Fim de uma era, uma nova civilização ou o fim do mundo?

Existirá-uma-terceira-guerra-mundial1

por Leonardo Boff

Há vozes de personalidades de grande respeito que advertem que estamos já dentro de uma Terceira Guerra Mundial. A mais autorizada é a do Papa Francisco. No dia 13 de setembro deste ano, ao visitar um cemitério de soldados italianos mortos em Radipuglia perto da Eslovênia disse:”a Terceira Guerra Mundial pode ter começado, lutada aos poucos com crimes, massacres e destruições”. O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em 19/12/2014 com 93 anos adverte acerca de uma possível Terceira Guerra Mundial, por causa da Ucrânia. Culpa a arrogância e os militares burocratas da União Européia, submetidos às políticas belicosas dos USA. George W. Bush chamou a guerra ao terror, depois dos atentados contra as Torres Gêmea, de “World War III”. Eliot Cohen, conhecido diretor de Estudos Estragégicos da Johns Hopkins University, confirma Bush bem como Michael Leeden, historiador, filósofo neoconservador e antigo consultor do Conselho de Segurança dos USA que prefere falar na Quarta Guerra Mundial, entendendo a Guerra-Fria com suas guerras regionais como já a Terceira Guerra Mundial. Recentemente (22/12/2014) conhecido sociólogo e analista da situação do mundo Boaventura de Souza Santos escreveu um documentado artigo sobre a Terceira Guerra Mundial (Boletim Carta Maior de 22/12/2014). E outras vozes autorizadas se fazem ouvir aqui e acolá.

A mim me convence mais a análise, diria profética, pois está se realizando como previu, de Jacques Attali em seu conhecido livro Uma breve história do futuro (Novo Século, SP 2008). Foi assessor de François Mitterand e atualmente preside a Comissão dos “freios ao crescimento”. Trabalha com uma equipe multidisciplinar de grande qualidade. Ele prevê três cenários: (1) o superimpério composto pelos USA e seus aliados. Sua força reside em poder destruir toda a humanidade. Mas está em decadência devido à crise sistêmica da ordem capitalista. Rege-se pela ideologia do Pentágo do”full spectrum dominance”(dominação do espectro total) em todo os campos, militar, ideológico, político, econômico e cultural. Mas foi ultrapassado economicamente pela China e tem dificuldades de submeter todos à lógica imperial. (2) O superconflito: com a decadência lenta do império, dá-se uma balcanização do mundo, como se constata atualmente com conflitos regionais no norte da Africa, no Oriente Médio, na Africa e na Ucrânia. Esses conflitos podem conhecer um crescendo com a utilização de armas de destruição em massa (vide Síria, Iraque), depois de pequenas armas nucleares (existem hoje milhares no formato de uma mala de executivo) que destroem pouco mas deixam regiões inteiras por muitos anos inabitáveis devido à alta radioatividade. Pode-se chegar a um ponto com a utilização generalizada de armas nucleares, químicas e biológica em que a humanidade se dá conta de que pode se auto-destruir. E então surge (3) o cenário final: a superdemocracia. Para não se destruir a si mesma e grande parte da biosfera, a humanidade elabora um contrato social mundial, com instâncias plurais de governabilidade planetária. Com os bens e serviços naturais escassos devemos garantir a sobrevivência da espécie humana e de toda a comunidade de vida que também é criada e mantida pela Terra-Gaia.

Se essa fase não surgir, poderá ocorrer o fim da espécie humana e grande parte da biosfera. Por culpa de nosso paradigma civilizatório racionalista. Expressou-o bem o economista e humanista Luiz Gonzaga Belluzzo, recentemente: “O sonho ocidental de construir o hábitat humano somente à base da razão, repudiando a tradição e rejeitando toda a transcendência, chegou a um impasse. A razão ocidental não consegue realizar concomitantemente os valores dos direitos humanos universais, as ambições do progresso da técnica e as promessas do bem-estar para todos e para cada um”(Carta Capital 21/12/2014). Em sua irracionalidade, este tipo de razão, construi os meios de dar-se um fim a si mesma.

O processo de evolução deverá possivelmente esperar alguns milhares ou milhões de anos até que surja um ser suficientemente complexo, capaz de suportar o espírito que, primeiro, está no universo e somente depois em nós.

Mas pode também irromper uma nova era que conjuga a razão sensível (do amor e do cuidado) com a razão instrumental-analítica (a tecnociência). Emergirá, enfim, o que Teilhard de Chardin chamava ainda em 1933 na China a noosfera: as mentes e os corações unidos na solidariedade, no amor e no cuidado com a Casa Comum, a Terra. Escreveu Attali:”quero acreditar, enfim, que o horror do futuro predito acima, contribuirá para torná-lo impossível; então se desenhará a promessa de uma Terra hospitaleira para todos os viajantes da vida (op.cit. p. 219).

