Belo Horizonte. Os viadutos quando desabam

por Nina Rizzi

 

BRA_HED hoje

 

antinotícia de jornal
– ‘agora sim vamos falar da copa’, jornal hoje

é triste os viadutos quando crescem
a interromper a paisagem

mas mais tristes são os viadutos quando desabam
a interromper o progresso

da ida à feira em busca de tomates mais baratos
– enormes, tóxicos

o progresso
de umas vidas anônimas
que não interrompem

não interrompem
o tilintar dos copos
e as pessoas na copa

 

 

A tragédia do viaduto em BH

por Cristina Moreno de Castro

 

image viaduto 1

 
Charlys saiu mais cedo de casa
– não voltou.
Hanna iria à Fan Fest hoje
Mas a Copa acabou.
Não era moto, era um Uno Vivace
Que levou 15 horas para sair
Charlys ia passar às 15h
Para fazer sua mulher sorrir.
Mas o que caíram foram lágrimas
Porque a pequena de Hanna
Fará 6 anos de idade
Sem o abraço da mama.
Prefeito que diz não ser babá
Diz também que foi acidente
“É normal”, “acontece”, anota lá
Mas é claro que muito se sente.
(Caiu pedaço de viaduto!
Já se viu tal absurdo?)
“Não quero avançar em responsáveis”,
Que ninguém sabe mesmo quem são
Fiscais, engenheiros, a Copa?
A pressa, a corrupção.
O que sei é que Hanna e Charlys
Tinham 24 e 25 anos
E as outras 22 vítimas
Terão toda uma vida de danos.
E uma cidade inteira
Perdeu a fé em seu próprio chão
“Debaixo de viaduto não passo”
Escuto do cabreiro povão.
Para mim, a Copa acabou
Perdi a vontade de torcer
E, se antes a Seleção chorou,
Agora quem chora sou eu e você.
Era verdade mesmo, então:
Brasil não merece evento-celebração
Porque só levou 22 dias
Pra festa virar decepção.

 

—-

Veja galeria de fotos

 

 

Aécio deixou a saúde de Minas sucateada. Veja fotos do atendimento médico nos corredores do Pronto Socorro de Belo Horizonte. E pacientes deitados no chão

Desde os tempos de Aécio Neves governador, nada mudou na rede hospitalar de Minas Gerais, estado governado por tucanos.

Publica hoje Tribuna de Minas: A Secretaria de Saúde instaurou sindicância para apurar denúncias de falta de medicamentos, médicos e leitos no Hospital de Pronto Socorro (HPS). A iniciativa foi tomada após a divulgação de imagens da situação da unidade na rede social. O problema é recorrente. No início do mês passado, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira, visitou a instituição acompanhado de representantes de sindicatos médicos de vários estados brasileiros e do representante local da categoria, Gilson Salomão, e confirmou a falta de estrutura. Entre os gargalos, o sindicalista destacou a falta de profissionais, além de considerar o número de leitos disponibilizados como insuficiente para atender à demanda dos usuários locais. A situação não foi diferente da encontrada pelo professor Ramon Gomes, 35 anos. Internado no HPS para aguardar cirurgia após um acidente de trânsito, entre os dias 17 e 20 de fevereiro, ele fez registros de outros pacientes dormindo pelos corredores e até no chão da ala de observação masculina.

Com fratura no cotovelo e esmagamento do rádio, ele ficou quatro dias na unidade sem atendimento de traumatologista. “Cheguei urrando de dor, com fraturas e machucados, e me encaminharam para a observação masculina. Me deixaram em uma maca no meio do corredor, me deram apenas analgésico na veia e sequer limparam minhas escoriações. No segundo dia, dormi no chão. Um outro paciente com pneumonia também dormiu no chão, e nem cobertor para se cobrir havia. É absurdo o descaso com a saúde. Tinha gente lá aguardando transferência há dez dias”, relatou.

