Copa. A torcida da imprensa brasileira e internacional

As manchetes da imprensa brasileira, que antecederam à abertura da Copa foi no sentido de criar um clima de protestos e greves, coisa jamais vista, que os jornalões classificam qualquer manifestação do povo de caos, baderna, arruaça, um caso de polícia. Defendem inclusive que as marchas e passeatas devem ser reprimidas com armas letais pela polícia militar.

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A imprensa criou um clima de guerra visando atingir Dilma, quando os polêmicos estádios foram construídos pelos governadores, inclusive tucanos, e pelo presidenciável Eduardo Campos.

O importante foi destacar o insulto, a afronta, a xingaria contra a Presidente do Brasil. A revista veja desta semana circula com a seguinte capa:

capa capa veja

colunista vaia

Compare a imprensa do Brasil com a internacional:

ESTADOS UNIDOS
ESTADOS UNIDOS
INGLATERRA
INGLATERRA
BOLÍVIA
BOLÍVIA
ARGENTINA
ARGENTINA

Levantes libertários: do ludismo aos Black Blocs

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por Rodrigo Oliveira
   Se olharmos a História percebemos que levantes populares são uma constante no passado: os hebreus se rebelaram e fugiram dos egípcios, os escravos romanos sob comando de Espártaco quase destruíram Roma, entre tantos outros exemplos. Em nosso passado recente percebe-se que desde o século XVII começam a haver levantes libertários no mundo ocidental. Originalmente se rebelavam contra a opressão do clero e da nobreza nos campos e nas cidades. Intelectuais iluministas tentavam compreender o fenômeno e as explicações eram das mais variadas.
         Para alguns membros do pensamento iluminado – que surgia dentro da burguesia como uma forma de resistência ao mercantilismo e às “justificativas” divinas para os privilégios feudais – tais levantes eram uma forma de expressão popular e, dessa forma, justificada pela opressão. Para outros iluministas, mesmo avessos à nobreza e ao clero a destruição de campos, igrejas e símbolos dessas duas castas era um grande barbarismo.
         Do século XVII em diante percebemos que cada geração descobriu formas próprias de resistência, baseados nas condições que se apresentavam para a luta social. Algumas vezes tais manifestações mostravam o desconhecimento de quem era o verdadeiro inimigo.
         O movimento ludista – atribuído a um indivíduo que pode não ter existido chamado Ned Ludd – é um exemplo. Na transição do século XVIII para o XIX o sistema capitalista dava seus primeiros passos. Não se sabia muito bem o que era – tanto que sequer era chamado dessa forma. Os trabalhadores seguidamente perdiam seus empregos devido ao desenvolvimento de novas tecnologias. Cada máquina podia substituir cem funcionários.
         Como os ludistas agiram? Simples, quebrando as máquinas. Eles não conseguiam ver que a máquina não era o inimigo e sim o dono da máquina que explorava sua força de trabalho. Como sempre, os donos do poder reagiram e uma violenta repressão caiu sobre esses operários: qualquer um que se rebelasse seria violentamente perseguido e quem quebrasse uma máquina teria a pena de morte decretada. Ainda, para proteger os interesses econômicos os soldados dos exércitos nacionais passaram a defender as fábricas.
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         No desenvolvimento dos levantes populares ao longo do século XIX, uma das formas de resistência era impedindo que as forças armadas – que defendiam o capital e não os cidadãos (alguma mudança?) – tivessem livre trânsito. Como as ruas eram estreitas, a população bloqueava com entulhos fazendo barricadas nas ruas. Desse jeito, os soldados tinham seu poder de mobilidade e formação de combate limitados. O povo podia, mesmo com paus, pedras e outras armas artesanais enfrentar as forças regulares, pois atacavam nas barricadas, nas sacadas e topo dos prédios.
Isso ocorreu na Revolução Francesa, nas jornadas de 1830 e 1848 e deixou de acontecer pelo fato dos estados perceberem e reformularem as cidades para impedir esse tipo de organização. Essa é uma das causas pelas quais a Comuna de Paris ter falhado: Napoleão III depois dos acontecimentos de 1848 reorganizou as ruas de Paris para que fossem largas e dificultar a construção das barricadas que necessitavam de muito mais materiais e eram rapidamente destruídas pelos soldados que tinham condições de fazer suas formações ofensivas sem riscos de ataques pelos flancos (prédios).
         Ainda no século XIX, mas principalmente no século XX, os trabalhadores se organizavam em grandes sindicatos e partidos de esquerda (algumas vezes até supranacionais) e com movimentos solidaristas os trabalhadores faziam amplas greves gerais que paralizavam as nações e ameaçavam os donos do capital.
         A estruturação do Estado de Bem Estar Social foi uma espécie de vacina “natural” utilizada pelos países e a ultima grande greve parece ter acontecido no glorioso Maio de 1968.
         Ao mesmo tempo, no século XX houve movimentos pacifistas que colocavam em xeque o poder militarista das nações ao não enfrentar os opressores com armas e sim com a simples desobediência civil – não trabalhavam ou não obedeciam às ordens de quem os subjugava. A Índia sob o comando de Gandhi é o maior exemplo de resistência pacífica, conseguindo a libertação do jugo britânico. Outro grande exemplo é a conquista dos direitos civis pelos afro-descendentes nos Estados Unidos sob o comando de Martin Luther King Jr.
