Horacio Cartes ingressou no futebol como um negócio

por Iuri Müller

O jornalista César Ávalos acompanha a trajetória do empresário – e agora presidente – Horacio Cartes desde 1985. Em 2013, pouco antes das eleições, lançou o livro “La otra cara de HC”
O jornalista César Ávalos acompanha a trajetória do empresário – e agora presidente – Horacio Cartes desde 1985. Em 2013, pouco antes das eleições, lançou o livro “La otra cara de HC”

O novo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, alcançou mais de um milhão de votos nas eleições de 21 de abril , cerca de 46% do total. Com ele, retorna ao poder o velho Partido Colorado, sigla que passou sessenta anos consecutivos na presidência – até o dia em que Fernando Lugo rompeu com o domínio que certa vez pareceu eterno. Mas Lugo não pôde terminar o seu mandato: foi destituído, e um dos entusiastas do impeachment de 2012 foi justamente Horacio Cartes. A eleição do novo mandatário se conecta com outros capítulos políticos da história recente do país, e contra Cartes não faltam acusações e denúncias.

O jornalista paraguaio César “Chiqui” Ávalos organizou parte delas no livro “La otra cara de Horacio Cartes”, lançado em Assunção antes do processo eleitoral e hoje um sucesso de vendas. Em entrevista para o Sul21, Ávalos buscou esmiuçar a atuação do novo presidente em diferentes lados. O jornalista responde sobre os supostos privilégios que o presidente obteve durante a ditadura militar, o papel como dirigente de futebol no Club Libertad, as negociações como empresário do tabaco e da bebida e os processos judiciais que Cartes responde na América Latina.

Sul21 – Ávalos, antes das eleições surgiram diversas acusações contra Horacio Cartes, muitas delas inclusive foram denúncias detalhadas. E, assim mesmo, Cartes foi eleito presidente do Paraguai com uma grande votação. A que se deve o prestígio de Horacio Cartes no país?

Ávalos – O fato de que a votação tenha se definido a favor de Cartes não se deve a seu prestígio, por sinal bastante questionado, mas pela estrutura do Partido Colorado, o maior do país, e que regressa para a presidência em que esteve por sessenta anos. De maneira que a tarefa de reconstrução do partido, apontada pelo dinheiro de Cartes, tem a ver com este resultado.

Sul21 – Cartes é acusado de receber milhares de hectares de terra destinados à reforma agrária nos anos oitenta. Há informações sobre isso no livro “La otra cara de Horacio Cartes”?

Ávalos – Na verdade, houve uma decisão mediante a qual foram repassados a Cartes 4.000 hectares. É uma irregularidade, pois a reforma agrária é apenas para os cidadãos que vivem da produção da terra. O livro conta que já naquela época (eram os anos 80) Cartes fora privilegiado, ou seja, Cartes foi privilegiado desde a época Alfredo Stroessner.

Sul21 – Sobre o mesmo tema, e já que o Paraguai é um país com enormes conflitos no campo, como o novo presidente deve manejar o diálogo com os campesinos?

Ávalos – O problema com os campesinos exigirá alguma vez uma definição política, e não econômica, considerando as irregularidades cometidas durante sessenta anos na concessão das terras. Em vinte anos, não se pôde fazer uma avaliação dos cadastros porque não convém a ninguém perder os privilégios já concedidos.

Sul21 – As últimas eleições ocorreram no momento em que o país ainda se recuperava do golpe de Estado que resultou na queda de Fernando Lugo. Como foi possível garantir eleições limpas no Paraguai?

Ávalos – A destituição de Lugo, mais além da sua legitimidade (que creio correta de acordo com a Constituição), se deveu à falta de manejo de Lugo para governar e a uma corrupção sem limites nas concessões do Estado, que possivelmente ele até desconhecia, dada a sua ausência no poder. Por isso, a esquerda que sustentava o luguismo não chegou a 13% dos votos nas últimas eleições.

Sul21 – Quais são os negócios que Horacio Cartes mantém fora da América Latina? Como ele negocia tabaco e bebida para o exterior?

Ávalos – A explicação é complexa e para entender é preciso ler o livro, mas as negociações estão relacionadas com liberações de todo tipo e flexibilidade na aplicação das medidas de controle. E, sobretudo, a uma estrutura criada para facilitar o desenvolvimento dos seus negócios, ilícitos principalmente nos países limítrofes, como Brasil e Argentina.

Sul21 – O novo presidente paraguaio também gerou notícias pela sua atuação frente ao Club Libertad, que em uma década se tornou uma força do futebol de Assunção. Como dirigente de futebol, que artifícios se utilizou Horacio Cartes?

Ávalos – Cartes ingressou no futebol como um negócio, gerenciando um clube tradicional, o que permitiu vantagens na transferência de jogadores que não estavam permitidas normalmente. Ele incrementou o orçamento, criou um sistema de promoção de jogadores, trazendo de clubes menores, do interior, e transferindo a preços multiplicados para a Europa, com grandes benefícios.

Sul21 – O livro “La otra cara de Horacio Cartes” foi feito a partir de uma longa pesquisa. Cartes, como empresário, já despertava a desconfiança da imprensa paraguaia?

Ávalos – O trabalho no livro começou em 1985, quando se produziu o primeiro delito de Cartes, o da evasão de divisas, operação mediante a qual se simulava a importação de produtos agrícolas subsidiados por um preço do dólar menor que o oficial. O dinheiro chegava sem que se houvesse feito as importações, e se vendia na rua com os benefícios lógicos. A partir daí, esteve envolvido em outras operações, especialmente com o Brasil, há denúncias até de contrabando de diamantes, etc.