Subsecretária de urgência e emergência, Adriana Fagundes informou que foi instaurada sindicância para que o grupo gestor multidisciplinar que atua no hospital apure as denúncias, mas negou a falta de leitos. “A observação é um setor mais dinâmico, onde há também atendimento em cadeiras e poltronas, mas não há falta de macas e camas. Dispomos de acomodação para todos. De qualquer forma, vamos apurar se houve descaso de algum funcionário. E, se houve, vamos tomar as medidas enérgicas necessárias.”

Paciente dorme no chão, sem coberto, debaixo de uma cama
Paciente dorme no chão, sem coberto, debaixo de uma cama
Corredor da morte. Usuários do HPS são atendidos em cama enfileiradas em corredor
Corredor da morte. Usuários do HPS são atendidos em camas enfileiradas em corredor
Atendimento é feito em corredor, onde outros pacientes estão deitados em maca sem lençol
Atendimento é feito em corredor, onde  pacientes estão deitados em maca sem lençol
Usuário flagra atendimento nos corredores
Usuário flagra atendimento nos corredores

Repercussão

As imagens feitas pelo professor repercutiram na internet e incentivaram novas denúncias, que levaram também representantes do Legislativo a conferir a situação no hospital. “Por ser uma unidade de urgência e emergência, o fluxo é bem variável e, no dia em que cheguei, já não havia pacientes no chão, mas muitos estavam em macas e colchões sem lençol. Não só lá, mas em outras unidades, há problemas estruturais, como paredes mofadas ou doentes colocados próximo a banheiros. Outra questão é a insuficiência de médicos e a escassez de profissionais de limpeza”, elencou o vereador Noraldino Júnior (PSC), que esteve no HPS após visualizar as denúncias na rede social.

No início do ano, os vereadores Wanderson Castelar (PT), José Fiorilo (PDT) e Antônio Aguar (PMDB), que integram a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, também visitaram a unidade para enumerar as falhas. Entre as principais estavam a demora no tempo de espera por transferências, a ausência de especialistas, sobretudo de traumatologistas, e a lotação da ala psiquiátrica. Na época, a subsecretária de Saúde explicou que os casos mais graves estavam sendo priorizados e que a expectativa era de melhoria da qualidade e da agilidade no atendimento com a implantação da rede de urgência e emergência.

Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, isso vem acontecendo desde 16 de fevereiro, quando mais três hospitais credenciados à rede de urgência e emergência iniciaram suas atividades em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Desde então, pacientes encaminhados e regulados pelo Samu que, após atendidos, permaneceriam sob os cuidados do HPS aguardando vagas em outros hospitais, agora são levados diretamente às unidades especializadas, de acordo com as especificidades de seu quadro clínico. Os casos de politraumatismo estão sendo direcionados ao Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, urgências e emergências em cardiologia, à Santa Casa de Misericórdia e pacientes para especialidades de cardiologia e neurologia são encaminhados ao Hospital Doutor João Felício. De acordo com a assessoria, houve uma redução de mais de 53% dos casos direcionados ao HPS considerando a regulação do Samu na primeira semana de funcionamento da rede. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, todas as dificuldades serão sanadas de forma efetiva com a inauguração do Hospital Regional, prevista para o ano que vem. A unidade terá 240 leitos, o dobro do disponibilizado atualmente pelo HPS.

Regularização de medicamentos ainda sem data

A falta de medicamentos na unidades é outro problema persistente. A expectativa era de que até este mês a situação estivesse sob controle, mas um novo impasse na licitação deve emperrar o prazo. “Tivemos uma reunião com o secretário de Saúde, que nos pediu um prazo máximo de 45 dias para o fornecimento ser regularizado em toda a rede. A situação é tão grave que estava havendo desperdício do dinheiro público. Os pacientes que precisam tomar soro usam um instrumento conhecido como dupla via, que tem preço médio de R$ 5, mas, pela falta do equipamento, estavam usando outro que tem preço médio de R$ 200. Soro e água destilada também estavam sendo desperdiçados, pois, como só havia em litros, era preciso abrir uma unidade para tirar a quantidade necessária – 100 ou 200 mililitros – e descartavam o resto”, denunciou o vereador Noraldino Júnior (PSC).

O secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, reconhece a falha na distribuição de medicamentos e insumos. “Realmente isso vem acontecendo. É o que chamamos de compra desbalanceada. É um problema de falta de instrumento gerencial. Não temos ainda um software, um programa que permita a gestão de 100% do nosso estoque. Além disso, quando determinado funcionário do hospital, por exemplo, sai de férias, aquele que assume, às vezes, não sabe que tem que informar a falta de tal insumo ou medicamento, e isso atrasa o pedido de compra, e prolonga a entrega. Muitas vezes, tivemos que abrir o soro de um litro, pois não havia dose de 100 mililitros. Com a nova empresa, teremos esse controle, pois todo o estoque, todas as doses, até mesmo as individualizadas, serão identificadas e controladas por código de barras.”

José Laerte explicou que a previsão era de que, até meados deste mês, o problema estivesse solucionado com o fim da licitação e a contratação da nova empresa responsável pelo fornecimento e distribuição dos medicamentos, mas que agora não há previsão. “Temos que aguardar porque a atual empresa entrou na Justiça questionando a licitação, e, com isso, não conseguimos contratar a vencedora que tem o software. Só conseguiremos dar um posicionamento sobre o gerenciamento após o fim desse processo. De qualquer forma, o abastecimento deve ser praticamente normalizado já que mais de 80% dos medicamentos já estão empenhados e esperando só a distribuição.”

AÉCIO QUER CENSURAR INTERNET PARA VIRAR SANTO DE PAU OCO

Publica 247: O senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, contratou o escritório Opice Blum Advogados Associados, para combater uma rede de críticas e difamações contra ele na internet. “O PSDB vai, a partir de agora, fazer uma ofensiva efetiva contra as quadrilhas virtuais”, diz o deputado federal Sampaio, que comanda o núcleo jurídico do partido. Segundo o deputado, esses grupos usam técnicas ilegais como robôs e fazendas de links para viralizar rumores contra o candidato tucano.

No diretório nacional do PSDB em Brasília, um grupo já trabalha monitorando as redes sociais e mapeando organizações e pessoas que divulgam supostas ofensas contra o pré-candidato tucano. “Aécio está usando o sagrado direito de defender-se de ações criminosas”, diz Sampaio.

Em fevereiro deste ano, Aécio sofreu nova derrota em uma ação na qual ele pedia para os sites de busca Google, Yahoo e Bing, da Microsoft, retirarem do ar links de páginas com referência a um suposto desvio R$ 4,3 bi da Saúde quando ele era governador de Minas Gerais. Segundo o PSDB, a suposta calúnia contra o tucano foi reproduzida em mais de 20 mil links que aparecem somente na busca do Google, o que justificou a decisão do senador de entrar com ações contra os sites de busca.

A juíza Ana Claudia Guimarães, que julgou o caso, afirmou que “a alegação de que são inúmeros os conteúdos localizados, por si só, não autoriza a drástica medida requerida, potencialmente violadora da garantia constitucional de liberdade de informação”.

SANTIAGO MORREU, CARONE ESTÁ PRESO, E AGORA MINAS GERAIS?

BRA^MG_EDM cinegrafista e agora Brasil

A polícia de Minas Gerais sempre joga bombas de efeito (i)moral e bombas de gás lacrimogêneo no povo, e atira com balas de borracha. O jornal Estado de Minas até festeja o terrorismo estatal com fogo de lágrima.

Agora com lágrimas de crocodilo o Estado de Minas pergunta: “Santiago morreu. E agora Brasil?”

Que choro hipócrita! Nenhuma palavra disse o Estado de Minas sobre a invasão policial da casa do jornalista Geraldo Elísio. Nem sobre Marco Aurélio Carone que continua preso.

