Mala suerte la del Paraguay. Un país de gente tan noble sometida a la insaciable voracidad de propios y ajenos

por Atilio A. Boron

images franco

Franco, presidente ilegítimo e ilegal, es no sólo hijo putativo de la “embajada”, sino también de Cargill, Monsanto, la minera de aluminio Río Tinto, la oligarquía local y los latifundistas “brasiguayos”. La oscura trama en torno del misterioso Ejército Paraguayo del Pueblo –una de las artimañas más elementales utilizadas por la CIA para desestabilizar gobiernos que no son del agrado del imperio: inventar un pseudo grupo guerrillero y acusar de complicidad con él a algún enemigo a quien se quiera perjudicar– quedó al descubierto en los meses recientes. A raíz de ello, el Comité de Derechos Humanos de las Naciones Unidas exigió, el 29 de marzo, que la Justicia paraguaya realice una “investigación inmediata, independiente e imparcial de la muerte de 17 personas con ocasión del allanamiento de Curuguaty, el 15 de junio de 2012, así como todos los hechos vinculados que han sido denunciados por las víctimas”. Prominente entre lo que la Comisión denomina como “hechos vinculados” fue la posterior “destitución express” del presidente Fernando Lugo, para la cual los sangrientos sucesos de Curuguaty aportaron el necesario pretexto. El Comité también manifestó su preocupación “por las alegaciones de importantes irregularidades del Ministerio Público, la judicatura y las fuerzas de seguridad en el caso”, así como la “falta de imparcialidad e independencia en los procesos de investigación”. Por esto y muchas cosas más, Franco descenderá a la historia sentado a la diestra de su homónimo español, el sanguinario “caudillo de España por la gracia de Dios” y uno de los que, como todos los fascistas españoles, gritaban “viva la muerte”.

Representante genuino de la derecha más primitiva y corrupta de Sudamérica, Franco es la expresión política de una banda a la cual le queda grande el nombre de oligarquía. La palabra “cleptocracia” transmite con más rigor la naturaleza de ese impresentable conjunto de rufianes que construyeron sus grandes fortunas desangrando al país bajo la protección del dictador Alfredo Stroessner. Este organizó el saqueo de las tierras fiscales, el contrabando en gran escala y el tráfico de drogas y de personas, con la abierta complicidad de sucesivos gobiernos de Estados Unidos, Israel y Taiwan, sumiendo a la población en el atraso y la extrema pobreza. Mentiroso sin escrúpulos, Franco acusa a Chávez de haber dañado a su país: debe ser porque lo incorporó al programa de suministro de petróleo con precios subsidiados y largos plazos de pago, por debajo de los que rigen en el mercado petrolero. Según Franco, esta generosidad de Chávez causó un daño enorme a los paraguayos. Es más: el líder bolivariano persistió en su “maldad” y por solidaridad con el pueblo de ese país mantuvo esta cooperación aun después del golpe, cancelándola cuando los continuos insultos y calumnias de este bufón de opereta hicieron insostenible su mantenimiento. Este desecho moral es quien celebró como un venturoso milagro la desaparición física de Chávez. ¡Pobre Franco! Ayer fue humillado y desairado en la OEA cuando 21 países, incluyendo 11 de la Unasur, se retiraron de una sesión del Consejo Permanente de esa institución al saberse que el usurpador estaba por llegar al recinto para dar un discurso (foto). Su destino será ése: pudrirse en su tumba ante el desprecio de sus colegas y de su pueblo.

 franco golpe

Um ditador que ama os brasiguaios. 350 mil brasileiros reis da soja

A América do Sul não faz parte da pauta da imprensa brasileira. Serve apenas para justificar a propaganda política colonialista, a privatização de estatais, a  desnacionalização de empresas. Com a demonização de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Ou para manter, em nome do futebol, a rivalidade Brasil-Argentina.
Certos acontecimentos políticos são tratados levianamente.
O Paraguai acaba com a democracia, e a imprensa passa a defender o golpe parlamentar para proteger 350 mil brasiguaios reis da soja. Como se estivessem antes ameaçados pelo presidente deposto Fernando Lugo.
No Paraguai existe o movimento dos sem terra. Um movimento contra o latifúndio no Paraguai e no Brasil. Um movimento criminalizado pela imprensa conservadora.
Para proteger os interesses dos 350 mil brasileiros latifundiários no Paraguai, o dever nacionalista, cívico, patriota de Dilma Rousseff apoiar o ditador Federico Rivera, apesar do possível efeito dominó de um golpe parlamentar na Bolívia, no Equador, na His Brasil. 
Que os brasiguaios realizam o velho sonho das missões jesuíticas. Uma obra de cunho civilizador e evangelizador. Que objetiva criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã européia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Esta a pregação da imprensa.
Para evitar que a América do Sul volte às trevas dos regimes ditatoriais, o Mercosul condena o golpismo. 