Sul21 – Com Cartes, o Partido Colorado irá retornar à presidência do país que governou por sessenta anos, cerca de trinta deles com Stroessner. Quais as heranças da ditadura que ainda são visíveis na estrutura do partido?

Ávalos – O governo de Stroessner fundou uma dinastia em que as pessoas próximas enriqueceram mediante privilégios como a concessão das terras, o contrabando, a corrupção, as prebendas públicas (só tinham direito aos cargos do Estado os colorados, e para ser professor ou membro das Forças Armadas, por exemplo, era preciso ter um papel de filiação). Esse costume se estendeu até agora, e ainda existem vestígios dessas práticas, que curiosamente foram repetidas por gente de outros partidos no poder (como com Lugo e o Partido Liberal).

Sul21 – Quais os processos mais importantes pelos quais Cartes ainda responde na Justiça do Paraguai? No Brasil, também há um processo registrado contra ele – a empresa Souza Cruz entrou na Justiça do Rio de Janeiro contra a Tabacalera del Este, de propriedade de Cartes. De que maneira essa empresa atua no mercado brasileiro?

Ávalos – Por agora, Cartes não tem juízos pendentes com a Justiça dentro do Paraguai, ainda que seja possível que sim no Brasil. Sua organização foi demandada centenas de vezes como proprietária do Banco Amambay, e das quatro causas que teve na justiça ordinária (evasão, homicídio doloso), houve extinção da causa.

Sul21 – Como o público recebeu o livro “La otra cara de Horacio Cartes” em Assunção? E fora do país, houve interesse e curiosidade pelos negócios de Horacio Cartes?

Ávalos – É um orgulho para mim que o livro tenha batido todos os recordes de venda conhecidos até agora no país, o que demonstra a sua seriedade e confiabilidade. Recebi ameaças e, é claro, questionamentos pessoais, mas nenhum relacionado com a veracidade dos documentos apresentados na obra. No exterior, os colegas me brindaram uma ampla cobertura em todo o mundo, e houve notas em jornais como The New York Times, The Guardian, Clarín e Página 12. Creio que é o suficiente para explicar a repercussão.

As relações do senador Perrella com o presidente do Paraguai, que responde processo no Brasil

O senador Zezé Perrella (PDT-MG) saudou o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, em sua visita ao Senado (30 de setembro passado) e afirmou que, no que depender dos senadores brasileiros, “o Paraguai já é do Mercosul.”

Perrella esteve com Cartes pouco antes de sua eleição, e em rápidas palavras no Salão Nobre do Senado destacou suas qualidades de empresário e homem público, salientando ter ele condições de realizar um governo de promoção do desenvolvimento econômico e de inclusão social no país vizinho.

Horácio Cartes também dirigiu um clube de futebol paraguaio, o Libertad, surgindo daí a amizade com o senador mineiro, então presidente do Cruzeiro.

 Diferente de Perrella, Cartes nasceu em berço de ouro.O pai de Cartes era o proprietário de uma companhia de franquia da Cessna Aircraft. Horacio Cartes estudou engenharia aeronáutica nos Estados Unidos. Com dezenove anos começou um negócio de câmbio de moeda que cresceu no atual Banco Amambay. Nos anos seguintes, Cartes adquiriu ou ajudou a criar 25 empresas, incluindo Tabesa, a maior fabricante de cigarros do país, e uma grande empresa de engarrafamento de suco de frutas. 
Magnata do tabaco, preside desde 2001 o Club Libertad, equipe de futebol do Paraguai.
Em 2000, a polícia antidrogas apreendeu um avião que transportava cocaína e maconha em seu rancho. Cartes alegou que o avião fez um pouso de emergência em seu complexo e que não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e era contra a legalização das drogas.

Conforme dados de 2010 revelados pelo Wikileaks, Cartes é investigado por lavagem de dinheiro.

Direitista e conservador, Cartes declarou que “atiraria nos próprios testículos” caso tivesse um filho gay. Comparou os gays a macacos e considera o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo  “o fim do mundo”.

Lavagem de dinheiro
Lavagem de dinheiro

Horacio Cartes alvo de processo no Rio de Janeiro

Reportagem publicada no jornal Página/12, Argentina. Tradução do Cepat

Tabacalera del Este S. A. (Tabesa), empresa de propriedade do presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, figura como acusada num processo aberto na Justiça brasileira. A denúncia judicial, apresentada pela gigante do setor tabaqueiro, Souza Cruz, tramita na Quarta Jurisdição Empresarial do Rio de Janeiro. O juiz Mauro Pereira Martins já emitiu uma sentença preliminar em que afirma que há “prova documental robusta” da prática de atos de concorrência desleal, diante do notório fornecimento ao mercado brasileiro de “massa volumosa de produtos fabricados pela (empresa) acusada”.

O magistrado espera, atualmente, que a defesa dos executivos da Tabesa, de Assunção, apresente seus argumentos através de uma carta enviada à capital paraguaia. Segundo uma reportagem publicada ontem, pelo jornal brasileiro “O Globo”, o presidente eleito do Paraguai também teria sido mencionado no relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara baixa brasileira, que, em 2003, atuou sobre supostos fatos vinculados com o crime de pirataria.

O documento da Justiça brasileira afirma que a Tabesa – controlada por Cartes e por José María Cases Ribalta – “é considerada a empresa mais profissionalizada do Paraguai e seus produtos tem como destino as regiões sul e sudeste do Brasil”. O relatório afirma que as vendas ao mercado brasileiro são operadas por Fahd Yamil, investigado pela suspeita de ligações com o crime organizado. A reportagem, realizada pelo jornalista brasileiro José Casado, afirma que Cartes é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, iniciada pelos Estados Unidos, em 2009, e que é dirigida para entidades financeiras reais, seus executivos e facilitadores da lavagem de dinheiro na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai).

