Médicos cubanos. Dissecação e taxidermia de uma colonista

por Gilmar Crestani

[Vou tentar destravar o cérebro da porta-voz da direita brasileira, musa do tremsalão do PSDB, Eliane Cantanhêde]

Angeli
Angeli

Avião negreiro

[Como recurso literário, foi uma boa sacada parodiar Castro Alves. Comparar médicos cubanos com escravos africanos só não tendo compromisso nenhum com a ética nem com fatos. Quantos escravos eram ou foram médicos. Mais, quantos deles tiveram a oportunidade de frequentar uma universidade. Mais ainda, gratuitamente!? E podemos continuar: se um escravo africano voltasse à África, quem o acolheria? Só alguém cevada no ódio de classe e investida de polícia política poderia cometer uma raciocinada destas.]

O desembarque dos médicos cubanos
O desembarque dos médicos cubanos

Ninguém pode ser contra um programa que leva médicos, mesmo estrangeiros, até populações que não têm médicos. Mas o meio jurídico está em polvorosa com a vinda de 4.000 cubanos em condições esquisitas e sujeitas a uma enxurrada de processos na Justiça.

[De fato. Ninguém em sã consciência poderia ser contra. Mas Eliana é… se for médico cubano. E, convenhamos, quer situação mais esquisita do que criar e pilotar um Tremsalação na ante-sala onde Eliane trabalha, passar por cima dela e ela sequer mencionar o fato?! Situação esquisita é abrir uma conta da Suíça para reunir vagões de dinheiro desviado das licitações pelo PSDB e Eliana ficar mais quieta que guri cagado? Sujeito à processos na justiça todos estamos.]

A terceirização no serviço público está na berlinda, e a vinda dos médicos cubanos é vista como terceirização estatal –e com triangulação. O governo brasileiro paga à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que repassa o dinheiro ao governo de Cuba, que distribui entre os médicos como bem lhe dá na veneta.

[Eliana é uma terceirizada da Folha. Tanto que o contrato é como Pessoa Jurídica, PJ para os íntimos. E, a bem da verdade, é uma prática comum nas empresas que faturam encima do negócio da informação. Por que só os médicos cubanos seriam terceirizados? Triangulação existe, por exemplo, quando a SIEMENS e a ALSTOM deposita numa conta suíça para que FHC possa comprar a reeleição, ou José Serra usar este dinheiro para pagar um colonista do Estadão atacar Aécio Neves escrevendo “Pó pará, governador!” Cuba não distribui “como bem dá na veneta”, pois lá o sistema é comunista. Tanto que, ao voltarem, tem garantidos todos os direitos, inclusive ao sustento dos familiares que lá ficaram, pelo governo. É desta forma, inclusive, que Cuba pode continuar investindo na “produção e exportação” de médicos.]

Os R$ 10 mil de brasileiros, portugueses e argentinos não valem para os que vierem da ilha de Fidel e Raúl Castro. Seguida a média dos médicos cubanos em outros países, eles só embolsarão de 25% a 40% a que teriam direito, ou de R$ 2.500 a R$ 4.000. O resto vai para os cofres de Havana.

[Por aí se vê que Eliane não paga imposto. Aliás, quer dizer então que os médicos brasileiros, argentinos, espanhóis e franceses embolsam os dez mil e não pagam impostos? O que confirma a tese da propensão pela sonegação desta categoria?]

Pode um médico ganhar R$ 10 mil, e um outro, só R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante? Há controvérsias legais. E há gritante injustiça moral, com o agravante de que os demais podem trazer as famílias, mas os cubanos, não. Para mantê-los sob as rédeas do regime?

[Pode um jornalista ganhar R$ 1.500,00 e outro R$ 10.000,00? Pode um médico cobrar R$ 100,00 e outro R$ 500,00 por uma consulta? Existem rédeas nos regimes comunistas e nos capitalistas. Ou o que foi que os EUA fizeram com Bradley Manning senão porem freios, algemas e solitária?! No Brasil, quem rouba, se não for do PSDB, a polícia põe rédeas e o judiciário encaminha ao presídio.]

E se dez, cem ou mil médicos cubanos pedirem asilo? O Brasil vai devolvê-los rapidinho para Havana num avião venezuelano, como fez com os dois boxeadores? Olha o escândalo!

