Ditadura de Alckmin

Ares
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████████████████ No dia 28 nós fizemos uma denúncia sobre um documento que estava circulando nas Delegacias de Polícia. Este documento versava sobre as perguntas que deveriam ser feitas aos manifestantes na delegacia, e o contúdo era majoritariamente de cunho político, podendo lembrar o modo de fichamento do antigo DOPS. Agora este documento está sendo analisado por uma comissão da OAB, para tomar outras providências. Esta é uma medida valiosa, porém precisamos de uma OAB mais combativa com as arbitrariedades que estão ocorrendo contra os manifestantes. #CADEOAB #CADEOAB #CADEOAB
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ABSURDOS e mais absurdos são comunicados diariamente pelos nossos governantes. O Governador Alckmin disse que defende penas mais duras para quem agride policiais, ou seja, ele faz uma valoração diferente da vida de um cidadão comum para com um militar. Pera, isso está errado, essa balança está pendendo para um lado. Nenhuma vida é maior que a outra.

Segundo: Foi dito pelo Governador que o crime de dano não mantém preso, então desta forma ele se sentiu livre para conversar (influenciar) com o chefe do Poder Judiciário para intervir na livre convicção dos magistrados Paulistas.

O que ele quer com isso? Juízes que pendam a balança para o mesmo lado que ele? Chamar um chefe do poder judiciário para intervir nas sentenças dos magistrados transgride ao máximo diversos princípios éticos e democráticos.

É preciso lembrá-lo da separação dos poderes e principalmente do princípio da livre convicção dos juízes.

ESTADO BARBÁRIE “Quem fala em nome do Estado, num regime democrático: as autoridades eleitas? Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin calou-se no sábado (27/10), um dia depois da agressão ao coronel Rossi. Mas o chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, major Mauro Lopes, convocou entrevista coletiva em que assumiu ares de chefe de governo. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a este bando de criminosos”, disse. O jornalista Luís Nassif captou a mensagem percebeu o risco: “Essa história da PM anunciar que vai até as últimas consequências – respaldada por uma condenação generalizada contra os vândalos – provoca calafrios maiores do que assistir a um quebra-quebra de black blocs. Na última vez que a PM se comportou assim, em maio de 2006, foram assassinadas mais de 500 pessoas”. Agora, a polícia começou a barbarizar menos de 24 horas após a fala do major Mauro Lopes.”

EM CARÁTER RESERVADO o Estado vai montando um fichamento político dos manifestantes, lembrem-se RESERVADAMENTE! Buscam saber todo o aparato ideológico da pessoa, se participa de movimentos, e estão neste momento perseguindo até mesmo os advogados. Parabéns Governador Geraldo Alckimin! Você está sabendo fazer reservadamente aquilo que o Cabral faz de portas abertas. (Só que não, agora isto se tornou público)

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O QUE VOC6E ACHA de um Estado de Direito onde você é levado por militares à uma Delegacia de Polícia Civil e as primeiras perguntas que a polícia te faz são: Qual é a sua Ideologia Política? Você faz parte de algum movimento? Por que você estava na manifestação? Quem te chamou para a manifestação e como ficou sabendo dela? Diga-me nomes!

[ Estas perguntas fazia o coronel Reynaldo Rossi, no dia em que foi espancado. Longe das tropas, e prendendo garotos e, inclusive, uma misteriosa “moça”.

Retirado do corredor polonês, repetia Rossi: – Segura a tropa, segura a tropa!…

Ninguém bate na polícia para não receber em dobro. Daí o medo, a legenda do medo, e a preocupação com os manifestantes presos políticos, que os infiltrados são preservados, e foi um deles que salvou Rossi.]

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ORDENAÇÕES do Dosp, na ditadura militar, e da polícia de Alckmin. Qualquer semelhança não é mera coincidência, a história se repete.

A pior ditadura é aquela que se disfarça de democracia.

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Rock in Rio degeneração da música brasileira

dinheiro rock

 

O rock Rio faz parte do projeto de degeneração da música popular brasileira,  executado por pseudos artistas que promovem shows super, super faturados para prefeitos e governadores. O rock Rio lava muito dinheiro com gastos publicitários. E tudo pago com verbas desviadas do Turismo e da Cultura.