         Em outros momentos simplesmente eclodia rebeliões das mais variadas formas e espontâneas quando a tirania era grande e colocava em risco a própria sobrevivência das populações ou quando a exploração era demasiada. As Intifadas palestinas contra os opressores israelenses tanto no século XX como no XXI são exemplos.
         No final do século XX e início do século XXI surgiu uma nova forma em que as manifestações passaram a ser realizadas. Essas são conhecidas vulgarmente como Black Blocs e conjugam em si algumas características do nosso tempo.
         Em um primeiro plano percebemos que os jovens que aderem aos Black Blocs sempre utilizam os rostos tapados por capuzes, lenços ou camisetas. Sim, isso é algo lógico se pensarmos que estamos vivendo em um mundo onde câmeras estão em todos os lugares e é muito fácil a identificação dos cidadãos. Tendo em vista que o Estado tem uma premissa a autodefesa, certamente tentará identificar e enquadrar esses cidadãos nos rigores da lei.
         Muitos críticos – inclusive parte daqueles que lutaram contra os militares durante o período ditatorial – dizem que quando se manifestavam estavam de peito aberto e rosto desnudo. E comparam isso como se essa nova geração fosse um bando de covardes.
         Estranho, pois todos os guerrilheiros abandonavam sua vida civil e iam para a clandestinidade. Trocavam de nome, corte ou cor de cabelo, cidade, estado. Eram mecanismos para ocultar a própria identidade. Mesmo assim, o regime postava cartazes com os rostos dos cidadãos e muitos caíram presos por isso. Isso são formas diversas de ocultar a própria face e se livrar da repressão.
         Outra característica é a violência descabida não apenas contra os símbolos do capitalismo como o patrimônio público e privado. Isso é um fato interessantíssimo se formos analisar sociologicamente. No passado – e vamos pegar no século XX – os trabalhadores brasileiros é que detinham uma grande organização. Havia um princípio teórico e prático de ação: a mobilização através de greves. Nos períodos ditatoriais (Estado Novo e Regime Militar) muitas vezes a resposta foi de grupos armados enfrentando o sistema, mesmo assim havia um inimigo a ser combatido e com formas e objetivos claros de intervenção.
         Nos dias de hoje percebemos uma grande desestruturação de valores políticos, culturais e sociais. Isso é um reflexo da pós-modernidade que descentralizou completamente as lutas político-sociais. Diante de um quadro de levante popular sem uma organização central e com objetivos claros tende-se à violência descabida.
         Há uma espontânea ação de destruição. Os objetivos são menos claros que dos antigos ludistas, que viam e centralizavam nas máquinas a sua rebeldia. Agora os Black Blocs são desprovidos de uma coordenação geral e se juntam espontaneamente através das redes sociais. Existem dos mais variados interesses políticos. Ou seja, ideologicamente é pulverizado. Não há um comando da esquerda, do centro ou da direita.
         É por isso que os Black Blocs assustam tanto, pois é um movimento espontâneo que surge exatamente em um momento de completo afastamento da classe política do resto da Nação. Não segue os padrões conhecidos, não possui uma agenda definida e pode eclodir em qualquer momento sob qualquer bandeira, desde que consiga sensibilizar simpatizantes pelas redes sociais (que são incontroláveis). O Estado ainda não sabe como enfrentar essa “ameaça”.
         Ou seja, os Black Blocs são a síntese da pós-modernidade dos dias atuais: inexistência de uma única causa, ora individualismo ora a irracionalidade de uma multidão, a busca pelo anonimato, um ódio contra a máquina do sistema, mas não se sabe bem o que é o sistema, pois as novas gerações estão cada vez menos politizadas.
          Isso leva a grandes equívocos para a compreensão dentre nossos intelectuais, em sua grande maioria presos aos valores e conhecimentos do século XX. A direita vai enquadrá-los como criminosos (sim atacam os símbolos do capital e o patrimônio) e arruaceiros. A esquerda sem ter o controle sobre o movimento vai enquadrá-la como vândalos e analisá-los com o desdém de uma multidão despolitizada. E disso resulta que a direita os vêem como “anarquistas” e a esquerda como se fossem os “freikorps” que surgiram na Alemanha pré-nazista. Um verdadeiro erro de ambas as partes.
           Como pode ser visto, os Black Blocs não são um simples bando de arruaceiros. Eles refletem a forma espontânea que ressurgiu a luta social nesse novo mundo pós-moderno do século XXI: o capitalismo triunfou de tal forma que as lutas sociais foram pulverizadas e ninguém mais vislumbra a exploração capitalista no âmago de todos os problemas sociais da humanidade.
           Enquanto isso, dezoito milhões de pessoas morrem de fome todos os anos (e a cada seis anos mais de cem milhões). O capital gera mais exclusões e sofrimento às nações e comunidades como nunca antes visto na nossa História.
Se analisarmos friamente, os Black Blocs são apenas uma entre tantas contradições do sistema capitalista. Apesar de tudo, mesmo que possamos julgar suas ações de forma errônea, são os Black Blocs que estão nas ruas lutando por um país e um mundo melhor.
            Para deter a ação dos Black Blocs não adiantará a repressão, pois para cada mascarado que seja desmascarado e preso, outros dez poderão ir para as ruas se forem sensibilizados pelas redes sociais. A melhor forma para lidar com eles é melhorando a sociedade ou criando (ou recriando) formas mais eficientes e politizadas de luta popular.