Segundo Casado, um relatório elaborado em janeiro de 2010, por Douglas W. Poole, chefe de Inteligência da Agência Norte-Americana Antidrogas (DEA), destaca que seus agentes se infiltraram na empresa de lavagem de dinheiro de Cartes, uma organização que, segundo se acredita, “lava grandes quantidades de moeda (dólares) obtidas por meios ilegais, incluindo a venda de entorpecentes” da Tríplice Fronteira para os Estados Unidos.

La cara de HC

A empresa investigada pelo operativo – supostamente batizado “Coração de Pedra” – seria o Banco Amambay, principal financiador da Tabesa, acrescenta a nota. As suspeitas sobre Cartes também foram tema do livro “La outra cara de HC”, uma investigação que demandou vários anos e cujo objetivo seria revelar a personalidade do agora presidente eleito do país. O livro foi lançado no dia 2 de abril, pelo jornalista paraguaio César “Chiqui” Avalos, que, desde então, permanece supostamente refugiado no Brasil, por sugestão de seus amigos, diante do risco de alguma represália, segundo declarou, recentemente, aos meios de comunicação locais. Este texto conta com três edições esgotadas e “é vendido como pão fresco”, pelo menos em Assunção, segundo apontou o empregado de uma livraria do centro da cidade.

Nas 268 páginas, inclui-se a documentação sobre os processos judiciais e as denúncias feitas contra Cartes, desde 1985, quando se descobriu um escândalo com divisas, que teria prejudicado o Estado paraguaio em cerca de cem milhões de dólares. O então principiante empresário teria se favorecido com a compra de dólares a preços preferenciais, destinados à importação de maquinaria agrícola e industrial e que, presumivelmente, colocava novamente no mercado a quase o dobro de seu preço. Foi julgado e preso, durante alguns meses, por “acumulação de autos na evasão de divisas”, e quando recuperou a liberdade foi viver, durante quatro anos, numa uma cidade brasileira fronteiriça com o Paraguai, até retornar ao país guarani, em 1989.

Em 2008, foi absolvido após seus advogados ganharem um pleito iniciado contra o Banco Central (BCP), que havia qualificado de inconstitucional a sentença de descumprimento do caso. Diante do questionamento sobre o motivo da absolvição de Cartes pela Justiça, Avalos denuncia a conivência de políticos, empresários e funcionários de diferentes repartições do Estado, que contribuíram com o desaparecimento de expedientes e provas para eliminar rastros. Contudo, além disso, diz respeito àquilo que seu compatriota Helio Vera, certa vez, definiu como “Paraguayología”, conceito cunhado em tom de humor para retratar o espírito de uma nação em que “existe corrupção como em todos os países do mundo, mas tanta impunidade como em nenhum outro”.

Paraguay: golpe meticulosamente organizado y asistido por francotiradores no identificados

por Nil Nikandrov

 

 

 

 

La victoria debe haber sido fácil para los coordinadores de la conspiración en la embajada norteamericana en Asunción. Lo cierto es que la presidencia de Lugo era un tanto nominal ya que el parlamento, la policía y el ejército estaban del lado de la oposición. Habiendo prosperado durante décadas al calor de las finanzas de la USAID, un conjunto de organizaciones no gubernamentales estaban preparadas para montar protestas masivas en caso que el plan anti-Lugo se paralizara, pero no tuvieron que hacerlo –aparte de la tasa de muertos en Curuguaty—el derrocamiento del legítimo presidente de Paraguay merece figurar como un caso ejemplar en los registros de los servicios de inteligencia de Estados Unidos.

El vicepresidente paraguayo, Federico Franco, juramentado sin demora al tiempo que Lugo era depuesto, permanecerá en el cargo hasta el fin del período presidencial de este en el mes de agosto del 2013. Las elecciones se realizarán en el mismo mes y Washington abiertamente apoya al líder el Partido Colorado, Horacio Cartes, empresario que de acuerdo con ABC Color, la DEA lo tuvo como sospechoso de lavado de dinero y complicidad con los carteles de la droga. El vuelco en la reputación de Cartes quedó reflejado en algunos de los cables que publicó Wikileaks y es posible que algunas agencias norteamericanas hayan conformado un conjunto de informes que involucran a Cartes y que Washington no tendrá ninguna dificultad para mantenerlo bajo estricto control –al igual que a no pocos presidentes latinoamericanos.

En la Red se encuentran varias versiones sobre el incidente armado de Curuguaty. Una posible explicación es que la responsabilidad fue de Blas Riquelme quien contrató a varios francotiradores a través de sus contactos en las fuerzas armadas, aunque no queda claro por qué los francotiradores dispararon contra la policía. Una versión alternativa sostiene que el episodio fue una provocación montada por el Ejército Popular Paraguayo, un grupo clandestino supuestamente formado por la policía para combatir extremistas. Este origen hipotético podría ser la razón de por qué este ejército continúa vivo a pesar del intenso trabajo que se realiza en Paraguay por parte de expertos invitados colombianos y norteamericanos.

Alvarado Godoy escribió en el sitio web titulado “Descubriendo Verdades” que todo el episodio había sido un “montaje fabricado,” básicamente siguiendo un plan preconcebido. Godoy asegura tener información que en la operación participaron los US Navy Seals (grupo comando norteamericano) instalados en Paraguay para entrenar marines paraguayos. La historia no suena descabellada considerando el hecho de que a menudo ciudadanos norteamericanos han sido sorprendidos con armamento de francotiradores en toda América Latina y recientemente en Argentina y Bolivia. Rutinariamente la CIA, la DEA y la Agencia de Inteligencia para la Defensa de Estados Unidos contratan personal para realizar operaciones encubiertas en las que se emplean armas de fuego.

