Como sempre acontece: a justiça e a polícia contra o povo

Protesto contra reintegração de posse prejudica o trânsito em São Paulo

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O povo não ganha uma. No Brasil não existe justiça social.

No Brasil não existe polícia social.

É o país dos favelados. Na cidade de São Paulo existem mais de duas mil favelas.

É o país dos despejos judiciais. Dos deslocamentos involuntários dos sem teto, dos sem nada, que são retirados, na marra, no prende e arrebenta, de suas improvisadas moradias, degradantes barracos, para outros locais de risco e abandono e marginalidade, desagregando famílias e jogando crianças na rua para o alistamento do tráfico – as crianças soldados – e para a escravidão sexual, que o Brasil possui cerca de 500 mil crianças prostitutas.

criança soldado

Criança soldado, por  Midas (Berlage Lyceum)
Criança soldado, por Midas (Berlage Lyceum)
Prostituição infantil. Turismo sexual, por Elihu Duayer
Prostituição infantil. Turismo sexual, por Elihu Duayer

Escreve Fernanda Cruz/ Agência Brasil :
Moradores de uma área ocupada próxima ao encontro entre as marginais Tietê e Pinheiros, na capital paulista, protestam contra uma reintegração de posse e prejudicam o trânsito na região. No início da manhã, a Polícia Militar usou bombas e balas da borracha para conter os manifestantes.

De acordo com a PM, a reintegração de posse foi solicitada pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), proprietária do terreno às margens do rio Tietê. No local, viviam cerca de 70 pessoas em moradias de madeira e lona. A decisão partiu do juiz Renato Guanaes Simões Thomsen, da 4ª Vara Cível do Foro Regional IV Lapa.

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Sangria dos cofres públicos. Governadores armam polícia contra o povo

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Os governadores quando compram bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, balas de borracha, balas de festim, armas e veículos blindados anti-motim, anti-bombas, anti-fogo e anti-mina etc não pretendem combater o crime organizado ou desorganizado, e sim dispersar passeatas estudantis, de movimentos sociais e grevistas, marchas de protesto e despejos judiciais que, na maioria das vezes, favorecem grileiros urbanos tipo Naji Nahas e outros bandidos.

Para dois exemplos, os governadores tucanos Beto Richa, do Paraná, e Geraldo Alckmin, de São Paulo, possuem uma história de violência policial, de ações sangrentas que superam as maldades de muitos ditadores.

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Em vídeo publicado no Blog da Cidadania, professores do Paraná criticam a repressão do governador Beto Richa (PSDB) e calculam o custo do massacre que deixou mais de 200 feridos em Curitiba na semana passada; a conclusão é de que o material usado para repressão, que cabe entre as mãos em concha de uma pessoa, pagaria meio mês de salário para um professor. Veja vídeo

GÁS LACRIMOGÉNEO. A polícia pulveriza com gás pimenta, um composto químico que provoca cegueira temporária, pontadas e dor nas suas vítimas. No caso de pessoas alérgicas, poderá provocar graves complicações.

A polícia dispõe de latas e mochilas de spray, bem como pistolas que disparam balas com este composto químico.

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gás explosivo

BALAS DE BORRACHA. Mais perigosas, as pistolas e espingardas de balas de borracha podem cegar. Não existem estatísticas, no Brasil, para o terrorismo policial.

Só em Espanha, as balas de borracha conseguiram deixar 23 pessoas sem a visão de um dos olhos. Na Suíça, há décadas que as balas de borracha são utilizadas: uma associação de médicos independentes, a Vereinigung Unabhängiger Ärztinnen (VUA), alertava em 2003 para o seu perigo de morte, em especial nos casos em que o pescoço da vítima é atingido. Porém, a polícia persiste no seu emprego.

Bala de borracha

CANHÕES DE ÁGUA. Este tipo de canhões provocam ferimentos graves. Na Alemanha, cegou um manifestante.

PISTOLAS TASER. Também considerada não letal, pode matar. Curiosamente, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou no dia 13 de março de 2013 o Projeto de Lei 2801/11, do deputado Luiz Argôlo (PP-BA), que autoriza o uso de armas de incapacitação neuromuscular (chamadas de Taser) pelo cidadão comum para fins de defesa pessoal.

