STF: Pela cassação de todo político que usar religião no desempenho da função

O ESTADO É LAICO! Evocar religião no desempenho de um mandato político vai de contra a Constituição e é um desrespeito a todos os brasileiros que seguem diferentes religiões ou nenhuma.
Se algum político balizar-se em religião durante seu mandato, que seja destituído de sua função!
O Brasil não é um Estado religioso!

Os Dez Mandamentos.

O primeiro deles: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. O segundo mandamento: “Não invocar o Santo Nome de Deus em vão”, compreendendo a Lei de Deus e a importância de firmar a aliança de amor com o Pai Eterno.
“Não invocar o Santo Nome de Deus em vão”, pertence ao primeiro capítulo dos Dez Mandamentos conhecido como: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” e é um mandamento que destaca a importância de honrar o Santo Nome de Deus, bendizendo -O, louvando -O e glorificando-O.
No Evangelho de Mateus encontra-se a oração do Pai Nosso. Ela se inicia assim: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o vosso nome…” (Mt 6,8-9). Observando o segundo trecho – “… santificado seja o vosso nome…” – e reconhecendo o significado e a grandiosidade dessa prece, é possível mensurar a importância de amar e bendizer o nome de Deus, cumprindo assim o segundo mandamento.
Para o missionário redentorista Joaquim Cavalcante, “Não invocar o Santo Nome de Deus em vão” implica em uma vivência concreta de amor com o Pai Eterno, uma vez que pronunciar em vão, supõe-se uma relação superficial com Ele. “O segundo mandamento sublinha a primazia de Deus em toda relação de fé. Dizer: ‘creio em Deus’ é dizer que Ele é o único bem e não pode ser banalizado. Deus é Santo e fonte de toda santidade, ninguém pode abusar da divina majestade. O nome é a pessoa”, explica.
No livro do Êxodo (Ex 20,7), a ordem imperativa para não pronunciar o nome de Deus em vão vem precedida de outros ‘nãos’ e termina dizendo que o Senhor ‘não deixará impune aquele que pronunciar Seu nome em vão’, mas o texto sagrado não menciona o tipo de punição.

Assine a petição. Aqui

O que a igreja evangélica de Cunha fará com os “dízimos” que ele depositou?

por Kiko Nogueira

Ele na Assembleia de Deus: 125 mil reais em “doações”, segundo a denúncia
Ele na Assembleia de Deus: 125 mil reais em “doações”, segundo a denúncia

Enfim o o procurador Rodrigo Janot denunciou Eduardo Cunha no STF pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Há um detalhe curioso para um devoto apaixonado do Altíssimo, como Cunha. A Assembleia de Deus teria intermediado o recebimento de pelo menos 500 mil reais em propina em 2012, segundo a PGR.

“Fernando Soares, por orientação do Deputado Federal Eduardo Cunha, indicou a Júlio Camargo que deveria realizar o pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Segundo Fernando Soares, pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante”, afirma a denúncia.

A quantia foi repassada a uma filial em Campinas, interior de SP. O chefe, ali, é um pastor chamado Samuel Ferreira, que responde ao irmão, o presidente da Assembleia de Deus Madureira no Rio, Abner Ferreira.

Abner é próximo de Cunha. Foi lá, no bairro carioca, que Cunha comemorou a vitória como deputado, em fevereiro. Em sua campanha, recebeu o apoio maciço das maiores lideranças evangélicas, incluindo o picareta Silas Malafaia, que agora renega EC como Pedro a JC.

“O Satanás teve que recolher cada uma das ferramentas preparadas contra nós. Nosso irmão em Cristo é o terceiro homem mais importante da República”, disse um extático Abner Ferreira na Câmara.

Em maio de 2014, Abner participou de um certo Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (não é nome de uma banda de heavy metal), em Santa Catarina.

Ali, Abner pôs-se a criticar, veja só, os candidatos que, em anos de pleito, tentam comprar líderes religiosos. “Em alguns lugares que nós vamos por ai políticos falam na nossa cara: aquele pastor, daquele lugar lá, eu compro ele no cobre”, disse no púlpito.