Francamente el pronóstico es que el esquema exitosamente probado por Estados Unidos en Honduras y Paraguay –deposición pseudo-constitucional de presidentes rebeldes—será aplicado de manera profusa en América Latina en los próximos años. En todo caso, Washington sería ingenuo si creyera que la violencia resultante puede ser contenida. En Honduras, el gobierno títere de P. Lobo se aferra al poder recurriendo a una campaña terrorista que ya ha cobrado cientos de vidas de políticos, periodistas, sindicalistas, estudiantes y líderes indígenas progresistas, cosa que de seguro ocurrirá en el futuro en Paraguay.

(Transcrevi trechos). Vide 

El precandidato colorado, Horacio Cartes, negó que él haya impulsado el proceso de juicio político a Fernando Lugo

Horacio Cartes, líder de Honor Colorado
Horacio Cartes, líder de Honor Colorado

Horacio Cartes, líder de Honor Colorado, en una rueda de prensa, dijo que su movimiento, Honor Colorado no inició el proceso de destitución contra Lugo. “Fuimos los terceros en tomar la decisión, la primera que tomó la decisión fue Lilian Samaniego (presidenta del partido), la segunda persona fue Zacarías Irún” recalcó.

Aseguró que el proceso se desarrolló ajustado a la Constitución Nacional y que la decisión para impulsar el juicio político fue evitar más muertes. “La gran discusión fue que teníamos que optar entre la vida y la muerte y optamos por la vida”, recalcó el dirigente colorado.

Según Cartes, el gobierno de Lugo y su entorno promovían la violencia. “No tenemos duda que estaban incitando a la violencia, no tenemos dudas de que estaban pagando a la gente” para manifestarse en Asunción.

Aseguró que harán una “oposición seria” al gobierno de Federico Franco, a quien deseó hacer lo mejor para restablecer las relaciones internacionales.

“Al frente del gobierno ahora está una persona democrática; tengo fe que se cumplirán los plazos y tendremos unas elecciones limpias y justas”, recalcó.

La entrevista

Cartes dispondría de cerca de 300 millones de dólares para pelear por la Presidencia de la República de cara a los comicios generales del 2013.

Banco Abambay. EEUU apaunta a Horacio Cartes como “cabeza de organización de lavado dinero”

Un nuevo cable filtrado por Wikileaks señala al empresario y político colorado Horacio Cartes como cabeza de organización criminal relacionada a lavado de dinero y venta de narcóticos.

Horacio Manuel Cartes Jara durante un acto político de la Asociación Nacional Republicana (ANR). Es uno de los candidatos para la presidencia de la República en el 2013.

Un cable de la Embajada de Estados Unidos en Buenos Aires, con fecha del 5 de enero de 2010, está dirigido a las sedes diplomáticas en Lima, Panamá, y las oficinas de la Oficina Antidrogas (DEA) en Nueva York y a la Agencia de Alcohol, Tabaco, Armas de Fuego y Explosivos (ATF) en Washington, con fuertes sospechas del vínculo del empresario, dirigente deportivo y político colorado Horacio Cartes con negocios ilícitos en la Triple Frontera.

Este documento, clasificado “confidencial”, término que designa a las informaciones como perjudiciales a la seguridad si fuese publicado, también restringe su lectura a ciudadanos estadounidenses. El material filtrado estaba almacenado en SIPDIS, Red de distribución de cables del Departamento de Estado.

En el cable de la Embajada estadounidense se mencionan a supuestos allegados a Cartes y al Banco Amambay, propiedad del empresario, como canal de lavado de dinero.

Más de nueve organizaciones de Estados Unidos estuvieron involucradas en la investigación al entorno de Cartes, según elcable filtrado por la organización Wikileaks.

A continuación, el cable traducido al castellano por Paraguay.com:

1. Se hace referencia a un cable clasificado, escrito bajo ZA-09-0007/YAZ1K; Martinetti, Julio y a toda la Operación “Corazón de Piedra” en 27 de Octubre 2009, por el Agente Especial de la Oficina Federal Antidrogas de Estados Unidos (DEA) Russel Baer titulada: Desarrollo operativo de la investigación sobre lavado de dinero del Banco Amambay e investigación y coordinación con la sede de Bristol, Virginia de la Oficina de Alcohol, Tabaco y Armas de Fuego (ATF). Este cable referencial explica la relación reciente entre la DEA y la ATF y la planificada integración de la Operación Corazón de Piedra con el departamento de investigaciones de la ATF sede Bristol sobre la venta de tabaco ilícito desde Paraguay a los Estados Unidos.

2. La operación “Corazón de Piedra” es una coordinada investigación transnacional enfocada en la ruptura y el desmantelamiento de un importante empresa de tráfico de drogas y operaciones de lavado de dinero dentro del Área de la Triple Frontera (TBA, siglas en inglés) de Argentina, Paraguay y Brasil, y en otras partes del mundo. Esta investigación ha establecido vínculos entre y dentro de organizaciones de tráfico de drogas, lavado de dinero y otras asociaciones criminales, y como tal, fue aprobada como un Objetivo Consolidado Prioritario Organizacional (CPOT, Consolidated Priority Organizational Target) investigado en Abril de 2009.

3. Esta investigación, apuntando específicamente a organizaciones financieras de la Triple Frontera , sus ejecutivos, y sus proveedores de dinero lavado, está siendo trabajada de manera conjunta con la oficina de Asunción, Buenos Aires, la Fuerza de Tareas Aplicada al Crimen Organizado y Drogas de Nueva York – Equipo de Investigaciones Financieras, la Administración de Aduanas (Immigration and Customs Enforcement), el Servicio de Impuestos Internos (Internal Revenue Service), y el Centro de Operaciones de lucha contra el Narcoterrorismo (Counter-Narcoterrorism Operations Center SOD/CNTOC), y cuenta con el apoyo de la Oficina de Fiscales de EE.UU. para el Distrito Este de Nueva York, la Sección de Decomiso de Activos del lavado de Dinero de Oficina de Justicia  (DOJ), el Banco de la Reserva Federal, y la Oficina de Control de Bienes Extranjeros de Estados Unidos (OFAC).