Mestranda detida e agredida pela PM de Eduardo Campos

Carta de agradecimento
Eu, Carolina Figueiredo de Sá, estudante do mestrado em Educação neste centro, gostaria de, por meio desta, agradecer publicamente o forte apoio e solidariedade prestados por diversos professores da UFPE, estudantes e advogados quando de minha detenção na última manifestação estudantil em defesa do passe livre.
No dia 23 de outubro, participei do 10º protesto pelo passe livre em Recife, que contou inicialmente com cerca de 300 estudantes. As escolas da região central tiveram suas aulas canceladas (!) pela manhã, no intuito de diminuir a participação estudantil no ato. Porém, jovens de pouca idade, mas muito entusiasmo, mantêm-se mobilizados desde os grandes protestos de junho. Tribos e estilos variados, mas com reivindicações comuns, e uma clara percepção de que é preciso lutar para obter mudanças.
Renovadas as esperanças de minha geração e de outras que me antecederam, o que vi foi que nem mesmo a violência desmedida e injustificável da polícia contra os estudantes os fizeram desanimar.
Vinha acompanhando as notícias sobre os protestos dos últimos meses, mas desta vez, presenciei aquilo que vem sendo frequentemente denunciado em diversos estados: as arbitrariedades e a brutalidade ostensiva das forças de repressão, bem como a distorcida (se não, mentirosa) cobertura da grande imprensa sobre os fatos, salvo algumas exceções.
Logo pela manhã os programas de rádio ‘alertavam’ a população de que haveria uma manifestação de “baderneiros e mascarados” na cidade. Vejo um duplo objetivo nisto: influenciar os pais dos estudantes a não permitirem que estes fossem ao protesto, e, ao mesmo tempo, gerar um ambiente de temor que legitimasse antecipadamente a violência policial perante a sociedade.
De fato, a polícia pressionou muito desde o início da manifestação, com diversas provocações, tomando à força bandeiras e escudos dos estudantes, sem nenhum motivo. Na Visconde de Suassuna, alguns policiais adentraram na passeata e um adolescente foi preso simplesmente porque portava um deles. Vários estudantes tentaram impedir sua prisão, mas a polícia abriu fogo generalizado; uma verdadeira saraivada de balas de borracha, de uma ponta à outra da rua, acertando mais de uma dezena de estudantes que corriam – perplexos e indignados.
Carolina Figueiredo de Sá
Terrorismo policial
Após o cuidado com os feridos (socorro este, dificultado pela polícia), a manifestação prosseguiu em direção à GPCA, delegacia para a qual o jovem detido havia sido levado, para exigir sua libertação. No caminho, vi uma jovem de 16 anos ser brutalmente jogada no chão pelo oficial militar que comandava a operação, dando início à outra confusão. Ela, juntamente com outros estudantes, apenas gritava palavras-de-ordem contra a cobertura da imprensa. Ao tentar defendê-la, também fui agredida, derrubada no chão, tendo o rosto pisado contra o asfalto pelo policial militar, e levado dois tapas na cara, já imobilizada. Ambas fomos conduzidas para a GPCA, e, no trajeto, a adolescente ainda continuou sendo agredida com puxões de cabelo pela policial feminina – ao que reagi, coibindo novas agressões.
Diante do quadro que temos visto em todo o país, em que estudantes e professores detidos em protestos são frequentemente acusados de “formação de quadrilha”, “aliciamento de menores”, dentre outros crimes, a preocupação era de que o mesmo acontecesse comigo e os dois adolescentes presos. No entanto, todo o apoio político e jurídico recebido por nós foi fundamental para que fôssemos soltos no mesmo dia.
Assim, agradeço à direção do Centro de Educação, na pessoa do professor Daniel Rodrigues, e os professores Rui Mesquita, Socorro Gomes e Luís Momesso, que estiveram pessoalmente na delegacia, transmitindo força e confiança naquele momento, bem como à professora Ana Cláudia R. Pessoa, minha orientadora, que prestou seu apoio e solidariedade.
Agradeço também aos advogados Maria José (que esteve presente mesmo tendo outros planos para seu dia de aniversário), Noélia Brito (que nos defendeu em meio às suas férias), Érik de Souza (que também tem acompanhado vários protestos estudantis) e à ADUFEPe, que disponibilizou sua assessoria jurídica.
Ao Diretório Acadêmico de Pedagogia da UFPE e a todos os estudantes que se mantiveram em vigília até o final do dia, pressionando por nossa liberação imediata, meu agradecimento e admiração pela dedicação à luta.
[O título da carta é do editor do blogue. Os governadores comandam as polícias militares. Eles ordenam as agressões contra os manifestantes, inclusive crianças e adolescentes].

