Três mulheres são estupradas por dia em Belo Horizonte

O governador Antônio Anastasia nem aí.

O prefeito Márcio Lacerda nem aí. Veja vídeos 

Hoje em Belô.
Hoje em Belô.

Devia ser assim: Lugar da mulher é onde ela quiser! Na Universidade Federal de Juiz de Fora, uma estudante menor de 17 anos, desflorada no campus, em uma festa de calouros, no Instituto de Artes e Design, teve de abandonar a faculdade.

“É preciso refletir tanto sobre as formas como o capitalismo e o patriarcado mercantilizam a vida e o corpo das mulheres, como os instrumentos de resistências aos quais dispomos. Essa segunda tarefa passa por perceber que, muitas vezes, a violência contra as mulheres precisa de uma resposta rápida e incisiva, como se deu com a Marcha das Vadias, mas que seu enfrentamento deve ser um processo cotidiano, que vai além de um evento.
a opressão das mulheres na conjuntura atual revelam a necessidade de formas de mobilização e instrumentos de resistência que ultrapassem os limites da Marcha das Vadias. Essa resistência tem sido forjada há anos pelo conjunto dos movimentos de mulheres, pela articulação de mulheres nos movimentos mistos e pelas alianças entre movimentos que tem na sua base a luta por outro sistema. Não é possível “resolver” a opressão das mulheres, nos auto-intitulando “todas vadias”. Mas é preciso aprender com as novas formas de articulação, potencializadas pelas tecnologias da informação e comunicação, atualizando nossas formas de ação.
É preciso reafirmar a importância da auto-organização e resistência das mulheres para construção de um mundo baseado na igualdade, na solidariedade e livre de violência. É preciso fortalecer a nossa luta cotidiana contra a mercantilização das mulheres.
Negamos a falsa liberdade, oferecida pelo mercado, que se encerra unicamente na ideia de não ter impedimentos para a ação. Esta idéia está na base da banalização da sexualidade, tornando-a mais um produto a serviço dos lucros. Temos que ir além disso. É preciso construir a liberdade como condição necessária para a igualdade e como condição da autonomia tanto coletiva como individual das mulheres. Somente a partir desta compreensão é que faz sentido seguir em marcha até que TODAS sejamos livres!
Assim, estamos em constante luta para que as mulheres não sejam caracterizadas como vadias por sair dos padrões de comportamento, nem como qualquer outro símbolo que as menospreze e as diminua.  Reafirmamos o direito de todas as mulheres viverem livre de estigmas, estereótipos, violência e exploração!!!
Marcha Mundial das Mulheres
(Transcrevi trechos. Leia mais 

15-M Brasil. Não temos movimento de indignados. Temos despejos da justiça. Sempre contra o povo

Esta manchete ( “15 horas de terror”) de um jornal de Belo Horizonte me enganou. Fui ler a notícia acreditando que falasse dos mil habitantes da Capital mineira que, às 6 horas da madruga, acordaram com a zoadeira dos latidos e dos relinchos da polícia, enquanto o prefeito de m. dormia, e dormia o desembargador Afrânio Vilela.

Justamente às 6 horas,  mais de mil belo-horizontinos eram acordados pela polícia montada e a pé, com seus cachorros treinados. Isto sim que é terror. Que a polícia em bairro de pobre, em rua de pobre, sempre chega metendo o pé na porta, e atirando.

A manchete do “Aqui” era sobre mais um sequestro de gerente em um assalto de banco. Para resolver tais casos falta polícia.

A imprensa chora. Não pelo pobre bancário. A imprensa conservadora sempre geme pelos bancos.

Espanto besta da imprensa. Dinheiro roubado de banco, o seguro paga. Banco sempre recebe com juros.

Um vivente retirado de sua casa, na marra, também considero terrorismo. E quando são mais de mil?

E quando as moradias dessas pessoas são derrubadas…  isso tem nome?