4. Este equipo investigativo ha puesto en marcha estrategias y operaciones dirigidas a atacar la infraestructura financiera de la red de proveedores del tráfico de drogas y de otras organizaciones criminales operando en la Triple Frontera. Usando un enfoque estratégico para orientar al comando internacional y los centros de control de estas organizaciones criminales basadas en la Triple Frontera, los agentes han seleccionado exitosamente las actividades investigativas en una esfuerzo por desarrollar la investigación hacia el designado Objetivo Consolidado Prioritario Organizacional (CPOT) de la Oficina Antidrogas (DEA) Horacio Cartes. A través de la utilización de una fuente cooperativa de la oficina de Buenos Aires de la DEA (DEA BACO) y de personal encubierto, agentes se han infiltrado en el emporio de lavado de dinero de Cartes, organización que se sospecha de lavar grandes cantidades de dólares americanos (“United States currency”) generada por métodos ilegales, incluida la venta de narcóticos desde la Triple Frontera a los Estados Unidos.

5. Este cable sumaria el esfuerzo reciente de desarrollar esta investigación hacia el objetivo Cartes y los miembros de su círculo íntimo. La Región del Cono Sur (Divisiones en Asunción y Buenos Aires) continuará trabajando conjuntamente con todas las oficinas interesadas en desarrollar agresivamente esta investigación.

6. Entre el 6 y el 9 de diciembre de 2009, la Sede en Bristol de la Oficina de Alcohol, Tabaco y Armas de Fuego (ATF) organizó una reunión para el intercambio de información y coordinación en el Hotel Rainforest Resort en Panamá, en un intento de compartir información entre las agencias y oficinas citadas anteriormente y coordinar un futuro plan de ataque entre todos los miembros involucrados.

7. Las siguientes personas estuvieron presentes: Tom Lesnak (ATF Bristol VA), Bruce Lambert, RAC (ATF Bristol VA), Dan Whittemore (ATF Bristol, VA), Joe Fox (ATF HQ), Eric Flagg (ATF Winchester VA), Brian Damiani (ATF Winchester VA), Mike Schneider, RAC (ATF Winchester VA), Darnell Blake (DEA Asuncion), Charles Banks, GS (DEA Asuncion), Jarrod Sumner (DEA Buenos Aires), Dirk Lamagno, ARD (DEA Lima), Michael O’Shea (DEA NY), Don Im, GS (DEA NY), Orville Greene (DEA NY), Robert Capers (USAO, EDNY), Andrea Goldbarg (USAO, EDNY), Monica Morales (Oficina del Tesoro NY), Ewan Duncan (British American Tobacco), Terry Hobbs (British American Tobacco), Richard Pandohie (British American Tobacco), Russell See (RAI-Reynolds), Derek Ogden (Imperial Tobacco), Dave Zimmerman (Altria-Formerly Phillip Morris USA), Mike Grogan (Altria-Formerly Phillip Morris USA.)

8. Durante la reunión, tres enfoques fueron abordados. Primero, agentes involucrados en la investigación hablarán con William Cloherty, un lobbysta del área de Washington quien es el director de Tobaccos USA, INC. Se cree que Cloherty tendrá una perspectiva histórica de las operaciones de tabaco entre Paraguay y EE.UU., y más directamente, información sobre la producción y venta de tabaco, y el movimiento de dinero obtenido de los negocios de Cartes. Segundo, se ha decidido introducir un segundo agente encubierto a Cartes y/o sus lugartenientes, Osvaldo Gane SALUM y Juan Carlos López Moreira en Paraguay. Para llevar a cabo este objetivo, documentos ocultos deben ser obtenidos.  Esto se consumará en las próximas semanas por miembros involucrados en la investigación. Tercero, muchas de las técnicas básicoas de la investigación como entrevistas, sesiones informativas, verificación de información y posibles reuniones secretas serán usadas en un esfuerzo por perturbar y desmantelar la red de tráfico de drogas de Cartes.

9. La Región del Cono Sur quiere extender su agradecimiento a la sede Bristol de la ATF por darles la oportunidad y lugar para llevar a cabo estas reuniones.

10. De conformidad con la sección 6242.11 del manual del agente de la DEA, este cable está en lugar de un DEA-6, informe de investigación.

11. Consultas pueden ser dirigidas a la oficina de Buenos Aires, John Cohen o SA Jarrod Sumner al teléfono (301) 985-9361.

Índice de Sección:

Tobaccos USA, INC.-                      NADDIS 6929670 & 69678117

SARI: Por favor, consolidar estos registros

LKA: 3815 Bethman Road, Easton, PA 18045; ubicado anteriormente en 1155 Mid Valley Dr, Olyphant, PA; OBSERVACIONES: Negocio de cigarrillos al por mayor asociado a Horacio Cartes. Directores: Horacio CARTES, Sarah CARTES y William Cloherty.

CARTES, Horacio                             NADDIS 2749184

Observaciones: Objetivo Consolidado Prioritario Organizacional (CPOT en inglés) y cabeza de organización de lavado de dinero en la Triple Frontera.

SALUM, Osvaldo Gane                    NADDIS 2749184

Paraguayo masculino, fecha de nacimiento 07/04/1974. OBSERVACIONES: Socio directo de Horacio Cartes y miembro de organización criminal involucrada en importación de cigarrillos falsificados en el territorio continental de Estados Unidos desde América del Sur.