O presidente do Senado, José Sarney, considerou nesta segunda-feira que a decisão do Mercosul de suspender a participação do Paraguai em sua próxima cúpula tem um “sentido didático” para os demais países do bloco.

“Acredito que é uma medida que tem um sentido didático para evitar que assuntos desta natureza aconteçam em outros países”, afirmou Sarney, em declarações citadas pela “Agência Senado”.

Que assim seja.
Para Eduardo Guimarães, os “protocolos do Mercosul causam chilique na mídia golpista.
Os interesses que estão por trás da inundação midiática de defesas abertas do rito sumário que depôs o governo legitimamente eleito do Paraguai em pouco mais de 24 horas e sem direito de defesa ao governante destituído são os mesmos que apoiaram e deram sustentação publicitária a golpes de Estado ao longo de todo o século 20.A mesma mídia que apoiou rupturas institucionais contra tantos governos legítimos durante o século passado continua apoiando o estupro da decisão dos povos latino-americanos e, como áquela época, sempre com o beneplácito dos Estados Unidos.Oh, que surpresa!, a mídia golpista continua golpista, continua defendendo e legitimando golpes de Estado tanto quanto fez em 1964 pela última vez por aqui, e tantas outras vezes no resto do continente ao longo dos anos.Desta vez, porém, há um temor midiático de que os golpistas paraguaios possam vir a pagar um alto preço que venha a desestimular novas aventuras antidemocráticas em países que, durante a década passada, estiveram várias vezes às portas de rupturas institucionais, países como Bolívia, Equador ou Venezuela. Sem falar nos ensaios de ruptura como o que aconteceu por aqui mesmo em 2005…”
Sobre os tratados, diz Guimarães:
“O Paraguai foi suspenso do Mercosul e os golpistas da mídia sul-americana reclamam direito de defesa dos golpistas de fato ignorando que o bloco, apesar de ter sido criado sob fundamentos comerciais e econômicos, desde o primeiro momento teve na política um fator de preocupação permanente devido ao histórico de implantação de ditaduras militares nas jovens democracias que o compõem.Desde o tratado de Assunção, em 1991, à assinatura do Protocolo de Ushuaia, em 1998, existe o registro de 30 documentos jurídicos, entre Tratados, Protocolos e Acordos, registrados junto à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A preocupação, em todo esse período, foi a de garantir que não se tolerariam novas rupturas nos países que, à diferença do resto da América do Sul, padeceram sob longas ditaduras militares.O Protocolo de Ushuaia é considerado a primeira grande norma jurídico-política do processo de integração, ao regulamentar matéria de manutenção e compromisso democrático dos países membros do Tratado de Assunção, de 1991, que criou o Mercosul. A Unasul, por sua vez, envereda pelo caminho de ações conjuntas ainda mais ‘concretas’ dos países que a compõem…É preciso que fique bem claro que o Protocolo de Ushuaia não foi firmado por bolivarianos, mas pelos presidentes de então (1998) – o da Argentina, Carlos Saul Menem; o do Brasil, Fernando Henrique Cardoso; o do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy; e o do Uruguai,Julio Maria Sanguinetti.O documento retratou um grau de preocupação com a manutenção da ordem democrática e elaborou mecanismos de articulação conjunta que permita um contato entre eles para promover pressões externas para fazer qualquer dos países membros do bloco respeitar valores dispostos nas constituições vigentes e a legalidade interna.É preciso, também, ressaltar o Protocolo de Adesão à Declaração sobre Compromisso Democrático no Mercosul, em que os então presidentes das repúblicas da Bolívia (Gonzalo Sanchez de Lozada) e do Chile (Eduardo Frei Ruiz Tagle) referendaram o Compromisso Democrático no Mercosul.

Vale rever artigos do Protocolo Democrático do Mercosul que referendam as sanções ao Paraguai—–

Artigo 3º – Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.Artigo 4º – No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.Artigo 5º – Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas, levando em conta a gravidade da situação existente. Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos.Artigo 6º – As medidas previstas no artigo 5º precedente serão adotadas por consenso pelos Estados Partes do presente Protocolo, conforme o caso e em conformidade com os Acordos de Integração vigentes entre eles, e comunicadas ao Estado afetado, que não participará do processo decisório pertinente. Tais medidas entrarão em vigor na data em que se faça a comunicação respectiva.Artigo 7º – As medidas a que se refere o artigo 5º aplicadas ao Estado Parte afetado cessarão a partir da data da comunicação a tal Estado da concordância dos Estados que adotaram tais medidas de que se verificou o pleno restabelecimento da ordem
E agora, José, o que fazer com o apoio dos 350 mil brasiguaios, os 350 mil reis da soja, que vivem na maior riqueza – no luxo e na luxúria – em terras do Paraguai, para a inveja dos que moram no Brasil?
    

