Garoto de 14 anos morto a pedradas e pancadas no Espírito Santo

 

Data: 13/06/2015 - ES - Cariacica - Rafael Barbosa de Melo, morto a pedradas, foi sepultado no cemitério público de Itaenga, em Cariacica - Editoria: Polícia - Foto: Guilherme Ferrari - NA
Rafael Barbosa de Melo, morto a pedradas, foi sepultado no cemitério público de Itaenga, em Cariacica –  Foto: Guilherme Ferrari

Aluno do 7º ano do Ensino Fundamental, 14 anos, o mais velho de sete filhos, morador de Santa Catarina, Cariacica, e dono de um sonho, ser um estilista famoso. Assim era o estudante Rafael Barbosa de Melo, morto a pedradas e pancadas, no início da manhã deste sábado (13), no bairro onde residia com a família.

Para a mãe de Rafael, a morte do rapaz pode ter sido motivada por homofobia. “Muitas pessoas implicavam com ele, caçoavam e o xingavam. Implicavam com o jeito dele andar, dele andar e por ele fazer roupas. Ele sofria muito, por isso meu filho era uma pessoa de poucos amigos e muito fechado. ”, descreve a mãe, a dona de casa Wanderléia Barbosa, 33 anos.

O corpo do rapaz foi encontrado por volta das 7h30 de sábado, por vizinhos. O rapaz havia saído de casa às 6h30 para tomar café na casa da avó que mora a algumas ruas de onde residia.

local assassinato garoto 14 anos homofobia Santa Catarina

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“Passava horas no quarto fazendo roupas para bonecas”, diz a mãe

Irmão mais velho de sete irmãs, o estudante Rafael era muito quieto. “Brigava muito com as irmãs, acho que pela diferença de idade. Era caseiro, passava horas no quarto fazendo roupas para bonecas. Mas eu preferia assim do que se ele ficasse na rua”, observou a mãe do estudante.

Segundo a mãe, a última vez que viu o filho foi no horário da novela, na sexta-feira. Rafael foi para o quarto dormir e, pela manhã, ela foi acordada pelo marido, padrasto do estudante, a avisando sobre a morte do filho.

“Ele não mexia com nada errado. Frequentava a igreja e o grupo de jovens. Ele gostava muito do grupo pois havia brincadeiras e leitura e interpretação da Bíblia”, detalha Wanderléia.

O local do crime é uma estrada de terra batida que Rafael e as irmãs usavam para ir para o colégio. O trajeto sempre preocupou a mãe do rapaz. “Por ser isolado e por tudo que ele passava, eu tinha medo que fizessem algo contra ele ali”, contou Wanderléia, apesar de sábado, o menino não ter aula.

Entrevista

Ainda tentando absorver a crueldade que tirou a vida do filho mais velho, a dona de casa Wanderléia Barbosa disse que acredita que o estudante tenha sido morto depois de ter respondido às ofensas. “Meu filho sofria bullying no colégio por gostar de fazer roupas, pelo jeito dele andar e de falar. No bairro, ouvia, sempre calado, piadinhas diariamente. Acho que dessa vez ele deve ter explodido e acabaram tirando a vida dele”, diz a mãe.

Como era o Rafael?
Era um rapaz quieto, com pouquíssimos amigos e muito fechado. Conversávamos muito, ele me contava as coisas que passava no colégio e na rua.

Que tipo de constrangimentos ele sofria?
Era xingado na rua, no colégio e sempre faziam piada dele. Mas meu filho nunca revidou, ouvia tudo calado.

A senhora tinha uma boa relação com ele?
Sim. Ele me contava tudo o que passava e eu sempre estive ao lado dele. Até na escola eu fui para conversar com os professores e pedia ‘meu filho, deixa esse povo pra lá’. Ele fingia que não estava ouvindo. Eu e minha família estávamos pensando em mudar desse bairro para que meu filho pudesse ter paz.

O que Rafael gostava de fazer nas horas livres?
Ele fazia roupas para bonecas, desenhava peças de roupas e fazia fotos dessas coisas. Dizia que queria ser estilista, que era o sonho dele. Não gostava de estudar, mas era muito dedicado a isso.

O que você acha que motivou o assassinato do Rafael?
Acredito que implicaram com ele mais uma vez, só que talvez meu filho tenha reagido respondendo ao bullying. Acho que Rafael explodiu e acabou morto desse jeito.

