Inglaterra queria um presidente estrangeiro na Petrobras. Um Reichstul

Petrobras é dos brasileiros
Petrobras é dos brasileiros

 

Divulga hoje a British Broadcasting Corporation (BBC)

Seis desafios do novo presidente da Petrobras

 

por Ruth Costas

 

[Duas traduções de uma notícia inglesa]

A nomeação do ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras foi apresentada pelo governo como reconhecimento pelo seu trabalho à frente de uma das maiores instituições financeiras brasileiras. Mas também pode ser vista como uma espécie de presente de grego. 

[Sinônimos de presente de grego: Burla, surpresa ruim inesperada, cilada. A expressão adveio da narrativa do cavalo de Tróia, na obra Eneida, de Vergílio. É o recebimento de algum presente ou dádiva que traz prejuízo ou não acontece beneficamente, como era para ser.

Com a nomeação de Bendine, quem sai derrotado nessa guerra pelo petróleo brasileiro? A notícia, ingenuamente, insinua que Bendine. Mas neste mundo capitalista quem está interessado em Bendine? Nem a BBC… em uma Petrobras dos brasileiros…]

Bendine assume a estatal no que é, provavelmente, o ponto mais baixo da sua história e não será fácil conduzi-la em meio à crise desatada pelas repercussões da Operação Lava Jato.

[Historicamente não é verdadeiro. O momento mais baixo da Petrobras foi quando Fernando Henrique promoveu a quebra dos monopólios do petróleo e do gás e criou a ANP, para ser presidida pelo seu genro]

Para piorar, seu nome [o de Bendine] foi mal recebido por alguns analistas do setor e pelos mercados – as ações da estatal na bolsa caíram mais de 7% nesta sexta-feira, após sua indicação “vazar” para a imprensa.

[Quais analistas? Não está nomeado nenhum. Certamente, eles existem. São estrangeiros representantes de multinacionais e de especuladores como George Soros, e brasileiros traidores da Pátria.  Esse iôiô da bolsa é malandragem conhecida. Um jogo de cartas marcadas, que apenas ganham os quem bancam a maracutaia, uma armação que apenas beneficia os grandes acionistas, sendo responsáveis pela seguinte aberração, nada democrática, segundo informe da IntermonOxfam: Em 2016, 1% da população mundial acumulará mais riqueza que o 99% restante]

“A nomeação de Bendine é frustrante porque ele é um funcionário de carreira do Banco do Brasil próximo ao governo – ou seja ‘mais do mesmo”, opina Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
“Provavelmente a presidente não conseguiu que alguém do mercado topasse o desafio de tirar a empresa desse imbróglio. Mas Bendine não terá a autonomia necessária para tomar decisões que priorizem a saúde financeira da Petrobras em vez de interesses do governo.”

[Que “mercado”? Alguém da bolsa de valores, algum especulador ou empregado de um Soros? Mercado tem como sinônimos: circo, bazar, empório…

Tradicionalmente, os ex-presidentes da Petrobras pertenciam a qual mercado?

Veja os principais nomes: o primeiro presidente foi Juracy Magalhães, militar e político (governo Getúlio Vargas, 1954); Janary Gentil Nunes, militar e político (governo Juscelino Kubitschek, 1956-58); Francisco Mangabeira, advogado da Caixa Econômica (governo João Goulart, 1962-63); Adhemar de Queirós, marechal (governo Castelo Branco, (1964-66); Waldemar Levy Cardoso, marechal (Junta Governativa Provisória, 1969); Ernesto Geisel, marechal (1969-73, governo Emilio Medici); Shigeaki Ueki, considerado um dos maiores ladrões da Petrobras, advogado e político, reside nos Estados Unidos (governo João Figueiredo);Henri Philippe Reichstul nasceu em Paris, economista, disputa com Ueki a primazia de ser o mais desonesto presidente (governo Fernando Henrique, 1999-20o1).

petrobras fhc

No governo de Fernando Collor, de 23 de março de 1990 a 18 de novembro de 1992, a Petrobras teve cinco presidentes.

FHC, para sagrar Reichstul, mudou a Constituição que proibia nomear estrangeiro presidente da empresa.

Um novo estrangeiro comandando a Petrobras é o desejo maior da agência inglesa BBC. Que tem a arrogância imperativa de considerar que nenhum petista ou simpatizante ou membro do atual governo devia presidir a Petrobras e, por extensão, qualquer outra estatal, ou ser ministro, ou presidente do Brasil, quando Dilma foi eleita pelo voto direto, e vitoriosa em dois turnos.

Na Inglaterra temos uma teocracia monarquista. Por direito de sangue, Elizabeth II reina o país e governa as igrejas anglicana e presbiteriana, uma forma de mando criada por Henrique VIII, rei de 1509 até sua morte em 1547.

Os comentários entre colchetes são do editor deste blogue: T.A. No próximo post os desafios nativistas]

 

 

 

 

 

 

A conspiração que visa privatizar a Petrobras e o que resta de estatais e derrubar Dilma

República Federativa do Brasil
República Federativa do Brasil. Não esquecer que a República é simbolizada por uma mulher nua

 

A Operação Lava Jato e a CPI da Petrobras são parte de uma conspiração golpista, pelo retorno da ditadura, orquestrada pela imprensa estrangeira e barões brasileiros da mídia corporativa.

Todo golpe pode ser o começo da uma guerra civil ou de uma guerra interna, conforme definição do general e geopolítico Golbery, criador do  Serviço Nacional de Informações (SNI)
Todo golpe pode ser o começo da uma guerra civil ou de uma guerra interna, conforme definição do general e geopolítico Golbery, criador do Serviço Nacional de Informações (SNI)

Hoje, escandalosamente, a British Broadcasting Corporation (BBC)  denuncia:

Que o novo presidente da Petrobras tem que realizar o impossível: “primorar a governança corporativa” da empresa. Que esconde este título? Eis a  frase que nomeia:

“O escândalo da Lava Jato lançou uma nuvem de incertezas sobre os mecanismos de governança corporativa da Petrobras ao sugerir que seus controles não são suficientes para evitar fraudes e abusos”.

Fica explícita a manobra de que a Petrobras deve ser governada pelos acionistas privados, cujos investidores estrangeiros são majoritários.

Esta proposta vai além. Significa a tomada do comando do que resta de estatais brasileiras. Conclui a inglesa BBC:

“O pior é que essas suspeitas sobre a governança corporativa da Petrobras prejudicam também outras empresas brasileiras listadas em bolsa”, diz Michael Viriato, professor do Insper.
“Se nem os controles da estatal funcionaram, por que os investidores vão acreditar que os de outras empresas brasileiras funcionam?”

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