Golpe de brasileiros no Paraguai previsto pela revista Veja pressiona Dilma

Em fevereiro deste ano publicava a revista golpista:

Empresário brasileiro foi escolhido inimigo número um de sem-terra paraguaios

"Rei da Soja" e "Dono de Meio Paraguai", empresário brasileiro Tranquilo Favero, de 74 anos
“Rei da Soja” e “Dono de Meio Paraguai”, empresário brasileiro Tranquilo Favero, de 74 anos

“O nome de Favero está todos os dias no noticiário e nos discursos exaltados dos carperos  (campones). Ele foi eleito inimigo número um do movimento sem-terra e suas fazendas estão na rota das invasões. Cerca de 8 000 carperos avançaram sobre as terras dele, em Ñacunday, no Alto Paraná, leste do Paraguai”, denunciava a revista de Cachoeira:

“O grupo está acampado debaixo de uma linha de transmissão de energia elétrica e em cima de milhares de pés de soja, plantados na região desde 1970, quando Favero chegou ao Paraguai, atraído pela oportunidade de comprar terra fértil a preço baixo. Os sem-terra agora reinvindicam os terrenos como terra pública e acusam o empresário de não ter título de propriedade da área. ‘Todas as terras que tenho foram compradas de proprietários privados durante quarenta anos de trabalho, Não tenho um pedaço de terra sem o título de propriedade devidamente registrado’, afirma Favero”.

O discurso de Favero vale para todos os reis da soja, da cana de açúcar, do milho no Brasil:

“O Paraguai continua sendo um país de grandes oportunidades, com terras altamente férteis, clima agradável e pessoas trabalhadoras. Os dois últimos anos foram excelentes, com crescimento recorde. O Paraguai tem tudo para se consolidar numa posição de grande fornecedor de alimento mundial”.

 

 

Favero, “Dono de Meio Paraguaio”, óbvio, é um ferrenho inimigo da reforma agrária:

Veja: – Se as terras produtivas do Alto Paraná chegarem a cair nas mãos dos carperos, que destino o senhor acha que elas terão? 

Favero: – Não cogitamos essa possibilidade porque somos os legítimos donos das terras e não temos a intenção de vendê-las a ninguém nesse momento. Além disso, os carperos não têm condições de mantê-las, tanto pela carência de nível técnico quanto pela falta de recursos financeiros. Leia a entrevista .

Brasiguaios lutam pela terra
Quem são os brasileiros que plantam 90% da soja paraguaia e por que muitos temem os planos do novo presidente, Fernando Lugo

NICHOLAS VITAL, DE SAN ALBERTO (PARAGUAI)

Neguinho não tem do que reclamar da vida no Paraguai. Só neste ano, comprou três picapes zero-quilômetro com o dinheiro ganho com a venda dos grãos. Uma para ele e uma para cada um dos filhos. “Paguei só 1,2 mil sacas de soja por cada caminhonete. O mais caro foram as rodas personalizadas”, conta o produtor, aos risos. Pouco depois, mais sério, fala das vantagens de se trabalhar do lado de lá da fronteira. “Não planto mais sementes convencionais. Aqui no Paraguai só plantamos soja transgênica. É muito mais eficiente e rentável”, explica Neguinho, que exporta tudo o que colhe para os Estados Unidos.

E não são só os produtores que estão se dando bem por lá. Até os agrônomos brasileiros são maioria na região. É o caso de Volmar Malacarne, que mora em Foz do Iguaçu, mas presta consultoria para os brasiguaios desde 1990.Atualmente atende a 13 clientes, todos brasileiros, e diz que o mercado está aquecido. “Existem brasileiros atuando em todos os setores do agronegócio no Paraguai”, diz o especialista.

O Paraguai é atualmente o quarto maior exportador de soja do mundo. Apenas na safra 2007/ 2008, foram produzidos cerca de 6,8 milhões de toneladas, recorde histórico do País. Grande parte do crescimento econômico que o País registrou nos últimos cinco anos também deve-se ao aumento das exportações do grão. E tudo isso foi conquistado graças aos brasileiros que vivem e trabalham por lá, responsáveis por mais de 90% da soja produzida em solo paraguaio.

Ciente de que não vai ser nada fácil tirá-los de onde estão, Fernando Lugo já estuda uma nova saída. No dia de sua posse anunciou que pode adotar um novo imposto agrícola no Paraguai. Segundo ele, as taxas atuais são muito baixas, o que favorece o enriquecimento de poucos. Alheios às ameaças do presidente, os brasiguaios seguem trabalhando, e gerando cada vez mais receitas para o Paraguai. Leia mais.

