Romano, ex-secretário de Saúde do Rio e dono da Casa de Saúde Santa Lúcia, estava viajando. Quando voltou, disse publicamente: “Se eu estivesse aqui, Lacerda não teria morrido”. Como não tinha muita credibilidade, não investigaram. Mas foi estranho.

A  Comissão tem a obrigação de procurar a verdade. Lacerda pode ter sido vítima de ex-amigos. Depois da “Frente Ampla”, muitas ameaças e intimações. Ficou praticamente sozinho. Escreveu no Globo artigo lancinante, amargurado, o conteúdo está todo no título: “Carta a ex-amigos fardados”. Elucidativo.

Jango vigiado na Argentina por espias do Brasil. Operação Condor

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Depois de terminada a programação oficial da visita, Jango confessou que estava triste, e queria tomar um porre, que aconteceu num fim de tarde no Aéreo Clube, em Natal. Eram cinco pessoas: o presidente, Darcy Ribeiro, Djalma Maranhão prefeito de Natal, deputado Djalma Marinho e eu, um foquinha. Não havia nenhum segurança. Não se conversou política. Apenas acontecimentos pitorescos envolvendo cada um. Ou casos de pessoas notáveis. Fui pelo parentesco com Djalma Marinho e amizade com Djalma Maranhão. Quatro figuras históricas da maior grandeza humana. Não possuía nenhuma revelação, terminei de porre. O único, que o silêncio é bêbado. Quem conversa não bebe. Não recordo mais todos os testemunhais. Mas ficou na lembrança, de Jango, seu jeito de sentar com uma perna estirada. Isso por conta de um tiro que teria levado. Não lembro quem contou, ou onde li. Nunca pesquisei para comprovar.  Isso aconteceu quando JK era presidente. Tinha uma antipatia sem motivo por Juscelino. Numa coletiva, dos jornalistas, me escolheu para estender a mão. Uma figura eletrizante. Isso faz a diferença. Nenhum brasileiro, hoje, tem este magnetismo. Noutra coletiva, Carlos Lacerda falou de um Rio de Janeiro cidade que dava como modelo do que poderia ser o Brasil. Provoquei: disse que só acreditava vendo. O governador ofereceu o avião “Esperança”, e os jornalistas da entrevista foram conhecer o aterro do Flamengo e túneis. Ficamos hospedados no Maracanã. Entre os jornalistas, Cristina Tavares. Maracanã e aterro do Flamengo que Sérgio Cabral deu para Eike Batista. No pacto de Lisboa, o acordo dos exilados Jango, Lacerda, Juscelino. Era um pacto de morte. Os três não veriam o fim da ditadura. Falta também investigar a morte de Djalma Maranhão, exilado no Uruguai.

Vigilado en Argentina por espías de Brasil

Nacido formalmente en 1975, el Cóndor ya actuaba como red de espionaje multinacional, sin llevar ese nombre de rapiña, desde algunos años antes y una de sus presas más anheladas era João Goulart, informan papeles secretos hallados por este diario.

Uno de esos documentos, con detalles de una conversación entre Goulart y el ex presidente Juan Perón en 1973, tiene el rótulo de “Secreto” y lleva el sello del Servicio Nacional de Informaciones brasileño. Otros reportes mencionan que la Argentina de 1973 era una plataforma de lanzamiento para el ex mandatario “populista”.

“Estos documentos de Goulart cuando era perseguido y espiado en Argentina, de los que usted me habla, muestran que hubo un plan perverso contra los demócratas y quienes amenazaron la permanencia de la dictadura”, observa la ministra Nunes en diálogo con Página/12.

Sectores del gobierno brasileño sostienen la hipótesis de que Goulart, un moderado capaz de encabezar una coalición por la restitución democrática, era una amenaza al modelo de transición vigilada ideada, y finalmente aplicada, por el germánico Ernesto Geisel. Goulart y Juscelino Kubtischek, otro ex presidente fallecido en un accidente turbio en 1976, así como el chileno Orlando Letelier, asesinado ese año, tendían a fortalecerse con la victoria del demócrata Jimmy Carter.

El Cóndor veía con horror el retorno de líderes bendecidos por Washington, tal como consta en una correpondencia de agosto de 1976, descubierta hace 20 años, enviada por el jefe de la DINA chilena Manuel Contreras a su par brasileño João Baptista Figueiredo.

El documento secreto que se refiere a los ex presidentes
El documento secreto que se refiere a los ex presidentes

(Transcrito do Página 12, Argentina)

“A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada”

Pesquisador da ONG The National Security Archive, Peter Kornbluh é um especialista em obter documentos outrora secretos do governo dos Estados Unidos. Ele tem auxiliado o Brasil na obtenção destes relatórios, como o acervo de 270 páginas que Zero Hora teve acesso, informes entregues à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Em entrevista concedida por e-mail a ZH, o pesquisador avalia a importância da abertura de arquivos, o primeiro ano da Lei de Acesso à Informação brasileira e a influência norte-americana nos regimes militares da América Latina. A seguir, os principais trechos.

