As balas de Alckmin


foto Rafael Ribeiro

por Rafael Ribeiro

 

Mais uma prova da farsa provocada pela PM ontem: a munição utilizada pela corporação para reprimir a manifestação e intimidar a imprensa. Na foto, dois exemplos de munição menos que letal antidistúrbio que são compradas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para a PM. A da esquerda é a antimotim, indicada para distúrbios à curta distância. Ou seja, até 5 metros, ideal para a situação ocorrida lá pelo fato dela apenas servir para provocar barulho e ter índice baixíssimo de letalidade. É muito usual em presídios e confrontos sem espaço de manobra, como estádios de futebol. A corporação, no entanto, usou a da direita, para disparos a partir de longas distâncias. A menos de 50 metros, tem a mesma energia de uma munição ponto 22 letal para pistola. Em nenhuma foto divulgada ou publicada os policiais estão a mais de 50 metros, além de estarem apontando justamente para regiões vitais. O impacto nelas (cabeça, peito e traqueia) pode matar. Os camaradas do MPL e da imprensa deram sorte de estarem vivos. Só para comparação, o Choque costuma usar essa munição, mas geralmente apontando para as pernas e nádegas, já que a bala perde força em trajetória de descenso. Em linha reta, à curta distância, é mais perigosa que um revólver calibre 32. Mais informações emhttp://www.cbc.com.br/cartuchos-cal-12-de-uso-policial-subcat-9.htmlhttp://www.cbc.com.br/cartuchos-22-subcat-11.html. Reitero: Alckmin e Cel.Meira têm muito a se explicar…

“De que lado você samba?” pergunta a jornalista Giuliana Vallone baleada pela polícia de Alckmin

Jornalista atingida por bala de borracha revelou que polícia partiu para cima da imprensa
Jornalista atingida por bala de borracha revelou que polícia partiu para cima da imprensa

 

 

A jornalista da TV Folha, Giulianna Vallone, atingida no olho por uma bala de borracha durante as manifestações da última quinta-feira (13/6), relatou em seu perfil no Facebook a agressão por parte da polícia.

Giuliana afirmou que no momento do ataque não estava na zona de conflito principal, na rua da Consolação, onde já tinha sido ameaçada por um policial por estar filmando a violência. “Estava na Augusta com pouquíssimos manifestantes na rua”, escreveu.
“Não vi nenhuma manifestação violenta ao meu redor, não me manifestei de nenhuma forma contra os policiais, estava usando a identificação da Folha e nem sequer estava gravando a cena”, disse. “Vi o policial mirar em mim e no querido colega Leandro Machado e atirar. Tomei um tiro na cara. O médico disse que os meus óculos possivelmente salvaram meu olho.”
A repórter, que cobriu os dois protestos nesta semana, diz não se arrepender de participar da cobertura. “Acho que o que aconteceu comigo, outros jornalistas e manifestantes, mostra que existem, sim, um lado certo e um errado nessa história. De que lado você samba?”
Giuliana passou a noite no hospital em observação. A tomografia mostrou que não há fraturas nem danos neurológicos e, nesta manhã, ela voltou a enxergar com o olho ferido.
Matando o jornalismo a tiros
Barbara Gancia, também da Folha de S.Paulo, publicou um texto em seu perfil no qual condena a ação da polícia. A jornalista trabalha com Giuliana, na TV Folha.
“Eu nunca a vi perder a calma, ter qualquer tipo de comportamento inadequado, abusado, excessivo ou estar interessada em qualquer coisa outra além de reportar os eventos para os quais foi escalada para cobrir”, disse Barbara, sobre a colega de trabalho.
“Nem sequer consegui reconhecer a Giu na foto em que ela aparece baleada, desfigurada por uma bala de borracha no exercício do seu ofício”, acrescentou. “Ofício este que está sendo chacinado diante dos nossos olhos. Agora resolveram adiantar o processo e matar o jornalismo a tiros. E muita gente não se dá conta da gravidade do que isso representa. Sem uma imprensa forte e independente para fiscalizar, democracia não se pratica.”
“Vamos acompanhar este caso até saber o que faz um oficial atirar contra uma jovem parada, desarmada e desprotegida, que não dava nenhum indício de que estaria participando de baderna e não representava perigo”, completou.
“Não é possível que o encarregado da operação, chefe de Policiamento de Trânsito, declare que perdeu controle da situação. E não é possível que o governador apareça twittando asneiras a partir de Paris enquanto a cidade pega fogo.”
Giulianna Vallone
Giuliana Vallone
Escreveu Giuliana Vallone: Queridos,
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho e preocupação recebidas dos amigos e também de pessoas que não tive a oportunidade de conhecer. Vocês são incríveis.