Hoje a imprensa paraguaia destaca que os brasiguaios vão pressionar Dilma, assim como ameaçaram Lugo durante todo seu governo.

“Brasiguayos” brindan apoyo a Franco

Un grupo de productores brasiguayos brindó su apoyo al presidente Federico Franco en una reunión realizada este martes en Palacio de Gobierno. Ratificaron el envío de una delegación para hablar con autoridades de Brasil.

“Brasiguayos” tras la reunión con el presidente Federico Franco. / Andrés Cristaldo, ABC Color, hoy

Un grupo numeroso de productores brasiguayos -liderados por Aurio Fighetto- mantuvo un encuentro este martes con el mandatario Federico Franco, a cuyo gobierno brindó su apoyo.

Esperan que reine la seguridad para continuar trabajando con tranquilidad en el campo. El mandatario les garantizó el respeto de la propiedad privada.

Además, pidieron que se respete los planes de trabajo en el campo.

Según el anuncio del diario ABC Color, una comitiva de industriales, productores, empresarios y comerciantes brasiguayos, además de colonos, se dirigieron a Brasilia para reunirse con la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, con el objeto de que acepte el gobierno de Federico Franco.

Los brasiguayos serán acompañados por los parlamentarios del Mercosur Mirta Palacios, Alfonso González Núñez, Roberto Campos y Eric Salum.

Os brasiguaios são apoiados pelas bancadas ruralistas nos Congressos de Paraguai e do Brasil. É tudo uma coisa só. Uma mesma cobra de duas cabeças.

Agronegócios, monopólio de terras e transgênicos por detrás do golpe de Estado no Paraguai

Uma complexa trama na qual milhares de camponeses sem terra vêem avançar os grandes produtores brasileiros sobre o Paraguai para plantar soja transgênica, junto à investida contra o governo para introduzir definitivamente os transgênicos em todo o país, terminou em um golpe de Estado “express” no qual os aliados políticos do agronegócio atuaram rapidamente, para destituir o presidente do país.

As tentativas de destituir o titular do Servicio Nacional de Calidad y Sanidad Vegetal (Senave), Engenheiro Miguel Lovera, com uma lista de acusações que incluía sua posição “contra a produção agropecuária moderna”, por parte da Unión de Gremios de la Producción (UGP), e a tentativa para liberar os transgênicos – que era explícito no ‘tratoraço’ – deixam às claras a luta para torcer o braço de um governo que, com muitíssimas limitações, havia começado a dialogar com os movimentos camponeses. Mal Lugo foi destituído, a medida de força [tratoraço] impulsionada pelo agronegócio foi suspensa.

A situação da terra e sua distribuição desigual, com 85% das terras –uns 30 milhões de hectares- em mãos de 2% dos proprietários, somada à penetração de produtores brasileiros, produz uma tensão permanente na qual a violência parapolicial, por parte das forças públicas, é algo cotidiano, e vem acompanhada pela criminalização das lutas camponesas. A matança de Morombí, em Curuguaty, que aconteceu no dia 15 de junho, como resultado dessas tensões, e a repressão estatal e paraestatal, que culminou com a morte de 6 policiais e 11 camponeses, foram utilizadas para empreender o julgamento político e o golpe institucional.

Desde a Alianza Biodiversidad, condenamos o golpe, que tem recebido o rechaço de todo o povo paraguaio, e denunciamos as grandes corporações do agronegócio, com Monsanto e Cargill à cabeça, como responsáveis, junto aos grandes latifundiários locais e os políticos cúmplices, por esse golpe. Estão amplamente demonstrados os vínculos e interesses comuns desses setores.

Ao mesmo tempo, partilhamos o apoio político expresso pelos governos de distintos países, e pela Unasul, ao presidente constitucional Lugo, que constataram a violação de garantias processuais e democráticas por parte do vice-presidente Federico Franco, de dirigentes políticos de diversos partidos e autoridades legislativas. Acompanhamos também as manifestações de repúdio e de solidariedade expressas por inúmeras organizações políticas e movimentos sociais de toda a América Latina.

Acompanhamos o povo paraguaio em sua resistência, e nos comprometemos a sustentar a denúncia de ilegitimidade do atual governo, e a apoiar a luta do povo paraguaio e as reivindicações das organizações camponesas e povos indígenas do Paraguai.

Hoje, todos somos Paraguai!