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O projeto altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Pelo texto, o registro concedido para armas de incapacitação neuromuscular autoriza seu porte. Para conseguir o registro, o cidadão deverá ter idade mínima de 18 anos e comprovar que tem residência fixa, além de apresentar nota fiscal de compra ou comprovação da origem lícita da posse. Ele não precisará comprovar capacidade técnica nem aptidão psicológica — requisitos exigidos para que seja concedido o registro de arma de fogo.

DRONES. Um dos últimos brinquedos militares para a vigilância policial de manifestações são os veículos aéreos não tripulados, os drones, pequenos aviões sem piloto.

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Dia do silêncio

A sociedade convive com a agitação cotidiana. O barulho das bombas de efeito imoral da polícia militar, dos panelaços nas varandas, das buzinas, dos motores, os carros de som, os alto-falantes das lojas, a tv ligada alta para anunciar os feitos dos tucanos e dos togados Joaquim e Moro têm aumentado o estresse e causado problemas de saúde. Então que tal desligar o som do seu mp3 player, notebook ou do tablet? Deixe o seu celular no modo silencioso, a sua TV no stand by e procure se afastar de todo o tipo de barulho que vem do lado de fora. Para quem gosta de falar muito e com frequência, ficar em silêncio por alguns minutos é um bom teste para repousar a mente. Saiba mais sobre a Lei do Silêncio: http://bit.ly/KVDzc9.

 

ontem foi dia do silêncio

“Nunca esqueça quem é Beto Richa”. Vídeo mostra detalhes do massacre tucano dos professores em Curitiba

No meio das bombas e balas, cinegrafista registrou em detalhes o desespero e a indignação de professores e servidores públicos de Curitiba atacados pela polícia do governador Beto Richa (PSDB), no dia 29 de abril.

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A produtora independente Cine Monstro registrou o massacre.

Em um vídeo de 9 minutos, parte da crueldade e covardia de uma polícia, que jogou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito imoral, e que atirou com balas de borracha e de festim contra indefessos grupos de idosos, mulheres, vendedores ambulantes, professores e funcionários públicos.

Em diversos momentos as imagens registram os manifestantes implorando para que a polícia parasse os atos de violência, ou expressando natural indignação diante do terrorismo estatal.

As imagens são fortes. Confira o vídeo abaixo:

Tiros, explosões e feridos em Curitiba; veja o vídeo

Por volta das 15h horas desta quarta-feira, policiais militares e manifestantes entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa. Imagens mostram que os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os manifestantes. Vídeo aqui

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Educação no Paraná: entre a gestão e o Choque

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por Christiano Ferreira

O atual governador do Estado elegeu-se baseado num discurso que previa um “choque de gestão” na máquina pública paranaense, a qual seria administrada por ele e seu secretariado como se fosse uma empresa privada. A frase “fechar as torneirinhas do desperdício”, acompanhada de gesticulação cuidadosamente ensaiada, foi uma constante na primeira campanha eleitoral e o resultado todos sabemos: dois mandatos conquistados sem muito esforço.

Uma ideia óbvia e muito cara a qualquer um que trabalhe com gestão é a da medição de resultados. O pressuposto básico é o seguinte: se não há uma medida clara para avaliar o sucesso ou o insucesso de determinada iniciativa ou política, não há como saber se os recursos, sempre escassos, estão sendo bem aplicados. Essa ideia, hoje disseminada nos setores público e privado, dão uma base sólida na avaliação de governos, programas e projetos.

Essas noções aliaram-se a outra, bastante forte e perigosa, que é a da deslegitimação da política. Embrenhado no discurso da gestão eficaz, há o pressuposto de que o setor público deve ser “técnico” e não “político”, ainda que as fronteiras entre um conceito e outro jamais sejam explicitadas formalmente pelos representantes eleitos. Uma gestão “técnica” da educação, dessa forma, deveria ser pautada na busca da eficiência e eficácia, na boa alocação dos recursos e na indicação de pessoas capacitadas para postos-chave. Os resultados do choque de gestão no Paraná são reconhecidos até pelos pobres pitbulls que, em algum momento do ano passado, ficaram sem ração nos canis da PM. Mas deixemos isso de lado e façamos uma análise “técnica” da gestão Beto Richa na educação.