Descreve Diniel Silveira 

Em meio a um amontoado de colchões, roupas e o pouco que restou das dezenas de barracos da ocupação Eliana Silva, na Vila Santa Rita, Região do Barreiro, em Belo Horizonte, cerca de 100 pessoas decidiram permanecer no local desde essa sexta-feira, quando a Polícia Militar iniciou o cumprimento do mandado de reintegração de posse da área. Dormindo ao relento e se valendo de sombrinhas para se proteger do sol forte, os integrantes do grupo mantinham esperança de poder permanecer no local. Entretanto, após reunião entre as lideranças do movimento, ficou decidido que o terreno seria totalmente desocupado. As pessoas saíram da área no começo desta noite.

Entre as pessoas que permaneceram na área, cerca de 20 são crianças, a maioria de colo. Segundo um dos líderes da ocupação, Leonardo Péricles, coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, a situação precária em que as crianças se encontram foi determinante para a decisão de deixar a área.

Cerca de 50 policiais militares também permaneceram no local desde a noite anterior. Segundo o tenente Thiago Rocha, não houve nenhum tipo de protesto ou confronto. Ele permitiu a entrada de água e alimentos no terreno. Como os fogões industriais que havia no local foram retirados pela PM, restou ao grupo improvisar um fogão a lenha.

Frei Gilvander é uma das pessoas que também permaneceram no local. Articulador dos movimentos de sem teto e sem terra, ele recebeu permissão dos policiais para receber até cinco pessoas por vez dentro da área. Enquanto isso, todo o terreno começou a ser cercado pela prefeitura com arames farpados. Tal situação, segundo a assessoria do Ministério Público, seria questionada à Justiça por dois promotores da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social, uma vez que a cerca está sendo instalada em um terreno sub-judice.

Com informações de Pedro Ferreira.

Cerca de arame farpado lembra campo de concentração. Veja vídeo 

Veja a razão da minha revolta, de meu nojo dessa gente. Leia 

Jornal esqueceu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais abriu um puta manchetão hoje para o Superior Tribunal de Justiça, e esqueceu, contrariando a lei da proximidade do jornalismo – as notícias de onde o leitor reside são as mais importantes – o desembargador Afrânio Vilela, que mandou a polícia continuar com a demolição das casas de mais de mil moradores de Belo Horizonte.

Um despejo divino, solicitado por Márcio Lacerda, exaltado numa canção como prefeito de M. Veja vídeo

Desembargador Afrânio Vilela ordena que a polícia continue a derrubada de mais de 300 residências em Belo Horizonte. Cerca de mil moradores ficam sem teto

Prontamente negado, pelo desembargador Afrânio Vilela, o pedido de liminar que poderia garantir o direito de moradia da Ocupação Eliana Silva, no terreno localizado na Vila Santa Rita, no Barreiro, em Belo Horizonte.

A solicitação foi feita pela Defensoria Pública, depois que a Polícia Militar já havia derrubado dezenas de barracos.

Para o desembargador Afrânio Vilela, embora o direito à moradia seja devido a todos, outros direitos fundamentais não podem ser violados.

Considerou Videla, entre outros fatores, o fato de que o terreno está localizado em uma área de preservação ambiental, em área íngreme, imprópria à habitação e que, com isso, a ocupação desordenada representa risco não só ao meio ambiente, como à segurança das próprias famílias.

Este não foi o entendimento da justiça que mandou entregar, em São João da Barra, no Rio Janeiro, matas, bosques, 4oo fazendas, praias e lagos para Eike Batista construir um porto e  usinas de cimento, ferro e aço. Se o complexo industrial não sair do papel – no seu todo ou parte =, pouco importa. Terra dada para rico é terra dada para toda a eternidade.

Em seu parecer, Videla determinou que os oficiais de Justiça, que acompanham a desocupação da área, zelem pela segurança dos envolvidos, sobretudo das mulheres e crianças.

Aconteceu que a ocupacão militar foi realizada com violência (leia)

Polícia contra o povo. 400 soldados, fortemente armadas, invadem Elina Silva
Polícia contra o povo. Quatrocentos soldados, fortemente armados, invadem Eliana Silva

Eis o destino dos moradores. Agora todos os direitos fundamentais estão garantidos.

