Petrobras compra gasolina a preço de guerra

Refinaria da Petrobras, Japão
Refinaria da Petrobras, Estados Unidos

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a capacidade de produção de gasolina chegou ao limite. A entrevista foi ao ar na edição de ontem (dia 25) da TV Globo.

Segundo Gabrielli, com a crise do mercado de etanol e a alta venda de carros flexíveis, que podem usar a gasolina ou o etanol no tanque de combustível, houve um aumento grande da demanda por gasolina.

Conversa fiada. Quem tem carro flexível usa o combustível menos caro. Não vai encher o tanque de gasolina.

“Nós tivemos aumento de 19% da demanda de gasolina em 2010. Isso fez com que nossa capacidade de produção de gasolina chegasse ao limite”, disse o presidente da Petrobras.

Não disse o Gabrielli que sobra petróleo. O que falta é refinaria. Desde 1981, que o Brasil não inaugura nenhuma refinária no nosso território. E sim noutros países. Nos Estados Unidos, Japão, Argentina, Bolívia, Equador, Irão, países da África etc. Mais de 30 anos sem investir no Brasil.

De acordo com Gabrielli, não faltará gasolina no Brasil, mas um ajuste precisará ser feito no preço doméstico.

Não falta não. Que o Brasil está importando gasolina. Exportando petróleo e, criminosamente, importando gasolina.

“Nós estamos praticamente no limite das refinarias hoje existentes para a produção de gasolina. Provavelmente vamos precisar ajustar o preço doméstico. Este é um processo que depende essencialmente do comportamento do mercado internacional. Não vai faltar gasolina no Brasil, mas vamos precisar trazer a importação”, concluiu Gabrielli.

Importação já faz. O aumento da frota de carros estava prevista. Mais do que óbvio. O que não tem explicação é passar mais de trinta anos sem construir uma refinaria. É isso aí, estamos comprando gasolina a preço de guerra. Para o povo pagar. O povo sempre paga o pato. Os vivaldinos sempre lucram.