Transcrito da Gazeta Online

Deputados que tiveram campanhas financiadas por banqueiros votam pela terceirização, o emprego precário e indireto e a eleição da Miss Xixi

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A Terceirização é uma lei escruta que beneficia os financiadores das campanhas eleitorais. Notadamente os banqueiros, os piratas estrangeiros que “compraram” as estatais de telefone a preço de banana, e todas as empresas que já praticam a escravidão.

Contax,  uma empresa que nega água (não é no sentido figurado) ao trabalhador. Repetindo: uma empresa que nega água de beber aos empregados. E que elege uma MISS XIXI. Não é brincadeira: elege uma mulher grávida, porque sai do birô de trabalho, por cinco minutos (tempo estabelecido pela Contax), para urinar, como miss pipi ou xixi. Descubra o motivo do bullying (bulismo) do mijo no link Contax.

Contax é uma empresa fantasma da Oi, Vivo, Santander, Itaú, NET, Citibank e Bradesco, e que já funciona em doze estados, sendo que a maior senzala fica no Recife.

 

 

O mito do Brasil cordial

“Não vou estuprar você porque você não merece”
Jair Bolsonaro


violência psicológica

Acontece muito no trabalho. A danação do assédio moral e do assédio sexual. Idem o assédio extrajudicial com assinatura de um advogado. O assédio judicial. O policial. O stalking da Gestapo dos serviços de proteção ao crédito, que são organizações de espionagem da ditadura econômica. Que quebram os sigilos fiscal e bancário da classe média baixa. Inclusive tem acesso a informações pessoais cadastradas em hospitais, planos de saúde, universidades, agência de empregos etc.

O bullying (o bulismo) vai do ensino do primeiro grau às universidades, com toda sua perversidade como acontece hoje na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), aterrorizada por uma onda de estupros.

Nada mais humilhante e degradante do que sofrer uma prisão arbitrária, uma despejo judicial, do que assinar um atestado de pobreza para ter acesso à justiça gratuita.

O brasileiro não tem privacidade. E o pobre, nenhum direito.

Toda violência psicológica pode causar depressão, suicídio, traumas para toda vida. Mazelas de um país que ainda tem escravidão. Que o povo está submetido a violências físicas. Que persiste a tortura. E cresce a lista de desaparecidos.

 

 

 

A OMS adverte que uma pessoa no mundo se suicida a cada 40 segundos

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A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. É o que se pode concluir do primeiro relatório sobre o assunto elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que calcula que 804.000 pessoas se suicidaram em 2012. Dessas, 75% vinham de países considerados de média ou baixa renda.

No Brasil, em 2012, se suicidaram 11.821 – 9.198 homens e 2.623 mulheres, segundo o estudo apresentado na quarta-feira. O relatório revela que, além disso, o número de indivíduos que tentam se suicidar e não conseguem é muito maior. “A tentativa de suicídio é o primeiro fator de risco para que alguém volte a tentar acabar com sua vida uma segunda vez e consiga”, comentam os pesquisadores da OMS.

Os dados da entidade indicam que o maior índice de suicídios ocorre entre pessoas com mais de 70 anos de idade, mas, globalmente, essa é a segunda principal causa de morte entre a população de 15 a 29 anos. Por causa dessa situação, a OMS considera que o suicídio é “um grande problema de saúde pública”, apesar de não ser tratado como tal.

Apenas 28 países do mundo contam com um plano estratégico para prevenir o suicídio de sua população, e 60 coletam dados dos suicídios consumados. A OMS destaca o estigma e o tabu em torno do suicídio como o principal problema que impede que tanto familiares como governos abordem o tema de maneira aberta e eficiente. De fato, em muitos países o suicídio é um ato ilegal e, por isso, tende a ser evitado oficialmente.

Em relação às causas do suicídio, nos países desenvolvidos a prática está mais relacionada com distúrbios mentais, provocados especialmente pelo abuso do álcool, e com a depressão. Já nas nações de média e baixa rendas, como o Brasil, as principais causas são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos.

Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores:  a polícia militar
Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores: a polícia militar

Além disso, muitos casos ocorrem entre pessoas que tiveram que superar um conflito bélico, um desastre natural, violência física ou mental, abuso ou isolamento. Os índices de suicídio também são altos entre as pessoas que sofrem discriminação, como os refugiados, os imigrantes, os homossexuais, bissexuais e transexuais, e os presidiários.