Assinam:

Alianza Biodiversidad
– REDES-Amigos de la Tierra, Uruguay
– GRAIN, Chile, Argentina y México
– ETC Group, México
– Campaña Mundial de las Semilla de Vía Campesina, Chile
– Grupo Semillas, Colombia
– Acción Ecológica, Ecuador
– Red de Coordinación en Biodiversidad de Costa Rica, Costa Rica
– Acción por la Biodiversidad, Argentina
– Sobrevivencia, Paraguay
– Centro Ecológico, Brasil

Paraguay, golpe de Estado parlamentario

El depuesto presidente de Paraguay, Fernando Lugo, reapareció esta madrugada en una manifestación de ciudadanos frente a la Tv Pública, reiteró su posición de seguir participando de la actividad política “como un ciudadano más” y sostuvo que con su destitución se ha destituido la voluntad popular.

“Me sumo a esta protesta no porque se trata de Lugo, aquí no han destituido a Lugo, aquí han destituido la democracia, la participación y la voluntad popular”, dijo Lugo quien se pronunció honrado por haber sido electo presidente en 2008. “Me he esforzado en devolver a la ciudadanía su dignidad y su mejor vivir en estos cuatro años”, dijo.

“Yo no renuncié a mi condición de ciudadano paraguayo y por eso estoy aquí, como un ciudadano más que se sintió honrado por la voluntad popular aquel 20 de abril”, añadió.

Sostuvo que “así como pacíficamente hemos vencido aquel de abril, pacíficamente el 21 de abril el proceso democrático continuará con más fuerza. Creemos que este camino democrático no tiene retorno”, dijo.

Lugo consideró que su destitución ha sido producto de un “golpe de Estado parlamentario” y señaló que aceptó el veredicto del Congreso solo para evitar conflictos que deriven en derramamientos de sangre. Añadió que los  argumentos para el juicio político no tienen ningún valor y fueron ampliamente rebatidos por los defensores.

El ex mandatario utilizó el espacio de “micrófono abierto” habilitado frente a la Tv Pública y donde participaron hasta esta madrugada cientos de manifestantes para señalar que “la comunidad internacional lee con objetividad y serenidad el proceso paraguayo”.
Lugo calificó de “lección aprendida por la ciudadanía paraguaya” la coyuntura actual y señaló que si las manifestaciones ciudadanas continúan en todo el país el Congreso debería repensar su postura.

Simpatizantes de Fernando Lugo cantaram o Hino Nacional, estenderam faixas em apoio a Lugo e com críticas ao novo governo e prometeram manter as manifestações pacíficas. A bandeira do Paraguai foi colocada em lugar de destaque durante o protesto.

“Estamos aqui em defesa da democracia. É uma reação pacífica a toda essa situação [política] absurda. Estamos aqui exercendo a nossa cidadania”, disse Ceulie Vukty, líder de um dos movimentos juvenis no prostesto, enquanto coordenava os discursos com os momentos de apresentações teatrais e de música.

Os simpatizantes de Lugo condenam a forma como foi conduzido o processo de impeachment do ex-presidente. Em menos de 24 horas, a Câmara e o Senado do Paraguai aprovaram o chamado “juízo político”, eufemismo para golpe, alegando “mau desempenho das funções”, e o ex-presidente foi condenado a deixar o poder.

A situação política de Lugo se agravou devido a um confronto entre agentes policiais e agricultores, no Nordeste do país, no último dia 15. O confronto provocou 16 mortes. E tudo indica que fazia parte do projeto golpista. Agentes da direita, infiltrados, iniciaram os disparos.

Para os políticos de oposição, Lugo não administrou o confronto de forma correta, permitiu a violência e, consequentemente, as mortes. Pela legislação brasileira, quem comanda os desalojamentos dos sem terra e dos sem teto é a justiça. Assim aconteceu em Pinheirinho de São José do Rio Preto, conforme nota oficial assinada pelo desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo – chacina que denominou de “episódio”.

Uma barraca de camping foi montada no centro do protesto e nela foi colocada a placa Embaixada do Brasil. De acordo com os organizadores do evento, a ideia é mostrar que o Brasil condena a destituição de Lugo porque apoia a democracia e suas instituições.

Os simpatizantes de Lugo dizem que a democracia foi desrespeitada, pois um presidente eleito de forma direta foi retirado do poder. A Constituição do Paraguai permite o impeachment e não impõe prazos para o processo transcorrer.

“O que estamos vivendo hoje no Paraguai é uma situação muito delicada e complicada. Estamos nos mobilizando porque não podemos aceitar o que ocorreu com o [ex-] presidente Lugo, da forma como foi”, disse o auxiliar contábil Cristian Ríos, que aproveitou a folga no trabalho para participar do protesto.

O golpe parlamentar de Federico Franco teve o apoio dos brasiguayos, latifundiários que possuem forte influência na bancada ruralista do Congresso brasileiro, que deve pressionar Dilma Rousseff para legitimar o golpe.  O apoio de Dilma constitui puro suicídio político. Que o Brasil disputa com a Bolívia e o Equador (a direita aposta na morte de Hugo Chávez) a posição de bola da vez.