Qualquer dinheiro público investido, inclusive para desconto no imposto de renda, é roubo. Principalmente quando se pretende transformar a Capital do Samba em capital do rock, para desvalorizar a música e a cultura deste Brasil colonizado. A ladroagem no rok Rio imperou desde o primeiro evento. Quando se armou a grilagem do local, que Brizola impediu. Teve até armação de sequestro, pago em dólares.

tipo rock

Transcrevo do Pragmatismo Político estudo do professor Jean Henrique Costa.

Estudo acadêmico parte do forró eletrônico para investigar o que muitos chamam de degeneração da música popular. “Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do forró e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural”

A música brasileira está decadente – sans élégance. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma frase como essa. Refine o gênero, e as frases continuarão a fazer sentido para muitas pessoas. O funk, o sertanejo, o forró, o pop, todas as músicas consumidas pelas massas não prestam.

Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O pesquisador defende que o gênero preferido entre os nordestinos faz parte de uma engendrada indústria cultural, por meio da qual são criadas e sustentadas formas de dominação na produção e na audição desse tipo de música.

Segundo ele, quando uma banda de forró eletrônico recorre a canções de temática fácil, na maioria das vezes ligadas à busca de uma felicidade igualmente fácil, ela está criando mecanismos para a formação de um sistema de concepção e circulação musical. Nele, nada é feito ou produzido por acaso. Tudo acaba virando racionalizado, padronizado ou massificado.

O ideal de uma vida festeira, regada de uísque, caminhonete 4×4 e raparigas (mulheres) é hoje um símbolo de status e prestígio para muitos dos ouvintes. Ninguém quer ficar de fora da onda de consumo. Numa das partes da pesquisa, Costa analisou o conteúdo das letras dos cinco primeiros álbuns da banda Garota Safada e descobriu que 65% das músicas falam de amor, 36% de sexo e 26% de festas e bebedeiras.

“Parte expressiva das canções de maior sucesso veicula a ideia de que a verdadeira felicidade acontece ‘no meio da putaria’, ou seja, nos momentos de encontros com os amigos nas festas de forró”, escreveu Costa. “Não se produz determinada música acreditando plenamente que se está criando uma pérola de tempos idos, mas sim um produto para agradar em um mercado competitivo muito paradoxal: deve-se ser igual e diferente concomitantemente.” Ou seja, a competitividade do mercado induz à padronização dos hits.

“O que move o cotidiano é isso mesmo: sexo, amor, prazer, diversão. O forró e quase toda música popular sabem muito bem usar desse artifício para mover suas engrenagens”, explicou Costa. “Não é por acaso que as relações sexuais são tão exploradas pelas canções de maior apelo comercial a ponto de se tornarem coisificadas à maneira de clichês industriais.”

REFERENCIAL TEÓRICO

Outros gêneros musicais também recorrem a estratégias semelhantes. O forró eletrônico consegue se diferenciar dos demais ao dar uma roupagem de “nordestinidade”, criando a identificação direta com o seu público. Mas o objetivo final de todos é proporcionar diversão. O problema, segundo Costa, é que “se vende muito pão a quem tem fome em demasia”.

Costa baseou sua pesquisa no referencial teórico de Theodor W. Adorno, um dos ideólogos da Escola de Frankfurt. O pesquisador procurou atualizar o conceito de indústria cultural a partir da constatação de que as músicas do forró eletrônico são oferecidas como parte de um sistema (o assédio sistemático de tudo para todos) e sua produção obedece a critérios com objetivos de controle sobre os efeitos do receptor (capacidade de prescrição dos desejos).

O pesquisador recorreu ainda a autores como Richard Hoggart, Raymond Williams e E.P. Thompson para abordar o gênero musical a partir da leitura dos estudos culturais (a complexa rede das relações sociais e a importância da comunicação na produção da cultura), que dialogam com outro conceito anterior, o de hegemonia, de Antonio Gramsci. Pierre Bourdieu também serve de referencial teórico.

