Especialistas alertam o alto custo dos suicídios de policiais federais para a sociedade

por Mônica Donato

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Presidente da Frente Parlamentar em Apoio à Reestruturação da Polícia Federal, o deputado republicano Otoniel Lima (PRB/SP), abriu o primeiro Seminário realizado pela Frente, cujo tema foi a crise do atual modelo de Segurança Pública que tem resultado na evasão dos agentes e, em muitos casos, em suicídio. Otoniel diz que está mais do que na hora de valorizar o policial federal, municiando-o com perspectivas sólidas de crescimento e recomposição salarial imediata.

“Esse Seminário é o momento adequado para que os problemas, já sabidos, sejam contemplados com soluções, as quais também conhecemos, mas que depende dos gestores públicos adotarem. Quanto a nós, legisladores, é a ocasião propícia para fazermos nossa parte e votarmos a legislação necessária que tarda em ser aprovada, visando a uma robusta reestruturação da Polícia Federal”, disse.

A representante da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, Alexandrina Meleiro, apresentou dados de suicídios no contexto mundial e os custos dessa prática. “A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e a cada 3 segundos há uma tentativa. A idade desses indivíduos está cada vez mais baixa. Além do número de perdas de vidas e dos anos de experiência, há o custo legal de (necropsia e investigação) e o custo imensurável de morte prematura e desajuste familiar”, explicou.

Fernanda Duarte, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), que estuda as condições institucionais que podem ser favoráveis às práticas de suicídio, afirmou que a situação dos policiais federais é preocupante. Segundo ela, quando se perde o sentimento de indignação e há uma banalização do mal, os sujeitos ficam suscetíveis à depressão. “A hierarquia exagerada leva boa parte dos subordinados à patologia da solidão, já que são constantemente humilhados e sentem vergonha de externalizar seus sentimentos. A exigência de diploma também é outro problema. Muitos que estão lá não se sentem profissionalmente realizados já que suas qualificações não são aproveitadas”, afirmou.

O consultor da Câmara, Sério Senna, chamou atenção para outro dado alarmante: o maior índice de suicídios se dá entre os solteiros. “Já os casados são enviados para os lugares mais remotos e longínquos, sem qualquer estrutura e longe de seus familiares”, disse. Para ele, é preciso incentivar a transferência da família junto com os policiais.

O professor de Ciência Criminal da Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul e coautor do livro “O inquérito policial no Brasil”, Rodrigo Ghiringhelli, discorreu sobre a modernização do processo penal brasileiro, particularmente no que diz respeito ao aperfeiçoamento das instituições policiais e ao estabelecimento de uma política criminal mais abrangente.

Todos os especialistas foram claros ao afirmar que a evasão de policiais representa um prejuízo significante para a instituição. Para eles, as condições de trabalho, a formação profissional, a ausência de gestão e assistência às pessoas e o modelo pseudomilitarizado, burocrático e frustrante pela ineficiência são as prováveis causas da evasão.

Agência FENAPEF

Fonte: Blog da Liderança 10

Papa Francisco: “A religião tem o direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres: não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”

Francisco no Rio de Janeiro
Francisco no Rio de Janeiro

 

O Papa Francisco concedeu uma entrevista, de aproximadamente seis horas, dividia em três dias, para Antonio Spadaro, padre jesuíta, diretor da revista Civiltà Cattolica. Ele entrevistou o Papa, representando o conjunto de 15 revistas diriigidas por jesuítas. Trata-se de revistas centenárias, como a própria Civiltà (Itália), Razón y Fe (Espanha), America (EUA), Études (França), Stimmen der Zeit (Alemanha), Thinking Faith (Grã-Bretanha),Mensaje (Chile).

A integra da entrevista foi publicada hoje, 19-09-2013, por este conjunto de revistas. A tradução brasileira da íntegra da entrevista pode ser lida aqui.

IHU On-Line selecionou algumas frases do Papa Francisco proferidas durante a entrevista.

– “Não podemos reduzir o seio da Igreja universal a um ninho protetor da nossa mediocridade.”

– “Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. Não tem sentido perguntar a um ferido se seu colesterol é alto ou o açúcar. É preciso curar as feridas. Depois falaremos do resto. Curar feridas, curar feridas… E é preciso começar pelo mais elementar”.

– “O povo de Deus necessita de pastores e não funcionários ‘clérigos de gabinete”

– “A religião tem o direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres: não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”

– “Fui repreendido por isso (por não falar sobre aborto e contracepção). Mas, quando falamos sobre essas questões, temos que fazê-lo em um contexto. O ensinamento da igreja quanto a isso é claro, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário falar sobre esses assuntos o tempo inteiro”.

– “Uma vez uma pessoa, para me provocar, me perguntou se eu aprovava a homossexualidade. Eu então lhe respondi com outra pergunta: “Diga-me, Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afeto ou a rechaça e a condena?” Sempre é preciso ter em conta a pessoa. E aqui entramos no mistério do ser humano. Nesta vida, Deus acompanha as pessoas e é nosso dever acompanhá-las a partir de sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira ao sacerdote a palavra oportuna”.

– “Não podemos seguir insistindo somente em questões referentes ao aborto, ao casamento homossexual ou uso de anticoncepcionais. É impossível.”

– “Se alguém tem respostas para todas as perguntas, estamos ante uma prova de que Deus não está com ele. Trata-se de um falso profeta que usa a religião para o seu próprio bem. Os grandes guias do povo de Deus, como Moisés, sempre deram espaço para a dúvida.”

