O brasiliense, preso no luxuoso armário, odeia as mulheres

BRA_CB lesbofobia

Precisamos divulgar o termo lesbofobia. O jornal estampa a agressão a uma universitária da UnB. Lembra o trote infame da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2012, quando uma garota teve de carregar um cartaz, pendurado no pescoço, com os dizeres “sou lésbica”.  Depois do trote, uma suruba no campus, e uma caloura estuprada.

“Tenho medo de sair de casa”, diz a estudante de 20 anos espancada no câmpus da UnB. Ela conta que abria a porta do carro quando um rapaz chegou por trás. “Sua lésbica nojenta”, ele falou. “Quando me virei, levei um soco e caí.” Casos como o dela são cada vez mais corriqueiros na capital do país. No ano passado, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 236 queixas de agressões (…).

Depoimento

“Gravei o olhar dele”

“Eu estava indo embora da UnB em direção ao meu carro. Carregava o meu computador, a mochila, tinha muita coisa nas mãos e, por isso, não consegui reagir. Virei para abrir a porta do veículo quando o rapaz chegou por trás e falou: “Sua lésbica nojenta”. Quando virei de novo, levei um soco e caí. Ele me chutou e veio para cima. Como faço luta, consegui tirá-lo de cima de mim, mas levei outro soco no nariz e comecei a sangrar. Apaguei, fechei os olhos por alguns segundos. Quando vi, ele estava fugindo, escondendo-se entre os carros. Falei com a polícia que, se me colocarem de frente com ele, conseguirei reconhecê-lo. Gravei o olhar dele. Estou bem machucada, com hematoma no rosto, a boca cortada e a costela machucada. Estou tomando remédio para dor de cabeça e muscular, anti-inflamatório e para não desenvolver a síndrome do pânico. Também estou fazendo tratamento psicológico. Tenho medo de sair de casa, de voltar à UnB. O agressor tinha cara de estudante. O que desejo é que isso se transforme em uma revolução contra a homofobia, o racismo ou qualquer outro tipo de preconceito. Na UnB, homossexuais são ameaçados a todo o momento, temos que falar, temos que lutar.”

Estudante da UnB agredida na última segunda-feira

A população feminina é predominante no DF e também em Brasília, onde mulheres alcançam 53% e homens 46%. A população de idosos é de 21,9%.
Os agressores são sempre jovens. Da classe alta de barnabés, que Brasília tem o segundo maior PIB e nenhuma indústria. Os filhos de papai estupram e matam (relembrem o caso Ana Lídia), queimam índios e mendigos…
O psicopata social, uma doença do ensino privado. Impera o bulismo nas escolas mais ricas.