Maggiorina Balbuena, de la Coordinadora de Mujeres Indígenas, denunció que “por causa de un plan nefasto fueron asesinados varios compañeros en Curuguaty”. Calificó al Congreso Nacional de nido de mykurê ha anguja (comadrejas y ratas). Y dijo que “éste es un gobierno de facto, de un sector minoritario, que está empezando a ser castigado por la comunidad internacional. Después de que mucha gente haya derramado su sangre en América latina, se va construyendo un nuevo modelo, para que, como pueblo, demos otra cara a la humanidad, una humanidad que no puede convivir con las violencias, desapariciones y desalojos violentos”, manifestó al condenar el golpe de estado producido por el Congreso.

Paraguay: Un golpe largamente planeado

Un Parlamento en manos de los viejos partidos oligárquicos, un Poder Judicial funcional al capitalismo mafioso y un Presidente débil pero que acabó con seis décadas de reinado colorado’ el plan de un golpe de Estado soft, al estilo del que en Honduras sacó del poder a Manuel Zelaya en 2009, estaba desde hace años a la espera del momento justo.

Justamente a fines de 2009 -a un año de la asunción de Fernando Lugo- se comenzó a hablar de un juicio político por parte del Congreso, en el que el Presidente casi no tiene representación, en complicidad con el vicepresidente Federico Franco, del Partido Liberal Radical Auténtico. En ese entonces escribimos un artículo – Paraguay, ¿una nueva Honduras? www.rebelion.org/noticia.php?id=94901 – en el que dijimos: “Posiblemente, la derecha paraguaya haya aprendido de los gorilas hondureños que no es bueno sacar a Lugo en pijama, de madrugada, y enviarlo a algún país vecino en un ‘avión pirata’, pero eso no conduciría necesariamente a dejar de lado sus ambiciones desestabilizadoras sino, simplemente, a ser más cuidadosos”.

La política luguista del “Mbytetépe poncho jurúicha” (ubicarse en el centro, como la boca del poncho) no ahuyentó a los fantasmas que la burguesía paraguaya se hace sobre un tránsito de Paraguay hacia el “comunismo” de Chávez, Evo y Correa. En ese entonces, la razón en la que la derecha fundamentó el pedido de juicio político era tragicómica: que Lugo había afirmado que los ricos se oponen al proceso de cambio.

Lugo dijo exactamente: “Los que genuinamente quieren cambiar el país son los que no tienen cuentas bancarias, son los que no salen cada día en las páginas sociales de la prensa… Los que quieren seguir mirando el pasado en sus privilegios’ en defensa de sus cajas de ahorros en bancos internacionales, ellos no quieren cambiar”.

¿Discurso inofensivo? Puede ser, pero no en Paraguay. Las reacciones fueron insólitas: el ex candidato presidencial Pedro Fadul, del partido Patria Querida, tildó de “criminal” el contenido del mensaje de Lugo debido a su carácter “confrontacional”, que “daña el alma y el espíritu”. Curiosa, en cualquier caso, la capacidad de indignación del “espíritu” de una élite que convivió sin la menor indignación con las peores desigualdades del continente.

Por su parte, el analista Carlos Redil comentaba: “Lugo hizo un discurso incendiario incentivando la lucha de clases y la oposición no podía quedarse callada”. Redil creía, “por ahora”, que no estaban dadas las condiciones para un juicio político. “Por ahora’”.

En ese entonces se conoció un mail del ganadero chileno Eduardo Avilés, residente en Paraguay hace más de 30 años, en el que pedía una contribución entre su pares empresariales para comprar armamento, formar escuadrones e identificar y liquidar comunistas . “Ya es la hora de ponernos los pantalones largos. Hasta cuándo tenemos que esperar para combatir a estos comunistas hijos de puta, que están queriendo destruir nuestro querido Paraguay, como lo hicieron los allendistas en Chile”, decía.

El anticomunismo es moneda corriente en Paraguay. El dictador Stroessner dijo que su país era “el más anticomunista del mundo” junto a Taiwán, uno de sus principales aliados. Los negocios -políticos y monetarios- entre ambas naciones están bien documentados en el apasionante libro El Paraguay de Stroessner, de Rogelio García Lupo, que contiene un largo detalle del anecdotario sangriento de las décadas de reinado del dictador.

Cualquier reforma social, por mínima que sea, activa el anticomunismo latente de una de las más rancias oligarquías de la región. Hacer un simple catastro de las propiedades agrícolas -para no hablar de una reforma agraria- ya es una medida revolucionaria en Paraguay, donde entre terratenientes nativos y brasiguayos (hijos de brasileños nacidos en Paraguay) controlan sus haciendas a punta de escopeta.

