Evo Morales alerta sobre ofensiva contra governos progressistas

golpistas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, alertou, que está em marcha uma campanha contra os governos populares e progressistas da América do Sul, em uma entrevista publicada pelo jornal Página 12.

Nela, expressou sua preocupação pela “ofensiva contra os governos anti-imperialistas” que acontece através dos ataques de fundos abutres contra a Argentina, dos movimentos golpistas na Venezuela e das operações opositoras contra a presidenta brasileira, Dilma Rousseff.

Ele disse que agora não podem fazer golpes de Estado militares, tampouco conspirações com o império norte-americano, “mas sinto que há outras formas de agressão política, como as chantagens e os condicionamentos à Venezuela”.

Na Argentina, por exemplo, o litígio dos fundos abutres é uma agressão econômica, afirmou e advertiu que, “quando um governo anti-imperialista é sólido, querem destroçar pelo lado econômico”.

Diante dessa situação destacou que “o trabalho conjunto da região é importante. E quando não podem nem militar nem economicamente, fazem um golpe político como contra (Fernando) Lugo no Paraguai”.

Morales opinou que “a agressão a Dilma é política, um golpe através do Congresso. E muito também depende de nossos movimentos sociais, e claro, sinto que o império quer tirar o patrimônio político do Partido dos Trabalhadores. “Já não é só contra Dilma, também é contra Lula. Usam o tema da corrupção”, avaliou.

A uma pergunta sobre se os Estados Unidos estão por trás dessa ofensiva, afirmou: “é muito claro com a Venezuela. E os fundos abutres de onde vêm? Os fundos abutres têm suas estruturas econômicas para chantagear-nos nos Estados Unidos”.

Em suas declarações elogiou Luiz Inácio Lula da Silva, Néstor Kirchner e Hugo Chávez, por terem dignificado a América Latina. Comparou a Bolívia instável e a Bolívia de agora. Morales chegou à presidência em janeiro de 2006 e foi eleito pela terceira vez em outubro do ano passado. Em uma década, a extrema pobreza baixou de 38,3 por cento a 17,8 por cento.

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Posse de Evo, primeiro governante índio depois de 500 anos de apartheid
Posse de Evo, primeiro governante índio depois de 500 anos de apartheid

Fonte: Prensa Latina

​Carta de Santa Cruz. O nosso grito

Osservatore Romano/ Vaticano – Publicamos a seguir o conteúdo do documento final entregue ao Papa durante o encontro com os movimentos populares

terra labor

Nós, organizações sociais reunidas no segundo encontro mundial dos movimentos populares em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nos dias 1-9 de Julho de 2015, concordamos com o Papa Francisco sobre a constatação de que as problemáticas social e ambiental sobressaem como os dois lados da mesma moeda. Um sistema que não pode oferecer terra, casa e trabalho a todos, que mina a paz entre as pessoas e ameaça a própria subsistência da mãe terra, não pode continuar a reger o destino do planeta.

Devemos superar um modelo social, político, económico e cultural em que o mercado e o dinheiro se tornaram o eixo regulador das relações humanas a todos os níveis. O nosso grito, o grito de quantos são mais excluídos e marginalizados, obriga os poderosos a compreender que assim não se pode ir em frente. Os pobres do mundo ergueram-se contra a exclusão social que padecem todos os dias. Não queremos explorar, nem ser explorados. Não desejamos excluir, nem ser excluídos. Queremos construir um estilo de vida em que a dignidade sobressaia acima de tudo.

Por isso, comprometemo-nos a:

1. Estimular e aprofundar o processo de mudança

Confirmamos o nosso compromisso nos processos de mudança e de libertação, como resultado da obra dos povos organizados que, a partir da sua memória colectiva, tomam a história nas suas próprias mãos decidindo transformá-la, para dar vida às expectativas e utopias que nos convidam a revolucionar as estruturas mais profundas de opressão, dominação, colonização e exploração.

2. Viver bem, em harmonia com a mãe terra

Continuaremos a lutar para defender e proteger a Mãe Terra, promovendo a «ecologia integral» de que fala o Papa Francisco. Somos fiéis à filosofia ancestral do «viver bem», nova ordem de vida que propõe harmonia e equilíbrio nas relações entre os seres humanos, e entre eles e a natureza.

A terra não nos pertence, somos nós que pertencemos à terra. Devemos cuidar dela e cultivá-la em benefício de todos. Queremos normas ambientais em todos os países, em virtude do cuidado dos bens comuns.