Ao amarrar essas teorias, o pesquisador argumenta que o público consumidor de músicas acaba fazendo parte de esquemas de consumo cultural potentes e difíceis de serem contestados. Neles, até o desejo acaba sendo imposto. Em entrevista a FAROFAFÁ, Costa exemplifica esse fato com a atual “cobrança” pelo consumo de álcool, onde a sociabilidade gira em torno de litros de bebidas.

“O que se bebe, quanto se bebe e com quem se bebe diz muito acerca do indivíduo. O forró não é responsável por isso, mas reforça.” Para o pesquisador, o consumo de bebidas se relaciona com a virilidade masculina, que, por sua vez, se vincula à reprodução do capital.

“Não reconheço grande valor estético (no forró eletrônico), mas considero um estilo musical que consegue, em ocasiões específicas, cumprir o papel de entreter”, afirmou. O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

Para cobrir essa lacuna sobre o gênero que iria pesquisar, Costa entrevistou nomes como Cavaleiros do Forró, Calcinha de Menina, Balança Bebê e Forró Bagaço. O seu objetivo foi esquadrinhar desde uma das maiores bandas de forró eletrônico do Rio Grande do Norte até uma banda do interior que mal consegue fazer quatro apresentações por mês e cobra em torno de R$ 500 por show.

É dentro desse contexto de consumo de massa de hits que nascem e morrem, diariamente, pelas rádios e carrinhos de CDs piratas, que prevalece o forrozão estilo “risca a faca” e “lapada na rachada”, para uma população semiformada (conceito adorniano de Halbbildung), explica Costa. Sobra pouco ou nenhum espaço para nomes consagrados do gênero.Entre os extremos de quem ganha muito e quem mal consegue sobreviver com o forró, o professor constatou que o sucesso é um elemento em comum, e algo difícil de ser obtido. Depende de substanciais investimentos financeiros e também do acaso – ter um hit pelas redes sociais ajuda. É por isso que Costa afirma que Aviões do Forró e um forrozeiro tecladista independente estão em lados completamente opostos, mas ainda têm algo basilar em comum: a indústria cultural.

Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do gênero e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural. “A competição é desigualmente assimétrica para o grande Lua. O assum preto gonzagueano, nesse sentido, bateu asas e voou.”

Costa diz não ser um pessimista ou só um crítico ferrenho do forró eletrônico. Tampouco que tem pouca esperança de que a música brasileira seja apenas uma eterna engrenagem da indústria cultural. Ao contrário, é dentro dela própria que ele vê saídas para o futuro da produção nacional. “Se vejo alguma possibilidade de mudança pode estar justamente nesses estúdios caseiros de gravação de CDs, nas bandas de garagem, no funk das periferias, no tecnobrega paraense. Não afirmo que a via é essa, mas que é um devir, uma possibilidade que pode não ir para além do sistema, mas minar algumas de suas bases”, concluiu.

Confira aqui a Tese de Doutorado na íntegra

 

descanse em paz

Jango vigiado na Argentina por espias do Brasil. Operação Condor

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Depois de terminada a programação oficial da visita, Jango confessou que estava triste, e queria tomar um porre, que aconteceu num fim de tarde no Aéreo Clube, em Natal. Eram cinco pessoas: o presidente, Darcy Ribeiro, Djalma Maranhão prefeito de Natal, deputado Djalma Marinho e eu, um foquinha. Não havia nenhum segurança. Não se conversou política. Apenas acontecimentos pitorescos envolvendo cada um. Ou casos de pessoas notáveis. Fui pelo parentesco com Djalma Marinho e amizade com Djalma Maranhão. Quatro figuras históricas da maior grandeza humana. Não possuía nenhuma revelação, terminei de porre. O único, que o silêncio é bêbado. Quem conversa não bebe. Não recordo mais todos os testemunhais. Mas ficou na lembrança, de Jango, seu jeito de sentar com uma perna estirada. Isso por conta de um tiro que teria levado. Não lembro quem contou, ou onde li. Nunca pesquisei para comprovar.  Isso aconteceu quando JK era presidente. Tinha uma antipatia sem motivo por Juscelino. Numa coletiva, dos jornalistas, me escolheu para estender a mão. Uma figura eletrizante. Isso faz a diferença. Nenhum brasileiro, hoje, tem este magnetismo. Noutra coletiva, Carlos Lacerda falou de um Rio de Janeiro cidade que dava como modelo do que poderia ser o Brasil. Provoquei: disse que só acreditava vendo. O governador ofereceu o avião “Esperança”, e os jornalistas da entrevista foram conhecer o aterro do Flamengo e túneis. Ficamos hospedados no Maracanã. Entre os jornalistas, Cristina Tavares. Maracanã e aterro do Flamengo que Sérgio Cabral deu para Eike Batista. No pacto de Lisboa, o acordo dos exilados Jango, Lacerda, Juscelino. Era um pacto de morte. Os três não veriam o fim da ditadura. Falta também investigar a morte de Djalma Maranhão, exilado no Uruguai.