MOREIRA, Juan Carlos López       NADDIS 6926973

Paraguayo masculino, apodado Juanca. Fecha de nacimiento: 27/12/1968. LKA: Concepción Leyes de Chaves y Calle 4, Parque Industrial Alberto Barrail e Hijos, Asunción, Paraguay. OBSERVACIONES: Socio directo de Horacio CARTES y miembro de organización criminal involucrada con la importación de cigarrillos falsificados en el territorio continental de Estados Unidos desde América del Sur; Presidente de Habacorp S.R.L.

CLOHERTY, William Martin           NADDIS 6967114

OBSERVACIONES: Director y lobbysta de Tobaccos USA, INC., socio de Horacio Cartes. 


CASO AMAMBAY. STJ absolve diretores de banco acusados de evasão

Por Alessandro Cristo

Terminou em absolvição (novembro 2009) um dos primeiros casos investigados pelo Ministério Público Federal quanto à evasão de divisas via contas CC5. O Superior Tribunal de Justiça atestou o trânsito em julgado de um processo criminal movido há dez anos contra o banco paraguaio Amambay. Ao negar a admissão do Recurso Especial da Promotoria, a corte confirmou decisões das instâncias ordinárias, que consideraram não haver provas que justificassem a denúncia.

Denunciado pelo MPF de ter evadido mais de R$ 600 milhões do país, o Banco Amambay foi absolvido em primeiro grau pelo juiz federal Flavio Antônio da Cruz. O juiz entendeu que em operações sob controle do Banco Central não se pode alegar lesão ao bem público. A absolvição foi mantida tanto em 2º grau quanto pelo ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça, que, no dia 2 de setembro, certificou o trânsito em julgado.

Para os advogados do banco, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho e Edward Rocha de Carvalho, do escritório J. N. Miranda Coutinho & Advogados, o resultado foi emblemático e alterou o entendimento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. “É o primeiro caso com trânsito em julgado das investigações relativas às contas CC5, e o que marcou a mudança de posição da 7ª Turma do TRF-4 no trato do assunto”, diz Carvalho.

Ele explica que, como o Banco Central criou políticas de controle para a movimentação internacional de dinheiro, no caso, as chamadas contas CC5 e o controle diário de saídas, a Turma entendeu que o sistema financeiro nacional não foi atingido pela conduta do banco, o que torna a prática atípica, pelo menos no que se refere a evasão de divisas e ofensa ao sistema financeiro nacional, delitos atribuídos aos diretores do banco. “Antes disso, o mero depósito em contas CC5 caracterizava evasão”, afirma.

O advogado se baseia no voto do desembargador Tadaaqui Hirose, da 7ª Turma do TRF-4, que absolveu os acusados. “Não há falar, por fim, que a absolvição dos denunciados significa concordar com a impunidade de donos e gerentes superiores que geraram benefícios privados multimilionários em detrimento do Estado brasileiro, porquanto, na verdade, no presente caso, revelam-se escassas as provas carreadas pela acusação na tentativa de demonstrar a materialidade, a autoria e a intenção dos denunciados de promover, ‘sem autorização legal’, a saída de moeda ao exterior”, diz o relator do processo na corte.

A denúncia foi aceita em 2004 pela 2ª Vara Federal Criminal em Curitiba. O MPF conseguiu da Justiça brasileira a quebra do sigilo bancário de todos os correntistas do banco que tinham as contas CC5, mantidas no Brasil por não-residentes para transferências de valores em moeda nacional.

Seis diretores e gerentes do banco, três agentes da transportadora TGV e um agente da Prossegur Brasil foram denunciados. Os funcionários do Amambay também foram acusados de concurso de pessoas — quando um mesmo crime é cometido por duas ou mais pessoas —, e concurso material — quando dois ou mais crimes são cometidos por meio de duas ou mais ações.

Os diretores do banco foram acusados por evasões ocorridas entre janeiro e novembro de 1996. Segundo o MPF, eles orquestraram um esquema de transferência com a ajuda de transportadoras de valores, a TGV e a Prossegur. Os carros-fortes levavam dinheiro sacado na Tesouraria do Banco do Brasil em Foz do Iguaçu para a sede o banco, em Ciudad del Este, já no Paraguai.

Segundo a acusação, a transferência acontecia sem que fossem apresentadas à Receita Federal declarações de porte de valores em espécie. A remessa, via Ponte Internacional da Amizade, era possível por causa da falta de fiscalização deste tipo de transporte no local.

Segundo o MPF, Ramón Telmo Cartes, Guiomar de Gásperi Chaves, Gustavo Ramón Cabrera Villalba, Carlos Eduardo Moscarda Mendoza, Eduardo Cesar Campos Marin e Wilfrido Pena valeram-se de seus cargos no banco para fazer as operações ilegais. Eles foram acusados de ordenar que as guias declaratórias com informações sobre os valores não fossem entregues à Receita Federal.

O transporte do dinheiro, disse o MPF, era feito pelos agentes Roberto Bonfim, Marco Rafael Firmino e Alfonso Antunes, da TGV, e Clodimar Alves Barroso, da Prossegur. Entre janeiro e novembro de 1996, os saques e transportes foram feitos 413 vezes, segundo a acusação.

A falta de fiscalização na ponte não é o único problema que preocupa. O próprio juiz Flavio da Cruz, que absolveu os acusados, afirmou não ser possível uma fiscalização contra esse tipo de operação na fronteira. “É fato que a celeuma reside muito mais nas deficiências da regulamentação e da própria fiscalização por parte do Estado. Não havia estrutura mínima para conferir o montante transportado em espécie. Ademais, não se exigia a declaração de origem e de efetiva titularidade do montante transportado”, disse na decisão dada em janeiro do ano passado. Segundo o juiz, também não houve provas quanto ao uso de laranjas para fraudar o uso de contas CC5.