Exigimos a reparação histórica e um quadro jurídico que tutele os direitos dos povos indígenas nos planos nacional e internacional, promovendo um diálogo sincero com a finalidade de superar os vários e múltiplos conflitos que atingem os povos indígenas, nativos, camponeses e afrodescendentes.

3. Defender o trabalho digno

Comprometemo-nos a lutar pela defesa do trabalho como direito humano. Com a criação de fontes de trabalho digno, com a definição e a realização de políticas que devolvam todos os direitos trabalhistas eliminados pelo capitalismo neoliberal, como os sistemas de segurança social e de reforma, e o direito à sindicalização.

Rejeitamos a precarização e a terceirização, enquanto procuramos fazer com que se supere a informalidade através da inclusão e nunca com a perseguição nem com a repressão.

Ao mesmo tempo, defendemos a causa dos migrantes, dos deslocados e dos refugiados. Solicitamos os Governos dos países ricos a ab-rogar todas as normas que promovem um tratamento discriminatório contra eles e a estabelecer formas de regulação que eliminem o trabalho escravo, o contrabando, o tráfico de pessoas e a exploração infantil.

Promoveremos formas alternativas de economia, tanto nas áreas urbanas como rurais. Queremos uma economia popular e social comunitária, que salvaguarde a vida das comunidades e na qual a solidariedade prevaleça sobre o lucro. Para tal finalidade é necessário que os Governos intensifiquem os esforços emergentes das bases sociais.

4. Melhorar os nossos bairros e construir habitações dignas

Denunciamos a especulação e a comercialização dos terrenos e dos bens urbanos. Rejeitamos os despejos forçados, o êxodo rural e o crescimento dos bairros marginais. Rejeitamos todos os tipos de perseguição judiciária contra quantos lutam por uma casa para a sua família, porque consideramos a habitação um direito humano fundamental, que deve ser de cunho universal.

Exigimos políticas públicas participativas que garantam o direito à habitação, a integração urbana dos bairros marginais e o acesso integral ao habitat para edificar casas com segurança e dignidade.

5. Defender a Terra e a soberania alimentar

Promovemos a reforma agrária integral para distribuir a terra de modo justo e equitativo. Chamamos a atenção dos povos para o nascimento de novas formas de acumulação e de especulação da terra e do território como mercadoria, ligadas ao agronegócio, que promove a monocultura destruindo a biodiversidade, consumindo e poluindo a água, deslocando populações camponesas e utilizando agrotóxicos que contaminam os alimentos.

Confirmamos a nossa luta pela eliminação definitiva da fome, a defesa da soberania alimentar e a produção de alimentos sadios. Ao mesmo tempo, rejeitamos com determinação a propriedade particular das sementes por parte de grandes grupos agro-industriais, assim como a introdução dos produtos transgénicos em substituição dos originais, uma vez que destroem a reprodução da vida e a biodiversidade, criam dependência alimentar e causam efeitos irreversíveis para a saúde humana e para o meio ambiente. Do mesmo modo, confirmamos a defesa dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas sobre a agricultura sustentável.

6. Construir a paz e a cultura do encontro

Comprometemo-nos, a partir da vocação pacífica dos nossos povos, a intensificar as obras colectivas que garantem a paz entre todas as pessoas, os povos, as religiões, as etnias e as culturas.

Confirmamos a pluralidade das nossas identidades culturais e as nossas tradições, que devem conviver harmoniosamente sem que umas submetam as outras. Levantamo-nos contra a criminalização da nossa luta, porque continuam a criminalizar os nossos costumes.

Condenamos qualquer tipo de agressão militar e mobilizamo-nos pela cessão imediata de todas as guerras e das acções desestabilizadoras ou dos golpes de Estado, que atentam contra a democracia e a escolha dos povos livres. Rejeitamos o imperialismo e as novas formas de colonialismo, quer sejam militares, quer financeiras ou mediáticas. Pronunciamo-nos contra a impunidade dos poderosos e a favor da liberdade dos lutadores sociais.

7. Combater a discriminação

Comprometemo-nos a lutar contra todas as formas de discriminação entre os seres humanos, baseadas em diferenças étnicas, cor da pele, género, origem, idade, religião ou orientação sexual. Todos nós, mulheres e homens devemos ter os mesmos direitos. Condenamos o machismo, qualquer forma de violência contra a mulher, em particular o feminicídio, e bradamos: Ni una menos! (Sem sequer uma a menos!).