E no final nos deixa a nós brasileiros esse desafio:”Se há um país que se assemelha ao que poderia tornar-se o mundo, no bem e no mal, esse país é o Brasil”(p. 231).

Pavel Constantin
Pavel Constantin

“El mundo está cerca de una guerra nuclear”

Declaraciones del intelectual estadounidense Noam Chomsky

 

Tomas
Tomas

 

El estallido de una guerra nuclear, aunque sea de forma inintencionada, es posible debido a las peligrosas interacciones entre los países, afirmó Noam Chomsky a RT.

“El mundo ha estado desgraciadamente a punto de sufrir una guerra nuclear en el pasado y esto podría suceder de nuevo al haber caído Rusia y Occidente en lo que parece ser otra Guerra Fría”, afirmó el lingüista, filósofo y activista estadounidense Noam Chomsky en el programa ‘Sophie&Co’ de RT.

“Una vez que la OTAN ha expandido sus fronteras para llegar hasta Rusia, su misión ha cambiado mucho desde su fundación”, dijo Chomsky, añadiendo que “ahora su objetivo es alcanzar el control global de los sistemas de energía, en lugar de velar por el mantenimiento del equilibrio militar intergubernamental”.

“El peor de los escenarios, por supuesto, sería una guerra nuclear, que sería terrible. Los estados que la iniciaran serían eliminados por sus consecuencias. Ese sería el peor caso. Ha llegado a estar alarmantemente cerca en varias ocasiones en el pasado. Y podría ocurrir nuevamente, pero no por ser planeada, sino por las peligrosas interacciones que se llevan a cabo”, dijo Chomsky a la presentadora Sophie Shevardnadze.

Asimismo, Chomsky afirma que la situación general de inestabilidad se ha visto empeorada por la implicación de Estados Unidos en los asuntos de Oriente Medio catalizando así los conflictos regionales,con acciones como las llevadas a cabo en Irak que el filósofo compara con “un golpe de un mazo”.

 

Iván Lira
Iván Lira

“Um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal”

Um apelo vindo da Rússia: o que Putin tem a dizer aos EUA sobre a Síria

 

Kike Estrada
Kike Estrada


 
Por Vladimir V. Putin

Fatos recentes envolvendo a Síria me levam a falar diretamente com o povo dos Estados Unidos e com seus líderes políticos. É importante fazer isso numa época de comunicação insuficiente entre nossas sociedades.

As relações entre nós têm passado por diferentes estágios. Estivemos uns contra os outros durante a guerra fria. Mas já fomos aliados, e juntos vencemos os nazistas. Naquela época foi criada uma organização internacional universal – as Nações Unidas – para impedir que outra devastação como aquela voltasse a ocorrer.

Os fundadores das Nações Unidas entenderam que as decisões concernentes à guerra e à paz devem ser tomadas apenas por consenso, e foi com o consentimento dos Estados Unidos que o veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança foi incluído na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria dessa decisão deu sustentação à estabilidade das relações internacionais durante décadas.

