Lei Cássio Cunha Lima de censura à internet transforma a informação em propaganda e mensagem de relações públicas. É antidemocrática e amordaça e encabresta os brasileiros

Abençoada Paraíba! Terra do poeta Augusto dos Anjos e dos maiores romancistas brasileiros: José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Ariano Suassuna e Moacir Japiassu.

Não existe Literatura sem Liberdade. Eis que aparece um senador da Paraíba para encabrestar, primeiro os paraibanos, e depois todos os brasileiros.

Não existe Liberdade de expressão quando antigos e novos meios de comunicação são censurados. Quando os jornalistas e internautas são amordaçados.

Que teme o senador Cássio Cunha Lima?

Outro senador tucano, Eduardo Azeredo, pretende que o Brasil desconheça o Mensalão de Minas Gerais, o Mensalão do Metrô de São Paulo, a privataria tucana, a história do helicóptero do pó e outras safadezas mil do PSDB, escondidas pela TV Globo.

 
Cássio

Não há democracia onde falta o direito humano à informação

No dia em que esta edição era concluída, a Suprema Corte da Argentina encerrava mais uma batalha judicial do grupo Clarín contra a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Meios, vigente no país vizinho desde 2009. A Justiça não deu razão ao maior conglomerado de mídia, comparável ao que é a Globo por aqui, e assegurou mais uma vitória ao projeto do governo da presidenta Cristina Kirchner que está revolucionando o setor audiovisual. Quem soube da notícia pelos telejornais na Globo deve ter ficado estarrecido, preocupado com a presença do “demônio da censura e da perseguição à imprensa” tão próximo de nosso território. Mas quem ler o artigo do professor Laurindo Lalo Leal Filho  entenderá que não é bem assim.

E existem tantos acontecimentos que não “são bem assim” na imprensa comercial no Brasil, como na Argentina, na Europa, nos Estados Unidos, que o único jeito de o público formar uma opinião que não seja a dos donos dos jornais, rádios e TVs é a diversidade. Diversidade de veículos, de coberturas, de regionalidades, de cultura, e até de opiniões. Só que em boa parte das democracias que se prezam já existem sistemas que regulam os meios de comunicação de modo a impedir ou dificultar o monopólio da opinião. No Brasil, existe projeto para isso, mas o governo ainda não tirou da gaveta. Quando tirar, aliás, prepare-se: os porta-vozes da Globo e afins vão cuspir veneno em seu monitor.

Enquanto isso não acontece, vamos dando nossa contribuição para que o acesso à informação seja mais democrático e para que o público tenha contato com outras ideias e outros Brasis solenemente ignorados pela imprensa chamada de “grande” por alguns. Ao que parece, estamos indo bem. Como dizem alguns dos colegas em depoimentos à reportagem de capa, ganhar três importantes e concorridos prêmios da comunicação brasileira é uma comprovação da alta qualidade. É uma homenagem a quem consegue transformar a história esquecida em história contada. E nada mais justo do que receber o prêmio que leva o nome do jornalista Vladimir Herzog, símbolo da luta pela liberdade. Porque não existe democracia onde falta informação.

 

 

Joaquim Barbosa chamou, bem chamado, os jornalistas de canalhas. Ricardo Antunes está nesse time?

No mesmo dia em que a imprensa internacional destacou a origem humilde de Joaquim Barbosa, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) se desentendeu com jornalistas brasileiros e, de acordo com texto de Ricardo Noblat, de O Globo, o vazamento de um comentário feito em off a alguns repórteres fez com que o ministro chamasse todos de “canalha”.

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Para Noblat, o ministro costuma ser antipático com jornalistas e quase sempre pede para que as informações sejam em “off”. Nessa quinta-feira, 22, ele usou o recurso para responder o questionamento do jornalista Luiz Fara Monteiro, da TV Record, negro como Joaquim, que perguntou ao presidente do STF se ele estava “mais tranquilo, mais sereno”.

Como resposta, Barbosa chamou o repórter da Record de “brother” e disse que, diferentemente, dos demais jornalistas, ele não deveria formular perguntas com bases em estereótipos. O ministro não disse se vai ficar “sereno” à frente da mais alta corte do País, mas ressaltou que é para a imprensa parar de relacionar seus feitos com a cor de sua pele.

“Nesses dez anos, o ministro Joaquim botou para quebrar aí, quebrou as cadeiras? Gente, vamos parar de estereótipo. Logo você, meu brother! Ou você se acha parecido com a nossa Ana Flor [repórter da agência Reuters que é loira]? A cor da minha pele é igual à sua”, disse o ministro.

