O AUGE DA CRETINICE

por Gilberto Prado

É estarrecedor. Não dá para acreditar em um mínimo gesto de humanismo por parte do poder público. Aos poucos vai vulgarizando aquilo que o povo tem de mais sagrado: a vida.

Os próprios administradores, como se fosse robôs, se encarregam de institucionalizar a irresponsabilidade. Defende-a com ardor, mesmo sendo público e notória o desleixo ou falta de compromisso com o povo. Assumem, sem o menos pudor, a conivência.

Vejam, por favor o motivo da minha revolta, envolvendo – na condição de vítimas – pessoas que nunca vi na vida, mas a elas me solidarizo.
Um motociclista chamado Robson Coelho do Nascimento, 40 anos, caiu em um buraco aberto pela Compesa, na Avenida General San Martin, sem a obrigatória sinalização. Morreu. A mãe da vítima fatal, dependente, Maria das Dores do Nascimento entrou com uma ação na justiça pedindo indenização por danos morais. Robson Coelho era arrimo de família.
Em resumo, foi o acontecido.

O que deveria fazer a Compesa, fosse dirigida por alguém que tenha um mínimo de compromisso com alguém, em um caso onde foi atingida cruelmente uma pobre família? Ora, sequer deixar a questão na Justiça. Procuraria um acordo e cumpriria sua obrigação, principalmente moral.
O que faz a Compesa? Mesmo perdendo a ação judicial, que se arrasta desde setembro de 2010, protela o pagamento da irrisória indenização de R$ 50 mil. Irrisória, considerando que o fato envolve uma vida cujo valor não tem preço.

Leiam, por favor, as alegações dos monstros desumanos dirigentes da companhia estatal cujas consciências devem estar tão furadas quanto as porcarias de canos que expõem à população. Duas delas.
A primeira: alegou que houve “descumprimento do dever de cautela” por parte da vítima. A outra: negou a existência de danos morais. No caso, equipara uma vida humana a de uma barata, mosca ou um inseto qualquer.
Pelo amor de Deus, cretinice tem limites.


Nota do editor: Sociedade anônima de economia mista, com fins de utilidade pública, a Compesa está vinculada ao Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos. É uma organização dotada de personalidade jurídica de direito privado, tendo o Estado como seu maior acionista. Isso significa: o lucro é dividido com os acionistas. O prejuízo, o povo paga. E quem privatizou a Compensa? Por que o Estado de Pernambuco, governado por Eduardo Campos, permite a maldade de passar calote em uma pobre mãe, cuja vida do filho vale a porcaria de R$ 50 mil?

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COMPESA E A FALTA DE RESPEITO COM A POPULAÇÃO DE PETROLINA Geraldo José
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“Sin jóvenes rebeldes no hay cambios ni revoluciones”

“El pasado es referencia, no prisión, por eso los recambios generacionales que suceden cada cierto tiempo, son nueva vida y sin ellos no habría continuidad en las resistencias y en las luchas. Si nos dejamos atrapar por el pasado, la creatividad y la vida deja de tener sentido, pues repetir lo ya conocido es muerte”, sostuvo el periodista uruguayo Raúl Zibechi durante la charla “La emergencia juvenil en América”.

“Ser joven y no ser revolucionario es una contradicción hasta biológica”, recordó frente a un aula repleta Adazahira Chávez, de Desinformémonos,tras la presentación de un video con imágenes de las coberturas a movimientos estudiantiles que durante el último año ha realizado el equipo de la revista electrónica.

Fabio Alkim, de Brasil, advirtió sobre la importancia de no idealizar el crecimiento económico de su país, pues esta idea se basa en “datos que esconden muchas desigualdades internas”, que incluyen la modernización, privatización y mercantilización de las universidades federales y sus diversas áreas, por ejemplo, el financiamiento de las investigaciones en manos privada. Y entonces, se pregunta Alkim, “¿quién va a financiar las investigaciones que buscan generar un conocimiento crítico para la sociedad?”

Durante su participación, Brisa Araujo, de la Universidad de Sao Paulo, habló sobre la huelga estudiantil del primer semestre del 2012, que duró 113 días y en la cual participaron 95 por ciento de universidades federales y bachilleratos. Esta huelga, dijo, ha sido “la más larga de la historia estudiantil brasileña”.

Araujo dijo que el gobierno busca defenderse, recalcando el hecho de que se crearon 14 universidades federales, “pero ¿qué universidades? Se abrieron campus nuevos, con estructuras precarias, sin bibliotecas, sin comedores universitarios, con contrataciones precarias de profesores, bajo el modelo sustituto, sin ninguna clase de garantía, sin planes de carrera y con una inminente sobrepoblación, pues en el Plan de Restructuración y Expansión, se advierte que serán duplicadas las vacantes en las universidades”.

OTÁRIO BRASILEIRO

por João Luis Calliari

Paga as contas e se ferra
Honesto senhor, bom caráter
Com os impostos você se arrepia
Nasceu aqui, entrou numa fria

Na política só serpente
Gente vivendo de sujo trôco
Você pensa que está louco

Bem-vindo ao lar doce lar
O último golpe está na tela
Tranca o rango no bucho
Ou vai vomitar na janela

Volta quietinho pra sala
Manda os filhos pro quarto
Amanhã é um novo dia
Vai trabalhar! Vai pagar o pato!


Antologiado por Hercília Fernandes