Ninguém deseja que a ONU tenha o mesmo destino da Liga das Nações, que desmoronou porque lhe faltou poder real. Isso é possível se países influentes, desviando-se das [regras das] Nações Unidas, realizarem ações militares sem autorização do Conselho de Segurança.
O ataque potencial dos Estados Unidos contra a Síria, a despeito da oposição de muitos países e dos maiores líderes políticos e religiosos, incluindo o papa, resultará em mais vítimas inocentes e numa escalada que espalhará potencialmente o conflito muito além das fronteiras da Síria. Um ataque intensificará a violência e desencadeará uma nova onda de terrorismo. Isso pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito israelo-palestino, além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África. Pode desequilibrar todo o sistema da lei e da ordem internacional.
A Síria não está testemunhando uma batalha por democracia, mas um conflito armado entre o governo e a oposição dentro de uma nação multirreligiosa. Há poucos campeões da democracia na Síria. Mas há combatentes da Al-Qaeda e extremistas de todas as cores mais do que suficientes lutando contra o governo. O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou a Frente Al-Nusra, o Estado Islâmico do Iraque e o Levante, que lutam ao lado da oposição [da Síria], como organizações terroristas. Esse conflito interno, sustentado por armas estrangeiras fornecidas à oposição, é um dos mais sangrentos do mundo.
Os mercenários dos países árabes, as centenas de militantes de países ocidentais e até mesmo da Rússia que lá combatem são objeto de preocupação profunda. Eles não devem retornar a nossos países com a experiência adquirida na Síria? Afinal, depois de lutar na Líbia, os extremistas foram para o Mali. Isso nos ameaça a todos.
Desde o princípio a Rússia tem advogado um diálogo pacífico que permita aos sírios desenvolver um plano de compromisso com seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo sírio, mas o direito internacional. Precisamos utilizar o Conselho de Segurança da ONU e acreditar que a preservação da lei e da ordem no mundo complexo e turbulento de hoje é um dos poucos meios de impedir que as relações internacionais escorreguem para o caos. A lei ainda é a lei, e devemos segui-la, quer gostemos, quer não. De acordo com o direito internacional, a força somente é permitida em caso de defesa própria ou por decisão do Conselho de Segurança. Tudo o mais é inaceitável, segundo a Carta das Nações Unidas, e constitui ato de agressão.
Ninguém duvida de que o gás venenoso foi usado na Síria. Mas existem todas as razões para acreditar que não foram utilizados pelo Exército sírio e sim pelas forças de oposição, para provocar uma intervenção de seus poderosos patrões estrangeiros, que se mantêm ao lado dos fundamentalistas. Relatos de que os militantes preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.
É alarmante que intervenções militares em conflitos internos de países estrangeiros tenham se tornado um lugar-comum nos Estados Unidos. Elas interessam, a longo prazo, aos Estados Unidos? Duvido. Milhões de pessoas no mundo inteiro cada vez mais veem os Estados Unidos não como modelo de democracia, mas como um país que confia apenas na força bruta, pavimentando coalizões sob o slogan “ou vocês estão conosco ou estão contra nós”.
Mas a força tem se provado ineficaz e inútil. O Afeganistão está descarrilhando, e ninguém é capaz de dizer o que acontecerá depois que as forças internacionais se retirarem do país. A Líbia está dividida em tribos e clãs. A guerra civil continua no Iraque, com montes de mortos a cada dia. Nos Estados Unidos, muitos fazem a analogia entre Iraque e Síria, e perguntam por que seu governo quer repetir erros recentes.
Não importa quão dirigidos sejam os ataques ou quão sofisticadas sejam as armas — as baixas de civis são inevitáveis, incluindo idosos e crianças, aos quais os ataques supostamente deveriam proteger.
O mundo reage perguntando: se você não pode contar com o direito internacional, então deve encontrar outros meios de garantir sua segurança. Por isso um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa. É uma questão de lógica: ninguém vai mexer com quem tem a bomba em seu arsenal. Somos iludidos com a conversa da necessidade de fortalecer a não proliferação quando, na verdade, a não proliferação vem sendo corroída.
Precisamos parar de usar a linguagem da força e voltar à via dos acordos civilizados, diplomáticos e políticos.
Uma nova oportunidade de evitar a ação surgiu há poucos dias. Os Estados Unidos, a Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a boa vontade do governo da Síria de colocar seu arsenal químico sob controle internacional, para subsequente destruição. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os Estados Unidos veem essa possibilidade como uma alternativa à ação militar.
Saúdo o interesse do presidente no sentido de dialogar com a Rússia e a Síria. Devemos trabalhar juntos para manter essa esperança acesa, como concordamos na reunião do G8 em Lough Erne, na Irlanda do Norte, em junho, e levar a discussão de volta à mesa de negociações.
Evitar o uso da força contra a Síria vai melhorar a atmosfera para os negócios internacionais e reforçar a confiança mútua. Será nosso sucesso compartilhado e abrirá as portas para a cooperação e outros assuntos decisivos.
Meu trabalho e meu relacionamento pessoal com o presidente Obama são marcados por uma confiança crescente. Analisei atentamente seu pronunciamento à nação na terça-feira. E gostaria de discordar do que ele disse sobre o excepcionalismo dos Estados Unidos, ao declarar que a política do país é “o que torna os EUA diferentes. É o que nos torna excepcionais”. É extremamente perigoso encorajar as pessoas a considerar a si mesmas excepcionais, seja qual for a intenção. Existem países grandes e pequenos, ricos e pobres, com tradições democráticas antigas e aqueles que ainda procuram seu caminho rumo à democracia. Suas políticas também diferem. Somos todos diferentes, mas, quando pedimos as bênçãos de Deus, devemos nos lembrar de que Ele criou a todos nós como iguais. (Tradução sem valor oficial de Baby Siqueira Abrão)

11 de setembro de 2013

 

 Jean-François Rochez
Jean-François Rochez

Nota do redator do blogue: Sou jornalista por vocação e bacharel em História. O que escrevo, sei, não tem nenhum peso. A fala de Putin indica que penso o certo. Essa história de Brasil de tradição pacifista engana os tolos. Precisamos, sim, de energia nuclear. E do conhecimento para desenvolver uma bomba que, conforme previsão do papa João XXIII, é uma arma inútil para a guerra. Mas que protege e espanta qualquer ameaça de invasão. O exemplo da Coréia do Norte é bem recente.  Veja nos links os países que jamais serão invadidos.