[E se dez, cem ou mil pacientes forem salvos por médicos cubanos, a Eliane vai parabeniza-los ou lamentar e pedir para que sejam condenados a viverem no paraíso que os EUA instalaram em Guantánamo?]

O Planalto e o Ministério da Saúde alegam que os cubanos só vão prestar serviço e que Cuba mantém esse programa com dezenas de países, mas e daí? É na base de “todo mundo faz”? Trocar gente por petróleo combina com a Venezuela, não com o Brasil. Seria classificado como exploração de mão de obra.

[O que Eliane não admite é que depois de 20 anos governando São Paulo, o PSDB tenha investido mais em assinaturas da Folha, Estadão e Veja do que na formação de médicos, a ponto de agora a única alternativa de acesso a médicos seja através de médicos cubanos. Cuba investe na formação de médicos. O PSDB investe em trem fantasma. Os espanhóis, ingleses, agentes da CIA e outros parasitas internacionais que aqui trabalham não se enquadram no “todo mundo faz”? Trocar nossa privacidade por agentes da CIA investigando e quebrando o nosso sigilo de emails e telefones combina com o Brasil de Eliane, mas não combina com a Venezuela nem com Cuba.]

Tente você contratar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto e nem ao menos saber quanto a pessoa vai receber no fim do mês. No mínimo, desabaria uma denúncia de trabalho escravo nas suas costas.

[O que Eliane publicou a respeito das denúncias de trabalho escravo nas grandes fazendas do Daniel Dantas e do Itaú no interior do Pará, e a respeito do trabalho escravo na Zara? Por aí se ve a sua grande preocupação com trabalho escravo. O que ela escreveu sobre a sonegação milionária da Rede Globo? Sobre a corrupção de seus correligionários denunciados pela SIEMENS e ALSTOM?

Por que nós trabalhamos? Para trocar por moradia, alimentação, transporte e nem todos conseguimos. Quantos trabalhadores do Brasil chega no final do mês e não nada sobra. Em Cuba todos têm comida, casa, saúde, educação. Independentemente de salário. SIMPLES ASSIM!

Não sou nem nunca fui comunista. Não gostaria de viver em Cuba. O que me deixa indignado é a burrice travestida de auréola intelectual e na manada que engole tudo sem a menor deglutição.]

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O prêmio por denunciar a tortura: 30 meses de cadeia

por Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)

John Kiriakou, 48 anos, é um nome importante na história moderna dos Estados Unidos. Kiriakou, que chefiou o serviço americano de contraterrorismo no Paquistão depois do 11 de Setembro, foi a primeira voz a admitir o uso do waterboarding nos interrogatórios de suspeitos.

 John Kiriakou, um homem de verdade

E em consequência disso foi processado pelo governo americano. A sentença veio hoje: 30 meses de prisão. Numa mensagem no Twitter ele agradeceu a solidariedade. E pediu apoio a Bradley Manning, o soldado acusado de ter passado documentos secretos para o Wikileaks e que está sob  risco de receber pena de prisão perpétua.

Kiriakou se tornou assim o único agente da CIA condenado no capítulo da tortura sob o governo Bush — sem ter jamais torturado ninguém.

Waterboarding é uma forma de tortura que simula afogamento. Quando o tema veio à tona, em 2007, houve inicialmente, nos Estados Unidos, um debate sobre se era ou não tortura. Depois que o falecido colunista Christopher Hitchens se submeteu a uma sessão a pedido do editor da revista para a qual ele trabalhava, a discussão acabou. Hitchens suportou alguns segundos, e saiu massacrado da experiência.

O ESPIÃO RELUNTANTE

A vida de Kiriakou na CIA está relatada em seu controvertido livro de memórias, “O Espião Relutante”, lançado nos Estados Unidos em 2010. No livro, ele conta histórias como a de um afogamento simulado, no Paquistão, de um líder do Al-Qaeda. No dia seguinte a uma sessão de tortura aquática, o extremista disse que Alá apareceu em seu sonho e o aconselhou a colaborar com os inquisidores. (Depois se soube que foram mais de 80 sessões, e que as informações dadas eram mentirosas.)

Kiriakou se casou com uma colega da CIA, com quem tem cinco filhos. Sua mulher acabou sendo demitida depois que ele expôs o waterboarding e se tornou uma figura pública. Kiriakou deixou a CIA em 2004, depois de acumular dez prêmios por “desempenho excepcional”. Posteriormente ele teve trabalhos diversos, como o de consultor em terrorismo para uma rede de televisão, e hoje é sócio de uma empresa que calcula o risco político para investidores.