Basta de lamúrias fingidas! No ano passado dois jornalistas foram assassinados em Minas, e o Estadão não cobra as prisões dos assassinos: uma quadrilha repleta de policiais.

Quantos civis já morreram em Minas nos protestos de rua? Em Belo Horizonte, inclusive, existe um viaduto da morte.

CENSURA, ABUSO JUDICIAL E POLICIAL EM MINAS 

censura nas redes sociais _ prisão de jornalista _ minas sem censura

Divulga Minas Sem Censura:

O mês de janeiro começou mal para a liberdade de imprensa em Minas. O “empastelamento” do Novo Jornal, site de notícias crítico ao governo de Minas Gerais, teve ação do Ministério Público, Justiça e execução pela Polícia Civil para se efetivar.

Independentemene do que se pense ou se avalie da qualidade desse portal de notícias, de propriedade do polêmico Marco Aurélio Carone, o que se denuncia é o uso do aparato público mineiro para que seja promovido um ato de truculência jamais visto em Minas, desde os tempos do Regime Militar.

Primeiro: a entrada do Ministério Público na trama revela o “vício de origem”. O promotor de Justiça, André Pinho, é o signatário do pedido de prisão de Carone. Ora, Carone reportou no Novo Jornal, uma querela envolvendo o citado promotor e seu próprio irmão. A partir daí, Pinho resolveu usar de seus poderes de “parquet” para pedir a prisão do proprietário do Novo Jornal, sob a suspeita de que ele teria incendiado seu carro! Isso mesmo: o promotor, supostamente vítima de Carone, pede a prisão de Carone?

Segundo: o despacho da juíza Maria Isabel Flek pedindo sua prisão é uma peça rancorosa, que justifica o ato de detenção sob argumento de que ele, em liberdade, poderia pressionar testemunhas e destruir provas, atrapalhando as investigações sobre os supostos delitos a ele atribuídos! Ora, sabe-me muito bem que o Novo Jornal comprou brigas homéricas com setores da justiça mineira.

Terceiro: as autoridades policiais que efetivaram a prisão e a busca e apreensão de pertences em seu escritório e na residência de um histórico jornalista mineiro, Geraldo Elísio (há sete meses afastado do Novo Jornal), são também desafetos de Carone. No caso dos policiais, estes são subordinados à cúpula da Polícia Civil. Carone, inclusive, faz uma denúncia gravíssima: o delegado Nabak lhe propôs “delação premiada”, em troca de que ele – Carone – acusasse os deputados Sávio Souza Cruz, Rogério Correia, Durval Ângelo e o ministro Fernando Pimentel, como mentores editoriais e financiadores do Novo Jornal.

Ou seja, essa ação atabalhoada será, obviamente declarada nula nas instâncias superiores da justiça, por todos os vícios de origem acima resumidos. Ela tem fins políticos claros: intimidação e produção artificial de provas contra desafetos de Aécio e Andrea Neves, Danilo e Rodrigo de Castro, o delegado Nabak, o promotor André Pinho, Azeredo, desembargadores, juízes, barões da mídia mineira, empresários etc.

Perguntas e respostas sobre o caso

Por que as autoridades e personalidades, supostamente constrangidas por Carone, não pediram direito de resposta às denúncias contra eles lançadas no portal? Por que, já que o processaram, não aguardam o rito se concluir? Afinal, a justiça é célere quando se trata dos interesses de proeminentes aliados de Aécio.

Por que não desmentem o rumoroso caso da Lista de Furnas, com dados mais consistentes, já que a mesma foi considerada autêntica pela Polícia Federal e reconhecimento em, pelo menos, duas ações judiciais? Por que não respondem sobre o caso da modelo assassinada, como suposta queima de arquivo do mensalão tucano? Por que o promotor que se ameaçado por ele não se declarou impedido de pedir sua prisão? Enfim, os desafetos dele, ao invés de percorrer o legítimo e ordinário rito judicial para incriminá-lo, adotam a espalhafatosa operação de censura e pressão.