 

Estados Unidos, Ocidente e Coréia do Sul: “Provocadores de uma guerra nuclear”

Osvaldo Gutierrez Gomez
Osvaldo Gutierrez Gomez

A quem interessa uma guerra que vai matar 7o% da humanidade? Você está entre os sobreviventes?

O progresso do mundo hodierno dependeu de inventos militares, posteriormente adaptados para fins pacíficos.

Em uma entrevista ao Le Monde, em 1981, declarou o filósofo Michel Serres: “Hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso. A filosofia e o Estado estão separados. Pelas primeira vez desde Platão! Fazemos portanto o nosso retiro dizendo aos políticos: são vocês agora que têm nas mãos este futuro previsto de violência universal. De nossa parte, ficamos bobamente – e somos responsáveis por isso – com a esperança da humanidade. Eles ficaram com a destruição e nós ficamos com o resto”.

E acrescentou Serres: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim deste história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é de descobrir as condições de algo que vá além dessa data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo por um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha.Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro. Mas se há uma esperança histórica, está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar.

(…) Agora que o filósofo não está mais enredado no poder e na violência, agora que ele fica de fora, transformou-se no olho implacável que fita o príncipe e revela o seu engano. Não é mais parte atuante. Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará repetir-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez de todos os reis. O real fugiu deles, e vem em nossa direção”.

 

Ramses Morales Izquierdo
Ramses Morales Izquierdo
La multipolaridad se profundiza en América del Sur

 

 

 

A principio de mes ocurrió un acontecimiento de una enorme trascendencia Geopolítica, del cual los grandes medios de comunicación masivos han ninguneado y ocultado. Y es la declaración que formulara la “coalición gubernamental del Brasil” en un comunicado dirigido al embajador de Corea del Norte en Brasil – donde se califica a Estados Unidos, Occidente y Corea del sur como “provocadores de una guerra nuclear“. Esta información publicada en la web de Defensa.com, sitio destinado a tratar temas militares, de defensa, geopolíticos y de la industria afín, agrega: Es la primera vez que organizaciones gubernamentales llegan tan lejos en sus apreciaciones, máxime las hasta ahora excelentes relaciones de Seúl con Brasilia, que, sin embargo, no vio con buenos ojos la – hasta ahora ventajosa – aproximación de Corea del Sur con Perú y Colombia, amén de proponer un TLC  a Uruguay. Además, aviones y barcos surcoreanos están ingresando a las dotaciones de las Fuerzas Armadas andinas en forma bastante exitosa últimamente. Hasta aquí parte del articulo del sitio web mencionado, que se sorprende porque el gobierno de Dilma Rousseff, no había moderado el comunicado sino que además con su silencio indirectamente avala el mismo.Este nuevo posicionamiento de Brasil en un mundo en conflicto y trasformación es la consecuencia lógica de su cambio de estatus, ya que supero su escalón de país en desarrollo al de Potencia Emergente, e integra el Grupo BRICS que ha pasado de ser un proyecto intangible a conformar una importante plataforma geopolítica singular en el nuevo mundo multipolar que se avecina, constituyendo un rival geoestratégico del viejo orden internacional implantado por Occidente. Y como bien lo grafica nuestro colega el Dr. Miguel A. Barrios este es: “Giro historico-estrategico del Brasil, pensado y analizado desde Itamaraty. Brasil es una cancillería que cambia presidentes. Solo Brasil, lo puede hacer y lo hizo. Helio Jaguaribe, Moniz Bandeira y Pinheiro Guimarães, son algunos de los maestros que colaboraron y colaboran para crear la base de un pensamiento brasilero estratégico”.

Este giro histórico estratégico es consecuencia, no solo por su nuevo estatus de Potencia emergente, sino que es el resultado de un profundo análisis de la realidad mundial y los nuevos desafíos que se les impone a los países que intentan salir del rol que le determina el “destino manifiesto norteamericano” y que en los últimos días el Secretario de Estado norteamericano Kerry volvió a hacer referencia, diciendo que USA debía volver sus pasos sobre “su Patio Trasero” para asegurar el mismo a sus intereses geoestratégicos y geoeconómicos, y seguramente Itamaraty incluye en su análisis, el plan “Eje Asiático” creado por el Pentágono, que significa el inicio de la política de contención militar contra China y el traslado de las prioridades geoestratégicas occidentales del Medio Oriente al Pacífico asiático. Sin olvidar que desde el fin de la Guerra Fría las Resoluciones del Consejo de Seguridad de la ONU pasaron de 600 en casi 40 años a 1300 en 23 años de post Guerra Fría. Lo que nos lleva a comprender la importancia de esta nueva posición de Brasil, que debe ser analiza profundamente por las cancillerías regionales y Gobiernos, porque es un cambio de gran importancia en el camino hacia el nuevo Orden Mundial y que profundiza el modelo multipolar en nuestra región.