Zero Hora – Qual a importância de abrir arquivos secretos de países?

Peter Kornbluh – A abertura de arquivos governamentais é uma obrigação para a democracia. É o direito do cidadão saber, em qualquer país, o que seu governo tem feito em seu nome, mas sem seu conhecimento. Sem acesso à verdadeira história, pode não haver fundamento histórico para um debate público integral sobre o futuro. Particularmente, em países como o Brasil, onde existe um histórico de abusos de direitos humanos e repressão, as evidências nos arquivos são fundamentais para se chegar a um veredicto social, legal e histórico sobre o passado.

ZH – Qual foi a influência dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América do Sul?

Peter – Os Estados Unidos ajudaram secretamente a criar os mais famosos regimes militares na região – do sanguinário regime guatemalteco em 1954 às juntas brasileiras em 1964, até o regime Pinochet em 1973. Nos Estados Unidos e na América Latina nós sabemos muito sobre a intervenção secreta americana na região em virtude da nossa capacidade de usar a lei de acesso à informação para obter documentos com acesso liberado.

ZH – Como o senhor avalia o regime militar no Brasil?

Peter – O Brasil é uma superpotência regional. A ditadura brasileira possuía uma política exterior muito intervencionista no Conesul – auxiliando na derrubada de Salvador Allende (Chile), participando no enfraquecimento do governo da Bolívia, influenciando as eleições no Uruguai etc. A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada para o benefício da região latino-americana, como também o direito de saber de todos os brasileiros.

Dime con quién te asesoras

Este artigo é importante, não tanto pelas denúncias que jamais serão confirmadas, como acontece no Brasil com os “assassinatos” de Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Juscelino, Jango, Carlos Lacerda, delegado Fleury e outros.

Nestas eleições municipais nada se sabe dos marqueteiros comprados, tipo Duda Mendonça, e das fraudadas pesquisas de opinião pública. Idem os principais financiadores de campanhas.

Escreve Manuel E. Yepe:

En esta etapa de la campaña electoral, apenas puede negarse que Mitt Romney y Barack Obama sean prácticamente idénticos en todos los sentidos. En cuanto a sus posiciones en materia de salud pública, austeridad económica y perpetuidad de las guerras, el aspirante y el Presidente son dos imágenes idénticas en un mismo espejo.Lo anterior es la opinión del analista estadounidense Brandon Turbeville, de Carolina del Sur, en un artículo que publica la revista digital Activist Post en vísperas de las elecciones presidenciales de su país.Turbevile aprecia que hay identidad en cuanto a la expansión de las guerras y las masacres masivas; las diferencias están en que Obama las promueve mediante engaños y acciones encubiertas, y la psicosis de guerra de Mitt Romney se manifiesta mucho más abiertamente. “La carrera de Romney hacia una tercera guerra mundial -potencialmente termonuclear – no podría ser más clara”.

El equipo de política exterior de Romney estará integrado por neoconservadores que fueron parte del equipo de Bush, a los que se sumarán otros rabiosos halcones de guerra, sionistas e imperialistas, dice el analista.

Entre todos ellos, sobresale el neoconservador Dov Zakheim, considerado por algunos autor intelectual principal de los fatídicos actos terroristas del 11 de septiembre de 2001. Se asegura que será su asesor superior.

Turbeville recuerda que el diez de septiembre de 2001, el entonces Secretario de Defensa y jefe del Pentágono, Donald Rumsfeld, ofreció una conferencia de prensa en la que informó que del Pentágono se habían desaparecido 2.3 mil millones de dólares. (La periodista e informante de la CIA Susan Lindauer ha asegurado que la suma desaparecida era de 9.1 mil millones). Transcrevi trechos. Leia mais.

Uma terceira guerra mundial é o Apocalipse. Sua história jamais será contada.
Michel Serres, em entrevista ao Le Monde, em 10 de maio de 1981, falou que “hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso”.
Revela o filósofo: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim dessa história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é no sentido de descobrir as condições de algo que vá além dessa da data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo para um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha. Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro”.
Para Michel Serres, se há uma esperança histórica “está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar”. Para tanto, neste mundo hodierno, existe o cientista político que, no Brasil, está mais preocupado com a arte de ganhar dinheiro mais rápido e fácil. Viraram aduladores dos governantes.
Os primeiros cientistas políticos foram os profetas e os criadores de utopias. Serres afirma: “Acredito fundamentalmente que, em matéria de Antropologia, é a história das religiões que têm os conteúdos mais concretos, carnais, globais. (…) Sou um leitor assíduo de Homero, de Virgílio, de toda a Antiguidade grego-latina e também dos profetas de Israel que, para mim, inventaram a noção de História”.
E acrescenta:
“Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará reperti-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez absoluta de todos os reis. O real fugil deles, e vem em nossa direção”.
O real e a visão do futuro é a fala profética.