Vigilado en Argentina por espías de Brasil

Nacido formalmente en 1975, el Cóndor ya actuaba como red de espionaje multinacional, sin llevar ese nombre de rapiña, desde algunos años antes y una de sus presas más anheladas era João Goulart, informan papeles secretos hallados por este diario.

Uno de esos documentos, con detalles de una conversación entre Goulart y el ex presidente Juan Perón en 1973, tiene el rótulo de “Secreto” y lleva el sello del Servicio Nacional de Informaciones brasileño. Otros reportes mencionan que la Argentina de 1973 era una plataforma de lanzamiento para el ex mandatario “populista”.

“Estos documentos de Goulart cuando era perseguido y espiado en Argentina, de los que usted me habla, muestran que hubo un plan perverso contra los demócratas y quienes amenazaron la permanencia de la dictadura”, observa la ministra Nunes en diálogo con Página/12.

Sectores del gobierno brasileño sostienen la hipótesis de que Goulart, un moderado capaz de encabezar una coalición por la restitución democrática, era una amenaza al modelo de transición vigilada ideada, y finalmente aplicada, por el germánico Ernesto Geisel. Goulart y Juscelino Kubtischek, otro ex presidente fallecido en un accidente turbio en 1976, así como el chileno Orlando Letelier, asesinado ese año, tendían a fortalecerse con la victoria del demócrata Jimmy Carter.

El Cóndor veía con horror el retorno de líderes bendecidos por Washington, tal como consta en una correpondencia de agosto de 1976, descubierta hace 20 años, enviada por el jefe de la DINA chilena Manuel Contreras a su par brasileño João Baptista Figueiredo.

El documento secreto que se refiere a los ex presidentes
El documento secreto que se refiere a los ex presidentes

(Transcrito do Página 12, Argentina)

“A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada”

Pesquisador da ONG The National Security Archive, Peter Kornbluh é um especialista em obter documentos outrora secretos do governo dos Estados Unidos. Ele tem auxiliado o Brasil na obtenção destes relatórios, como o acervo de 270 páginas que Zero Hora teve acesso, informes entregues à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Em entrevista concedida por e-mail a ZH, o pesquisador avalia a importância da abertura de arquivos, o primeiro ano da Lei de Acesso à Informação brasileira e a influência norte-americana nos regimes militares da América Latina. A seguir, os principais trechos.

Zero Hora – Qual a importância de abrir arquivos secretos de países?

Peter Kornbluh – A abertura de arquivos governamentais é uma obrigação para a democracia. É o direito do cidadão saber, em qualquer país, o que seu governo tem feito em seu nome, mas sem seu conhecimento. Sem acesso à verdadeira história, pode não haver fundamento histórico para um debate público integral sobre o futuro. Particularmente, em países como o Brasil, onde existe um histórico de abusos de direitos humanos e repressão, as evidências nos arquivos são fundamentais para se chegar a um veredicto social, legal e histórico sobre o passado.

ZH – Qual foi a influência dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América do Sul?

Peter – Os Estados Unidos ajudaram secretamente a criar os mais famosos regimes militares na região – do sanguinário regime guatemalteco em 1954 às juntas brasileiras em 1964, até o regime Pinochet em 1973. Nos Estados Unidos e na América Latina nós sabemos muito sobre a intervenção secreta americana na região em virtude da nossa capacidade de usar a lei de acesso à informação para obter documentos com acesso liberado.