Entre as crianças que sofrem bullying, as vítimas dos assédio moral e sexual no trabalho. Mais absurdo que pareça, o assédio começa no departamento de relações humanas, dirigido sempre por uma psicóloga, que conhece bem todas as ações de provocar ou evitar uma perseguição e humilhação que levam a vítima à depressão, inclusive pelo medo de perder o emprego, e ao suicídio. É a velha relação capataz e escravo. Antes de ser criados os RHs, tais monstros eram chamados de “sargentões”.

O bulismo nas escolas tem provocado o assassinato de professores.

polícia stalking assédio

No capitalismo selvagem, no absolutismo do poder policial/judicial: as vítimas de despejo, do stalking policial, das prisões arbitrárias, das ameaças de execuções extrajudiciais (killing).

Sobre o método empregado, 30% dos suicídios são realizados por envenenamento com pesticidas – em regiões agrícolas em crise; outras maneiras comuns são o enforcamento e o uso de armas de fogo.

O amor de outono na flor da idade

Um preconceito exclusivo da classe média: o sexo entre pessoas com grande diferença de idade. Uma antepaixão. Um prejuízo econômico. Uma hostilidade recente, incentivada pela previdência social e companhias de seguro.

Só em 24 de janeiro de 1923, com a Lei Elói Chaves, criou-se um caixa de aposentadorias e pensões para cada uma das empresas ferroviárias. Uma Lei considerada o ponto de partida da previdência social brasileira. Que outras empresas foram autorizadas a construir um fundo de amparo aos trabalhadores.

A pensão por morte foi regulada em 1991. É aí que começa a prevenção. E as campanhas contra o casamento de pessoas velhas.

Antes do golpe de 64, as meninas casavam virgens, porque jovens, com adultos com estabilidade no emprego. Certo que o par ideal era a filha do fazendeiro rico, chefe político, com o bacharel em direito.

A ditadura militar cassou a estabilidade, e adaptou a campanha hippie “faça o amor e não a guerra” (revolução). Não foi nenhuma campanha feminista que  acabou com o tabu da virgindade, mas os Projetos Rondon e Mauá, que retiravam as donzelas da vigilância paterna para cidades distantes. Inclusive com a liberação de drogas como a maconha. E pasmem! a introdução da cocaína, que teve como propaganda a música “Banho de cheiro”.

Dois acontecimentos no mundo ocidental estabeleceram a valorização dos jovens: a campanha eleitoral do casal Kennedy, 1960, que o casal Obama foi a versão negra, em 2009;  e o padrão de beleza feminina – a femme fatale magra e peituda -, com o lançamento do filme “E Deus criou a mulher”, 1957, estrelado por Brigitte Bardot, uma antecipação da Barbie (boneca criada em  1959), pelo seu jeito de ninfeta. Brigitte casou aos 17 anos, depois de dois anos de namoro com  Roger Vadim, 14 anos mais velho.

Estátua de Brigitte Bardot em Búzios, Rio de Janeiro
Estátua de Brigitte Bardot em Búzios, Rio de Janeiro

Estava criado o casal moderno ideal que viria substituir o sonhado amor do príncipe encantado com Cinderela dos contos de fadas dos irmãos Grimm.

Uma cruzada em voga, que considero absurda no Brasil das 250 mil prostitutas infantis, é a da pedofilia, uma perversão sexual que consiste na atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente dirigida, primariamente, para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.

In Wikipédia: A pedofilia faz parte de um grupo de preferências sexuais chamado Cronofilia, junto a Nepiofilia, Hebefilia, Efebofilia, Teleiofilia e Gerontofilia. O termo Cronofilia não é muito usado pelos sexologistas e refere-se por atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

Há uma incenti√ação para que o sexo seja realizado entre pessoas da mesma faixa etária, quando as meninas estão engravidando cada vez mais cedo.

Escreve Roberto Carlos C: “No Brasil são cerca de 700 mil meninas sendo mães todos os anos e desse total pelo menos 2% tem entre 10 e 14 anos, sendo que elas não têm nenhuma preparação psicológica e nem financeira para poder dar um bom futuro a essas crianças.

Apesar de o aborto ser uma prática proibida no Brasil – salvo em alguns casos – mais da metade das adolescentes grávidas da classe média alta, fazem uso dessa prática, quando não podem ou não querem essa gestação, muitas vezes fazem isso com o apoio dos próprios pais que acham que não é a hora do filho assumir tal responsabilidade.