8. Promover a liberdade de expressão

Promovemos o desenvolvimento de meios de comunicação alternativos, populares e comunitários, diante do avanço dos monopólios mediáticos que ocultam a verdade. O acesso à informação e a liberdade de expressão são direitos dos povos e fundamento de qualquer sociedade que quiser ser democrática, livre e soberana.

O protesto é também uma forma legítima de expressão popular. É um direito e nós que o exercemos não devemos ser perseguidos por isto.

9. Pôr a ciência e a tecnologia ao serviço dos povos

Comprometemo-nos a lutar a fim de que a ciência e o conhecimento sejam utilizados ao serviço do bem-estar dos povos. Ciência e conhecimento são conquistas de toda a humanidade e não podem estar ao serviço do lucro, da exploração, da manipulação ou da acumulação de riquezas por parte de alguns grupos. Fazemos com que as universidades se encham de pessoas do povo e os seus conhecimentos se destinem a resolver os problemas estruturais, mais do que a gerar riquezas para as grandes corporações; a denunciar e a controlar as multinacionais farmacêuticas que, por um lado, lucram com a expropriação dos conhecimentos milenários dos povos nativos e, por outro, especulam e geram lucros com a saúde de milhões de pessoas, antepondo os negócios à vida.

10. Rejeitamos o consumismo e defendemos a solidariedade como programa de vida.

Defendemos a solidariedade como projecto de vida pessoal e colectivo. Comprometemo-nos a lutar contra o individualismo, a ambição, a inveja e a avidez, que se escondem nas nossas sociedades e muitas vezes em nós mesmos. Trabalharemos incansavelmente para erradicar o consumismo e a cultura do descarte.

Continuaremos a trabalhar para construir pontes entre os povos, que nos permitam abater os muros da exclusão e da exploração!

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Papa é recepcionado com chá de coca e presentes ao desembarcar na Bolívia

Francisco permaneceu poucas horas em La Paz devido à altitude da capital do país, o segundo da viagem do pontifície; de acordo com autoridades, papa mascará folhas de coca

“O papa dos pobres”

Papa Evo
O pontífice foi recebido ainda no aeroporto internacional de La Paz, localizado em El Alto, pelo presidente Evo Morales, que fez um rápido discurso e lhe presenteou com uma “chuspa”, espécie de bolsa confeccionada com lã geralmente usada para carregar folhas de coca.

“Acolhamos de braços e coração abertos o papa dos pobres, que se identifica com São Francisco de Assis. Quem trai um pobre trai Jesus Cristo. Quem trai um pobre trai o papa Francisco”, discursou Morales, assistido por milhares de fiéis. Veja galeria de fotos 

Papa Francisco visita Catedral de La Paz


Tras su llegada a Bolivia el papa Francisco emprendió su recorrido en papamóvil hasta La Paz donde fue recibido por el Presidente Morales.

El papa Francisco visitó este miércoles la Catedral de La Paz en Bolivia, donde pidió que que la riqueza sea distribuida por el bien de todos, tras su llegada a El Alto.
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En la vía desde el aeropuerto de El Alto hasta la capital del país, La Paz, el papa Francisco hizo una escala para recordar al padre Luis Espinal, asesinado en la década de los 80.
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“Me detuve acá para saludarlos y sobre todo para recordar, recordar a un hermano, a un hermano nuestro víctima de intereses que no querían que se luchará por la libertad de Bolivia. El padre Espinal predicó el evangelio y ese evangelio molestó y por eso le eliminaron. Hagamos un minuto de silencio en oración y después recemos todos juntos”, reflexionó en una breve parada en su recorrido hacia la ciudad de La Paz.
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Ya en la Catedral hizo un llamado a la solidaridad y el rescate de los valores cristianos.
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“Cada uno a su manera todos los aquí presentes compartimos para trabajar por el bien común, gracias a ustedes por aspirar desde su rol y misión para que las personas se desarrollen, estoy seguro de su búsqueda de lo bello y lo bueno”, expresó el papa Francisco.
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Instó a tomar conciencia ecológica e integral “hay que tomar conciencia y me arriesgo a ello, hay que cuidar la tierra, cuidarnos entre nosotros y la ecología social”.
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“Como todo está relacionado nos relacionamos unos con otros”
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Previo a su visita a la Catedral, el Sumo Pontífice asistió a la sede del Palacio de Gobierno donde el presidente Evo Morales le hizo entrega de varios presentes y le condecoró.
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El corresponsal de teleSUR en Bolivia, Freddy Morales, informó desde las afueras del Palacio de Gobierno, que como parte del acto oficial el Presidente le concedió el Cóndor de los Andes (la más alta distinción que otorga el Estado Plurinacional de Bolivia), también le regaló El Libro del Mar y en nombre de la Asamblea Legislativa se le hizo entrega de la condecoración “Luis Espinal”, puesta en su pecho.