ZH – Como o senhor avalia o regime militar no Brasil?

Peter – O Brasil é uma superpotência regional. A ditadura brasileira possuía uma política exterior muito intervencionista no Conesul – auxiliando na derrubada de Salvador Allende (Chile), participando no enfraquecimento do governo da Bolívia, influenciando as eleições no Uruguai etc. A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada para o benefício da região latino-americana, como também o direito de saber de todos os brasileiros.

Manchete mais mentirosa do ano

BRA_ZH Farc propaganda marrom

No governo Brizola no Rio, o jornal O Globo lançou manchete parecida: a prisão de um enviado da Farc nas favelas cariocas. A informação marrom tinha a finalidade de fortalecer a linha dura da ditadura militar. Zero Hora repete o feito para desestabilizar o governador Tarso Genro, e como parte de uma campanha golpista que visa cassar Dilma Rousseff.

Na Colômbia existem três forças armadas em luta: o governo da República, a Farp e os paramilitares (as milícias formadas por políticos direitistas, empresários, fazendeiros, militares, policiais). A denominação paramilitar na Colômbia tem o mesmo significado que milícia no Brasil.

Até Álvaro Uribe, ligado aos tucanos, o governo tinha os paramilitares como aliados. O atual presidente Juan Manuel Santos decidiu por uma aliança com a Farp.

Noticia a conservadora imprensa colombiana hoje:

2013, año clave para la paz; se espera que en noviembre quede sellada

Los equipos negociadores del Gobierno y las Farc durante la instalación de la mesa de diálogos en Oslo (Noruega) el pasado 18 de octubre
Los equipos negociadores del Gobierno y las Farc durante la instalación de la mesa de diálogos en Oslo (Noruega) el pasado 18 de octubre

Si los diálogos emprendidos por el gobierno de Juan Manuel Santos y las Farc el 19 de noviembre avanzan por buen camino, para finales de la segunda mitad del 2013 el país estaría frente al comienzo de la dejación de armas de esta guerrilla, no solo la que más ha perturbado al país en los últimos 50 años, sino la segunda más vieja del mundo, junto con la comunista de Filipinas.

Si bien las Farc han rechazado de manera insistente el tiempo de meses que según el presidente Santos debe tener el proceso de paz, quien incluso a comienzos de diciembre reiteró que este no debe ir más allá de noviembre del 2013, la esperanza está puesta en que el acuerdo para la terminación del conflicto esté firmado para ese mes.

En todo caso, con la entrega de armas de los distintos frentes del grupo armado, el proceso puede extenderse un poco más.

Y si la agenda de negociación -desarrollo agrario, participación política, narcotráfico, dejación de armas y reparación de víctimas- avanza a buen ritmo, probablemente en abril o un poco antes se pondrá en marcha en el Congreso la reglamentación del marco jurídico para la paz, diseñado para traer a las Farc a la vida civil.

Esta reglamentación es clave porque establecerá en qué condiciones podrán participar los guerrilleros desmovilizados en política y cómo pagarán por los delitos que han cometido.

De todas maneras, el país debe estar preparado para eventuales crisis del proceso de paz que se lleva a cabo en La Habana. Alguna podría originarse, incluso, en la diferencia de tiempos que el Gobierno y las Farc tienen para la negociación. Aunque la guerrilla nunca ha hablado de un plazo específico, sí ha enfatizado en que “la paz exprés solo conduce a precipicios”.

Las crisis no significarán necesariamente una ruptura, pero si por alguna circunstancia los diálogos no avanzan, seguramente el presidente Santos le hará saber esto al país desde el primer semestre.

Prolongar unas conversaciones que no vayan por buen camino no es una alternativa para el mandatario, y menos en la perspectiva de la campaña electoral del 2014.

Tierras para los despojados

El que viene será un año definitivo para la restitución de tierras, pues los jueces agrarios deben fallar sobre muchas de las al menos 27.000 demandas de restitución interpuestas por las víctimas. Hasta ahora se han proferido cinco sentencias a favor de 33 familias. (El Tiempo)