Manifestação por Banco Central independente dos banqueiros

São Paulo

 

por Rodolfo Wrolli

 

Contra a independência do Banco Central e a favor do fortalecimento dos bancos públicos. Esse foi o recado claro que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades a ela filiadas, além de movimentos de moradia, agricultura familiar e sem terra deram à sociedade brasileira em atos ocorridos por todo o Brasil ontem.

Os dois temas ganharam grande relevância nos últimos meses devido ao debate político gerado por causa das eleições à Presidência da República. Candidatos da oposição defendem a independência do BC e a diminuição do crédito direcionado concedidos ao financiamento imobiliário, ao microcrédito ou a setores pouco lucrativos da economia, como a agricultura familiar.

Os atos ocorreram em frente aos prédios do Banco Central em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e São Paulo, onde nem mesmo a chuva fina e o frio foram capazes de arrefecer os ânimos dos manifestantes.

“A independência do BC significa entregar os rumos da economia aos bancos privados, ao mercado financeiro, que não têm nenhuma reponsabilidade social”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

Juvandia Moreira
Juvandia Moreira

Ela lembrou que os bancários estão em plena Campanha Nacional, e frisou que a categoria tem reponsabilidade especial na defesa dos bancos públicos, sobretudo os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa.

“É por isso que os bancários, no meio da greve nacional, fizeram questão de realizar esse protesto em defesa dos bancos públicos e contra a autonomia do BC, para que não se torne um banco independente da população brasileira, para que o crédito direcionado continue financiando a agricultura familiar, o microcrédito e a casa própria. Lembrando que os bancários de todo o Brasil lutam por valorização salarial, melhores condições de trabalho, garantia de emprego, mais saúde e mais valorização, e nós vamos lutar até que os bancos atendam às nossas reivindicações.”

O ex-presidente do Sindicato e deputado estadual, Luiz Claudio Marcolino (PT), destacou a importância da função dos bancos públicos para a economia. “A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BNDES são bancos que hoje investem no financiamento do país, mas que estavam sendo preparados para serem vendidos na gestão do Fernando Henrique Cardoso e hoje são essas empresas públicas, junto com a Petrobras, que ajudam no desenvolvimento do Brasil.”

Ele ressaltou ainda a onda de privatizações ocorrida durante os anos 1990 – auge das políticas econômicas neoliberais, quando praticamente todos os bancos públicos foram vendidos.

“Nós já perdemos o Banespa, o Banerj, o Bemge, a Nossa Caixa, bancos públicos que tinham o papel de desenvolver a economia dos nossos estados mas foram vendidos para os privados, que agora querem controlar o Banco Central, querem mandar na economia brasileira, na taxa de juros, na inflação. O BC não pode ser patrimônio dos banqueiros. Deve estar vinculado ao governo brasileiro, porque é o governo que determina os rumos da economia”, acentuou o deputado.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, mencionou a Europa, onde o BC da zona do euro é independente e o continente patina há anos em uma recessão.

“Um dos motivos da integração do continente estar sendo questionada é porque lá o Banco Central europeu formou política contra os interesses dos Estados e uma ideia bonita como essa [integração política continental] vai se perdendo porque os direitistas e os rentistas utilizam o BC para promover políticas de recessão. No Brasil isso não pode ocorrer”, afirmou.

“Nós precisamos que o governo olhe cada vez mais para a agricultura familiar, precisamos também que o campo e a cidade caminhem juntos, e é por isso que nós estamos aqui nesse momento tão decisivo para o Brasil”, afirmou a líder da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, conhecida como Preta.

O jeitinho novo de fazer política: Marina, Eduardo Campos e a ditadura dos banqueiros

banco rico pobre

 

A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ambos do PSB, atuam em frentes paralelas para angariar o apoio de empresários e banqueiros à aliança que constituíram para disputar a eleições presidenciais do próximo ano.

Na terça-feira, enquanto Marina tomava café da manhã no Itaú BBA, em São Paulo, Campos conversava a pouco mais de 5 km dali com cerca de 15 banqueiros na sede da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que reúne instituições de médio porte.

Na reunião de cerca de duas horas, Campos se apresentou aos presidentes de bancos médios ao lado do ex-deputado federal Maurício Rands e do deputado federal Márcio França, ambos do PSB.

Após a apresentação, os banqueiros fizeram perguntas sobre temas como autonomia do Banco Central e Reforma tributária.

Quem estava na plateia relata que Campos não se apresentou como candidato, apesar de adotar uma postura que foi interpretada como tal pelos presentes.

Essa foi a primeira vez que a ABBC conseguiu que um candidato à Presidência aceitasse um convite para um bate-papo.

