Fip, poesia afro & linchamento. Por que magia negra?

Qual a diferença entre magia negra e magia branca?

Acontece que no Brasil sempre ligam a magia negra às religiões tradicionais africanas, dos negros descendentes de escravos. Há muito racismo na classificação. E faz parte da contrapropaganda religiosa de fanáticos evangélicos.

Muita gente esquece que na Europa, inclusive na corte católica da monarquia francesa, se praticava a missa negra.

Fip

O Recife realiza entre os próximos dias 22 e 25, um secreto Festival Internacional de Poesia para debater: “Em vários momentos na história a palavra esteve ligada à divindade e a poesia serviu de veículo para essa aproximação com o sagrado. Desde a epopéia de Gilgamesh ao Popol Vuh maia, passando pela Divina Comédia de Dante, o Paraíso Perdido de Milton ou a poesia xamânica da beat generation, a sacralidade é evocada de alguma forma”. O xamanismo beat buscava o êxtase e o transe na mescalina.  E o uso da maconha pelos poetas brasileiros?

Uma discussão poética como linguagem mística, profética, não pode fugir da contemporaneidade  dos linchamentos, recentemente abordada pelo Papa Francisco, nem de Aleister Crowley, por sua influência nos principais poetas do Século XX: T.S. Eliot, Rilke, Fernando Pessoa e outros.

Leia na Wikipédia: “Em 2001, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o septuagésimo terceiro maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Raul Seixas, Marilyn Manson e Kenneth Anger. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos esotéricos e de individuais na posterioridade, incluindo figuras como Kenneth Grant e Gerald Gardner”.

Crowley dizia ter criado Hitler. Estava com Fernando Pessoa no seu lendário desaparecimento em Lisboa, quando, na verdade, morreu em Londres, secreta e miseravelmente, dopado de cocaína fornecida pelo governo inglês.

Quais os principais brasileiros discípulos de Crowley, notadamente os poetas?

 Curioso no Fip é discutir o sagrado e esquecer Adélia Prado. Não reivindicar para a mística/profana poetisa mineira, o Primeiro Prêmio Nobel para o Brasil.

Haverá uma mostra da poesia negra, lusófana? (T.A.)

 

bruxaria

por Paulo Teixeira

 

Estou perplexo com as imagens do espancamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, no bairro de Morrinhos, Guarujá (SP).
Essa ação revela o comportamento mais bárbaro que o ser humano pode ter. Uma ira coletiva impregnada de ódio contagioso e violência em estado bruto.
A (des)humanidade estimulada pela grande mídia e por informações imprecisas e inverídicas que circulam em páginas nas mídias sociais incitando o lema: “justiça com as próprias mãos” fizeram com que Fabiane fosse linchada.
Mesmo após quase 200 mil anos sobre a Terra, ainda vemos pessoas capazes de algo tão primitivo e irracional como o que vem ocorrendo semanalmente.
Fabiane deixou duas filhas (de 12 e 1 ano) e marido, o porteiro Jailson Alves das Neves, de 40 anos.

Fabiana
Na foto, parentes e amigos revoltados durante o enterro de Fabiane, no Guarujá.
Uma passeata pedindo justiça foi convocada para o dia das mães (domingo), às 10h

Nina Rizzi vem da África para lançar livro em São Paulo

Nina Rizzi
Nina Rizzi

Nina Rizzi está em Luanda, onde participa da Bienal Internacional de Poesia.

O evento, começou em 21 de março, e termina neste 21 de abril, doravante passa a figurar do calendário cultural da cidade, conta nesta sua primeira edição com a participação de escritores e poetas de vários países, entre os quais Brasil, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Timor Leste, entre outros.

Na lista de convidados para o palco livre e para a participação nas mesas redondas, os poetas Ademir Assunção, Guido Bilharinho, Nina Rizzi, Cláudio Daniel, Wilmar Silva, Micheline Verusck e Camila Vardarac, todos do Brasil.

E mais: Amosse Mucavele, Diniz Muha, Eduardo Quive, Luís Cezerilo, Filimone Meigos, de Moçambique; Luís Costa, António José Borges e Maria Ângela Carrascalão, de Timor Leste; Corsino Fortes, Elísio Filinto, José Luís Tavares, Vera Duarte, de Cabo Verde; Jerónimo Salvaterra Manuel, Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe; e Ernesto Melo e Castro, Jorge Melícias, Luís Serguilha, Fernando Aguiar de Portugal, Odete Semedo e Tony Tcheka, da Guiné-Bissau.

A Bienal contou com a presença dos ministros da Cultura dos países membros da CPLP, nomeadamente, Brasil, CaboVerde, Guiné-Bissau, TimorLeste, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Angola, país anfitrião.

Tambores pra n’zinga foi recitado e cantado em Luana

Agora é a vez de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 25,  às 19:30, no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, Paraíso.

Na ocasião, haverá debate sobre A Poesia em Revista, com Edson Cruz, Victor Del Franco e Ademir Demarchi sobre a edição de revistas literárias no Brasil.
Lançamento das revistas Babel, Celuzlose e Musa Rara e dos livros de poesia Tambores pra N’zinga, de Nina Rizzi, EsfingE, de Victor Del Franco, Pele & Osso, de Neuzza Pinheiro, e Pirão de sereia, de Ademir Demarchi.