Ainda se dirigindo a Monteiro, Barbosa reforçou que falar da sua cor de pele é algo negativo e desnecessário. “Não siga a linha de estereótipos porque isso é muito ruim. Eles [os demais jornalistas] foram educados e comandados para levar adiante esses estereótipos. Mas você, meu amigo?”.

Segundo Noblat, ao saber que o diálogo tinha sido publicado em veículos jornalísticos, inclusive com o áudio disponível, Barbosa desabafou durante uma conversa com amigos e chamou os jornalistas de “canalhas”. Oficialmente, o ministro não se pronunciou sobre a suposta crítica aos profissionais da imprensa. In Comunique-se.

Certamente, o ministro não generalizou. Tanto, que não me sinto atingido.

Jornalistas canalhas reproduziram, em 5 (dia do prende e arrebenta) e 6 de outubro último, o press release policial da prisão de Ricardo Antunes. Release não é notícia jornalística. E sim uma mera e interesseira fonte.

Depois imperou o silêncio da polícia, da imprensa, da justiça.

O jornalista Ricardo Antunes continua preso, incomunicável, em um presídio de segurança máxima, e seu blogue fechado. A última notícia que publicou foi uma hora antes do aprisionamento. Isso chamo de censura. Mordaça. Encabrestamento. Amarrado está Ricardo em uma cela sombria, no pior e maior presídio do mundo, o Aníbal Bruno. Corre o boato de tortura. Que a imprensa precisa investigar. Pode acontecer com qualquer outro jornalista.

Denuncia a polícia que Ricardo é extorsionário. Cobrou, para ser pago pelo bacharel Antônio Lavareda, em trinta (30) suaves prestações, um milhão de dólares para não publicar uma desconhecida reportagem investigativa. É uma história estranha. Misteriosa. Não dá para acreditar neste preço, e nem na armadilha de pagar uma extorsão em trinta (30) meses. Que revela essa reportagem? Os jornalistas perderam a curiosidade?

Nenhum bandido negociaria com esse prazo de quase três anos. Tanto, diz o release, que Ricardo foi preso ao receber a primeira prestação. Pelo noticiário, pego com uma gigantesca mala cheia de notas marcadas. Algemado ora na rua ora no escritório de Lavareda.

Qualquer bandido tem advogado, assessor de imprensa (canalha) e familiares que são entrevistados. Por que negam o direito de defesa para Ricardo?

A questão não é Ricardo ser ou não ser criminoso. O que incomoda, envergonha, macula, enxovalha, intimida e aterroriza é a crença cega em um release.

As mentiras ou insinuações do reitor Henrique Duque da Universidade Federal de Juiz de Fora sobre o hediondo crime de uma menor desflorada no Instituto de Artes e Design

O estupro de uma adolescente de 17 anos aconteceu dentro do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O crime foi praticado em uma festa promovida por alunos veteranos, para recepcionar os calouros, no Instituto de Artes e Design, onde a menor estudava.

Segundo o reitor da UFJF, Henrique Duque, as polícias Federal, Militar e o setor de segurança do Campus estão apurando a possível curra. Isto é, dois ou mais alunos abusaram sexualmente da universitária, que era virgem.

Pelo que se sabe, o reitor manobrou para retirar a Polícia Federal da investigação do hediondo crime.
O desfloramento ocorreu dentro de um prédio da União.
Mente o reitor quando informa que a Polícia Militar também participa das diligências para prender os suspeitos, cujos nomes estão em uma lista fornecida pela aluna.
Culpa o reitor a violência da cidade de Juiz de Fora, insinuando que o crime aconteceu fora do campus, e praticado por bandidos que não são alunos nem funcionários da UFJF. Esta afirmativa inocenta os participantes da calourada.
Escute a fala do reitor  , que prometeu um inquérito da própria universidade. Prometeu.
 Publica a revista Veja:
 “A vítima, pelo que apuraram os investigadores, é aluna do 1º período do curso e, na festa, teria ingerido bebida alcoólica e, possivelmente, algum tipo de medicamento. A garota foi encontrada de madrugada, por uma amiga da turma, desacordada e com as roupas ‘decompostas’. Ao receber ajuda, ela apresentava forte sintoma de embriaguez, não se lembrava do que havia acontecido, tinha arranhões nos braços e se queixou de dores”. Nas partes íntimas.
A menina tomou um copo de cerveja. Apenas um. Primeiro crime: oferecer, vender bebida alcoólica a menor de idade. Segundo crime: “possivelmente algum tipo de medicamento”. Melhor explicado: colocaram droga no copo da menina. Compete investigar a origem desse entorpecente. Sinaliza que uma rede de traficantes atua dentro da universidade. Quem levou o “medicamento” para a festa, premeditou o crime. Pode ser um psicopata. E tudo indica que este não foi seu primeiro estupro.
Esse anormal, de mente doentia, violento (o corpo da garota ficou repleto de hematomas e cheio de arranhões), voltará a atacar e, para não ser preso, poderá matar sua próxima vítima.
Esse desviado sexual não pode continuar solto dentro da universidade. Estou falando de morte anunciada, e as autoridades acadêmicas passam a ser responsáveis por todo e qualquer crime desse indivíduo.
Voltarei a escrever sobre este crime.
Tem mais: o reitor proibiu os estudantes de realizar manifestações de protesto, de denúncia, de cobrança de punições para o estuprador ou estupradores.
Recado para os pais e advogado da aluna: estou pronto para divulgar toda essa sujeira. Uma universidade não é campus para stalking, bullying, assédio sexual, estupro, violência contra a mulher, machismo, homofobia, lesbofobia, tráfico de drogas, de sexo, venda de bebida para menor, coito de estuprador, racismo, censura, mordaça, cabresto e bula de santa inquisição mesmo que seja assinada por quem se acredita magnífico.