Evo Morales da bienvenida a Papa Francisco. Vide video

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Lo visible y lo esencial

Por Washington Uranga
Si bien el tiempo que se dedique a una reunión no es, por sí mismo, un indicador válido ni revelador de la calidad de la misma, tampoco puede pasar desapercibido que el papa Francisco le haya destinado casi dos horas de su agenda, en un día domingo y apenas arribado de un viaje agotador, a su encuentro con la presidenta Cristina Fernández. Habla, sin duda, de la relevancia que el pontífice le otorgó a la reunión. Es posible que los mismos analistas que habrían utilizado grandes titulares para interpretar lo contrario si el diálogo hubiera durado apenas quince minutos, ahora guarden prudente silencio sobre este detalle significativo y se dediquen, una vez más, a acusar a la mandataria de “utilizar” políticamente una circunstancia que, a todas vistas y por mal que les pese, tiene sentido político. Aunque este sea distinto al que se le pretende asignar interesadamente.

La letra fina de lo conversado durante la reunión privada seguramente quedará durante mucho tiempo entre las cuatro paredes de la sala de audiencias vaticana y en la memoria de los dos únicos participantes. Aunque ambos guarden silencio sobre los detalles, los dos interlocutores conocen a ciencia cierta la trascendencia política del encuentro y cada uno lo valora desde su perspectiva particular. Podría decirse algo similar de la reunión que el Papa sostuvo en días pasados con la presidenta de Chile, Michelle Bachelet, o con el ex mandatario uruguayo, José Mujica. Por el mismo camino iba el encuentro con Nicolás Maduro, finalmente postergado por razones de salud del venezolano. Pero en el caso de los argentinos la reunión tiene un tinte distinto. De manera casi unánime quienes se mueven tanto cerca del Papa como de Cristina Fernández aseguran que hay entre los dos líderes una corriente de afecto y de mutuo respeto que se ha ido acrecentando en cada uno de los encuentros y que se abona también con comunicaciones puntuales que viajan cada tanto entre Buenos Aires y Roma, entre Roma y Buenos Aires.

cristina papa

Los voceros vaticanos insisten en afirmar que el Papa no sigue de cerca la política argentina. Lo mismo le dijo a Página/12 el embajador Eduardo Valdés cuando fue entrevistado por el colega Santiago Rodríguez. Es una verdad a medias. Es cierto que Bergoglio no puede dedicarle a la Argentina el tiempo ni las energías que le destinó a su país en otras etapas de su vida. La agenda del Papa es suficientemente amplia y compleja y requiere de gran parte de sus fuerzas. Pero a pesar de ello el pontífice se mantiene informado, por diversas vías y a través de distintas fuentes, del devenir diario del país y, en la medida de sus posibilidades y siguiendo su estrategia de no aparecer interviniendo en los asuntos directamente políticos, hace llegar sus opiniones y sus puntos de vista.

“Hablamos de la remodelación de la Basílica de Luján y del traslado del sable del general San Martín en los festejos de la Semana de Mayo”, dijo la Presidenta tras el encuentro. Sería ingenuo, sin embargo, pensar que el diálogo –sin testigos y sin otro objetivo que el intercambio– haya girado solamente en torno de esos dos temas en lo que respecta a la realidad argentina. Bergoglio no olvida su condición de argentino y se muestra siempre interesado en expresar sus opiniones sobre el país. Opina, en privado, sobre la realidad política con cada uno de los interlocutores argentinos de su confianza a quienes recibe frecuentemente en Santa Marta. ¿Por qué no habría de hacerlo entonces con Cristina Fernández, considerando tanto su investidura institucional como Presidenta como su condición de dirigente política? Por otra parte, además de la estima personal que le dispensa al Papa, la Presidenta reconoce en Francisco la calidad de un estadista y observador inteligente de la política a quien siempre es bueno escuchar.

