Vale do Rio Doce o maior roubo da história mundial. Conheça o preço do gostoso picolé de Lemann e da filha de Serra

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A 12ª maior empresa do mundo foi vendida por Fernando Henrique, na maior rapina da história da corrupção mundial. Entregue aos piratas por 3,3 bilhões de dólares, Vale 287 bilhões

Vários jornalistas e políticos denunciaram, na época, o abafo. Os operários da Vale protestaram e foram repelidos a ferra e fogo. Foi um crime de traição do Brasil.

Tomando como exemplo a compra da gigante americana Heinz, pelo fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann, há pouco mais de um mês, o negócio foi fechado por duas vezes o faturamento e 19 vezes o lucro da companhia.

Considerando a avaliação da Heinz, qual seria o preço real da Vale do Rio Mais do Que Doce?

 

VALE DO RIO MAIS DO QUE DOCE PARA OS TRAIDORES DO BRASIL E PIRATAS INTERNACIONAIS 

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Informa a Wikipédia: A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo. Brasileira, criada para a exploração das minas de ferro na região de Itabira, no estado de Minas Gerais em 1942 no governo Getúlio Vargas.

A Vale é hoje uma empresa privada, de capital aberto, com sede no Rio de Janeiro , e com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBOVESPA), na Bolsa de Valores de Paris (L15) (NYSE Euronext (L16), na Bolsa de Valores de Madrid (L17) (LATIBEX (L18), na Bolsa de Valores de Hong Kong (L19) (R4) (HKEx (L20) (R5) (HKEx) e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), integrando o Dow Jones Sector Titans Composite Index.

É considerada a terceira maior mineradora do mundo, a maior produtora de minério de ferro e a segunda maior de níquel. A Vale destaca-se ainda na produção de manganês, cobre, carvão, cobalto, pelotas, ferroligas e alguns fertilizantes, como os fosfatados (TSP e DCP) e nitrogenados (ureia e amônia).

O Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da Vale (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 49% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,03%.

Opera em 13 estados brasileiros e nos cinco continentes e possui mais de dez mil quilômetros de malha ferroviária e 9 terminais portuários próprios. É a maior empresa no mercado de minério de ferro e pelotas (posição que atingiu em 1974 e ainda mantém) e a segunda maior produtora integrada de manganês e ferroligas, além de operar serviços de logística, atividade em que é a maior do Brasil.

No Brasil, os minérios são explorados por quatro sistemas totalmente integrados, que são compostos por mina, ferrovia, usina de pelotização e terminal marítimo (Sistemas Norte, Sul e Sudeste). A Vale consome cerca de 5% de toda a energia produzida no Brasil.

Em 2008 seu valor de mercado foi estimado em 196 bilhões de dólares pela consultoria Economática, perdendo no Brasil apenas para a Petrobras (287 bilhões) e se tornando a 12ª maior empresa do mundo.

A Vale foi privatizada no dia 6 de maio de 1997 – durante o governo de Fernando Henrique Cardoso – com financiamento subsidiado, disponibilizado aos compradores pelo BNDES.

A venda do controle acionário da Vale foi concretizada em 6 de maio de 1997 para consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, de Benjamin Steinbruch, que adquiriu o controle acionário da Vale por US$ 3.338.178.240 ou cerca de 3,3 bilhões de dólares, na ocasião., representando 27% do capital total da empresa, antes pertencente à União, que representavam 41,73% das ações ordinárias (com direito a voto) da empresa. As ações preferenciais (sem direito a voto) continuaram em mãos de acionistas privados.

Esse enorme ganho de lucratividade se deveu, sobretudo, ao grande aumento havido no preço do minério de ferro – que subiu 123,5% entre 2005 e 2006 – graças ao aumento da procura mundial, sobretudo pela China – o que permitiu à Vale, a maior detentora de reservas de minério de ferro do mundo, fazer pesados investimentos e implementar controles de gestão, tornando-se ainda mais competitiva para atender, assim, às novas necessidades chinesas e, conseqüentemente, manter sua posição de maior exportadora de minério de ferro do mundo.

 

POR QUE LEMANN E VERÔNICA PAGARAM TANTO PELO PICOLÉ?

 

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247 – No dia 14 de março deste ano, o fundo 3G, do bilionário Jorge Paulo Lemann, protagonizou a maior aquisição da história da indústria alimentícia. Por US$ 23 bilhões, ele e seus sócios compraram a gigantesca empresa norte-americana Heinz, dona da principal marca de ketchups do mundo.

Negócios desse porte sempre obedecem a critérios claros e objetivos. No caso da Heinz, o 3G pagou o equivalente a duas vezes o faturamento da Heinz, de US$ 11,5 bilhões no ano passado, e 19 vezes o lucro da companhia. Essa relação preço/lucro, o chamado P/E (price/earnings), é o principal parâmetro utilizado em avaliações de empresas. Uma relação de dez vezes o lucro, muitas vezes, é adequada numa aquisição, mas há também casos em que se pagam prêmios, como no caso da Heinz.