Mulher paralítica sendo levado para a terra garantida pelo desembargador Afrânio
Mulher paralítica sendo levado para a Terra Prometida

Os munícipes do prefeito Márcio Lacerda, do PSB, que moravam na Eliana Silva, possuem um novo lugar, uma nova vida.

O novo local, que logo terá água, luz e outros serviços essenciais, como merecida homenagem,  merece o nome do prefeito de Belo Horizonte: Ocupação de M.

Prefeito de m. Márcio Lacerda despeja 350 famílias. Falta agora doar o terreno para um empresário amigo

Belo Horizonte virou uma Roma de Nero
Belo Horizonte virou uma Roma de Nero

A justiça brasileira tão lenta e cara, costuma agir rápida e militarmente no desalojamento de pobres famílias pobres. Isso no Brasil dos sem teto. É a justiça PPV. Do Pinheirinho, em São José dos Campos. Com a soldadesca comandada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Ivan Sartori. Cães de guerra que atiram balas contra o povo, jogam bombas contra o povo, toda uma batalha desigual para favorecer um empresário corrupto, Naji Nahas, ex-preso da Polícia Federal. É a justiça PPV. Do governador Sérgio Cabral, também inimigo do povo, que desapropriou matas, bosques, fazendas e praias, em São João da Barra, para presentear o bilionário Eike Batista, que se autodenomina Bundinha de Ouro. Leia mais 

É a justiça dos despejos e dos precatórios que beneficiam os  corruptos moradores de palácios encantados no Brasil e no exterior. Taí o dono da Delta como exemplo. Isso acontece porque empresas corruptas não podem ser punidas criminalmente.  Tanto que, só agora,  informa o jornalista Flávio Ferreira,

a comissão do Senado que prepara a proposta de um novo Código Penal aprovou a inclusão da criminalização de empresas que participam de casos de corrupção contra a administração pública.

Se aprovado, o anteprojeto poderá permitir o fechamento ou a imposição de penas como multas ou prestação de serviços à comunidade contra as empresas.

Segundo o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, nos delitos contra o patrimônio público é insuficiente punir apenas os executivos ou funcionários de pessoas jurídicas diretamente envolvidos nos crimes.

“A ideia é surpreender esse fenômeno infelizmente comum no Brasil no qual a pessoa jurídica se vale de funcionários como se fossem laranjas, e quando chega a hora da responsabilização criminal, só os funcionários são responsabilizados e a empresa continua com sua atividade perniciosa e nociva. Pela nossa proposta isso acabou”, disse Gonçalves.

É a justiça de um Brasil cruel. Que escravizar uma pessoa constitui uma inflação menor que um conflito de trânsito. Confira .  E todo escravocrata sequestra, prende, tortura e rouba o salário dos miseráveis.

A polícia herodiana em ação hoje em Belo Horizonte
A polícia herodiana em ação hoje em Belo Horizonte

PREFEITO DE M.

O prefeito de Belo Horizonte, do PSB, mandou despejar 350 famílias sem teto da Ocupação Eliana Silva, localizada no bairro Barreiro de Baixo, na Avenida Perimetral, Santa Rita, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. O despejo começou a partir das 6 horas da manhã desta sexta-feira, quando “seu” M. ainda dormia. Cem barracos já foram demolidos e os moradores que se danem.

Faz bem o povo cantar. O nome dele  “Começa com m, termina com erda. Adivinha o que que é”.  Escute a música.

Os cães contra o povo
Ensinaram 400 cães a morder os pobres

DIVINA AÇÃO

A ação de despejo coletivo, realizada no prende e arrebenta, por 400 policiais fortemente armados, foi autorizada pela juíza da 6ª Vara de Feitos da Fazenda Municipal da Comarca de Belo Horizonte,  Luzia Divina de Paula Peixoto, cujo despacho foi publicado em 26 de abril último. Exemplar justiça rápida!  Veja vídeo da brutalidade policial contra o pobre povo pobre. São 1. 400 pessoas jogadas na rua. Viviam miseravelmente. Mesmo assim toda mãe de família, que morava em um casebre,  chora: – perdi tudo.

Cavalaria montada no povo de Belo Horizonte
Cavalaria montada no povo de Belo Horizonte

Leia.