Black blocs, o assassinato do menino Douglas e o inferno anunciado…

por Renato Rovai em Direitos Humanos

 

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No dia 3 janeiro à noite, bem antes das Jornadas de Junho, uma chacina chocou São Paulo. Laércio de Souza Grimas, o DJ Lah, de 33 anos, do grupo Conexão do Morro, foi assassinado com outras seis pessoas num bar do Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Bar que ficava em frente ao local onde tinha sido assassinado o pedreiro Paulo Batista do Nascimento, numa execução que, filmada, acabou no Fantástico da Rede Globo.

No dia 7 de janeiro, ainda em férias, escrevi um post sobre o assunto. Um dos trechos:

“Segue um relato-reportagem, a meu pedido, feito pelo repórter Igor Carvalho sobre o caso do massacre de Campo Limpo e seu contexto. Igor esteve ontem no local da chacina e conversou com uma série de pessoas que pediram anonimato. O clima em Campo Limpo e em outros bairros da periferia é terrível. Misto de revolta e medo. Perfeito para produzir reações extremadas. Quem acha que a situação atual é ruim, vai ter saudades do hoje. São Paulo pode virar um inferno. Eu, acima assinante, responsabilizo Alckmin por isso. Foi ele quem disse que quem não reagiu está vivo. E que de certa forma autorizou a bárbarie.” Você pode ler a nota inteira aqui

Este texto não foi premonitório. Era simples análise jornalística com base em informações apuradas pelo repórter Igor Carvalho e por mim. Uns sessenta dias após escrevê-lo, encontrei-me com um personagem importante no contexto da periferia paulistana. No meio da conversa-entrevista ele me pediu para desligar o gravador e disse algo mais ou menos assim:“o povo vai reagir, a molecada tá se mexendo e vai para cima… A coisa vai ficar feia”.

Lembrei disso no dia 6 de junho, quando por acaso me encontrei no meio da conflito do primeiro ato do Movimento Passe Livre no centro de São Paulo. Fiquei impressionado com o olhar de raiva daqueles garotos e garotas que escondiam seus rostos sob camisetas e pedaços de pano. E registrei aqui no blogue um post do qual extraio o trecho abaixo:

“Eram garotos pobres, com muita raiva. Garotos e garotas indignados e revoltados. E que pareciam não estar ali só por conta do aumento da passagem, mas porque precisam gritar que existem (…) A periferia brasileira está em movimento e em disputa. E se a cidade não passar a ser pensada para esses milhões de jovens, em breve algo muito maior do que aconteceu na quinta vai estourar.”

No domingo, Douglas Rodrigues, de 17 anos, foi baleado de forma covarde por um Policial Militar. E antes de morrer, segundo seu irmão de 12 anos, perguntou: “Senhor, por que o senhor atirou em mim?

Ainda no domingo, as ruas da Vila Medeiros foram tomadas por pessoas revoltadas com este fato. Ontem à noite, foi a rodovia Fernão Dias que literalmente pegou fogo. Atacaram carros, caminhões, imóveis… Uma revolta generalizada escrita em sangue pelas últimas palavras de um garoto de 17 anos: “Senhor, por que o senhor atirou em mim?”

É a partir de histórias como essa que as cenas de agressão ao coronel Reynaldo Rossi, que geraram comoção midiática, precisam ser entendidas. Vejam bem, não estou dizendo que precisam ser justificadas.

É a partir de histórias como a do assassinato de Douglas que muitas ações dos blacks blocs nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo devem ser entendidas. Vejam bem, não estou dizendo que devem ser justificadas.

Os jovens de periferia não querem mais ver irmãos, parentes, amigos, colegas ou apenas conhecidos, serem enterrados porque cometeram o crime de terem nascido, em geral negros, e viverem nas periferias. Eles estão dizendo chega.