Nada, no entanto, é comparável ao negócio fechado por Lemann e Verônica Serra, sócios do fundo Innova, na compra de 20% da minúscula sorveteria Diletto, de Cotia (SP), por R$ 100 milhões. A empresa, que tem dois anos de vida e fatura R$ 30 milhões por ano, foi avaliada em R$ 500 milhões. Ou seja: 17 vezes o faturamento. Se o critério utilizado na Heinz fosse semelhante, a empresa americana valeria US$ 195,5 bilhões, e não os US$ 23 bilhões pagos pelo 3G. A relação preço/lucro da Diletto é desconhecida, uma vez que seus números não são públicos e não se sabe sequer se a companhia começou a lucrar.

Procurados pela reportagem do 247, nem o fundo Innova nem o bilionário Lemann informaram quais foram os critérios que embasaram a aquisição. Por exemplo, quem fez a avaliação e quais foram os parâmetros utilizados?

Verônica, como se sabe, é filha de José Serra e teve seus negócios esquadrinhados no livro “Privataria Tucana”, um best-seller publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Depois de uma bolsa de estudos em Harvard, concedida pelo próprio Jorge Paulo Lemann, ela se tornou gestora de fundos de investimento, ao lado do marido Alexandre Bourgeois.

Lemann, por sua vez, foi diretamente beneficiado no governo FHC, pela decisão mais importante de sua trajetória empresarial: a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, da fusão entre Brahma e Antarctica, ocorrida em 1999, que lhe deu 70% do mercado brasileiro e musculatura monopolista para crescer em outros países.

Naquele momento, o Cade era presidido por Gesner Oliveira e José Serra era candidato à sucessão de FHC. Serrista de carteirinha, Gesner se tornou presidente da Sabesp, estatal de saneamento, no governo tucano. E, depois da fusão Brahma-Antarctica, o Cade jamais voltou a permitir a realização de outros atos de concentração de mercado tão intensos. Por exemplo, ao comprar a Sadia, a Perdigão se viu forçada a vender vários ativos.

Leis que restringem monopólios existem nos Estados Unidos desde o início do século passado para proteger indivíduos e consumidores do poder das grandes corporações. Recentemente, ao tentar comprar a cervejaria mexicana Modelo, Lemann teve suas pretensões barradas por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, país onde ele também enfrenta a acusação de aguar a cervejaria Budweiser, prejudicando a qualidade de um ícone americano, em favor do lucro.

O caso Diletto é tão fora dos padrões que gerou até uma movimentação atípica, nos meios de comunicação, para preservar as imagens de Lemann e de Verônica. Nas reportagens, o nome da filha de Serra aparece no fim, quase escondido. Além disso, embora a transação tivesse sido anunciada na noite de segunda-feira, uma reportagem-exaltação já aparecia impressa, na manhã do dia seguinte, na versão brasileira da revista Forbes, sobre o “estilo Lemann” e o porquê da decisão de entrar no mercado de sorvetes.

Em reportagem anterior do 247 sobre o caso (leia mais aqui), diversos leitores levantaram uma questão intrigante: será que, por meio de uma aquisição totalmente fora dos parâmetros tradicionais, recursos oriundos da chamada “privataria” estariam sendo internalizados no Brasil?

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Ejecutivos brasileños: Buenos para sus accionistas, un peligro para la humanidad

Por Equipo Otramérica / Varias fuentes

Los diarios comerciales del hemisferio destacan la presencia de los CEO (directores ejecutivos) de sus empresas en el último ranking conocido como si de los juegos olímpicos se tratase. Las primeras posiciones son todas para ejecutivos brasileños. El ranking premia la rentabilidad de sus empresas pero… ¿para quién son buenos estos personajes?

De izquierda a derecha y de arriba a abajo: Steinbruch, Agnelli, Novis Botelho y Zaroni Torres.
De izquierda a derecha y de arriba a abajo: Steinbruch, Agnelli, Novis Botelho y Zaroni Torres.

Hoy se ha conocido el top 50 de “Los CEO con mejor desempeño de Latinoamérica”. Cierto que la calificación la hizo el IAE Business School de Argentina. También es cierto que el criterio declarado para posicionar a los mejores directores ejecutivos del hemisferio era “la rentabilidad de las acciones de la empresa en su sector y en su país”. Es decir, que no había ningún criterio de sostenibilidad del negocio, respeto de los derechos laborales o relación con la comunidad. Parece que eso no figura en las materias de la prestigiosa escuela de negocios del Cono Sur.

