Homofobia nas escolas: o menino de dez anos com sapato lilás

Em escola de Araçatuba, no interior de São Paulo, um menino de 10 anos, foi agredido e chamado de viado porque usava sapato de cor lilás da mãe.

BRA^SP_FDR estudante de 10 por ir à escola com chinelo lilás

A homofobia e o racismo caminham junt@s. E ainda existe quem escreva livro para afirmar que não existe racismo no Brasil, para reforçar o mito do país cordial.

É preciso cuidar do bulismo com seus espancamentos, estupros e furtos, que o líder de uma gangue pode ser um psicopata.

Publica hoje o jornal Público: Mais de 40% da juventude lésbica, gay ou homossexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico. A conclusão está contida no relatório sobre homofobia e transfobia nas escolas portuguesas apresentado nesta terça-feira pela Rede Ex-Aequo, uma associação dedicada ao combate de todas as formas de discriminação com base na orientação sexual.

O relatório, remetido ao Ministério da Educação e Ciência, apresenta os resultados de 37 denúncias de casos de homofobia e transfobia ocorridos entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012. Nele ecoam queixas de alunos que dizem ouvir dos professores brincadeiras como “Não sabia que os maricas fazem desporto com facilidade e agilidade” ou “Tênis rosa ou cores fortes são abichanados”. Há adolescentes que clamam ter entrado em depressão por terem visto o seu nome numa casa de banho seguido de epíteto “Lésbicas do c…”.

Mas também há a queixa de uma professora que diz ter visto um colega querer baixar a nota de um aluno depois de ter percebido que ele era gay. E, pela primeira vez, chegaram à Rede Ex-Aequo queixas sobre práticas discriminatórias em escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

Para além dos 42% que se dizem vítimas directas de bullying homofóbico, 67% dos jovens declararam tê-lo presenciado e 85% afirmaram já ter ouvido comentários homofóbicos na escola que frequentam. Na óptica da Rede Ex-Aequo, o “ambiente de intolerância” que se vive nas escolas portuguesas degenera em “situações de baixa auto-estima, isolamento, depressões e ideação e tentativas de suicídio”, contribuindo ainda para o insucesso e para o abandono escolar de muitos jovens.

“Denotou-se um aumento exponencial de denúncias de homofobia nas praxes, sendo três instituições do ensino superior visadas”, denuncia ainda a associação, para a qual “este é um problema que necessita de ser resolvido e com urgência”.

Considerando que os resultados do relatório não podem ser ignorados, a Rede Ex-Aequo recomenda às escolas que façam incluir o bullying homofóbico na lista de comportamentos proibidos pelos respectivos regulamentos internos. Além de defender a formação de professores e funcionários, a associação reclama ainda a integração do tema da orientação sexual no currículo escolar.

As escolas bocas de drogas

Não sei o motivo de uma pesquisa de agosto do ano passado virar manchete hoje da imprensa nacional. Talvez uma campanha contra o ensino público.

Quando tem droga na escola pública (com alunos pobres), tem na escola particular (com os filhos de papai cheios da grana).

Vai completar o ano da revelação da pesquisa, e nenhuma providência das autoridades competentes.

O consumo de drogas provoca a formação de gangues que realizam bulismo, estupros, curras e prostituem rapazes e moças.

A polícia, o juizado de menores, os secretários estaduais e municipais de Educação e os proprietários de escolas particulares possuem os endereços das bocas: perto e dentro dos estabelecimentos de ensino.

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Publica o portal Terra: Pouco mais de um terço (35%) das escolas públicas brasileiras têm tráfico de drogas nas proximidades.

No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas.

Nenhum Estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das escolas. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.

A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada em agosto do ano passado.

A questão sobre o tráfico nas proximidades das escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de ensino do País, além de contribuir para que os alunos deixem de estudar.

O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar escola no contexto em que está inserida. “Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, haverá também nos centros de ensino. Basta observar que o Distrito Federal (53,2%) e São Paulo (47,1%), (regiões) com altos índices de violência, são (as áreas) com o maior percentual”, afirmou.