Agora, o boletim médico: passei a noite no hospital em observação. A tomografia mostrou que não há fraturas nem danos neurológicos. A maior preocupação era o comprometimento do meu olho, que sofreu uma hemorragia por causa da pancada. Felizmente, meu globo ocular não aparenta nenhum dano. E agora, ao acordar, percebi a coisa mais incrível: já consigo enxergar com o olho afetado, o que não acontecia quando cheguei aqui. Fora isso, estou muito inchada e tomei alguns pontos na pálpebra.

Sobre o aconteceu: já tinha saído da zona de conflito principal –na Consolação, em que já havia sido ameaçada por um policial por estar filmando a violência– quando fui atingida. Estava na Augusta com pouquíssimos manifestantes na rua. Tentei ajudar uma mulher perdida no meio do caos e coloquei ela dentro de um estacionamento. O Choque havia voltado ao caminhão que os transportava. Fui checar se tinham ido embora quando eles desceram de novo. Não vi nenhuma manifestação violenta ao meu redor, não me manifestei de nenhuma forma contra os policiais, estava usando a identificação da Folha e nem sequer estava gravando a cena. Vi o policial mirar em mim e no querido colega Leandro Machado e atirar. Tomei um tiro na cara. O médico disse que os meus óculos possivelmente salvaram meu olho.

Cobri os dois protestos nesta semana. Não me arrependo nem um pouco de participar desta cobertura (embora minha família vá pirar com essa afirmação). Acho que o que aconteceu comigo, outros jornalistas e manifestantes, mostra que existem, sim, um lado certo e um errado nessa história. De que lado você samba?

Em tempo: obrigada Giba Bergamim Junior e Leandro Machado pelos primeiros socorros!

20 CENTAVOS FOI A GOTINHA NO COPO CHEIO DE ABOMINAÇÕES

revolução dos 20 centavos

por Nadia Stabile

Nestes dias ficou absurdo ter de aguentar o barulho dos helicópteros por aqui, moro muito perto da Avenida Paulista.Pra mim já vivo o astral de uma guerra civil e … todos os finais de tarde sempre ouço as vizinhas assistindo novelinhas de m….. da rede esgoto de tv! Se juntar com a crise final de adolescência tardia de meu filho, posso dizer que já vivo num clima de guerra, mesmo!

Mas o pior de tudo é constatar que por aqui, pessoas bem mais privilegiadas do que eu, ainda resolvem considerar que violentos são os manifestantes e não a fascista da polícia militar. Outra coisa decepcionante é ver que muitos ainda não conseguiram sacar que o Facebook não é um local só para diversão e bate papo, e nem só pra curtir joguinhos, mas um local que cada vez mais fará as pessoas se mobilizarem, tomando partido de causas, e elas podem simplesmente apoiar, divulgar, se não puderem , se não tiverem condições de estar presentes em passeatas, não há problema, o problema é se alienarem e acharem que os problemas não são delas e ainda condenarem quem se manifesta por direitos, direitos que geralmente são de todos!

#pmfascista #hashtagsfacebook #classemediadeultimacategoria

As hashtags do Facebook que coloquei acima, poderão cooperar com maior rapidez nas buscas, e esta da classe média faço questão que esteja ai acima, pra ver se coopero com cutucões a classe que conheço muito bem e que urge evoluir, sem isto ficará muito difícil este país melhorar!

covardia

Filmei do quarto de hotel a noite de quinta. Falei com May Shuravel, que iria mandar para ela o copião. Não mandei. O que mais a imagem denuncia é minha mão trêmula. É perto de 11 e minha janela alcança até a avenida Paulista. Mas mal se vê a fogueira que já se apaga numa esquina, alguns poucos jovens gritando “sem violência, sem violência” e o barulho aterrador de bombas, helicópteros, cavalaria. No entanto a sensação é de que o exército é teleguiado, e muito além dos centavos ou de manobras políticas que sirvam de estopim, somos 99% de indignados em um só planeta.
sp 1

centavos 2

O PRENDE E ARREBENTA DO GOVERNO TUCANO DE SÃO PAULO

Repórter do Portal Aprendiz é solto após ficar preso por mais de dois dias

O repórter do Portal Aprendiz, Pedro Ribeiro Nogueira, foi solto na tarde desta sexta-feira (14/6) após passar mais de 60 horas preso no 2º DP, no Bom Retiro. Dessa forma, o jovem de 27 anos irá responder às acusações de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e incêndio criminoso em liberdade. O juiz decidiu soltá-lo no final da tarde de ontem (13/6) mediante ao pagamento de fiança, que foi protocolado hoje.

