Os empregadores não pagam horas extras. Relógio de ponto é piada

Os trabalhadores trabalham mais de oito horas por dia. E de graça.

Os sindicatos são vendidos. Idem as federações. Idem as centrais. As lideranças dos trabalhadores só pensam naquilo.
Eles não fiscalizam nada.

Hora extra é de graça. Tem empresa que troca por hora de descanso. No chamando banco de horas.

Veja que piada:

Apenas 117 empregadores se cadastraram no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para usar o novo sistema eletrônico de marcação de jornada de trabalho. De acordo com a Portaria nº 373, publicada em fevereiro deste ano, a utilização obrigatória do Registro Eletrônico de Ponto (REP) teria início no dia 1º de setembro. Dados do MTE mostram que, no Brasil, 700 mil empresas usam relógios eletrônicos de pontos para marcar horários de entrada e saída de seus funcionários.

Eles marcam sim. Para controle interno.

Acontece que, agora, as máquinas terão que emitir um comprovante em papel a cada marcação de ponto com todas as entradas e saídas dos empregados, para que os documentos possam servir de prova em futuras ações trabalhistas.

Qual empresa quer isso?
Cadê os sindicatos para exigir e fiscalizar? Cadê?
Leia mais. E veja, trabalhador: você ganha pouco, e salário baixo é roubo que vira lucro para as empresas. E trabalhar hora extra, sem receber nenhum tostão furado, é escravidão.

Aqui no Recife, fica a denúncia: no Shopping Center Recife, para um exemplo, todo empregado trabalha mais de oito horas todos os dias. Quando se sabe que hora extra é ocasional. Mas todos os dias, dias profanos e santos, isso tem vários nomes pra lá de infernais.
É exploração!
É coisa de escravocrata!
É falta de justiça!
É falta de governo!
É desumanidade!
É crueldade com os burros de carga!
É tratar o ser humano como bicho!
É coisa de campo de concentração!
Do capitalismo selvagem!
Bote selvagem nisso!