– “Um cristão restauracionista, legalista, que quer tudo claro e seguro, não vai encontrar nada. A tradição e a memória do passado têm que nos ajudar a abrir espaços novos a Deus. Aquele que busca sempre soluções disciplinares, o que tende a “segurança” doutrinal de modo exagerado, o que busca obstinadamente recuperar o passado perdido, possui uma visão estática e involutiva. E assim a fé se converte numa ideologia entre outras. Para mim, tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa. Deus está na vida de cada um”

Amazon denuncia o vampirismo tributário brasileiro que beneficia servidores públicos parasitas e desnecessários

Denuncia a Amazon, empresa estadunidense, a infraestrutura terceiro-mundista do Brasil, e o “nosso labirinto tributário e vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários)”.

Governar o Brasil é coletar impostos indiretos. Impostos pagos pelos pobres e pela classe média baixa.

Dinheiro arrecadado pelo governo federal para pagar os mega salários das cortes do executivo, do legislativo e do judiciário (inclusive os desnecessários Tribunal Superior Eleitoral e  Tribunal de Contas da União), e os juros e mais juros da dívida.

Dinheiro arrecadado pelos governos estaduais para sustentar, no luxo e na riqueza, as provincianas cortes do executivo, do legislativo e do judiciário (inclusive os desnecessários tribunais de contas e  regionais, que são estaduais de justiça. O de São Paulo, o maior do mundo, tem 360 (tresentos e sessenta) desembargadores.

Dinheiro arrecadado pelos governos municipais para enriquecer prefeitos e vereadores e suas legiões de secretários, assessores especiais & capangas.

Governos federal, estadual e municipal que nada realizam que preste para o povo, que os modernos aeroportos, estádios e shoppings são destinados aos turistas.

O Brasil vendeu todas suas empresas estatais (inclusive a Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, e a Petrobras, a quarta empresa petrolífera). Todas suas riquezas. É o país das montadoras e serviços.

Desnacionalizadas suas riquezas. O exemplo mais recente é o pré-sal. Todas suas empresas. Vide os casos da JBS S.A. , o maior frigorífico  no setor de carne bovina do mundo. Da Marfrig, a segunda maior exportadora de frango e suínos do Brasil, e a segunda maior provedora de produtos elaborados e processados de suínos e de produtos derivados de aves. Da CPF energia, que o o governo paulista vem fatiando.

O Brasil é tão dependente que, na última semana, o ditador do Paraguai ameaçou o Brasil com um apagão. Isso para posicionar o voto da presidente Dilma Rousseff sobre sanções econômicas ao Paraguai no Mercosul. Basta o desejo de um Federico Franco para deixar 18 estados sem energia, como aconteceu no apagão de 2009. Federico tem a chave, que liga e desliga Itaipu.

Leilões e concessões desnacionalizaram o extrativismo vegetal (começa pelo tráfico de madeira nobre e de plantas medicinais) e o extrativismo mineral. Potencialmente, o Brasil é um dos raros países do mundo com capacidade para se tornar auto-suficiente quando ao abastecimento de matérias-primas minerais, indispensáveis ao seu desenvolvimento.  Jazidas que começam a ser desvendadas. E logo doadas. Veios encobertos. Que as minas em exploração se encontram nas regiões mais povoadas do país. O nióbio está nesta lista. Minério traficado em Minas Gerais.

A cobiça do Eldorado e da His Brasil pressiona a criação de reservas indígenas dominadas pela pirataria. Reservas exageradamente dimensionadas, que podem se transformar em nações independentes, ou internacionalizar a Amazônia. O Brasil precisa rever os conceitos de reservas florestais, de reservas indígenas, e de  latifúndio, notadamente de latifúndio estrangeiro, e de monocultura. A colônia da Guiana Francesa não tem reserva indígena.

Não esquecer que apenas os postes do marechal Rondon integravam o imenso Brasil. Os Correios e Telégrafos a primeira empresa brasileira criada por Pedro I com o esquecido grito de “Independência ou Morte”. E querem privatizar os Correios sem os Telégrafos…

A Amazon no Brasil

por Yuri Vieira 

A Amazon pretende abrir sua filial brasileira no quarto trimestre deste ano e, segundo informa a Reuters Brasil, a empresa pretende, de início, vender apenas produtos digitais, uma vez que nossa infraestrutura de Terceiro Mundo e nosso labirinto tributário vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários) – não permitiriam o enraizamento da empresa caso ela entrasse de cara no varejo. (Se você já foi empresário, deve ter notado como o governo brasileiro atrapalha de todas as formas possíveis e kafkianas o enraizamento da sua plantinha capitalista.) Enfim, a Amazon vem aí, mas de mansinho, pois não está acostumada a funcionar em locais tão inóspitos à livre iniciativa. (Aliás, imagino que você já tenha visto, no site norte-americano da Amazon, os enormes impostos tupiniquins embutidos nos preços dos produtos, isto é, apenas quando vendidos para nós, claro. Nós, brasileiros, precisamos parar de acreditar que mega-impostos, giga-taxas e encargos trabalhistas inspirados em Mussolini fazem parte da natureza. São frutos de malandragem, de safadeza e de boas intenções do tipo que enchem o inferno. Do contrário, como disse alguém outro dia, “como sou pobre, só posso comprar quando viajo aos Estados Unidos”. Comprar no Brasil é coisa de gente rica.)

Leia trecho da matéria na Reuters


Vida de palaciano

Esta farra portuguesa, com certeza, sinaliza que a crise não muda a vida de ninguém lá em cima.
O Brasil, que herdeu todos os vícios da burocracia do reino, continua na farra.
Nos 1001 palácios de Brasília todos têm uma vida de Eike Batista, que virou bilionário da noite para o dia. Ele, Daniel Dantas & outros & outros amigos de Fernando Henrique e Lula da Silva.