“É isso que muitas autoridades precisam entender: a igreja não está à venda. O nosso ministério não está à venda”, discursou. “Aqui não se vende milagre, nem prodígio e nem maravilha. Homem de Deus não aceita dinheiro sujo”.

Continuou sua peroração: “Essa época eleitoral é uma das piores épocas para a igreja. O que tem de gente se prostituindo espiritualmente por aí é uma coisa de louco. É uma vergonha!”

Pois é. Como se trata de um servo do Senhor, Abner certamente está, neste momento, refletindo sobre a grana entregue pelo amigo Eduardo Cunha. Jesus o iluminará no sentido de dar, no mínimo, uma explicação. Seu rebanho merece conhecer a verdade. Abner, provavelmente, não sabia de nada.

Não que haja algo necessariamente errado na transação. De jeito nenhum. Sempre se pode contar com a possibilidade de que se tratava apenas do dízimo generoso do querido irmão Eduardo ou da vontade do Espírito Santo.

Sid
Sid

Silas

Papa Francisco: “O dinheiro destrói! É assim ou não?”

O dinheiro é importante para ajudar o próximo

dinheiro cabeça corrupção

“A ganância, pensar só no dinheiro destrói as pessoas, destrói as famílias e as relações com os outros”. Foi o que disse o papa Francisco na missa da manhã desta segunda-feira, 21 de outubro, na capela da Casa Santa Marta. Comentando o Evangelho do dia, em que um homem pede a Jesus que ajude a resolver uma questão de herança com o seu irmão, o papa falou sobre a relação de cada pessoa com o dinheiro.

“Isso é um problema de todos os dias. Quantas famílias vemos destruídas pelo problema do dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filho… E esta é a primeira consequência desse atitude de desejar dinheiro: destrói! Quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família! O dinheiro destrói! É assim ou não? O dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade, mas quando o coração só pensa nisso, destrói a pessoa”.

Ao recordar a parábola do homem rico, Francisco explicou a advertência de Jesus de que devemos nos manter afastados da ambição. “É isso que faz mal: a ambição na minha relação com o dinheiro. Ter mais, mais e mais… Isso leva à idolatria, destrói a relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama ganância. Esta ganância também provoca doença… E no final – isso é o mais importante – a ambição é um instrumento da idolatria, porque vai na direção contrária àquela que Deus traçou para nós. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, se fez pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o abaixar-se para servir. Ao contrário, a ambição nos leva para a estrada contrária: leva um pobre homem a fazer-se Deus pela vaidade. É a idolatria!”, disse o papa.

Papa Francisco condenou o “sistema econômico que tem no centro um ídolo”, o dinheiro

 Uma sociedade dominada pela cultura do descarte

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Concentrou-se em pouco mais de dez horas densas de encontros a visita do Papa Francisco a Cagliari, onde no domingo 22 de Setembro foi acolhido com calor e entusiasmo por quase quatrocentas mil pessoas de toda a Sardenha. O dia foi significativamente aberto pelo encontro com o mundo do trabalho. Num contexto marcado por um dramático desemprego, sobretudo juvenil, o Pontífice recordou que “quando não há trabalho não há dignidade”, consequência de “um sistema económico que tem no centro um ídolo”, o dinheiro. E o tema da falta de trabalho voltou durante a missa celebrada diante do santuário de Nossa Senhora de Bonaria: no início da homilia o Pontífice falou do “direito de levar o pão para casa” e disse que a Virgem ensina a ter um olhar que acolhe: doentes, abandonados, pobres, distantes, jovens em dificuldade.
De tarde, na catedral, ao encontrar-se com quantos são assistidos pela Igreja, o Papa alertou contra o risco de que, numa sociedade dominada pela cultura do descarte, a palavra “solidariedade” seja “cancelada do dicionário” porque “incomoda”. Enquanto que, no encontro seguinte com o mundo da cultura, falou da crise – definida “de mudança epocal” – como perigo e como oportunidade. Por fim, aos jovens o Papa Francisco pediu para não dar ouvidos a quantos “vendem morte”, nem desanimar face às falências e dificuldades. Que confiem só em jesus. Que se abram a Deus e aos outros, na fraternidade, na amizade e na solidariedade.