E a nossa democracia, sim, democracia, não tem dado conta de resolver esse problema. E eles perderam o medo de perder a vida se necessário for para mostrar que não irão bovinamente para covas rasas de cemitérios. Assassinados por polícias que deveriam preservar suas vidas. E vitimados por um Estado que não lhes garante futuro e nem paz.

A ação black block no Brasil (e ela é diferente de outros países), se alguém ainda tinha dúvida, é fruto, sim, também disso. E principalmente disso. Da violência policial. Os black blocs nunca lutaram por vinte centavos, por transporte melhor ou por melhores salários dos professores. Esses meninos têm ódio da polícia. Eles pulam de ódio da polícia. Eles querem derrotar a polícia. Não são só garotos e garotas de periferia. Mas os que não são também não aceitam como legítima a ação das forças policiais. E querem derrotar a polícia.

Se acho isso bom? Se acho isso ruim? Não acho nada. Quero que a democracia que construímos seja capaz de se relacionar com essa questão sem tentar eliminar fisicamente esses meninos e meninas. E sem criminalizar suas ações e reações.

E que a nossa inteligência seja capaz de ir além de simplismos como a de chamá-los de vândalos e fascistas.

Até porque a preguiça intelectual também é uma forma de violência dos que têm o poder de pautar o debate na sociedade. Os black blocs não precisam da minha defesa. Até porque não me associo às suas práticas. Mas entendo perfeitamente os garotos e garotas que têm ódio da polícia. Se Douglas, fosse seu filho, irmão, primo, amigo, será que você não entenderia?

– Senhor, por que o senhor atirou em mim…

PS: Se você ainda tem dúvida do quão essa história não começou em junho deste ano, leia esta pequena nota: Massacre do Carandiru, da ditadura ao DJ Lah, do Igor Carvalho.

PS: O PM assassino de Douglas alega que sua arma disparou de forma acidental porque a porta do carro da viatura bateu na sua mão. Na delegacia, ele foi preso por acidente culposo, quando não há intenção de matar. E seus amigos da PM há reuniram testemunham que se dispuseram a corroborar essa versão inverosímel e que é contestada por quem estava lá. Mas não é só isso. Enquanto a mãe de Douglas dava entrevistas, carros de polícia passavam na frente de sua casa numa clara demonstração de intimidação. E 90 pessoas foram presas porque se revoltaram ontem à noite com tudo isso. Não, o caso Amarildo não é uma exceção. E você ainda acha que o correto é ficar quieto e fazer de conta que tudo isso é coisa da vida?

 

soldado urina violência favela terrorismo polícia

[Excelente texto de Renato Rovai. Ele faz o chamado jornalismo a priori. O jornalismo que, baseado em fatos, busca prever o futuro. Um modelo de jornalismo opinativo difícil de escrever e, em algumas redações, proibido.
Qualquer um faz o jornalismo a posteriori, porque fácil, e não compromete:  aconteceu ontem, hoje, está marcado para amanhã. Um jornalismo limitado pelo tempo e pauta, e realizado por profissionais que recebem o salário piso].  T.A.

O ‘pezão’ da ditadura de Sérgio Cabral esmaga o Rio

O 'Pezão' de Sérgio Cabral
O ‘Pezão’ de Sérgio Cabral

ditadura cabral

Para enfrentar as manifestações populares, em curso desde junho, o Estado tem se valido de um arsenal repressivo que não se limita às ações de rua. Nelas, a polícia tem atuado como sempre: prisões arbitrárias de manifestantes e não manifestantes, e violência desmedida. Mas não é só força bruta. A pretexto de combater o “vandalismo” e a “baderna”, tem sido adotadas medidas que incluem edição de leis, interpretação das leis e práticas da polícia judiciária próprias de um cenário de emergência, ou mesmo de uma guerra civil.

No Rio de Janeiro, criou-se, por decreto, a CEIV – Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, à margem da estrutura administrativa ordinária do estado. E, no dia 9 de setembro, foi aprovada pela Alerj uma lei que impede o uso de máscaras em manifestações.

abuso autoridade prisão polícia

Sob a orientação da direção da Polícia Civil, os detidos são indiciados de acordo com critérios absolutamente arbitrários, de modo a sofrerem penas mais severas e não lhes ser permitido o pagamento de fiança. Aí, vale tudo: desde a acusação de corrupção de menores até de integrarem uma organização criminosa.

Isso, sem falar na condução dos presos para as mais diversas delegacias de polícia, distantes da circunscrição onde ocorreu o fato; nas “oitivas informais” dos detidos, sem a presença de seus advogados etc.

Mas é sobre o crime de integrar uma organização criminosa e sua alegada ocorrência nas manifestações que vou me deter, pela gravidade dessa decisão e as consequências funestas à democracia, caso vingue o entendimento da polícia.