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Periódico brasileño incluye a Cartes en la red de lavado de dinero que financia mafias

O Globo, de acuerdo a informes de la DEA, publica que “Cartes comanda una gran lavandería para mafias de varios países, principalmente el Brasil”.

 

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El periódico brasileño O Globo incluyó al empresario paraguayo y precandidato a la presidencia de 2013, Horacio Cartes, entre los involucrados en el  que financia mafias en varios países, principalmente en Brasil, en un artículo que describe “ejemplos de ” en ese país. El periódico señala informes de la agencia antidrogas norteamericana DEA.

Entre los varios ejemplos referidos por el artículo del periódico como sistemas de lavado de dinero se encuentran las operaciones realizadas en la zona de la triple frontera (Argentina, Brasil y Paraguay) por el Banco Amambay, de propiedad del empresario Horacio Cartes.

El periódico señala que, de acuerdo a informes de la DEA, “Horacio Cartes comanda una gran lavanderíapara mafias de varios países, principalmente el Brasil”. Estas operaciones vienen siendo investigadas por la agencia antidrogas norteamericana desde el año 2009, según O Globo.

La supuesta vinculación de Cartes con el lavado de dinero había sido ya mencionada en un cable de Wikileaks que data del 5 de enero de 2010, donde se menciona también la venta de narcóticos a Estados Unidos y lo sindica como “cabeza de organización de lavado de dinero en la Triple Frontera”.

Otras personas señaladas por O Globo como involucradas en la “oscura red financiera en expansión en el Brasil, especializada en legalizar dinero obtenido con actividades ilícitas (del narcotráfico y la corrupción)” son Desiré Delano Bouterse, “el líder político y militar más poderoso de Surinam”, el exprospector Leonardo Dias Mendonça, preso en Goiás, y Fernandinho Beira-Mar, también preso.

La prensa, organismos nacionales e internacionales ya lo vienen investigando hace años.

 

Fahd Jamil.

Las relaciones con el narcotrafico de Horacio  el candidato más fuerte del partido colorado, volvió a ser noticia con las investigaciones de los EE.UU develadas por Wikileaks. Sin embargo, ya fue investigado anteriormente por organismos nacionales e internacionales, así como por la prensa.

Cartes pasó de ser un humilde distribuidor de cigarrillos a principios de los 90 a millonario empresario tabacalero. Sus empresas puntales son Tabacalera del Este S.A. y Tabacos del Paraguay S.A. Está vinculado a empresas deportivas, al Banco Amambay y diversas estancias y empresas agroganaderas.

Según publicaciones de la Nación de Argentina del 2005, la marca Rodeo fabricada por Tabesa era la que más se comercializa de forma ilegal en la Argentina, puesto que más de 60 % de los cigarrillos incautados eran de ésta tabacalera.

Los antecedentes judiciales y policiales de  dan cuenta que el 16 de octubre de 1988, la Interpol informaba sobre una acusación de un supuesto delito de falsedad ideológica de operaciones de importación, falsificación de documento público y privado y estafa.

Las acusaciones más fuertes lo relacionan con el tráfico de drogas y el lavado de dinero.  cuenta con varias estancias en zonas de producción y tráfico de drogas.

En el año 2000, la Secretaría Nacional Antidrogas halló en su estancia Nueva Esperanza, zona de Cerro Kuatiá, jurisdicción de Capitán Bado (Amambay), una aeronave con matricula brasileña, que aterrizó de emergencia, y que contenía 20.100 kilos de cocaína cristalizada y 343.850 kilos de marihuana prensada. Desde entonces,  estuvo en la mira de organismos antidrogas.

Investigaciones periodísticas, así como de organismos antidrogas, establecieron conexiones con el conocido capomafioso de frontera Fadh Jamil y con personas relacionadas al cartel de Fernandinho Beira Mar, entre otros.

 ya anteriormente ha sido investigado por organismos nacionales e internacionales por presunto lavado de dinero, operaciones que realizaría principalmente a través del Banco Amambay.

Fahd Jamil

Según publicaciones del diario La Nación de Paraguay, en el 2002, Cartes se relacionó ya desde 1993 con el brasileño-árabe Fadh Jamil Georges, capomafioso de la frontera del Amambay con Brasil.

Según la investigación, en el 93 y 94 Fadh y sus hermanos vendieron tierras a testaferros de Cartes, que incluye varias estancias que cuentan con pista de aterrizaje. El Banco Amambay, donde eran clientes los Jamil, intervino en ambas operaciones abiertamente, llamando la atención de investigadores de lavado de dinero.

En febrero de 1994, Fadh Yamil y sus hermanos volvieron a vender tierras a Cartes.

Con Beira mar

Fernandinho Beira Mar.

Cartes también tuvo negocios de compra de tierras con un hombre vinculado al cartel de Fernandinho Beira Mar. El brasiguayo ganadero, Milton Machado. En una estancia de Machado en el Chaco se incendió en el 2000 una avioneta con 210 kg. de cocaína, tras ser derribada por agentes de la SENAD. El piloto fallecido, Sergio Gómez Da Silva, era considerado un hombre clave en el cartel de Fernandinho Beira Mar, según informaba entonces el jefe de la DINAR.

La presunta relación de Cartes con el cartel de la droga brasileño, a través de Machado, tiene un indicio clave, según fuentes antidrogas. El 2 de marzo del 2000, seis meses antes de “Toro I”, la Dinar incautó droga en la estancia La Esperanza de Cartes, y fue de un avión con matrícula brasileña, PT EUA, a nombre de José Luis Rafaelle Marcelino.