Vai-se formando um consenso segundo o qual o presidente Barack Obama vem perseguindo, como nenhum de seus antecessores, os chamados whistleblowers – as pessoas ou entidades que fiscalizam o governo, fundamentais no funcionamento de uma democracia.

Basicamente, Obama adotou a estratégia de classificar um número excepcional de documentos como confidenciais. Caso vazem, a caça a quem os trouxe à luz é intensa.

Kiriakou é um personagem a mais neste capítulo nada inspirador da administração de Barack Obama, o homem que prometeu mudar e fez mais do mesmo.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

 

Bradley Manning, persona del Año de “The Guardian”. Ricardo Antunes persona non grata da imprensa vendida de Pernambuco

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por Silvia Arana

Bradley Manning fue elegido como la persona del año 2012 por los lectores del diario británico The Guardian . Cada fin de año los editores y periodistas del periódico nominan personas de accionar relevante en el mundo. En adición a los candidatos propuestos por los empleados del diario, los lectores pueden proponer sus propios candidatos. Manning fue nominado por un lector. Y fue el ganador con un resonante 70% de los votos. La siguiente persona con más votos, Malaia Yousafzai, una adolescente pakistaní que fue baleada por los talibanes por su lucha en pos de los derechos de la mujer a recibir una educación, obtuvo el 20% de los votos.

La nota de nominación de Manning dice: “Bradley Manning, quien después de revelar verdades que debían ser reveladas, ha sobrevivido otro año de castigos crueles previos al juicio por parte de las fuerzas armadas de EE.UU., un tratamiento diseñado para quebrarlo psicológicamente…”. El soldado estadounidense que filtró a WikiLeaks cientos de documentos secretos, como el video “Asesinato colateral”, en el que se ve a soldados de EE.UU. disparando contra civiles en Bagdad en el 2007, y matando a doce de ellos. Otros de los documentos filtrados fueron cientos de miles de cables entre el Pentágono y funcionarios diplomáticos de EE.UU. alrededor del mundo, exponiendo la política intervencionista de EE.UU. al fomentar guerras y campañas desestabilizadoras contra gobiernos democráticamente elegidos al igual que su apoyo militar y de inteligencia a regímenes violentos. Manning fue denunciado por un hacker informante de la CIA y detenido en una base militar cercana a Bagdad el 29 de mayo de 2010. Permaneció dos meses en una celda de metal, bajo una tienda de campaña. Después fue trasladado a la base militar de Quantico, Virginia, en una celda de seis por ocho pies. En la audiencia preliminar de consejo de guerra, Manning hizo su primera declaración desde su arresto: “Pensé que iba a morirme encerrado en una jaula”.

La claridad y elocuencia de su declaración desmintieron las versiones difundidas por los medios de que el soldado de veintitrés años estaba mental y emocionalmente destruido.

A las denuncias del tratamiento inhumano recibido por Manning realizadas por el mismo y por sus abogados, se suma la condena del Relator Especial sobre Tortura de Naciones Unidas, Juan Méndez. El informe de Méndez dice: “Bajo ninguna circunstancia, el uso de detención en solitario debe prolongarse más de 15 días y durante no más de 22 horas diarias”. Manning estuvo detenido en aislamiento durante casi un año, 23 horas al día en la prisión militar de Quantico, Virginia. El reporte final del Relator Especial, publicado en marzo de 2012, contiene una denuncia formal contra el gobierno de EE.UU. por el trato cruel, inhumano y degradante del soldado Bradley Manning. “La imposición de condiciones seriamente punitivas de detención en alguien que no ha sido hallado culpable de un crimen es una violación al derecho a la integridad física y psicológica al igual que a la presunción de inocencia”, afirma Méndez. La detención en solitario finalizó el 20 de abril de 2011 cuando Manning fue trasladado a Fort Leavenworth, Kansas.

[O jornalista Ricardo Antunes foi vítima de stalking policial. Encontra-se preso, e pena os mesmos tipos de tortura sofridos por Manning, por ter insinuado publicar uma notícia de um milhão de dólares, conforme avaliação da polícia do governador Eduardo Campos.