Sempre com ele

 

 

por GIOVANNI MARIA VIAN

A segunda visita na Itália do seu primaz, o bispo de Roma que veio “do fim do mundo” o qual escolheu o nome do santo de Assis, visitou outra ilha depois de Lampedusa. Aquela viagem, primeira do Pontificado, a uma das periferias mais dramáticas do nosso tempo tinha querido expressar com uma força evidente a atenção ao fenómeno mundial das migrações. De modo análogo durante o dia passado em Cagliari o Papa Francisco disse palavras que foram muito além dos confins da Sardenha.
Tendo chegado a Nossa Senhora de Bonaria como que para pagar uma dívida do coração, o Pontífice falou de facto da falta de trabalho e de uma organização social cada vez mais desumana, de solidariedade e da crise epocal que difunde o veneno da resignação. E fê-lo com eficácia extraordinária, não como “um empregado da Igreja que vem e vos diz: Coragem! Não, não quero isto! Gostaria que esta coragem viesse de dentro e me estimulasse a fazer tudo como pastor, como homem”. Para enfrentar “com solidariedade e inteligência este desafio histórico”, acrescentou.
Quem ouviu estas palavras compreendeu que o Papa Francisco reza, age e fala como um cristão e como um homem que se põe em questão. Com efeito, enfrentou o drama alastrador constituído pela falta de trabalho fazendo antes de tudo uma confidência, quando falou da grande crise dos anos trinta e da sua família de emigrantes italianos na Argentina: “Não havia trabalho! E eu ouvi, na minha infância, falar deste tempo, em casa. Eu não o vi, ainda não tinha nascido, mas senti dentro de casa este sofrimento”.
Mas talvez o testemunho mais comovedor foi quando o Pontífice falou aos jovens do dia 21 de Setembro, “sexagésimo aniversário do dia em que ouvi a voz de Jesus no meu coração”. Desde então – no ano de 1953 – a vida do jovem de dezassete anos começou a tomar um rumo diverso, e foram “sessenta anos no caminho do Senhor, atrás dele, ao lado dele, sempre com ele” disse o Papa. Que se declarou “feliz por estes sessenta anos com o Senhor”, concluindo que é preciso “ir em frente com Jesus. Ele nunca falha”.

Referendo: Hora de perguntar ao povo o que ele quer

O judiciário, o legislativo, o executivo e as elites têm mais medo de um referendo que o diabo da cruz.

O povo decidiu sair para as ruas porque ninguém protesta por ele. A grande imprensa é porta-voz do bezerro de ouro.

Propagar que os movimentos são desorganizados é falar da banda mouca.

Praça da Cinelândia, no coração do Rio de Janeiro
Praça da Cinelândia, no coração do Rio de Janeiro

Escreve Iuri Zero: Não me surpreende mais a truculência de uma polícia mal paga, treinada e orientada. Não me surpreendem os grandes conglomerados de comunicação que se prestam ao serviço de “noticiar fatos” da forma que lhes convém até que uma jornalista de uma de suas empresas seja alvejada no rosto e tantos outros sejam agredidos. Não me surpreende mais a falta de respeito e humanidade do Estado e de suas instituições malignas com aqueles que deveriam ser protegidos por esses. Choca? É claro. indigna? Óbvio! Mas não surpreende mais.

O que mais me despertou a atenção, e serviu de ponto de partida e reflexão para esse texto, em meio as ações e reações desse movimento popular que estamos vendo surgir em nosso país, foram os discursos, sempre com a tentativa de esvaziar, recriminar ou invalidar os protestos por parte da nossa classe política.