 

Gianfranco Uber
Gianfranco Uber

Hiroshima e Nagasaki: 240 mil mortes. Uma guerra na Coréia atingirá 70% da humanidade

Que alguma autoridade mundial desminta a previsão: uma segunda guerra nuclear atingirirá “70% da população mundial”.

Fídel Castro chamou de conflito “incrivel e absurdo a situação criada na penísula da Coréia, uma área geográfica onde se agrupam quase 5 dos 7 bilhões de pessoas que, neste momento, habitam o planeta”.

“Se começar um conflito, os povos de ambas as partes da península serão terrivelmente sacrificados, sem benefícios para nenhum dos dois”, avisou o ex-presidente do Comité Central do Partido Comunista de Cuba.

 HIROSHIMA
A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy
A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy (Menininho)
Bandeira de Hiroshima
Bandeira de Hiroshima

Em uma segunda-feira, 6 de agosto de 1945, às 8 horas e 15 minutos da manhã, a bomba atômica “Little Boy” foi lançada sobre Hiroshima por um bombardeiro B-29 americano, o Enola Gay, matando instantaneamente por volta de 80 mil pessoas. Ao final do ano, ferimentos e a radiação causaram um total de 90 a 140 mil vítimas. Aproximadamente 69% das construções da cidade foram completamente destruídas e cerca de 7% foi severamente danificada.

Pesquisas sobre os efeitos do ataque foram restritas durante a Ocupação do Japão e as informações censuradas até a assinatura do Tratado de São Francisco em 1951, devolvendo o controle do país para os japoneses.

O oleandro é a flor official da cidade de Hiroshima pois foi a primeira a florescer depois da explosão da bomba atômica de 1945.

Oleandro
Oleandro

NAGASAKI

A explosão da Fat Man em 9 de agosto de 1945
A explosão da Fat Man (Homem Gordo) em 9 de agosto de 1945
Bandeira de Nagasaki
Bandeira de Nagasaki

Na manhã de 9 de Agosto de 1945, a tripulação do avião dos E.U.A. B-29 Superfortress, baptizado de Bockscar, pilotado pelo Major Charles W. Sweeney e carregando a bomba nuclear de nome de código Fat Man, deparou-se com o seu alvo principal, Kokura, obscurecido por nuvens. Após três vôos sobre a cidade e com baixo nível de combustível devido a problemas na sua transferência, o bombardeiro dirigiu-se para o alvo secundário, Nagasaki – a maior comunidade cristã do Japão.

De acordo com a maior parte das estimativas, cerca de 40 mil dos 240 mil habitantes de Nagasaki foram mortos instantaneamente, e entre 25 mil e 60 mil ficaram feridos. No entanto, crê-se que o número total de habitantes mortos poderá ter atingido os 80 mil, incluindo aqueles que morreram, nos meses posteriores, devido a envenenamento radiativo.

Fonte: Wikipédia/ Google/ agências

Selos do Apocalipse

por Talis Andrade

João XXIII
João XXIII

 

A NOVA ESCRAVIDÃO

(Profecia do Papa João XXIII)

 

A grande arma explodirá no Oriente

deixando eternas chagas

Esta imprudente covardia

sobre a carne do mundo

jamais será cancelada

A grande arma

inútil para a guerra

possui a única finalidade

de apavorar as nações

 

Falar-se-á de paz

mas as armas estarão sempre ocultas

A águia o urso o tigre

há um longo tempo armazenam ogivas nucleares

nas entranhas de submarinos e aviões

 

Nas entranhas da terra

no fundo do mar

nas frias luas que escurecem o céu

mochos metálicos chocam os ovos da morte

 

Homens voarão ao céu

e os homens se entusiasmarão

Deveriam chorar

O mal conquista o céu

para golpear a terra

Deveriam chorar

In livro inédito Selos do Apocalipse

 

 

Dime con quién te asesoras

Este artigo é importante, não tanto pelas denúncias que jamais serão confirmadas, como acontece no Brasil com os “assassinatos” de Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Juscelino, Jango, Carlos Lacerda, delegado Fleury e outros.

Nestas eleições municipais nada se sabe dos marqueteiros comprados, tipo Duda Mendonça, e das fraudadas pesquisas de opinião pública. Idem os principais financiadores de campanhas.