A última informação que se tem de Ricardo é um press release de 5 de outubro último, dia da prisão, veiculado pela grande rede de notícias do marqueteiro Antônio Lavareda, em parceria com o serviço de informação estratégica da polícia e agências de publicidade que promovem a campanha presidencial do governador de Pernambuco.

Sobre a prisão de Ricardo correm os mais diferentes rumores. Compete ao serviço de imprensa do Palácio das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, desmenti-los.

De Manning, a imprensa internacional publica tudo.
De Ricardo, incomunicável, amordaçado em um desconhecido presídio de segurança máxima, não se sabe nada. A censura nacional começa pela imprensa de Pernambuco, vendida e submissa].

Quem investigará se Ricardo Antunes sofre tortura?

No próximo dia 5 de dezembro,  Ricardo Antunes completará dois meses de prisão secreta em algum presídio do governo de Pernambuco. Correm diferentes boatos de tortura. As provas que a polícia tem apenas confirmam que Ricardo vinha realizando um jornalismo de oposição aos governos de Pernambuco e  prefeitura do Recife, poderes aliados e vitoriosos nas últimas eleições municipais. E como fechar um inquérito que visa trancafiar e amordaçar Ricardo Antunes até as eleições presidenciais de outubro de 2014, devendo o governador – conforme anunciou – renunciar o cargo em março?

Ricardo foi transformado no Assange do governador Eduardo Campos – o Assange  exilado no pequeno e pobre escritório da embaixada do Equador em Londres.

A Reuters (que faz propaganda para o Reino Unido)  chama Assange de “dedo duro”:

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange [que completa hoje 163 dias de confinamento na embaixada do Equador em Londres] minimizou as preocupações com sua saúde, dizendo que gosta de estar no meio de uma tempestade jurídica e diplomática.

Assange, de 41 anos, cujo site irritou os EUA ao divulgar milhares de documentos diplomáticos secretos, refugiou-se na embaixada para evitar ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais [o estupro de duas prostitutas em uma suruba].

O Equador lhe concedeu asilo, mas ele pode ser preso se deixar o local, que tem imunidade perante as autoridades britânicas. Nesta semana, as autoridades equatorianas disseram que o ex-hacker sofre de uma doença pulmonar crônica, em decorrência do prolongado confinamento.

Vestindo terno escuro e uma camisa branca com abotoaduras prateadas no formato das letras W e L, Assange não aparentava ter problemas de saúde. [Não aparentava… coisa de olho clínico].

“O confinamento, as circunstâncias são obviamente difíceis”, foi tudo o que Assange disse ao ser questionado pela Reuters sobre sua saúde.

“Eu prefiro desfrutar do fato de ser tratado por toda essa tempestade. Só se vive uma vez, então é importante que façamos algo significativo com o nosso tempo”, disse ele. Confira aqui  

Considerado parceiro de Assange, Manning vem sofrendo torturas. Não sei se Pernambuco continua matriculando alunos para a Escola das América. 31 brasileiros estudaram nesse centro de formação de ditadores e golpistas no ano passado.

Pelos relatos, Ricardo passa pela mesma via crucis. Mas parece que a justiça decidiu criar coragem. Informa a agência EFE d’Espanha:

La jueza que lleva el caso de Bradley Manning, acusado de filtrar miles de documentos a WikiLeaks, escuchará hoy el testimonio de algunos de los responsables de la prisión de Quantico (Virginia) donde está recluido tras su detención en 2010.

La coronel Denise Lind llamará a testificar a dos de los responsables de la prisión y a miembros del equipo médico que supervisó el estado de salud de Manning, adelantaron fuentes jurídicas militares.

La nueva serie de audiencias que comienzan hoy en la base militar de Fort Meade (Maryland) y que se extenderán hasta el domingo, ha generado gran expectación ya que está previsto que por primera vez testifique el soldado, aunque no en esta primera sesión.

Manning fue detenido en mayo de 2010 en Irak, donde trabajaba como analista de inteligencia, y fue trasladado a la prisión de Quantico (Virginia), donde estuvo sometido a un régimen de vigilancia especial, que su abogado civil David Coombs ha calificado como “punitivo”.

Coombs denuncia que su cliente fue ubicado en una celda de un metro por dos metros, vigilado constantemente por un guardia, y que se le obligaba a levantarse a las cinco de la mañana y a permanecer despierto hasta las diez de la noche.