La aeronave brasileña transportaba 343 kilos de marihuana y 20 kilos de cocaína, cuando bajó en la estancia de Cartes, en jurisdicción Capitán Bado. La hipótesis antidrogas fue que el avión esperaba más carga, antes de ir al Brasil.

Narcosocios y parientes

Domingo “Papacho” Viveros Cartes, un narcopilóto paraguayo que fue apresado en Brasil en el 2001, con una carga de 230 kilos de cocaína que llevaba en una avioneta, era primo del candidato a presidente. Viveros Cartes ya tuvo una condena en paraguay en 1985 por tráfico de drogas.

Otro vínculo comercial con el narcotráfico fue José Angel Avalos (+), quien fue socio de Cartes en una tabacalera. El mismo fue controlado por presunto tráfico por la Senad.

Pinochetista e narcotraficante, candidato a presidente, arquitetou derrubada de Lugo. Horacio Cartes dirigía una red de lavado de dinero

Apontado como o mentor intelectual do processo que terminou com o impeachment do ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo, o empresário pecuarista e pré-candidato presidencial Horacio Cartes possui diversas controversas ligações, que vão desde o narcotráfico até o pinochetismo.

Líder do conservador Partido Colorado – principal partido de sustentação da ditadura de Alfredo Strossner (1954-1989) –, Cartes lançou sua campanha presidencial em setembro de 2011, quando causou uma pequena polêmica no país, ao contratar como assessor político o advogado chileno Francisco Javier Cuadra, que foi porta-voz da ditadura de Augusto Pinochet entre 1984 e 1987.

Embora tenha declarado inicialmente que “Cuadra foi contratado para prestar assessoria jurídica somente para minhas empresas”, Horacio Cartes foi cedendo às revelações da imprensa local de que o ex-ministro pinochetista era seu principal assessor pessoal e que tinha influência direta em suas estratégias de campanha.

Em novembro de 2011, o portal Wikileaks vazou dezenas de documentos da Embaixada dos Estados Unidos em Assunção que revelavam a ligação do pecuarista com grupos narcotraficantes, com os quais haveria mantido um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo os documentos, foi investigado pela DEA (Agência Antidrogas dos Estados Unidos) entre os anos de 2003 e 2005.

Segundo as revelações do Wikileaks, o esquema de lavagem de dinheiro também envolvia o Banco Amambay, do qual Cartes é o principal acionista.

Cartes está bajo sospecha de lavado de dinero desde el Banco Amambay, banco de su propiedad. El dinero fue generado por métodos ilegales, incluida la venta de narcóticos desde la Triple Frontera a los Estados Unidos, así como la la venta de tabaco ilícito desde Paraguay a los Estados Unidos.

El documento menciona que del 6 al 9 de diciembre de 2009 se realizó una reunión entre los integrantes del equipo investigador, la misma se desarrolló con el propósito de intercambiar informaciones y definir estrategias para dar el golpe a la organización manejada supuestamente por Horacio Cartes.

Durante la reunión, tres enfoques fueron abordados. Primero, agentes involucrados en la investigación hablarán con William Cloherty, un lobbysta del área de Washington quien es el director de Tobaccos USA, INC. Se cree que Cloherty tendrá una perspectiva histórica de las operaciones de tabaco entre Paraguay y EE.UU., y más directamente, información sobre la producción y venta de tabaco, y el movimiento de dinero obtenido de los negocios de Cartes.

El primer informe sobre Cartes es de la INTERPOL, que data de 1988.

El plan de accion consistía en la obtención de documentos ocultos, entrevistas, reuniones secretas, verificación de información y la participación de agentes encubiertos para monitorear las acciones de Cartes y/o sus lugartenientes, Osvaldo Gane SALUM y Juan Carlos López Moreira en Paraguay.

Según el cable Horacio Cartes es la cabeza de la red de lavado de dinero en la Triple Frontera, secundado por Osvaldo Salum, socio directo del político colorado, involucrado en importación de cigarrillos falsificados en el territorio continental de Estados Unidos desde América del Sur, al igual que Carlos López Moreir.

La investigación fue realizada por agentes de la DEA tanto en Asunción como en Buenos, Aires, la Administración de Aduanas (Immigration and Customs Enforcement), el Servicio de Impuestos Internos (Internal Revenue Service), y el Centro de Operaciones de lucha contra el Narcoterrorismo (Counter-Narcoterrorism Operations Center SOD/CNTOC), contó con el apoyo de la Oficina de Fiscales de EE.UU. para el Distrito Este de Nueva York, la Sección de Decomiso de Activos del lavado de Dinero de Oficina de Justicia (DOJ), el Banco de la Reserva Federal, y la Oficina de Control de Bienes Extranjeros de Estados Unidos (OFAC).

Horacio  es hoy un eminente dirigente deportivo y político, considerado un mago de las finanzas del fútbol. Sus dos puntales son Tabacalera del Este S.A. y Tabacos del Paraguay S.A. Está vinculado a empresas deportivas, al Banco Amambay y diversas estancias y empresas agroganaderas.

Según publicaciones de la Nación de Argentina del 2005, la marca Rodeo fabricada por Tabesa era la que más se comercializa de forma ilegal en la Argentina, puesto que más de 60 % de los cigarrillos incautados eran de ésta tabacalera. El primer informe sobre  es de la INTERPOL, que data de 1988. 1

En el año 2000, la Secretaría Nacional Antidrogas halló en su estancia Nueva Esperanza, zona de Cerro Kuatiá, jurisdicción de Capitán Bado (Amambay), una aeronave con matricula brasileña, que aterrizó de emergencia, y que contenía 20.100 kilos de cocaína cristalizada y 343.850 kilos de marihuana prensada. Desde entonces,  estaría en la mira de organismos antidrogas.