A liberdade de imprensa é propriedade dos meios de comunicação de massa

O jornalista é empregado pela sua crença, obediência e confiabilidade. Todo redação tem regras. Todo repórter tem pauta. E deve obediência aos editores e ao chefe de reportagem, que são cargos de confiança, da máxima confiança. Que, por sua vez, são comandados pelo chefe de redação e/ou diretor responsável, que pode ser o patrão ou um Menecma. Idem os colunistas, noticiaristas, editiorialistas… que o jornalismo é uma profissão hierarquizada.

 
El National Press Club suspende a un periodista por hacer preguntas incómodas a un príncipe saudí

Amy Goodman
Democracy Now!

Un veterano periodista acusa al National Press Club de censura por suspenderlo a consecuencia de las preguntas formuladas a un miembro de la familia real saudí durante una conferencia de prensa esta semana. El periodista, Sam Husseini del Institute for Public Accuracy, interrogó al Príncipe Turki al-Faisal al-Sa’ud.
Sam Husseini dijo: “Mucho se ha hablado acerca de la legitimidad del régimen sirio, quisiera saber qué legitimidad tiene su régimen señor. Usted se presenta ante nosotros representando a uno de los regímenes más autocráticos y misóginos sobre la faz de la Tierra. Human Rights Watch y otros grupos informan sobre la tortura y detención de activistas, ustedes aplastaron el levantamiento democrático en Bahréin, intentaron echar por tierra el levantamiento democrático en Egipto y de hecho continúan oprimiendo a su propio pueblo. ¿Qué legitimidad tiene su régimen además de miles de millones de dólares y armas?”.

Peter Hickman, del National Press Club, dijo: “Sam, déjalo responder”.

El príncipe Turki al-Faisal al-Sa’ud dijo: [Haciendo señas a Husseini para que se acercara al podio] “¿Quiere venir y hablar aquí? ”.

Husseini dijo: “Quisiera que usted intentara responder a esa pregunta”.

El príncipe dijo: “Lo haré lo mejor que pueda, señor. Bien señor, no sé si ha estado usted en el reino o no”.

Husseini dijo: “¿Qué legitimidad tienen, señor?”.

El príncipe dijo: “¿Estuvo en el reino?”.

Husseini dijo: “¿Qué legitimidad tiene su régimen que no sea la de oprimir a su propio pueblo?”

William McCarren, Director Ejecutivo del National Press Club, dijo: “Plantee su pregunta y permítale responder. El salón está lleno de personas”.

Husseini [a McCarren]: “Él [refiriéndose al príncipe] me hizo una pregunta. Él me preguntó y yo respondí”

El príncipe dijo: “No, usted no respondió”.

Hickman dijo: “Continúe [al príncipe]”

El príncipe dijo: “Como sea señoras y señores, recomiendo a cualquiera que se plantee esas preguntas que vaya al reino y vea por sí mismo. No necesito justificar la legitimidad de mi país”

Días después del intercambio, Husseini recibió una carta del National Press Club informándole de le suspenderían durante dos semanas. En respuesta, Husseini afirmó: “Me embarqué en periodismo directo y sin rodeos con un poderoso oficial de gobierno de un régimen autocrático que es aliado del gobierno de Estados Unidos. Y eso aparentemente amerita la suspensión en el National Press Club”. (Rebelión)