Según el abogado, no se le permitía tumbarse, ni apoyarse contra la pared y tenía que permanecer erguido en todo momento. Cuando salía de la celda era esposado de pies y manos y acompañado por dos guardas.

Además, del 29 de julio de 2010 al 10 de diciembre de ese mismo año sólo se le permitió salir al aire libre 20 minutos al día y tenía entre 3 y 5 minutos para tomar una ducha, que eran los dos únicos momentos del día en los que salía de la celda.

El abogado denuncia además que los guardas tenían que verificar constantemente que Manning se encontraba bien y si por la noche se cubría y no podían verle le despertaban, además, no se apagaban todas las luces.

Para que no se autolesionara sólo se le permitía comer con una cuchara y se le servían todas las comidas solo en su celda para evitar el contacto con otros reclusos, con los que además se le prohibió hablar.

Manning, de 24 años, está acusado de transferir miles de documentos clasificados a la red WikiLeaks

O Assange do governador Eduardo Campos

Apesar de perseguido pelas polícias dos Estados Unidos, Suécia e Reino Unido, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não está proibido de escrever. Recentemente falou em uma conferência da ONU e recebeu visita de Lady Gaga.

Em 30 de novembro, foi acusado de estupro e abuso sexual na Suécia e a Interpol o colocou em sua lista de procurados.

Assange buscou exílio na Embaixada do Equador em Londres, porque teme ser extraditado para os Estados Unidos e processado por espionagemfraude e abuso de computadores. A Suécia tem um amplo acordo de extradição com os EUA.

Anteriormente, o fundador do WikiLeaks já havia admitido a possibilidade de vir a ser assassinado numa prisão norte-americana, na hipótese de ser extraditado para os Estados Unidos. O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, disse, em entrevista à BBC, que seu governo pediu à Suécia “que garantisse que Assange não seria extraditado para os Estados Unidos”. Segundo ele, “há declarações de autoridades dos EUA (…) que mostram que ele (Assange) deve ser considerado como um inimigo não armado, como um objeto a destruir. É evidente em uma grande lista de casos concretos que o objetivo é levar Assange e condená-lo. “No caso de extradição para os EUA, Assange enfrentará pelo menos a prisão perpétua, dizem especialistas, lembrando a história do suposto informante do WikiLeaks, o soldado Bradley Manning. Manning, que está preso na base naval de Quantico, é mantido nu, em isolamento, impedido de dormir, sob iluminação direta e vigilância de câmeras 24 horas por dia. Trata-se do que a CIA chama de “tortura sem contato” (no-touch torture). Leia mais in Wikipedia.

Preso na antevéspera das eleiçoes, pela polícia do governador Eduardo Campos, o jornalista Ricardo Antunes é acusado de extorquir o bacharel em Jornalismo Antônio Lavareda, para retirar do blogue Leitura Crítica ou para não publicar uma notícia que vale um milhão de dólares (dois milhões de reais).

Qual a cotação de mercado do Leitura Crítica? Sem querer desmerecer, acredito que nenhum empresário da comunicação pagaria um por cento de um milhão de dólares.

Nenhum pobre jornalista defende Ricardo Antunes. Os grandes tomaram partido.

Claudio Humberto: “Tentativa de extorsão contra o sociólogo e consultor político Antonio Lavareda”.

Ricardo Noblat: “Tentava extorquir dinheiro do sociólogo, cientista político e empresário Antônio Lavareda”.

Cardinot:

Filme 2

Filme 3

Filme 4

Além de um milhão de dólares, Cardinot repete a denúncia de “pedidos estranhos” a um desconhecido secretário, a um escondido senador e blindados advogados de porta de palácio.

Quais “Pedidos estranhos”:

– Sexo?

– Uma viagem para Ilha de Fernando de Noronha?

– Um velocípede?

– Um caixão de defunto?

– Um cartão corporativo?

– Convites para os camarotes do governador e do prefeito do Recife no Galo da Madrugada?

Leitor amigo, que “pedidos estranhos” você imagina?

Antônio Lavareda, ex-funcionário do Ibope-Recife, por Ricardo Antunes: “Milionário em apenas 15 anos, Antônio Lavareda construiu uma história de sucesso no meio político e empresarial. É proprietário de um banco, três agências de propaganda, uma empresa de pesquisa de opinião pública e duas empresas de construção civil e do setor imobiliário”.

