DETENÇÃO: TOTALITARISMO NO CINEMA

por Caio Proença

Um thriller centrado em um grupo de homens, civis, que, em busca de dinheiro fácil, se oferecem como voluntários em uma experiência científica. Confinados em uma prisão, sozinhos, eles são divididos em dois grupos: os prisioneiros e os guardas. O objetivo da pesquisa é analisar como o ser humano lida com as regras, o poder e o controle sobre o próximo.

Seguindo o experimento, o grupo de homens designados a interpretar os guardas recebem algumas ordens, que os prisioneiros devem seguir (mesmo quando estes não sabem que estas regras existam):

1) Falar apenas quando interpelado;
2) Comer toda a comida do prato;
3) Não tocar, sob nenhuma circunstância, nenhum dos guardas;
4) Cumprir diariamente 30 min de recreação;
5) Ser punido de maneira equivalente à regra que deixasse de cumprir.

O prêmio em dinheiro seria dado aos participantes somente se não houvesse violência, e após 12 dias permanecendo dentro da prisão. Caso contrário, o experimento estaria acabado, e todos teriam que ir embora sem nenhum tostão.

Alguns líderes políticos já possuíram poder o suficiente para controlar uma população, utilizando o modo totalitário, onde não há regras, a não ser as ditadas pelo totalitarista.

(…) em 2010 o filme “Detenção” foi gravado e lançado, demonstrando alguns aspectos bastante interessantes sobre este assunto. De forma simples e direta, o diretor Paul Scheuring levanta questões sociais, éticas, evolucionistas, psicológicas e históricas no decorrer de sua obra, de forma indireta. Apontarei aqui alguns pontos de vista sobre a obra, não contemplando todos os aspectos – procuro, de forma despretensiosa, mostrar alguns aspectos breves sobre interpretações que podem ser feitas sobre o filme.

Alguns pontos interessantes podem ser levantados quanto ao uso de símbolos no longa. As câmeras de vigilância (colocadas na prisão, a fim de vigiar os homens) e a sirene vermelha, que pode ser acionada pelos “observadores” do experimento caso houvesse algum tipo de violência ou regra desrespeitada, são objetos presentes durante todo o filme. De forma inconveniente e com um sentimento de pressão psicológica, o grupo de prisioneiros demonstra constantemente o sentimento de vigilância, quando olham para estes objetos. Já o grupo de guardas, que durante o filme acabam recebendo uma certa autoridade por via da Dominação pelo uso da Força Física e Psicológica, olham estes objetos como representantes que lhes apoiam, em cada atitude Autoritária e Totalitária realizada para com os prisioneiros.

Transcrevi trechos. Leia mais. Veja trailers de filmes. Considero o Big Brother Brazil um experimento bem parecido. Com seu paredão. O grande irmão é a Globo. Nosso olhar – o povo brasileiro – puro voyeurismo cumplíce.

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