El momento de hacer el golpe de Estado llegó tras la masacre de 17 campesinos y policías el pasado 15 de junio. “La constante confrontación y lucha de clases sociales, que como resultado final trajo la masacre entre compatriotas, es un hecho inédito en los anales de la historia desde nuestra independencia hasta la fecha, en tiempo de paz”, decía una parte de los cargos para el juicio político exprés que busca, tras sacar al Presidente, restaurar el viejo orden apenas erosionado por la gestión de Lugo.

www.paginasiete.bo

 

Paraguay. Massacre de Morombí, latifúndio de Blas Riquelme

Usam a oração ensinada por Jesus para defender os despejos que terminam em chacinas
Usam a oração ensinada por Jesus para defender os despejos que terminam em chacinas
Sarambí, propiedad del ex senador Blas N. Riquelme, que se encuentra en Curuguaty, fue ocupada por campesinos
Morombí, propiedad del ex senador Blas N. Riquelme, que se encuentra en Curuguaty, fue ocupada por campesinos
A reserva faz parte de um vasto rancho de propriedade do opositor Blas Riquelme. Ativistas dizem que Riquelme comprou as terras do Estado décadas atrás, ainda durante a ditadura, e que deveria dispô-las para a reforma agrária. Dias atrás, o empresário denunciou a invasão das terras por cem famílias. Ao tentar desalojar os invasores, a polícia encontrou resistência.
A reserva faz parte de um vasto rancho de propriedade do opositor Blas Riquelme, que grilou as terras do Estado décadas atrás, ainda durante a ditadura, e que deveria dispô-las para a reforma agrária. Dias atrás, o empresário denunciou a invasão do latifúndio por cem famílias. Ao tentar desalojar os invasores, a polícia encontrou resistência
O enfrentamento aconteceu após a chegada do Grupo Especial de Operações da Polícia Nacional (GEO), vindos de Cidade do Leste, fronteira com foz do Iguaçu, para o cumprimento do mandando judicial de desapropriação das terras invadidas
O enfrentamento aconteceu após a chegada do Grupo Especial de Operações da Polícia Nacional (GEO), vindos de Cidade do Leste, fronteira com foz do Iguaçu, para o cumprimento do mandando judicial

Sigue búsqueda de más cuerpos

Hasta el momento se elevó a 11 el número de campesinos muertos en la refriega que se dio en los terrenos de la propiedad del empresario y político colorado Blas N. Riquelme, donde también 8 uniformados perdieron la vida.

Los 11 cuerpos de los campesinos son trasladados de Asunción a Curuguaty esta tarde, a las 16:00. Los familiares quieren enterrarlos en la misma estancia.

En el segundo día de búsqueda, no fueron hallados más cuerpos. Ayer sábado, durante el rastrillaje ciudadano que dio más resultados que el operativo policial, fueron encontrados dos cuerpos sin vida de carperos.

Según manifestó el diputado Andrés Giménez a ULTIMAHORA.COM, encontraron a un campesino aún no identificado que estaba herido y fue trasladado al hospital de Curuguaty.

En total, hasta el momento, son 17 los muertos (6 policías y 11 campesinos) y una veintena de heridos en el enfrentamiento en Curuguaty, durante un procedimiento de desalojo en la estancia Morombí, propiedad de Blas Riquelme, en el distrito de Curuguaty, departamento de Canindeyú.

Los cadáveres de los campesinos fueron trasladados en un camión de carga
Los cadáveres de los campesinos fueron trasladados en un camión de carga

Juzgado ordena la prisión de 12 campesinos imputados

El juez de Curuguaty, José Benítez, decretó la prisión a los doce campesinos detenidos tras el sangriento enfrentamiento que se vivió en la estancia Morombí y que ya fueron imputados por los fiscales de la zona Ninfa Aguilar y Diosnel Giménez.

El juez José Benítez confirmó la medida de prisión preventiva para los doce campesinos detenidos e imputados por los fiscales de Curuguaty, luego del enfrentamiento en la estancia Morombí de la Colonia Ybyra Pytâ.

Los campesinos, imputados por diversos delitos son: Felipe Martínez Balmori, Richard Ariel Barrios Cardozo, Luis Olmedo Paredes, Marcelo Trinidad Paredes, Miguel Ángel Correa Franco, Adalberto Castro, Arnaldo Quintana, Lucía Agüero Romero, Felipe Urbina, María Fani Paredes, Dolores López Peralta y Raquel Villalba Ortiz.

Los mismos, fueron imputados por la comisión de supuestos hechos punibles de homicidio doloso, homicidio doloso en grado de tentativa, lesión grave, asociación criminal, coacción y coacción grave.

Según comentó Benítez, los imputados serán trasladados durante la tarde del domingo a la penitenciaría regional de Coronel Oviedo, donde existe un recinto para mujeres.