Isso não quer dizer que as adolescentes pertencentes a uma classe social mais baixa não praticam o aborto. Praticam sim, e pior, utilizam métodos caseiros que uma ”amiga” disse que dá certo, objetos pontiagudos para atravessarem o canal do útero, remédios sem indicação médica…, pondo em risco muito maior a sua vida, do que se fosse feito por um profissional qualificado num local adequado para tal procedimento.

Já não causa tanto espanto sabermos que meninas de 10, 11, 12 anos tenham vida sexual ativa, assim como aparecem em consultórios portando alguma doença sexualmente transmissível (DSTs) e ou grávida”.

Casos de crianças grávidas e aidéticas precisam ser investigados. Podem ter origem na prostituição infantil ou no bulismo na escola, com estupro praticado por um adolescente pedófilo.

O estupro no Brasil vem sendo um crime comum e impune. Não entendo o que realmente pretende transmitir as manchetes de hoje. Que os casos de estupro superam o de assassinato.

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Na internet, consideram como taras sexuais mais comuns: exibicionismo, sadismo, masoquismo, voyeurismo,  fetichismo, zoofilia, necrofilia, pedofilia. Mas minha classificação não é científica. Acrescento lesbofobia, homofobia, estupro, assédio sexual, adultização, gueto sexual, tortura, misandria, misoginia, peep-swow.

No meu universo infantil, as meninas eram criadas distantes dos meninos. A iniciação sexual era de menino com menino, a masturbação, a zoofilia. Para os meninos que tinham dinheiro, o pai encaminhava cedo para a zona de meretrício. Toda cidade do interior tinha uma rua para as “mulheres da vida”.

Não tão distante ficava o jardim feminino, que as crianças brincavam no terreiro da casa, na rua, no jardim, nas varandas, e eram possíveis certos toques, flerte e namoro – o necking.

Hoje as crianças não brincam mais.  De esconde-esconde, de médico, de casamento oculto. Nem dançam nas ruas.

As meninas sendo criadas para casar, instintivamente romantizavam parceiros mais velhos. Esta tendência passou a ser mais uma psychopatia  sexualis: a erotomania.

Para os idosos consideram a cópula um desvio: paradoxismo sexual, sexualidade exarcebada fora do tempo. Como se o amor tivesse idade.

Assim vejo como exemplar e educativo, para a mudança de um comportamento absurdo da fodida classe médias, os relacionamentos dos artistas e políticos e empresários.

Francisco Cuoco, 79, e Thaís Almeida, 26 anos
Francisco Cuoco, 79, e Thaís Almeida, 26 anos
Chico Buarque e Thais Gulin: diferença de idade, 37 anos
Chico Buarque e Thais Gulin: diferença de idade, 37 anos

Meu nome não é flor

Bulismo, por Sofia Mamalinga
Bulismo, por Sofia Mamalinga

Fui anticanditato a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, inclusive, para denunciar os assédios moral, sexual, judicial, e o stalking policial que sofrem os profissionais que trabalham nos meios de comunicação de massa.

O jornalismo é uma profissão de risco no Brasil. É o primeiro país no ranking de censura judicial, e o quinto em assassinatos de jornalistas. Nas ruas, imperam as agressões da polícia (balas de borracha, gás lacrimogêneo, cacetadas). Nos gabinetes das autoridades, os jornalistas são humilhados. Começa pela espera em ser atendidos.

Nas redações, além do salário da fome e do medo, as torturas física e psicológica dos assédios sexual e moral.

Não venham dizer que uma dedada não seja uma tortura.  A bolinação não consentida é um crime tão grave quanto o estupro.

Tem ainda o bulismo sexual que começa nas escolas de jornalismo. Um grupo de jornalistas criou um blogue para denunciar o preconceito.

Escreve , que participa do projeto De Duas Uma:

“Nenhum projeto é fácil. Quase nenhuma etapa é tranquila e, muitas vezes, cada passo parece ser incerto. Mesmo assim, continuamos. Eu, você e mais algumas milhares de pessoas que lutam por alguma causa, seja ela um projeto de pesquisa sobre animais silvestres ou uma reportagem sobre aeronautas aposentados.

Por isso, acho que deve ser normal se sentir perdido ou frustrado. É claro que as coisas boas que ocorrem ao longo do caminho são animadoras e nos fazem seguir em frente. No caso de uma grande reportagem, uma entrevista pode iluminar todo o caminho e dar ideias incríveis. Pensando bem, eu diria que toda conversa com uma fonte é útil, sendo ela colaborativa para o conteúdo ou não. Nos faz dar um passo a frente ou refletir no que precisamos voltar e repensar.