Todo cidadão tem direitos e deveres. Acho que estamos começando a ficar cansados de termos apenas deveres, está na hora de corrermos atrás de nossos direitos. A classe política não vai correr. Eles já deixaram isso claro. Vamos nós, pacificamente, exigirmos o que é nosso, vamos construir na base do diálogo e não da violência e da covardia uma sociedade mais justa e voltada aos interesses daqueles que forjam, moldam e batalham por esse país: O POVO

Dá medo? Dá. Mas também dá uma puta esperança poder fazer parte de um ponto de virada. A hora é essa.

O Rio de Janeiro continua lindo. O povo não teme mais o pezão da polícia do governador Sérgio Cabral
O Rio de Janeiro continua lindo. O povo não teme mais o pezão da polícia do governador Sérgio Cabral

Por Fabio Nassif: Toda tentativa de intimidação foi simplesmente ignorada pela manifestação. Quando se tem certeza de uma luta, não se recua diante de palavras que estamos acostumados a ouvir.

Chamou a atenção a quantidade enorme de policiais infiltrados. Eram eles que jogavam fogos a sinalizadores enquanto a absoluta maioria do ato gritava “sem violência!”.

A repressão foi tremenda. Aliás, por curiosidade, quanto se gasta para reprimir uma manifestação? Helicópteros, 700 soldados, balas de borracha, bombas, cavalos, combustível… Gasta-se o quanto os governantes acharem necessário para proteger o Estado. Gasta-se cotidianamente contra os pretos, pobres e periféricos.

Carlos Chagas: A onda não chegou ao ponto mais alto de inflexão. Episódios ainda acontecerão, em matéria de confronto. Pode levar semanas até que arrefeça o movimento de protesto da juventude. Por conta disso, seria imprescindível que as duas partes em conflito estabelecessem certas regras, senão de convivência, ao menos de beligerância contida.

Às autoridades cabe assegurar as liberdades públicas e garantir a propriedade pública e privada. Aos manifestantes, protestar sem depredações. Mantido esse mínimo de compreensão, ganharão todos. Rompida a linha tênue do respeito, tanto faz se por iniciativa de uns ou de outros, haverá que esperar o pior.

O experiente governador Negão de Lima, da Guanabara, nos idos de 1968, prenunciava “que o diabo é se aparecer um cadáver”. E apareceu, na pessoa do estudante Edison Luís, assassinado a tiro no restaurante do Calabouço por um agente policial. Depois foi realmente o diabo, culminando com o Ato Institucional número 5, de triste memória.

O passado não se deu ao trabalho de passar para ser esquecido. Como regra, experiências anteriores não nos dirão o que fazer, mas, pelo contrário, o que evitar. Nesses entreveros sempre surgem os radicais, os empedernidos e os mal-intencionados. Pode ser um soldado que tem contas a ajustar com a Humanidade, pode ser um jovem sem conhecer as razões do protesto, empenhado apenas em devolver à sociedade organizada aquilo que dela não recebeu. Tanto faz, pois o risco envolve tanto os manifestantes quanto as autoridades. Depois, ninguém segura.

Nem todas as mensagens do Papa são destacadas pela grande imprensa. Veja uma que foi censurada. Francisco denuncia a ditadura econômica

Os protestos sociais denunciem este poder apocalíptico: a ditadura econômica. Que pratica genocídios. Que escraviza trabalhadores. Que nega todos os direitos via o estado mínimo, que apenas beneficia os cortesãos adoradores do bezerro de ouro que, inclusive, coloniza nações desarmadas e/ou governadas por corruptos.

Esta fala, sobre a crise econômica, derrota qualquer candidato a candidato a presidente do Brasil ora em campanha.

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El papa Francisco dijo hoy que en la crisis económica que atraviesa el mundo “los propios seres humanos son considerados como bienes de consumo que pueden ser utilizados y desechados” y pidió una reforma financiera ética y a favor de los más desfavorecidos.

El papa pronunció un discurso ante cuatro embajadores que presentaron sus cartas credenciales y ante los que por primera vez desde que fue elegido el pasado 13 de marzo abordó la crisis financiera y se centró en las causas y consecuencias.