Esse crime foi tipificado pela Lei 12.850/2013. Ela busca punir de forma mais severa os que integram organizações criminosas complexas, para distingui-los do criminoso comum, que se associa a outros para a prática de crimes de média gravidade. Estamos falando de organizações terroristas, milicianas, mafiosas.

A pena pela prática do crime de organização criminosa é mais severa: de três a oito anos. Já o crime antes chamado de formação de quadrilha enseja penas de um a três anos.
A tipificação também é distinta. Para caracterizar o crime de organização criminosa, a lei exige requisitos específicos: é necessário que a organização seja estratificada e hierarquizada; que haja divisão de tarefas; e que a organização seja voltada para a prática de crimes graves, aqueles punidos com pena máxima superior a quatro anos (§ 1º, do art. 1º, da Lei 12.850).

Ora, não há como dizer que os manifestantes, ainda que pratiquem atos de depredação, integrem uma organização criminosa desse tipo. O indiciamento pela prática desse crime deveria observar aqueles requisitos, o que é simplesmente não ocorre.

Estaremos diante de um cenário de estado de exceção, onde o ordenamento jurídico da normalidade está se deixando contaminar por medidas excepcionais que se tornarão permanentes? Parece que o diagnóstico do filósofo italiano Giorgio Agamben bem define o nosso momento atual: “A criação voluntária de um estado de emergência permanente (ainda que, eventualmente, não declarado no sentido técnico) tornou-se uma das práticas essenciais dos Estados contemporâneos, inclusive dos chamados democráticos”.

Não vivemos qualquer situação de emergência que justifique um estado de exceção. Está se exercendo tão somente o direitoà liberdade de expressão e manifestação, itens culminantes de uma democracia que se preze. Abusos e ilícitos devem ser punidos nos termos do Código Penal.

Num país ainda marcado pela pobreza e por tantas carências, o diálogo e a tentativa de compreender as razões do outro – manifestantes e cidadãos em geral – são instrumentos mais eficazes do que balas, sprays de pimenta e leis penais.

A Constituição de 88 acaba de completar 25 anos. O melhor modo de comemorar o seu aniversário é cumpri-la.”

Wadih Damous – Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB.

Os governadores católicos vão mandar a polícia bater nos jovens que o Papa aconselhou ir para as ruas?

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Que vai acontecer depois que Francisco voltar para o Vaticano? O Papa animou os jovens ir para as ruas. Mas os primeiros que vão bater nos manifestantes serão os governadores católicos.

Quando Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, recomeçará o prende e arrebenta. Ele comanda, com Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiros, as duas polícias estaduais mais violentas, repletas de assassinos. Ninguém sabe onde terminam as polícias e começam as milícias. Sempre falo da dualidade claridade/ escuridão: de dia, polícia; de noite, milícia.

Que fenômeno este: quanto mais os oposicionistas – os tucanos Teotônio Vilela (Alagoas), Marconi Perillo (Goiás), Antônio Anastasia (Minas Gerais), Simão Jateme (Pará), Beto Richa (Paraná), José de Anchieta (Roraima), Siqueira Campos (Tocantis), e a demista Rosalba Ciarlini (Rio Grande do Norte) – batem no povo, mais Dilma perde popularidade, conforme as pesquisas de opinião pública?

A versão que prevalece é a da imprensa considerada golpista, que usa e abusa das palavras-chave caos, baderna, vandalismo.

“En un mismo país, hay un Brasil Menor contra un Brasil Mayor”
 Una de las personas que observan con más atención lo que acontece en Brasil es Giuseppe Cocco, profesor de Teoría Política en la Universidad Federal de Río y miembro de la Red Universidad Nómada. Además es autor, entre otros libros, de ‘MundoBraz: el devenir mundo de Brasil y el devenir Brasil del Mundo’, editado por Traficantes de Sueños-Mapas.
Giuseppe Cocco / IZAIAS BUSON
Giuseppe Cocco / IZAIAS BUSON

La subida de los 20 centavos en el transporte público ha colmado la paciencia de la sociedad brasileña y se ha traducido a un polvorín de manifestaciones por todo el país. La presencia de millones de personas en las calles brasileñas ha causado estupefacción en el Gobierno de Dilma Rousseff, en diferentes medios de comunicación de todo el mundo de multitud de lugares del planeta.

¿Cómo considera que se han ido desarrollando las movilizaciones?

En primer lugar, las manifestaciones comenzaron inicialmente en Porto Alegre a finales de abril, pero se esparcieron por todo el país el pasado mes de junio cuando se celebraron en Sao Paulo. En todas ellas, los objetivos e interlocutores eran ayuntamientos (prefeturas) o gobiernos de cada Estado, no englobaban al Gobierno Federal. A partir del lunes 17 de junio, y sobre todo del día 20, las manifestaciones alcanzaron un nivel de “masificación” que se desbordó, pero sin que eso fuese un ataque directo a Dilma Rousseff y al Gobierno federal. Por otro lado, el Partido de los Trabajadores (PT) y el Gobierno federal (de Dilma) no vieron llegar el “tsunami”: sintieron la tierra temblar y esperaron a que pasara, que no se les cayese la casa encima. Así, el PT no dijo nada, los ministros no dijeron nada ( y si algo dijeron fue muy malo). En cambio Dilma si que habló, pero fue el 21 de junio: muy tarde y de una manera muy tímida.