Nogueira foi detido na última terça-feira (11/6) durante o protesto pela redução no preço das passagens de ônibus em São Paulo. Segundo a Associação Cidade Escola Aprendiz, ONG responsável pelo Portal Aprendiz, o repórter fazia a cobertura do evento e foi preso injustamente. Ouça a entrevista.

Um vídeo amador publicado na internet no dia posterior à sua prisão, mostra ele sendo agredido por oito policiais. De acordo com a coordenação do Aprendiz, que pôde vê-lo após a detenção, Nogueira estaria com escoriações no rosto, nas costas e marcas de cassetete.

Na campanha eleitoral a farsa

on sera e al

No governo os tucanos mostram o bico

on baderneiros

A imprensa golpista fala uma língua só

on cacete

br_diario_comercio.on
br_estado_spaulo.on

br_extra. on
br_folha_spaulo. on
br_oglobo.

A imprensa conservadora não esconde a alegria de noticiar que o povo foi espancado e preso. De demonstrar todo o apoio para o governador Geraldo Alckmin e sua polícia que entra nas favelas derrubando portas e atirando.

Que esperar de uma polícia treinada para reprimir? Que, para os pobres, na escuridão das periferias usa balas de chumbo; e nos bairros nobres, balas de borracha para estudantes, professores e jornalistas?

Um governo que faz o povo chorar de fome e medo da polícia. Que apesar de tantas lágrimas de sal e sangue, ainda joga gás lacrimogêneo! Um governo que apenas pensa nos parceiros empreiteiros…

QUEM BATE NO POVO NÃO GANHA ELEIÇÃO. QUEM SONHA UM GOLPE NÃO LIGA PARA O VOTO NAS URNAS

A polícia deixa o crime solto e prende estudantes e professores

Alckmin, que costuma usar as estatísticas para provar que o índice de criminalidade em São Paulo é o menor do País, já não tem como explicar a onda de violência. Até bem pouco tempo, os bandidos alternavam os tipos de crime, mas agora o vale-tudo entrou em cena de uma vez. Arrastões a restaurantes, assaltos a condomínios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e as famosas “saidinhas de banco” recheiam o noticiário policial.
istoé
A bandidagem está solta na Capital. E no Interior.
A polícia de Alkmin só aparece para atirar balas de boracha e jogar bombas de gás lacrimogêneo em passeata de professores grevistas e paradas de protestos estudantis.
Ou nos despejos que terminam em chacina. Caso do massacre do Pinheirinho.
BRA^SP_MAIS São Paulo

Policiais são biqueiros

Governador Jaques Wagner solta os cachorros

br_atarde. polícia contra estudantes

A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo
A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador petista não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo

PMs do Batalhão de Choque reprimiram ontem, com gás de pimenta e balas de borracha, um protesto de estudantes de medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). Um grupo de universitários com jalecos brancos promovia passeata na Paralela, sentido aeroporto.

O estudante Bruno Reis da Silva, do 6º semestre do curso de medicina, disse que a Choque “já chegou atirando as bombas e alguns alunos ficaram machucados”. Segundo ele, grávidas também participavam do protesto.

Uma estudante, que preferiu não se identificar, relatou: “Muitas pessoas desmaiaram, foram pisoteadas. Uma menina quebrou o braço e feriu a barriga com uma bala de borracha. Alguns estão em estado de choque, outros com falta de ar ou olhos ardendo”.

O supervisor comercial Fábio Rodrigues, que passava no local, presenciou a ação. “Cerca de 20 homens chegaram com cassetete na mão e jogaram três ou quatros bombas de pimenta em cima dos alunos. Os estudantes saíram correndo e liberaram o trânsito. Alguns motoristas foram atingidos”.

A FTC confirma o atraso no pagamento dos salários desde abril dos professores, e se comprometeu a quitar a dívida ainda ontem.

A faculdade, entretanto, não se pronunciou sobre a reclamação dos estudantes quanto à falta de convênios com hospitais.

Motivos do protesto

O estudante David Santos, 4º semestre de medicina, explicou que a manifestação foi por causa da falta de pagamento dos professores e de convênios com clínicas particulares.

Segundo ele, a FTC não paga aos hospitais para que os alunos possam estudar a parte prática há meses. “Os professores já não recebem há 2 meses. Que tipo de médico eles querem formar?”, questiona Bruno Reis da Silva, do 6º semestre, que paga mensalidade de R$ 4.125 pelo curso.

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