Incluso en los llamados países ricos – aseveró -, la alegría de la vida es cada vez menor, la indecencia y la violencia van en aumento, la pobreza es cada vez más evidente y “la gente tiene que luchar para vivir y, con frecuencia, vivir de una manera indigna”.

“Nuestra relación con el dinero, y nuestra aceptación de su poder sobre nosotros mismos y de nuestra sociedad” es una de las causas de esta situación, en su opinión.

“El origen último – de la crisis financiera – está en una profunda crisis humana”, mantuvo.
Y comparó la situación con la adoración del becerro de oro de la antigüedad, que ha encontrado “un nueva y despiadada imagen en el culto al dinero y en la dictadura de una economía”, que no tiene rostro y carece de cualquier objetivo verdaderamente humano.

La crisis financiera y económica mundial parece poner en evidencia sus distorsiones y sobre todo, “una carencia de perspectiva antropológica, que reduce al hombre a una de sus necesidades, el consumo”, dijo el papa.

En circunstancias como éstas, la solidaridad, que es la riqueza de los pobres, a menudo se considera contraproducente, “porque se opone a la lógica de las finanzas y de la economía”, mantuvo.

Mientras las rentas de una minoría crecen de manera exponencial, los de la mayoría se debilitan, relató.

Según el papa, este desequilibrio viene de las ideologías que defienden la autonomía absoluta de los mercados y la especulación financiera, y por tanto niegan el derecho de control de los estados, encargados de salvaguardar el bien común.

El papa argentino agregó que se ha instaurado una nueva tiranía, a veces invisible, a veces virtual, que impone de forma unilateral y sin remedio sus propias leyes y reglas.

Por otra parte, -explicó- el endeudamiento y el crédito alejan a los países de su economía real y a los ciudadanos de su poder de compra.

“La adoración del antiguo cordero de oro”

ditadura”Ha una nueva y despiadada imagen de la superstición en el dinero y en la dictadura de la economía sin rostro ni objetivo realmente humano”.

Papa Francisco

La canciller alemana Angela Merkel y el Papa Francisco, en su reunión de este sábado en el Vaticano.REUTERS.
La canciller alemana Angela Merkel y el Papa Francisco, en su reunión de este sábado en el Vaticano. REUTERS

La canciller alemana, Angela Merkel, ha mantenido un encuentro con el Papa Francisco en el que la jefa del Ejecutivo alemán ha respondido a las críticas del Pontífice contra “la dictadura de la economía” pidiendo una mayor regulación de los mercados. “Las crisis estallan porque no se respetan las reglas del mercado social”, declaró Merkel al término de la inusualmente larga reunión de 45 minutos con el Papa. “La economía está para servir a la gente y en modo alguno ha sido este el caso durante los últimos años”, reconoció no obstante la canciller.

El pasado jueves, el Papa emitió una dura crítica contra el sistema financiero. “La adoración del antiguo cordero de oro”, declaró Francisco, “ha encontrado una nueva y despiadada imagen de la superstición en el dinero y en la dictadura de la economía sin rostro ni objetivo realmente humano”.

En respuesta, Merkel declaró ante los medios que los escándalos criticados por el Papa demuestran que “los diferentes mecanismos de control no han funcionado correctamente”. “Estamos progresando pero en modo alguno hemos llegado a un punto en el que podamos descartar un descarrilamiento similar en un futuro”, consideró la canciller.

“El Papa Francisco ha dejado muy claro que necesitamos una Europa fuerte y justa, y creo que su mensaje incita al ánimo”, declaró Merkel, presidenta de su partido Unión Democristiana, quien resaltó que tanto ella como el Papa han vivido “bajo el yugo de la dictadura”. Él, bajo la Junta Militar argentina; ella, bajo la Alemania comunista.

La canciller aprovechó su visita para regalar al Papa (quien vivió brevemente en Alemania como sacerdote jesuita) tres volúmenes de poesía de Friedrich Hölderlin y nada menos que 107 discos del compositor y maestro de orquesta alemán Wilhelm Furtwaengler. “No sé si tendrá tiempo para escuchar todos”, bromeó la canciller.

 

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Bezerro de ouro

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