Desde la otra vereda y como parte de su estrategia internacional para seguir consolidándose como un líder mundial en favor de la paz, Francisco entiende que tiene que profundizar sus relaciones –también oír– a quienes reconoce como figuras de relevancia en la política internacional. Y en esta consideración el pontífice incluye a varios de los líderes –presidentes y ex presidentes– de los países latinoamericanos. Cristina Fernández está entre ellos de manera particular, aunque también Rafael Correa, Evo Morales, el ex mandatario oriental José Mujica y el ex presidente de Brasil, Lula da Silva. El Papa “que llegó desde el Sur” sabe que puede construir con ellos acuerdos que van más allá de lo coyuntural y que en determinado momento estas personas pueden ser también colaboradores esenciales para consolidar su propia estrategia pacificadora. Y no sería extraño que dentro de no mucho tiempo veamos a algunos de ellos haciéndose cargo, a modo de embajadores extraordinarios, de misiones solicitadas e impulsadas por Francisco en el conflictivo teatro internacional.

Una vez más el gesto del encuentro –la foto dirán algunos– ha sido importante. Pero lo esencial –que aquí también sigue siendo, por lo menos hasta el momento, “invisible a los ojos”, como lo sostuvo Saint-Exupéry en El Principito– pasa por la sintonía que Cristina Fernández y Jorge Bergoglio tienen respecto del análisis de los problemas y las cuestiones a las que se debe prestar atención para buscar soluciones en el escenario internacional.

Dilma na posse de Evo

A posse de Evo Morales não é notícia no Brasil. A Bolívia era exaltada quando uma republiqueta de banana, quintal dos Estados Unidos, com presidentes que eram derrubados por golpes da pirataria internacional.

Quem, realmente, governava a Bolívia era o embaixador dos Estados Unidos.

Hojemente, a imprensa brasileira considera a Bolívia um país do eixo do mal, presidido por um índio, desmerecendo e desconsiderando os 15 por cento da população branca.

 

O Valor Econômico publica uma notinha, com o aviso de Evo: “Na Bolívia, não mandam os Chicago boys, nem os Estados Unidos. Aqui mandam os índios”. Confira

O Zero Hora aproveita para declarar guerra aos hermanos. Leia a reportagem venenosa: Dilma chegou à Bolívia às 11h24 (horário de Brasília) e foi recebida no aeroporto pelo prefeito de El Alto, Edgar Hermógenes – o município é vizinho à cidade de La Paz. Ao contrário do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Dilma não fez nenhuma declaração ao chegar ao local. A presidente recebeu do prefeito as chaves da cidade e uma manta rosa, que vestiu por poucos minutos, até devolvê-la ao entrar em um carro oficial.

A presidente recebeu uma manta típica, que vestiu por poucos minutos, até devolvê-la ao entrar em um carro oficial Foto: Roberto Stuckert Filho
A presidente recebeu uma manta típica, que vestiu por poucos minutos, até devolvê-la ao entrar em um carro oficial
Foto: Roberto Stuckert Filho

Informa a agência BBC, que defende os interesses do antigo império inglês: Os laços com a Bolívia – país com o qual o Brasil compartilha sua maior fronteira (3,4 mil quilômetros) – se estremeceram nos últimos anos, principalmente depois do asilo político concedido ao senador oposicionista Roger Pinto Molina, em 2012.

Molina, senador oposicionista que é acusado de corrupção e responde a 14 processos no país, pediu asilo ao Brasil em maio de 2012 argumentando preseguição política. O pedido foi atendido pelo governo Dilma.
No entanto, a Bolívia não concedeu salvo conduto para que ele deixasse o país, de modo que o Molina viveu por quase 15 meses na Embaixada brasileira em La Paz. O impasse levou o diplomata Eduardo Saboia a fugir com o senador para o Brasil, mesmo sem autorização prévia do Itamaraty.
A socióloga brasileira Fernanda Wanderley, que vive há duas décadas na Bolívia e é professora da Universidad Mayor de San Andrés, em La Paz, lembra que o episódio Molina traz consequências práticas até hoje. Desde a fuga do senador em agosto de 2013, a Embaixada brasileira em La Paz não tem um embaixador oficial. O cargo vem sendo ocupado interinamente desde a retirada de Marcel Biato, que não agradava Morales. Atualmente está à frente da Embaixada o encarregado de negócios Antonio José Resende de Castro.

Nesse contexto, a professora acredita que a vinda de Dilma pela primeira vez ao país para prestigiar a posse de Morales seja um gesto que pode melhorar o relacionamento entre os dois países.
Para comparecer à La Paz, a presidente desmarcou sua ida ao Fórum Econômico de Davos, na Suiça. Com a presença na cerimônia de Morales, Dilma também retribui a ida do líder boliviano a Brasília para sua posse de segundo mandato.