Usted ha comentado que la revuelta brasileña bebe de las revueltas árabes, del 15M o de las manifestaciones en Turquía. Pero hay una diferencia, la presidenta Roussef ya ha lanzado una serie de propuestas.

Las propuestas de Dilma son insuficientes y las materializaciones de estas –influidas por Lula– son hechas de manera equivocada. El PT y Lula no tienen con quién conversar y creen que hablar con las “organizacioncitas” de jóvenes patrocinados por el Gobierno resuelve algo, cuando el movimiento, por un lado, se caracteriza por ser irrepresentable y por otro, por una demanda de giro a la izquierda que necesita mucha más determinación. No es con retórica o con el fomento de ONG y otros aparatitos como se va a poder resolver lo que está ocurriendo.

¿Considera insuficiente la propuesta del Gobierno brasileño para comenzar un proceso constituyente?

La propuesta de de reforma política que Dilma está haciendo ya era discutida hace tiempo. Inicialmente, ella habló de una constituyente restringida y sometida a un plebiscito. Lo que pienso es que se trata de una manera de ofrecer algo a las calles pero de una manera leve.

Se ha señalado que la subida del precio del billete, fue el detonante de las manifestaciones, pero para despejar dudas de uno de los porqués en este momento ¿ qué papel ha jugado la derecha brasileña en estas movilizaciones?

La derecha no desempeña ningún papel en estas movilizaciones aunque hay que resaltar que ella fue la que dio la orden de cargar contra los manifestantes en el Estado de Sao Paulo, que es donde gobiernan. Ese supuesto papel de la derecha en el movimiento es fruto de rumores absurdos difundidos en la primera fase del movimiento por sectores del Gobierno que, paralizados ante los acontecimientos, intentaban hacer cundir el miedo al fascismo y pedir “unidad”. Solamente después de que el lunes 17 de junio, millones de personas bajaron a la calle, la derecha aprovechó su monopolio de los medios de comunicación y pasó a intentar influenciar en el movimiento en las grandes manifestaciones del 20 de junio, con millones de personas en las calles, pero fue muy limitado. Río de Janeiro albergó la manifestación más grande (entre dos y tres millones de personas) que terminó con una batalla campal que se extendió a todos los barrios del centro de la ciudad y de ahí al Palacio del Gobierno.Fue en ese momento, el día 21 de junio, cuando el Gobierno y el PT reaccionaron con la única declaración de Dilma.

¿Cuál es el papel de la población afrodescendiente en estas movilizaciones?

Otra tontería del Gobierno y de la izquierda del Gobierno es haber dicho que hay pocos pobres y pocos negros. En Río de Janeiro, en cuatro días, se manifestaron alrededor de dos o tres millones de personas, o sea, una parte importante de la ciudad. El lunes 24 de junio, hubo manifestaciones en las dos grandes favelas de esta ciudad. La primera, en la favela Maré, fue reprimida con sangre: diez muertos por la Tropa de Élite de la Policía Militar, usaron como pretexto el conflicto con el narcotráfico. Pero los habitantes de la favela Rocinha salieron a la calle a pesar de la represión acontecida en la anterior. Es la primera vez que miles de favelados toman el derecho de descender del “morro” (exactamente del de Rocinha) y van hasta la casa del gobernador, situada en el barrio rico de Leblon, en donde después hubo una acampada y otras manifestaciones, con enfrentamientos con la policía.

Desde su punto de vista ¿por qué los partidos de izquierda, y en este caso el brasileño, no comprenden o no aceptan lo que usted llama “Revolución 2.0”?

Los partidos de izquierda no entienden absolutamente nada, y el PT el que menos. Lo grave es que el PT no lo entienda, porque esto tiene consecuencias para el gobierno de Brasil. Quien está intentando articular una respuesta es Lula, pero es muy insuficiente porque se limita –como he comentado anteriormente– a promover como representantes del movimiento algunas pequeñas organizaciones de jóvenes patrocinadas por el mismo. En este momento, el movimiento está pasando de las grandes movilizaciones (recordemos el pasado lunes 1 de julio en la final de la Copa Confederaciones) a iniciativas descentralizadas: asambleas de barrio, ocupación de Consejos Municipales como ocurrió hace casi una semana en Belo Horizonte (capital del Estado de Minas Gerais) o de Parlamentos de los Estados federados (como ocurrió con la ocupación de la Asamblea Legislativa de Espirito Santo, en Vitoria. El gobierno y el PT no entienden que la revuelta también es contra todos las formas representacíon (ONG, y el resto de movimientos controlados por los aparatos).