Escreve Manuel E. Yepe:

En esta etapa de la campaña electoral, apenas puede negarse que Mitt Romney y Barack Obama sean prácticamente idénticos en todos los sentidos. En cuanto a sus posiciones en materia de salud pública, austeridad económica y perpetuidad de las guerras, el aspirante y el Presidente son dos imágenes idénticas en un mismo espejo.Lo anterior es la opinión del analista estadounidense Brandon Turbeville, de Carolina del Sur, en un artículo que publica la revista digital Activist Post en vísperas de las elecciones presidenciales de su país.Turbevile aprecia que hay identidad en cuanto a la expansión de las guerras y las masacres masivas; las diferencias están en que Obama las promueve mediante engaños y acciones encubiertas, y la psicosis de guerra de Mitt Romney se manifiesta mucho más abiertamente. “La carrera de Romney hacia una tercera guerra mundial -potencialmente termonuclear – no podría ser más clara”.

El equipo de política exterior de Romney estará integrado por neoconservadores que fueron parte del equipo de Bush, a los que se sumarán otros rabiosos halcones de guerra, sionistas e imperialistas, dice el analista.

Entre todos ellos, sobresale el neoconservador Dov Zakheim, considerado por algunos autor intelectual principal de los fatídicos actos terroristas del 11 de septiembre de 2001. Se asegura que será su asesor superior.

Turbeville recuerda que el diez de septiembre de 2001, el entonces Secretario de Defensa y jefe del Pentágono, Donald Rumsfeld, ofreció una conferencia de prensa en la que informó que del Pentágono se habían desaparecido 2.3 mil millones de dólares. (La periodista e informante de la CIA Susan Lindauer ha asegurado que la suma desaparecida era de 9.1 mil millones). Transcrevi trechos. Leia mais.

Uma terceira guerra mundial é o Apocalipse. Sua história jamais será contada.
Michel Serres, em entrevista ao Le Monde, em 10 de maio de 1981, falou que “hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso”.
Revela o filósofo: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim dessa história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é no sentido de descobrir as condições de algo que vá além dessa da data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo para um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha. Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro”.
Para Michel Serres, se há uma esperança histórica “está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar”. Para tanto, neste mundo hodierno, existe o cientista político que, no Brasil, está mais preocupado com a arte de ganhar dinheiro mais rápido e fácil. Viraram aduladores dos governantes.
Os primeiros cientistas políticos foram os profetas e os criadores de utopias. Serres afirma: “Acredito fundamentalmente que, em matéria de Antropologia, é a história das religiões que têm os conteúdos mais concretos, carnais, globais. (…) Sou um leitor assíduo de Homero, de Virgílio, de toda a Antiguidade grego-latina e também dos profetas de Israel que, para mim, inventaram a noção de História”.
E acrescenta:
“Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará reperti-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez absoluta de todos os reis. O real fugil deles, e vem em nossa direção”.
O real e a visão do futuro é a fala profética.

Solo importan la riqueza, el poder y los privilegios

¿Quién quiere vivir así?

Los acontecimientos diarios deberían asustarnos a todos. ¿En qué tiempo nos ha tocado vivir? La furia guerrera se propaga sin descanso. Un conflicto armado tras otro. Las libran y las financian las sedicentes democracias.Los necesitados tienen que mendigar. Se prioriza la conquista, la ocupación, la colonización y la explotación, y la rapiña. Las personas normales se están hundiendo o haciendo el supremo esfuerzo antes de ahogarse.Las sociedades ricas se declaran pobres. Afirman que no queda dinero disponible para las necesidades sociales. Las prioridades de financiar las guerras son más importantes. Por eso hacen políticas que favorecen a los banqueros, a las empresas favoritas del sistema y a las élites plutocráticas. La realidad puesta patas arriba de hoy día pone a todo el mundo en peligro. La prolongada depresión global se hace más profunda. Se adoptan unas políticas que empeoran las cosas en vez de mejorarlas.

Se recompensa la delincuencia y el crimen no se castiga. Qué mejor explicación que la información en primera plana del viernes. Imagínense a los miembros del Comité del Nobel otorgando el premio más codiciado a la OTAN.

Los que hacen las guerras ganan el Premio de la Paz. Quizá les anime a seguir causando estragos en los países, a nivel global. ¿Por qué no cuando la guerra se considera paz?

Los líderes que libran las guerras cosechan grandes recompensas. Los pacificadores son vilipendiados.

Lo importante es la conquista, el favoritismo corporativo y beneficiar a la plutocracia financiera. A la gente normal se le deja más tiesa que una regla. Los recursos se dedican cada vez más a la guerra y a otras formas de recompensar a los privilegiados.