Quando começamos com o projeto pra valer, meus sentimentos se misturavam. E continuam a se misturar. Ora nervosismo, ora impotência (quando terminava de ouvir a história de uma fonte e sentia pelo menos um terço de seu sofrimento). Aliás, talvez seja por isso que peço desculpas desde já se meus posts parecerem confusos. São devaneios e tentativas de expressar o que acontece dentro de mim ao longo desse período”.

Eis alguns relatos do blogue Meu Nome Não é Flor:

1 – “Estou cumprindo meus últimos dias de estágio. Pedi demissão essa semana por estar sendo assediada por um homem do meu trabalho. Ninguém sabe que esse é o real motivo da minha demissão, e prefiro que fique assim, no silêncio. Me sinto envergonhada.
Estou estudando jornalismo para ser jornalista e não preciso ouvir “elogios” sobre meus seios e minhas coxas.

Adorei a iniciativa da página, tenho certeza que muitas mulheres passam por isso!”

2 – “Sou jornalista, quando estagiária em uma TV, sofri assédio moral, quando editora de vídeo sofri discriminação por ser mulher, quando assistente de assessoria de imprensa sofri assédio moral mais uma vez, e por fim, quando Assessora de Comunicação sofri assédio sexual. Me demiti há cerca de 2 meses e tive minha carreira difamada em toda a cidade.
Como uma colega de profissão disse ‘…assédio sexual não é sobre sexo. É sobre poder.”

3 – A página se chama Meu nome não é flor porque é assim que os homens se referem às repórteres quando querem nos colocar no nosso lugar, ou seja, evitar que a gente faça perguntas mais duras.  Já fui chamada de flor muitas vezes. Nunca foi num tom carinhoso, simpático ou elegante. Não é um galanteio. É uma maneira de lembrar que somos mulheres e, portanto, temos que nos comportar de uma certa forma. Pelo menos na concepção de mundo dessas criaturas.

Adultização da criança e o violento rito de passagem

Existem vários temas considerados tabus envolvendo crianças e adolescentes. Quanto mais rica a escola, mais escondidos os casos de bullying (bulismo), suicídio, sexo (a idade da primeira relação sexual), racismo, homossexualismo, uso de drogas etc.

O bulismo indica formação de gangues que espancam, praticam estupros, furtos e o tráfico de entorpecentes.

Fora da escola, a adultização das crianças, sempre com o incentivo dos pais, na participação de desfiles de modelos, concursos de miss infantil, ou o sonhado trabalho no cinema, na televisão.

Que esses crimes existem ficam patentes nos extremas das reações. Na caça às bruxas e bruxos: o pedófilo (que estigmatiza os velhos), o mafioso do tráfico internacional de órgãos (pelo desaparecimento de crianças), da prostituição infantil, da adoção de crianças enjeitadas e órfãs (notadamente por casais estrangeiros).

É um Brasil desconhecido que, por falta de estatísticas confiáveis, ninguém sabe onde termina a realidade e começa o imaginário coletivo.

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TVE pergunta: Será a roupa das crianças provocadora de mais?

Escreve Daniela Espírito Santo
Jornal de Notícias/ Portugal

O canal espanhol TVE virou tópico de controvérsia nas redes sociais esta semana. Em causa está uma reportagem onde se questiona se as crianças de mini-saia sabem que são provocadoras.

A polémica está instalada no país vizinho. Pelas redes sociais espanholas, o assunto das conversas de terça e quarta-feira era quase sempre o mesmo: uma reportagem da TVE sobre um projeto educativo, onde se ensinam os pais a incutir “decoro” na vestimenta dos filhos. Na peça, questiona-se se as crianças, ao usarem certas roupas (como mini-saias), têm consciência de que estão a provocar.

A reportagem sobre “como se devem vestir adequadamente as jovens” causou diversas reações nas redes sociais, onde muitos não se coibiram de associar o comportamento do canal de televisão ao antigo regime de Franco. Entre acusações de valores demasiado conservadores ou completo acordo com o conteúdo da reportagem, muitas eram as opiniões de quem falava, online, do que se debatera na televisão pública.

Também o setor político não se coibiu de deixar a sua opinião sobre a matéria, com o grupo parlamentar socialista espanhol a acusar a TVE de “querer impor a sua moral”.

Esta não é a primeira polémica da TVE nos últimos tempos, diga-se. Este canal de televisão já tinha dado que falar recentemente, ao recomendar aos espanhóis desempregados que combatam a ansiedade com… orações.