E agora?

O Bloco Minas Sem Censura não entra no mérito da qualidade e editorial do Novo Jornal. Tudo que ali for escrito e documentado, independentemente do estilo, é material jornalístico, goste-se ou não de seu conteúdo e forma. E quem dele discordar pode e deve acionar os devidos canais judiciais regulares e não o uso da truculência estatal para calá-lo. O “Estado de exceção” que perdura em Minas Gerais é comprovado por esse gesto de autoridades e celebridades que gravitam em torno do clã Neves. Resistir a isso é um dever moral e uma necessidade republicana!

 

Olhar de fotógrafo

por Cristina Moreno de Castro

 

Cristina Moreno de Castro
Cristina Moreno de Castro

 

Andando rápido. Caminho longo.

Trinta minutos em quatro quilômetros.

Cidade no centro é pura fotografia.

Mulher ranzinza com bebê ao colo.

Nenhum sentimento, bela foto.

Prédios correndo rápido, carros lentos.

Na linda avenida com postes altos.

Sol de rachar, camelôs, vinis, barato.

Chego ao destino, mil vidas depois.

Puro pensamento.

Mais tarde, caminho de volta é sem compromisso.

Livros e teatros, bares e livros.

Maletta cheio de boemia precoce.

Ainda  é cedo e hoje é terça-feira.

Mas todos querem festa, querem descansar.

A hora mágica surge, espontaneamente

– como sempre.

E contrasta luzes da Praça

da Liberdade.

Estou livre, e feliz e cheia de vida.

Correria o triplo, se preciso fosse

e se não me privassem do meu pensamento.

Natal, tão longe, baixou seu clima no meu peito.

Misto de saudade e fé, desejo e necessidade.

Quero presentear a todos.

E viver natal como se fosse sempre.

Enquanto isso, três crianças devoram um cachorro-quente

um para cada.

E isso é felicidade.

– Que prédio alto! E acenam para o porteiro-pai.

E isso é minha felicidade.

Livre, estourando toda em mim.

Como as praças, e as casas velhas e os rostos enrugados

felizes de minhas fotografias.

 

 

 

 

a polícia veio e acabou com a festa

Foto Alex Almeida
Foto Alex Almeida
eu morava perto da favela da serra, em beagá – uma vez, numas férias de janeiro, lá pelos anos oitenta, as crianças arranjaram latas, umas duzentas, vestiram-se com jornais, passaram batom, as meninas com a barriga de fora, e saíram num samba lascado, ao modo deles… um desfile antes do carnaval!
batucavam, dançavam, umas alas bem organizadas, era lindo! toda tarde apareciam, sempre mais gente…

não durou uma semana! os vizinhos telefonaram, atentaram a polícia – ela veio e acabou com a festa!!!

permitir que crianças se organizem é um perigo!!!

Belo Horizonte esquece as 22 mortes das enchentes e reza para não chover hoje para festejar a virada de ano

Belo Horizonte. Moradores de três prédios foram obrigados a deixar os imóveis. Foto João Henrique do Vale
Belo Horizonte. Moradores de três prédios foram obrigados a deixar os imóveis. Foto João Henrique do Vale

 

Subiu para 22 o número de mortes confirmadas devido às chuvas que atingiram Minas Gerais nos últimos dias. Um corpo foi encontrado em Virgolândia (357 km de Belo Horizonte), na região do Vale do Rio Doce. Segundo a Defesa Civil, a identidade da vítima ainda não foi confirmada. Essa foi terceira morte registrada no município, onde, na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou o local.

Mais de 12 mil pessoas tiveram que sair de suas casas em Minas. Dessas, 3.015 estão em abrigos. As demais foram acolhidas por parentes e amigos.