No Itaú BBA, Marina falou a cerca de 130 executivos. Os anfitriões foram o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal e o presidente do Itaú BBA, Candido Bracher. Na plateia, havia empresários como Daniel Feffer (Suzano) e Rubens Ometto (Cosan).

Segundo relatos de participantes, a ex-senadora disse que, sem poder registrar a Rede, entrou no PSB por afinidade com o programa da legenda.

No mês passado, Marina fez palestra no Credit Suisse. Na ocasião, criticou a política econômica atual e defendeu o tripé  do tucano  Fernando Henrique Cardoso formado por metas de  política fiscal austera.

A “REPÚBLICA DOS BANQUEIROS” COMEMORA PUBLICAMENTE OS 50 ANOS DO GOLPE 1 DE ABRIL DE 64

por DANIEL MAZOLA 
banco poupança

 As instituições financeiras foram as que mais colaboraram com a ditadura e se beneficiaram do golpe. Lucraram mais que tudo e todos! Não foi apenas um golpe militar, e sim um golpe militar-empresarial-civil apoiado pelos EUA, tendo a CIA como colaboradora.

O banco Itaú comemorou publicamente o aniversário do golpe, e vem sendo muito criticado nas redes sociais, por uma agenda da instituição distribuída aos seus correntistas. O referido material de divulgação traz no dia 31 de março, o dia oficial do golpe militar brasileiro, a data comemorativa “aniversário da revolução de 1964”. O fato causou indignação em vítimas da ditadura, correntistas e não correntistas, e internautas que repercutiram o fato.

1 abril
Em 1965, o Itaú ocupava a 150ª posição no ranking dos bancos brasileiros, quando estes ainda eram em menor número. Dez anos depois do golpe, já era o 2° colocado. Tornando-se o maior banco privado do país. Em 2013, o Itaú contabilizou um lucro líquido de R$ 15,7 bilhões. O maior da história dos bancos brasileiros.

Após muitas críticas e reclamações o Itaú Unibanco se defendeu, em nota, alegando ser “apartidário”: “O Itaú Unibanco informa que a agenda distribuída aos clientes conta com informações sobre datas relevantes ao longo do ano. O banco é apartidário e, em hipótese alguma, pretende defender uma posição política no conteúdo entregue aos correntistas”.

No Twitter, críticas, piadas e gozações: “Se o Itaú acha que houve revolução em 64, ele pode estar enganado sobre muitas outras coisas, como meu saldo, por exemplo”, escreveu um correntista. Mestre Helio Fernandes, você está coberto de razão: “NEM Deus muda a República dos banqueiros”. Só o povo!

O ovo da serpente no Brasil tinha nome: PROER

por Gilmar Crestani

Ou, em outras palavras. Tudo pode quebrar, menos o bancos. Não é por acaso a parceria ideológica da Rede Globo com Itaú/Unibanco e a luta constante contra os governos de esquerda. A Finlândia provou que pode ser diferente. Afinal, os bancos são como as redes de esgoto, pelo qual desce as necessidades humanas, misturada com aquela dos desumanos. O sigilo bancário é um esgoto a céu aberto, protege o corruptor, o corrupto e o narcotraficante. O troço tá lá, boiando, mas fazemos de conta que não vemos…

Islandia: el éxito de dejar caer a la banca y no salvarla con dinero del contribuyente

 

En octubre de 2008, el parlamento islandés aprobó una ley por la cual decidió dividir los activos y las obligaciones de sus tres mayores bancos, Kaupthing, Landsbanki y Glitnir, en función de su origen, entre nacionales y extranjeros.

Una vez nacionalizados los bancos, el Gobierno decidió negociar con los acreedores, prácticamente todos extranjeros, y que incluían fondos de inversión y hedge funds, así como otros bancos europeos. Una reestructuración de la deuda en la que el contribuyente no tuvo que poner dinero.

Ahora, los tres nuevos bancos, sucesores de los gigantes que llevaron al país a la ruina, registraron un beneficio de 309 millones de dólares hasta septiembre del año pasado. El país, además de volver a crecer, tiene un inflación controlada, el 1,8% y los CDS (seguros contra el impago de la deuda soberana) han caído un 80%. De hecho, el mercado apuesta mucho más por un impago de Irlanda, Portugal, España o Italia antes que por uno islandés.

Arni Pall Arnason, el ministro de Asuntos Económicos de Islandia, asegura ahora que la decisión de que los acreedores asumieran pérdidas ha salvado el futuro del país. “Si hubiéramos garantizado todas las obligaciones de los bancos, estaríamos en la mismo situación que Irlanda”