PERVERSÃO DOS GOLPISTAS. Partido Solidariedade compra e vende os sindicatos da Força Sindical

O deputado federal Antonio Pereira da Silva, proprietário da central de trabalhadores Força Sindical e do Partido Solidariedade, responde a vários processos por corrupção, e aliado de Eduardo Cunha, Michel Temer, Aécio Neves, Aloysio Nunes é um dos principais líderes da conspiração golpista para derrubar Dilma e assumir todos os poderes da Reública, inclusive o Judiciário, através dos ministros Gilmar Mendes no STF, e Augusto Nardes no TCU.

Deputado Antonio Pereira da Silva, mais conhecido com Paulinho da Força, representa o pior do peleguismo, conhecido por vender greves de teatro notadamente de caminhoneiros, por trair os trabalhadores por furar greves, por aprovar leis como a terceirização, que cria o trabalho precário, temporário e semi-escravo.

Foi condenado, em 2011, a pagar multa civil de cerca de R$ 1 milhão por improbidade administrativa na aplicação de R$ 3 milhões em recursos públicos. Conforme a sentença do juiz João Batista Machado, da 1ª Vara Federal de Ourinhos, a quantia será revertida para a União.

Os R$ 3 milhões desviados seriam para comprar uma fazenda no interior de São Paulo e assentar no local 72 famílias, e os proprietários das terras teriam se beneficiado com sobrepreço no imóvel que, segundo avaliação de peritos do Ministério Público Federal, valia R$ 1,29 milhão.

A compra foi realizada por R$ 2,3 milhões. Na época, a Força Sindical, presidida por Paulinho, participava do conselho do Banco da Terra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que liberou os recursos. A ação pedia ainda a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos do deputado, o que foi negado pelo Juiz.

Os processos que Antonio Pereira da Silva responde (odeia os sobrenomes) são variados. É suspeito de participar dos principais escândalos políticos.

Em delação premiada na Lava Jato, Ricardo Pessoa, dono da UTC, afirmou que doou R$ 1,6 milhão para o deputado Paulinho da Força e seu partido, o Solidariedade, entre 2010 e 2015, para esvaziar movimentos sindicais e evitar greves.

“Que em razão dessas doações a Paulinho, o declarante tinha a liberdade para poder pedir a ele, a qualquer momento, que intercedesse em movimentos sindicais liderados por ele que estivessem ou pudessem vir a causar problemas em seus negócios”, disse Pessoa na delação.

Disse ainda que ligou pessoalmente para o aliado de Eduardo Cunha para pedir interferência numa ameaça de paralisação na construção da hidrelétrica São Manoel, no Rio Teles Pires.

Paulinho, que tenta impedir o processo de cassação de Cunha, chegou a solicitar a quebra do sigilo bancário do PGR, Rodrigo Janot, no início da CPI da Petrobras.