Presença de Dilma na posse de Evo Morales pode melhorar o relacionamento entre os dois países

Evo Morales ungido en ritual andino

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El presidente Evo Morales empuña los dos cetros de mando que simbolizan a los espíritus de las montañas, tras la ceremonia de investidura indígena, ayer. - Efe Agencia
El presidente Evo Morales empuña los dos cetros de mando que simbolizan a los espíritus de las montañas, tras la ceremonia de investidura indígena, ayer. – Efe Agencia

 

Siete presidentes, cinco vicepresidentes, representantes de organismos internacionales y delegados de varios países de América Latina y el mundo han confirmado su presencia a la posesión del presidente Evo Morales, hoy en el Congreso Nacional en la ciudad de La Paz.

La víspera del inicio de su tercer mandato, Morales fue investido como líder indígena en una ceremonia celebrada en las ruinas prehispánicas de Tiahuanaco. “Hoy es un día histórico, de reafirmación de nuestra identidad, de reafirmación de nuestra revolución democrática y cultural. Estamos viviendo los tiempos de Pachakuti”, dijo el Presidente.

Evo reafirma cualidad indígena de su gestión con rito ancestral

 

El presidente Evo Morales en uno de los actos de purificación junto a los amautas, ayer en la ceremonia de Tiahuanaco. - Efe Agencia
El presidente Evo Morales en uno de los actos de purificación junto a los amautas, ayer en la ceremonia de Tiahuanaco. – Efe Agencia

El presidente Evo Morales mostró ayer la faceta indígena de su tercera gestión de Gobierno en una ceremonia ancestral celebrada en las ruinas prehispánicas de Tiahuanaco, un día antes de prestar juramento en el Congreso para iniciar su mandato hasta 2020.

“Hoy es un día histórico, de reafirmación de nuestra identidad, de reafirmación de nuestra revolución democrática y cultural. Estamos viviendo los tiempos de Pachakuti (retorno al equilibrio)”, afirmó Morales al comenzar su intervención.

Los rituales llenos de simbolismo de esta investidura indígena, tuvieron como testigos jefes de Estado, vicepresidentes y otros representantes de decenas de países, además de líderes de movimientos sociales y de pueblos indígenas.

En su discurso, el presidente también pidió frenar “la loca carrera de la destrucción de la Tierra en nombre del desarrollo”,

“Este mundo ya no puede soportar tanto sobredesarrollo. En nombre de la modernidad los países industrializados están sobreindustrializando y eso tiene un costo para el planeta Tierra.

Estamos yendo a la destrucción de nuestro planeta”, advirtió.

El discurso cerró un conjunto de rituales que comenzaron temprano con una “limpieza” a la que Morales fue sometido en el museo del centro arqueológico y ante el monumental monolito Bennet, una efigie de la cultura tiahuanacota de siete metros de alto y 20 toneladas.

Estátua 1

EVo monumento

Allí fue vestido por los amautas o sabios aimaras con un gorro y una túnica, con figuras repujadas en oro, inspiradas en las vestimentas de ese antiguo imperio andino.

 

 

40 países confirman asistencia a toma de posesión de Morales

Morales recibirá los bastones de mando de los pueblos indígenas como su líder político y espiritual

 

evomorales

Morales fue reelecto el pasado 12 de octubre con 61,36 por ciento de los votos, de acuerdo a los resultados del Tribunal Supremo Electoral (TSE) de Bolivia.

Representantes de más de 40 países asistirán a la ceremonia indígena por la toma de posesión del reelecto presidente de Bolivia, Evo Morales.

Porta do Sol em Tiahuanaco
Porta do Sol em Tiahuanaco

La actividad se llevará a cabo el 21 de enero en Tiahuanaco, un sitio sagrado en la cultura andina, ubicado en el altiplano de Bolivia, departamento de La Paz.

Organizaciones de campesinos preparan un festival de danzas autóctonas que amenizará la ceremonia ancestral y mostrará las diferentes culturas de Bolivia.

Para el próximo 22 de enero, tanto el presidente Morales y el vicepresidente Álvaro García Linera serán investidos de forma oficial para el mandato 2015-2020, durante una sesión de honor en la Asamblea Legislativa Plurinacional.

Paredes ao redor do templo Kalasasaya
Paredes ao redor do templo Kalasasaya