Tudo aquilo que o governo estadual compromete-se a realizar fica registrado no PPA – Plano Plurianual. Lá estão explicitados os indicadores de desempenho para cada um dos programas que deveriam causar algum efeito na educação paranaense. São eles: Inova Educação, Educação para Todos e Excelência no Ensino Superior. Para cada um, há medidas e metas, as quais seriam alcançadas por meio da gestão modernizadora, técnica e apolítica do atual mandatário estadual.

Um dos programas, o Inova Educação, tem como objetivos a melhoria da qualidade da educação básica e a valorização do magistério. Neste programa estão elencados seis indicadores: Taxa de Aprovação, média de resultados na Prova Brasil e nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), cada qual desdobrado para o Ensino Médio e os anos finais do Ensino Fundamental. Os resultados são lamentáveis, a despeito dos aumentos de receita, do vasto apoio parlamentar e da conivência surda da intelligentsia local.

A taxa de aprovação aferida em 2010 e usada como base foi de 79,4% para o ensino médio e 82,4% nos anos finais, com a meta de chegar a 2015 com índices de 87% e 90%, respectivamente. Na apuração desses índices em 2014, o primeiro estava em 78,6% e o segundo em 83,2%, ou seja, menores ou praticamente estagnados em relação a 2010. Nos resultados da Prova Brasil constata-se que, a exemplo dos rabos da Cavalaria, o crescimento foi para baixo, pois no ensino médio estávamos com 4,76 de média e no fundamental com 4,95, e em 2014 regredimos para 4,19 e 4,88. Por fim, o Ideb do Ensino Médio era de 3,9 e ano passado estava em 3,4, enquanto que o Fundamental ficou nos mesmos 4,1 pontos de quatro anos atrás.

Antes que as assessorias de imprensa oficiais ou os blogueiros oficiosos apontem dedos de black blocs nesses números, é bom frisar: isto está em documentos produzidos e disponibilizados pelo próprio governo do Estado, no site da Secretaria de Planejamento.

Ou seja: a gestão modernizadora e limpinha, que prometeu fechar as torneiras do desperdício e trazer o melhor dos mundos para a educação paranaense, conseguiu o prodígio de piorar o que já era ruim. A percepção generalizada entre alunos, professores e diretores sobre a degradação do ambiente escolar e a falta de condições mínimas para o fornecimento de ensino de qualidade é comprovada com números contestáveis apenas por um laborioso exercício de fantasia e imaginação – o que não é raro por estas plagas, frise-se.

Talvez o indicador que o atual governo deixará gravado nas páginas da história seja outro: 28,5. Essa é a proporção de professores feridos (200) para cada detido (7) no massacre perpetrado pela Polícia Militar em frente à Assembleia Legislativa nos episódios de 29 de abril. Nas páginas futuras da história do Paraná, os números da gestão modernizante serão uma nota de rodapé quando comparados ao circo de horrores que se presencia na educação estadual.

AliceRuiz

Violência em Curitiba é assunto de jornais internacionais

Racionamento em São Paulo. Alckmin vai proibir canhões de água contra o povo

Continua proibido pelo governador Geraldo Alckmin o termo racionamento. Mas ele já decidiu proibir o uso de canhões de água contra o povo nos protestos de rua.

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Continuam liberadas as bombas de efeito moral, de gás lacrimogêneo, as balas de borracha, cacetes, armas de choque, cavalaria e cachorrada.

São Paulo não pode parar… os ladrões!

br_diario_comercio. A polícia de sampa

Atualmente, em efetivo, a Polícia Militar de São Paulo é a maior polícia do Brasil, e a terceira maior instituição militar da América Latina, contando com cem mil soldados estaduais.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo dispõe de 40 mil e 663 integrantes.

Além de ter os serviços de diferentes empresas privadas de segurança, contratadas a peso de ouro, o governador Geraldo Alckmin comanda mais de 140 mil soldados e policiais, e a criminalidade só faz crescer, crescer.

Zop
Zop

São tropas treinadas para reprimir o povo, e que possuem as mais modernas armas. O povo, nas passeata e greves, conhece o poder de fogo da polícia de Alckmin.

Tem bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borrachas, balas de chumbo, canhões d’água, choque elétrico, cacetadas, mordidas de cachorro e patadas de cavalo.

Para pegar ladrão, falta gente e jeito, apesar de ser uma das mais violentas polícias que se conhece.

 Newton Silva
Newton Silva