Noam Chomsky: “Cualquier país decente debe conceder asilo a Julian Assange”

En una entrevista para El Telégrafo, el filósofo asegura que si el fundador de WikiLeaks es extraditado a EE.UU. será tratado como Bradley Manning, el soldado acusado de filtrar documentos secretos.

Noam Chomsky, filósofo norteamericano.
Noam Chomsky, filósofo norteamericano

Personalidades de alrededor del mundo se han pronunciado a favor del fundador de WikiLeaks, Julian Assange.

Noam Chomsky  envió una carta al presidente Rafael Correa en la que exponía su temor de que Assange sea extraditado a Estados Unidos si llegase a Suecia, donde afronta una indagación por delitos sexuales.

Una semana antes de conocerse la decisión ecuatoriana sobre el asilo. Chomsky dijo en una entrevista para El Telégrafo que Assange tiene razón en temer la extradición a Suecia. Allá seguramente será privado de su libertad – y si los Estados Unidos le piden la extradición, los suecos “lo subirán en el próximo vuelo”.

“Si Suecia quiere interrogar a Assange, pueden interrogarle en Londres”, reclama Chomsky. Él afirma que no necesitan tener Assange presente en Suecia para realizar una audiencia.

El catedrático no opina sobre las acusaciones contra Assange – porque “todos los cargos son dignos de ser investigados” – pero no de una manera que signifique  su extradición a Estados Unidos. “Todo el mundo en su sano juicio sabe que es un escalón en el camino a los Estados Unidos”, reconoce Chomsky.

Además establece un paralelismo con Bradley Manning (el soldado norteamericano acusado de ayudar a WikiLeaks en la filtración de documentos) y asegura que lo que sucedió con el joven es una clara indicación de cómo será tratado Assange si llega a Estados Unidos.

Manning está preso en una cárcel militar desde hace un año y medio. Durante la mayor parte de ese tiempo ha estado sometido a un confinamiento solitario sin un juicio.

“No hay duda de que el propósito de todo esto es para que él (Manning) diga algo sobre Assange, que también será tratado de la misma manera si llega a los Estados Unidos”, comenta Chomsky. Está convencido de que no es posible que Assange tenga un juicio justo en Estados Unidos, ya que el presidente (Barack Obama) ha pronunciado su culpabilidad. “Por lo tanto, cualquier país decente debe conceder asilo político a Julian Assange”, aclara Noam Chomsky.

Ecuador otorgó esa condición a Assange el pasado viernes, un día después de que Londres amenazara con asaltar la legación diplomática para capturar al australiano.

La cuestión ahora es cómo va a salir de la Embajada. No hay manera de sacarlo de esa instalación, que es en realidad un pequeño apartamento, sin que pise suelo inglés. La Policía británica custodia la entrada a toda ahora. Por eso el viaje de Assange hacia Quito parece complicado.

Frente a esta situación Chomsky recuerda cómo EE.UU. “secuestró” a Manuel Noriega, presidente de Panamá, cuando el mandatario impulsó una línea política independiente. EE.UU. invadió el país centroamericano y Noriega se refugió en la Embajada del Vaticano.

Ante eso, el Ejército norteamericano “bombardeó” la Embajada con música de rock pesado, de manera ininterrumpida, durante tres días. Eso obligó a Noriega a salir, fue arrestado y trasladado a Florida para ser juzgado  por crímenes cometidos, en su mayoría, cuando él trabajaba con la CIA.

“Es útil recordar los métodos que usan los estados delincuentes fuera de la ley, con total impunidad y, probablemente, lo hará en términos de su enemigo Assange”, recalca.

Cuando se le pregunta a Chomsky qué opina sobre el sistema jurídico sueco responde rápidamente “que no se puede confiar en él – y que no es tan sorprendente” puesto que la historia de ese país muestra que no son independientes del poder.

Chomsky pone como ejemplo el hecho de que Suecia colaboró con los nazis durante la Segunda Guerra Mundial – y ahora está trabajando con los estadounidenses en la guerra de Afganistán. “Assange debería tener una medalla de honor. Lleva a cabo sus responsabilidades como ciudadano en una sociedad democrática – y la gente debe saber lo que sus representantes están haciendo”, destaca.