Los que hacen las guerras pueden llegar a hacerla a nivel mundial. Quizás planean destruir todas las sociedades para salvarlas. El número de muertos no importa ni ha importado nunca. Solo importan la riqueza, el poder y los privilegios. Eso es lo que mueve su mundo. Haced todas las guerras que sean necesarias y ya no tendréis ni una. Hoy en día vivir no es nada seguro.

A la edad de 93 años, el compromiso de Doug Dowd con la igualdad, la justicia y la paz se mantiene firme. Su carrera académica abarcó seis décadas. Todavía sigue escribiendo libros y artículos de vanguardia.

Es un economista radical en el mejor de los sentidos. Quiere volver del revés las sociedades de derechas. A este que escribe y a otros escritores nos envía por e-mail sus últimas reflexiones. Abarcó mucho terreno. Puso el titular: “Debemos frenar ya el despeñamiento actual hacia el desastre y desbrozar el sendero hacia una sociedad decente”.

Las guerras amenazan con globalizarse, Dawd está justificadamente aterrado. “El armamento actual es demencialmente más destructivo tanto cuantitativa como cualitativamente que el hace décadas”

“Las guerras futuras pueden casi con toda certeza acabar con la vida en la tierra”. “Resulta a la vez improbable que nadie haga lo que sea necesario para llevar al gobierno a la cordura y a la decencia respecto de la guerra”.

Dawd discutía sobre las necesidades domésticas. “El militarismo ya es en sí malo”, afirma. Y qué decir de hacer las cosas aún peor por la depravación social en la madre patria. Se están destrozando servicios vitales a la vista de todos, en directo. Entre ellos se encuentra la sanidad, la educación, la vivienda, y muchas cosas más. Se producirán con toda certeza consecuencias devastadoras a menos que se frene la tendencia y se invierta su sentido.

La gente normal debe actuar en defensa de su propia supervivencia y bienestar. No existe otra forma que funcione. Ser testigos de lo que está pasando “vale para chillar”, señala Dowd. Las élites se benefician mientas son millones los más necesitados que tienen que mendigar.

La casta política está encamada con los ladrones corporativos. A ellos no les importa absolutamente nada la vida, la libertad, la igualdad, la justicia y las necesidades humanas. Las políticas que dictan y respaldan lo demuestran claramente.

Cuanto más tiempo permanece la injusticia, peores se vuelven. Una carrera hacia el fondo asegura el desastre. Está ocurriendo en EE.UU., por toda Europa y en Israel. ¿Quién quiere vivir así?

Millones de desempleados. La pobreza se expande exponencialmente y lo mismo los sin techo, los hambrientos y la depravación total. Se ignoran los peligros medioambientales. Dawd cita un terrorífico análisis, diciendo:

“Está claro que a menos que hagamos cambios substanciales en cómo y qué producimos y consumimos el mundo se hundirá en peligros crecientes e irreversibles para la atmósfera, el agua y muchos más elementos naturales de los que depende nuestra vida.”

“Siempre ha habido destrucción y derroche, con sus correspondientes desperdicios, por supuesto, pero en el siglo pasado la explosión cualitativa y cuantitativa estaban ya al borde de ser letales.”

“Los modos modernos de qué, cómo y las maneras en que producimos y consumimos han ido envenenando todo aquello de lo que nuestra vida depende”.

“Los productos de los que depende la vida de los consumidores, son los mismos de los que depende la agricultura y la industria para conseguir su beneficio. Empujados por sus necesidades y deseos todos los productores – la mayoría inmoralmente, y exitosamente los gigantes que hay entre ellos – han traído inacabables cambios y encima la publicidad atontó a los consumidores, y se produjeron peligrosos niveles de desperdicios de nuestros recursos naturales”.

“Debemos despertar ya de este encantamiento porque el tiempo corre agotando nuestros recursos. La vida era difícil para la mayoría antes de la edad del consumismo. Debido a nuestro medio ambiente cada vez más frágil, lo hemos convertido en peligrosamente delicado”.

“No es ningún secreto que hoy día nos enfrentamos a una emergencia medioambiental planetaria que pone en peligro especies del planeta, incluyendo la nuestra, y que esta catástrofe que pende sobre nosotros tiene sus raíces en el sistema económico capitalista”.

Trate de encontrar en los medios de información lo que todo el mundo deberíamos saber. Los occidentales miran para otro lado. La mayoría de la gente no tiene ni idea de lo que está pasando ni de cómo les afecta. El “Pan y circo” de los romanos les preocupa más que su propio bienestar.