Nos ha sorprendido que los medios nacionales hoy hacen palmas a los éxitos de sus ejecutivos. Por eso, hemos mirado con atención el ranking y hemos hecho por ellos un pequeño repaso de la ‘otra’ historia de algunos de los premiados y de sus empresas.

26 de los 50 “mejores” CEO de América Latina son brasileños. Lo que ya nos da una pista del poder del subimperio gobernado desde Brasilia, donde política y negocios van de la mano. El último ejemplo lo vivimos a final de julio cuando Hugo Chávez, minutos antes de celebrar la entrada de Venezuela a Mercosur con sus homólogos en Brasilia, firmó un contrato con la empresa de aeronáutica brasileña Embraer para la compra de 6 aviones E190AR por valor de 270 millones de dólares y una opción de compra para completar 14 aeronaves para la compañía estatal Conviasa que sumarían 900 millones de dólares. Brasil no da puntada sin cerrar negocio.

Precisamente, el director ejecutivo más rentable para sus accionistas fue Mauricio Novis Botelho, de Embraer, quien logró una rentabilidad de accionista ajustada por país del 5.881%. Embraer es una empresa experta en la fabricación de aviones de Guerra Tucano, con los que Brasil ha hecho excelentes negocios en países en conflicto como Colombia, Irak, Irán, Perú, Egipto o Angola, entre otros. La Guerra es rentable.

El segundo en la lista es Roger Agnelli de la archienemiga de las comunidades Vale, la multinacional de la minería que ha logrado este 2012 el ‘reconocimiento’ como la peor empresa del año en los Premios Ojo Público, que conceden Greenpeace Suiza y la Declaración de Berna por su permanente violación de los derechos humanos y sus ataques al ambiente. Una vez dicho esto, quizá sea interese que el señor Agnelli ha logrado una rentabilidad de accionista del 934%.

El tercero en el top 50 es Benjamin Steinbruch, director ejecutivo del Consorcio Siderúrgico Nacional (CSN), también de Brasil. El señor Steinbruch ha sido un gran gestor, mejorando en 1.655% la rentabilidad de accionista ajustada por país, pero al IAE de Buenos Aires se le olvidó consultar el pésimo balance ambiental de la división más rentable de CSN: la minera. Lo saben bien los habitantes de Congonhas (Minas Gerais), donde CSN tiene su principal apuesta en minas de hierro en las que ha invertido cerca de 10.000 millones de dólares. El patrimonio cultural barroco, el ambiental y la salud de esta población de 50.000 habitantes está en jaque gracias a la voracidad de CSN, que ya tiene denuncias del Ministerio Público Federal en Volta Redonda (Rio de Janeiro) por atentar contra la salud pública en el manejo de residuos sólidos.

Sólo dos ejemplos más. El cuarto en la lista con rentabilidades millonarias es Manoel Arlindo Zaroni Torres, de Tractebel Energia, una empresa que tiene poco de brasileña aunque su sede principal esté en Florianópolis. Tractebel, mayor productor privado de energía en Brasil, es propiedad en un 69% de otra empresa con mala fama: la francesa GDF Suez. Tractebel ha sido denunciado por actividades antisindicales por el Ministerio Público do Trabalho en Brasil y es uno de los peores enemigos del Movimento dos Atingidos por Barragens (Movimiento de Afectados por Represas). Tractebel es un claro beneficiado de la política de subsidios estatales a la compra de energía generada por operadores privados y, además, participa del suculento plan del Gobierno de construir 500 hidroeléctricas antes de 2015.

Por último, un súper ejecutivo de un sector muy diferente: Miguel Gomes Pereira Sarmiento Gutierrez, de Lojas Americanas. Lojas Americanas es un gigante de las tiendas por departamentos con 622 sucursales en 24 estados de Brasil. El problema es que Miguel Gomes consigue rentabilidad extra con trampas. Por ejemplo, declarando fiscalmente como sector alimentación o supermercado, dependiendo del Estado, para no tener que suscribir la convención colectiva del sector de tiendas, que es más beneficioso para los trabajadores. Según las múltiples denuncias que acumula –y varis sentencias en su contra-, Lojas Americanas también acostumbra a saltarse a la torera los horarios comerciales sin remunerar a sus trabajadores por los días feriados y haciendo competencia desleal al pequeño comercio; suele ofrecer pésimas instalaciones de vestuarios y otras a sus empleados, y, según un tribunal de Maranhao, también “viola la dignidad humana de los trabajadores”.

No seguimos con el relato, pero pueden hacer el rastreo de los siguientes CEO y, es probable, que encuentren perlas similares. La buena noticia para las mujeres es que no hay ni una entre los top 50. Aunque esto se pudiera interpretar como un problema de falta de presencia en los sectores que toman decisiones, de algún modo salva la dignidad de género el no participar de estas prácticas.