Quanto custa um banheiro para o presidenciável Eduardo Campos

Eduardo Campos e Joaquim Barbosa têm a mania do banheiro. Nisso são bem parecidos: banheiro não tem preço… quando milhões de brasileiros não possuem banheiro em suas moradias. É só visitar um barraco nas favelas, um mocambo no campo.

 

O governo faz na vida pública o que fazemos na privada…

por Rodrigo Constantino/ Revista Veja

Circula nas redes sociais essa placa em Pernambuco. Se não for algum erro de impressão, é algo realmente escandaloso. Vejam:

banheiro Campos

 

Dois banheiros ao custo de quase R$ 350 mil??? O que têm esses banheiros? Mármore Carrara do chão ao teto? Torneiras de ouro maciço? Tecnologia de ponta, que limpa automaticamente o sujeito sem ele precisar se mexer? Telas de LCD de 32 polegadas para cada mictório, de forma que o rapaz possa ver um filme enquanto tira a água do joelho?

Será que o banheiro é para os animais do zoológico e precisa, então, ter espaço para abrigar confortavelmente as girafas, os hipopótamos e os elefantes?

Podemos apenas especular o que tem de tão especial um banheiro para custar quase R$ 175 mil. É uma montanha de dinheiro! E em um estado gerido pelo potencial candidato à presidência, de partido socialista, que tem encantado muitos empresários por aí. O Brasil realmente não é para amadores…

Barraco, palavra proibida

por Sandra Santos

 

barraco

 

Num protesto solitário contra a inclusão da palavra “barraco” na lista de palavras proibidas da Cartilha do Politicamente Correto; e também por tudo que está acontecendo no morro: fiz este sambinha aqui…

BARRACO

Por lei de nosso sinhô
– presidente do Brasil –
Nosso barraco
condenado à morte está

Mestre Adoniran
– que Deus o tenha –
há de se abismá
– onde nóis foi feliz, Isabé
não vai ser mais

Nosso barraco não tá mais lá
e ninguém pode falá
Ninguém qué ouvir nem explicá:
Mas com verbo pode sê
até deputado federá

 

Imagem: Releituras da Arte Moderna através do Graffiti (dentro do projeto Escola Aberta)

Chão de Estrelas

por Sílvio Caldas e Orestes Barbosa

 

Morro do Salgueiro, Rio de Janeiro
Morro do Salgueiro, Rio de Janeiro

 

Minha vida
Era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris
Dos corações

Meu barracão no morro do salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje,
Quando do sol,
A claridade
Cobre o meu barracão,
Sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou

Nossas roupas comuns
Dependuradas
Na corda,
Qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival!
Festa dos nossos trapos
Coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional

A porta do barraco
Era sem trinco
E a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas
O nosso chão…
E tu
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida,
É a cabrocha,
O luar
E o violão…

A porta do barraco
Era sem trinco
E a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas
O nosso chão…
E tu
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida,
É a cabrocha,
O luar
E o violão…

 

 

 

 

Barracão de Zinco

por Oldemar Magalhães e Luiz Antônio

 

Favela, Di Cavalcanti, 1958
Favela, Di Cavalcanti, 1958

 

Vai barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés
Vai barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei que tu és

Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre és tão infeliz