No se comprende el empeoramiento de la las condiciones de la crisis. Tampoco se es consciente de la necesidad de actuar. El cambio depende del activismo de masas desde la base. Ninguna otra cosa funcionó antes y no lo hará ahora. No se trata de una cuestión de izquierdas, derechas o centro. Está en juego la supervivencia.

Siempre son necesarios los esfuerzos antibélicos.

Nunca resulta fácil, rápido ni exento de peligros. A menos que la gente lo intente, las condiciones empeorarán con toda seguridad. La inacción garantiza más miseria para más gente. También asegura una guerra que “acabe con todo”. Si esta no es suficiente motivación para actuar, ¿qué lo es?

(Transcrevi trechos)

La margarita de la guerra

por Carmen Rengel 
[Jerusalén · Sep 2012]

Protestas en RamaláAunque el gobierno de Israel no para de anunciar una próxima guerra contra Irán para frenar el programa nuclear persa, los costes de un tal ataque serían extremamente alto para ambos bandos, también para la ya maltrecha economía israelí.

La violencia dialéctica entre Irán e Israel está subiendo hasta alcanzar casi una temperatura de guerra. El presidente Mahmud Ahmadineyad amenaza con una Tercera Guerra Mundial y el primer ministro Benjamín Netanyahu avisa de que no permitirá un nuevo Holocausto. Uno defiende su derecho a la investigación nuclear con fines civiles y el otro advierte de que quedan seis o siete meses para que su enemigo logre una bomba atómica.

Ruido de sables y arengas belicosas que no tienen visos de cuajar realmente en una guerra. Porque Israel sabe de los peligros de golpear en solitario, con Estados Unidos, aliado esencial, defendiendo la baza de la diplomacia y las sanciones, esa “ventana de diálogo” aún abierta, antes de enredarse en un nuevo contencioso en Oriente Medio. Porque no tiene pruebas concluyentes que avalen el riesgo nuclear de Irán y le permitan tener un respaldo internacional. Porque saben que sólo pueden retrasar las investigaciones atómicas, destruir las instalaciones iraníes, pero no borrar el conocimiento adquirido. Porque los ayatolás no son unos locos fanáticos que atacan sin saber las consecuencias de sus actos. Porque los dos tienen medios defensivos para tocar territorio del contrario pero también grandes lagunas de material y en el frente interno. Porque el coste económico y armamentístico es inasumible.
Según el Instituto para la Democracia de Israel, de la Universidad de Tel Aviv, el 61% de la población rechaza cualquier tipo de ataque. El 56% cree que sin EE UU, Israel no se atreverá.

Más de 400 artistas, profesores universitarios e intelectuales han redactado un documento en el que piden a los pilotos de las Fuerzas Aéreas que se nieguen a obedecer si reciben la orden de disparar contra Irán. Frente al “riesgo de ser procesados”, el “gran servicio” de evitar una contienda, “infinitamente más importante que la obediencia ciega”.

En Irán, la censura y la persecución a los críticos hacen complicado saber las posiciones ante un ataque. “Yo manejo encuestas que dicen que el 80% de la población está en contra de ir contra Israel, pero tampoco podemos esperar que den la bienvenida a una incursión extranjera. Un ataque puede ayudar al régimen, con el pueblo arropándolo ante una agresión. Es una fórmula peligrosa”. Habla Meir Javedanfar, profesor del IDC de Hezliya, uno de las instituciones sobre seguridad y relaciones internacionales más respetadas en Oriente Medio, iraní de origen.
EEUU exige no sólo ese freno al uranio, sino el cierre de Fordow, excavado en la roca, donde se teme que se estén haciendo pruebas, explosiones necesarias para preparar ojivas nucleares. Irán nunca ha confirmado esas prácticas, pero se niega sistemáticamente a que los inspectores internacionales acudan a sus centrales y revisen su trabajo. Alegan que es una cuestión de seguridad nacional la que le impide abrirles las puertas. Tiene derecho a desarrollar energía nuclear pero como firmante del Tratado de No Proliferación, no está autorizado a iniciar esa carrera armamentística.

En el plano puramente político, el israelí Netanyahu se aferra ahora a su exigencia de que se marquen “líneas rojas” infranqueables para Irán. Si se superan, toca castigo, toca guerra. Israel entiende que esas marcas amedrentarían al régimen de Teherán, pero el presidente estadounidense Barack Obama se niega, porque cree que esos límites no son útiles, pueden llegar a ser variables en un proceso negociador, y suponen además enseñar las cartas al enemigo. “La línea roja es la bomba”, dicen en su embajada en Tel Aviv. Obama y Netanyahu no podrán debatirlo estos días, no se verán durante la Asamblea General de la ONU en Nueva York. Hay, supuestamente, “problemas de agenda”.

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