Florianópolis nas páginas internacionais. Tentaram apedrejar blogueira de 13 anos

Apedrejada a casa da estudante Isadora Faber, de 13 anos, criadora do “Diário de Classe”, página através da qual denuncia a infraestrutura precária de sua escola, em Florianópolis, no sul do Brasil.

A grande exposição que a garota de 13 anos passou a ter – atualmente a página conta com mais de 377 mil “curtições” – fez com que ganhasse admiradores e inimigos.

A avó da estudante, de 65 anos, foi atingida por uma pedra na testa, enquanto estava no quintal da casa junto com a filha, Mel Faber, e a neta. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira.

Avó de Isadora foi atingida na cabeça
Avó de Isadora foi atingida na cabeça

Mel Faber disse que elas não viram quem atirou as pedras, mas acredita que tenha sido um senhor que foi citado diversas vezes na página “Diário de Classe“. De acordo com a mãe da estudante, o mesmo senhor ameaçou o pai de Isadora com uma arma na tarde de terça-feira.

A idosa de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi encaminhada para fazer exames médicos no Instituto Geral de Perícias e passa bem. A mãe da estudante revelou que já registou os dois casos na polícia.

Segundo Mel Faber, nas ameaças, o senhor citava o fato da família ser gaúcha, apesar de Isadora ter nascido em Florianópolis, capital de Santa Catarina, noticiou o portal Globo.com. Mel Faber disse ainda que o senhor terá mandado a família ir embora do local por não serem “nativos”.

As ameaças contra a exemplar estudante, cujo blogue já era conhecido e imitado em vários países, começaram pelos professores da escola que ela mostrou o abandono, o sucateamento. A menina vinha e vem sofrendo bulismo e assédio moral na escola. Coisa de uma cidade onde o nazismo persiste.

Ao denunciar, nas últimas semanas, por meio do “Diário de Classe”, a falta de conservação da quadra da escola e o fato do pintor contratado para fazer o serviço ter recebido o dinheiro adiantado pelo trabalho sem que tivesse cumprido a obra, a menina passou a viver um inferno particular.

Leia mais:  Família autora do “Diário de Classe” processa PSD de SC

Primeiro, conforme relatou no Diário de Classe, começou a receber ameaças da filha do pintor, Francisco da Costa Silva, de 47 anos. Depois, nesta segunda-feira, 5, teve a casa apedrejada, e sua avó, de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi atingida, segundo Isadora.

Nesta terça, 6, quando estava junto com o pai no carro em frente ao colégio, o pintor e sua filha, a ameaçaram. Os incidentes levaram a família da adolescente a registrar, neste mesmo dia, dois boletins de ocorrência – um relativo às ameaças sofridas e outro por conta das pedradas –, e procurar o Ministério Público.

“Ela não vai parar”

Segundo a mãe da garota, Mel Faber, “a situação ficou séria e foi além da conta”. Ela afirmou que irá procurar a Promotoria da Infância e Juventude e preparar um dossiê para “buscar punição” tanto para o pintor Francisco da Costa Silva, quanto para a escola. Para ela “não dá pra argumentar com quem vem e atira pedra na gente”.

Sobre a instituição de ensino, ela afirma que a aluna segue estudando lá, apesar de dizer que “a escola tem responsabilidade” na atual situação de ameaças vivida por sua filha. Para a mãe, Isadora é vítima de bullying. “Os alunos ficam chamando-a de idiota, falando que ela está prejudicando a escola”, relata.

Mobilização: Críticas a escolas unem blogueiras mirins de Brasil e Escócia

Isadora não foi à aula nesta quarta-feira, 7. O motivo foi a presença em um seminário, onde recebeu apoio de estudantes e professores para seguir em frente com o “Diário de Classe”.

“Ela vai seguir atualizando a página, não quer parar”, diz Mel Faber. “Eu fico preocupada, mas incentivo, pois ela está certa e tem que seguir em frente. Se pararmos, será uma vitória para quem quer impedi-la de fazer justiça, então o ‘Diário de Classe’ vai continuar”, garante.