Así mismo, se dispuso una medida de rebeldía contra otros 46 sospechosos que hasta el momento se encuentran desaparecidos.

Intendente denuncia maltrato a un hombre detenido tras la masacre de Curuguaty

El intendente de Curuguaty, Raúl Vega indicó que Nery Urbina hermano de Felipe Urbina (imputado por la fiscalía, tras el enfrentamiento de policías y campesinos ocurrido en campo Morombí) es constantemente maltratado por la policía.

Nery Urbina fue aprehendido el día de ayer y fue maltratado por efectivos policiales. “el vino a curiosear y fue aprehendido en el mismo día” dijo el intendente.

Urbina ya tiene alta médica pero la policía no le permite salir del hospital Distrital de Curuguaty donde se mantiene internado, desde el momento de su aprehensión.

Desalojo a sangre y fuego en Paraguay

Los hechos se dieron en un campo ocupado del municipio de Curuguaty, en el departamento de Canindeyú, ubicado al noreste del país, en la frontera con Brasil, donde campesinos sin tierra mantenían ocupado un predio del empresario Blas Riquelme.

La propiedad de Riquelme, empresario del sector de los supermercados, está en una región ocupada en gran parte por los llamados “brasiguayos”, prósperos productores de soja brasileños, instalados desde hace 40 años en las tierras más fértiles del país, en la cuenca del río Paraná, en la zona fronteriza de Paraguay con Argentina y Brasil.

El ministro del Interior, Carlos Filizzola, rechazó las versiones sobre su inminente destitución y aseguró también que “no hay evidencias aún” de que en el enfrentamiento hayan participado miembros del grupo guerrillero Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP). “El hecho fue consecuencia de una orden judicial para desalojar una propiedad ocupada. No es la primera vez que se procede a desalojos y se procedió legalmente, con orden fiscal correspondiente. Hoy se activó el operativo en base a una orden judicial”, recalcó el ministro.

El ministro indicó que los ocupantes eran campesinos de “diferente procedencia y diferentes organizaciones”, algunos incluso conocidos de ocupaciones anteriores. E informó que los muertos son “nueve o diez campesinos y siete policías”. Filizzola apuntó que la situación ya está controlada, por lo que no amerita declarar el estado de excepción, en tanto se busca a algunos campesinos refugiados en la zona boscosa aledaña al lugar de los incidentes.

Sobre la chance de que la Cámara de Diputados exija su renuncia, Filizzola destacó que tiene “el respaldo” de Lugo, que “sabe que puede disponer del cargo cuando lo considere pertinente”. El titular de Interior aseguró que “no existen ni pies ni cabezas, ni argumento alguno” para solicitar el juicio político a Lugo, como lo pidió el presidente de la Unión de Gremios de la Producción (UGP), Héctor Cristaldo.

La Policía Nacional, en tanto, emitió un comunicado en el que denunció la “cobarde agresión” de los campesinos agrupados en la Liga Nacional de Carperos a los uniformados, y remarcó que la fuerza pondrá “el mejor de sus esfuerzos para el cumplimiento de sus funciones”. El comunicado denuncia que los policías fueron recibidos con disparos de armas de fuego. El jefe de investigación de Salto del Guairá, Walter Gómez, fue aún más allá al denunciar que los uniformados fueron emboscados por los campesinos. “Esa gente está entrenada y ya no son simples campesinos, sino criminales”, dijo Gómez.

Políticos de la oposición lanzaron duras críticas contra Filizzola y pidieron su renuncia. “Garantizaron la integridad de los campesinos y despreciaron la vida de los policías. Por eso se produjo la masacre”, dijo el diputado Salyn Buzarquis. La gobernadora del departamento de Canindeyú, Cristina Villalba, calificó a Filizzola de “irresponsable” tras recordar que le había advertido que un desalojo violento iba a desembocar en pérdida de vidas.

A modo de réplica, el dirigente José Rodríguez, del Movimiento de los Campesinos, afirmó a un canal de TV que las familias rurales establecidas en la hacienda sólo resistieron al desalojo y no fueron las culpables de los disparos contra la policía. El dirigente campesino José Rodríguez, estrechamente vinculado con el presidente Lugo, dijo que el enfrentamiento “pudo haber sido un autoatentado de la policía” para justificar supuestamente las muertes de los sin tierra.

El problema de la tenencia de la tierra es uno de los más complejos en Paraguay, donde grandes propietarios fueron acusados por instituciones estatales de apoderarse de terrenos mediante negocios ilegales y son frecuentes las ocupaciones por parte de los sin tierra. Un plan de reforma agraria y entrega de terrenos a los campesinos fue parte de las promesas de campaña de Lugo, pero esa iniciativa avanza lentamente.