Doença

No Espírito Santo, outro Estado que sofre com as chuvas nas últimas semanas, a secretaria da Saúde investiga a primeira morte por suspeita de leptospirose, doença transmitida através do contato com água e lama contaminada por uma bactéria presente na urina de ratos.

O caso foi registrado no sábado, na Grande Vitória. Segundo a secretaria, exames preliminares apontaram a suspeita de que a morte tenha ocorrido devido à doença.

Um novo exame foi enviado à Fiocruz para confirmar o diagnóstico. O resultado deve sair em até 30 dias. A identidade da vítima não foi divulgada.

A gerente de vigilância em saúde, Gilsa Rodrigues, afirma que a leptospirose é uma das maiores preocupações após as fortes chuvas no Estado.

Ela pede que a população fique atenta a sintomas como febre, dor no corpo, mal-estar, vômito, diarreia e dor de cabeça. “Na presença desses sinais, as pessoas precisam procurar imediatamente os serviços de saúde”, diz.

A secretaria também alerta para a possibilidade de doenças como hepatite A, febre tifoide e diarreia. Outra preocupação é a dengue -só neste ano, antes das chuvas, o Estado registrou 80 mil casos suspeitos, contra 54 mil em 2011.

22 mortes anunciadas. Mais do que previstas para dias de chuva. As novidades de Minas Gerais são festivas.

Uma rua de BH
Uma rua de BH

Na contagem regressiva
Réveillon da Alterosa na Pampulha traz novidades e espera público recorde
São esperadas mais que as 300 mil pessoas que foram à orla da Pampulha em dezembro passado

por Eduardo Tristão Girão

Show de fogos da Alterosa vai colorir os céus de BH
Já virou tradição: na virada do ano, quem está em Belo Horizonte e quer ver um belo show de fogos segue sem pestanejar para a orla da Lagoa da Pampulha. Na noite de terça-feira, o 24º Réveillon da TV Alterosa vai enfeitar o céu da capital mineira, com efeitos que prometem impressionar pela variedade de cores e formas. Para esta que é a grande festa pirotécnica do país em termos de diversidade (será também a maior da história do evento), é esperado um público recorde.

Todos os tipos de fogos existentes foram providenciados para a festa. Serão acionados de balsas e numa base em terra, com impressionantes 155 efeitos e cores variadas. Cakes e morteiros de até 10 polegadas, aéreos e aquáticos vão enriquecer o espetáculo. Este ano, o público poderá observar novas bombas, como a peixe verde, a lanterna japonesa, as abelhinhas prateadas, 1.000 cores, 1.000 palmeiras, carinha feliz, folhas de outono, flor de minas, cascata, maracá e leque, além do duplo coração, pensado para os apaixonados.

Serão 15 minutos de queima de fogos, de seis balsas espalhadas pelo espelho d’água da lagoa, entre a Igreja São Francisco de Assis e o vertedouro, e num ponto em terra, na Avenida Otácilio Negrão de Lima, próximo ao Museu de Arte da Pampulha. O formato segue padrão autorizado pelo Corpo de Bombeiros e é considerado o maior espetáculo pirotécnico embarcado em lagoa do Brasil, dividido em momentos especiais para os mineiros, com fogos que parecem abraçar o público.

“2014 será show de bola” é o tema desta edição do Réveillon da Alterosa. Por isso, o espetáculo de fogos terá as cores da bandeira nacional, com o verde simbolizando as matas e florestas, o amarelo representando o ouro e as riquezas, o azul exprimindo o céu e o branco enaltecendo o sentimento de paz. Corações e caras felizes farão, em efeitos especiais no céu, homenagem ao sentimento de união das famílias.

Os campeões mineiros deste ano no futebol também terão momentos distintos para comemoração. Chuva de prata para o Atlético Mineiro e estrela azul para o Cruzeiro, homenageando as importantes conquistas esportivas dos dois clubes. Bombas douradas vão representar o povo de Minas e será reservada para o final apoteótico o vermelho, cor compartilhada pela bandeira do estado e a logomarca da TV Alterosa.