En anteriores declaraciones, usted vislumbra un escenario un tanto complicado en este “devenir” Brasil ¿por qué?

Si continuamos así, todo va a depender del movimiento. Si se debilita, y ante la postura conservadora de la izquierda, están corriendo un fuerte riesgo que pueda ser capitalizado por la derecha electoralmente hablando. Además, según los últimos sondeos de opinión, Dilma Roussef ha perdido el 30% de la intención de voto. Lo que es palpable es que #BRevolution está totalmente dentro del ciclo de luchas que conocemos en Tahrir, en la Puerta del Sol, en la Plaza Taksim y nadie sabe cómo será el desenlace de este movimiento increíble. Sin embargo, puede afirmarse que en un mismo país hay un Brasil Menor –de la gente pobre, estudiantes, favelados, indígenas, las mujeres– contra el proyecto del Brasil Mayor: el de las grandes industrias automovilísticas, de las del agro-negocio, contra los representantes políticos. El devenir Brasil del mundo (como devenir-mundo de Brasil) confirma la necesidad de crear nuevos valores y no dejarse homologar dentro de aquellos valores extenuados del capitalismo global.

A polícia dos governadores violentos. Manifesto da imprensa

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Os governadores comandam as polícias estaduais

A polícia vai para a rua montada a cavalo ou em tanques de guerra, com cachorros, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Para livrar o povo do povo? Os governadores e a imprensa jamais gostaram do povo na ruas. Vinham e continuam batendo nos estudantes. Idem nos grevistas. Nada de novo no front desde 1 de abril de 1964.

Os baderneiros, agitadores, atrapalhadores do trânsito passaram a ser chamados de vândalos. Palavrinha que tem sinônimos com três sentidos:

Apoiante da iconoclastia:

1. iconoclasta.

2. bárbaro, selvagem.

3. destruidor.

Competem a polícia e a imprensa identificar os “vândalos”: se policiais ou saqueadores dos arrastões de todos os dias, ou infiltrados, profissionais dos serviços de inteligência nacionais e/ou estrangeiros, que visam transformar uma manifestação pacífica em violenta.

A imprensa deita nota e esquece a lição de todos os manuais de redação. O lead precisa sempre responder às questões fundamentais do jornalismo: o que, quem, quando, onde, como e por quê.

Entidades e jornalistas repudiam violência da PM contra a imprensa nas manifestações

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Portal da Imprensa – Um coletivo de organizações de jornalistas e de defesa de direitos humanos emitiram uma nota de repúdio à violência policial contra jornalistas durante a cobertura das manifestações pela redução das tarifas de transporte público em todo o Brasil.

No texto, as entidades se dizem preocupadas com a garantia da liberdade de imprensa e da liberdade de manifestação e expressão, repudiando a violência policial ocorrida nos recentes protestos pela redução da tarifa de transporte.
A nota reforça que, “só em São Paulo resultou em mais de vinte jornalistas feridos e dois jornalistas presos”. O grupo entende que “a violência se deveu não apenas a abusos individuais, mas foi incentivada por declarações de autoridades públicas e inclusive de editoriais de opinião dos próprios órgãos da imprensa em defesa da forte repressão à manifestação”.
O coletivo ressalta a preocupação com aumento dos casos de ameaças a jornalistas por parte de integrantes da Polícia Militar, “agravada pelo medo que impede os profissionais em dar encaminhamento às denúncias”, e repudiou as tentativas de dificultar e impedir o trabalho de cobertura jornalística dos eventos, inclusive por parte dos próprios manifestantes.
O comunicado ainda fez algumas reivindicações, como :identificação e responsabilização dos responsáveis por todas as agressões ocorridas nas recentes manifestações; garantia da liberdade de manifestação, com revisão das doutrinas, manuais e procedimentos para uso de armas menos letais e criação de Grupo de Trabalho em âmbito estadual em São Paulo para adoção de medidas específicas de proteção à liberdade de imprensa, com sugestão de participação da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Sindicato dos Jornalistas e organizações da sociedade civil.
As organizações também consideram fundamental o acompanhamento do Grupo de Trabalho sobre proteção a jornalistas da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e a denúncia dos casos às relatorias de liberdade de expressão da OEA e da ONU.
“Salientamos, por fim, que a violência contra jornalistas e comunicadores atenta não apenas contra os profissionais e veículos envolvidos, mas contra o direito de toda a sociedade a ser informada, configurando-se, na prática, como uma forma de censura”.
Assinam a nota: Aprendiz, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Instituto Vladimir Herzog, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Repórteres Sem Fronteiras, Repórter Brasil, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Departamento de Jornalismo da PUC-SP, Instituto Palavra Aberta , Knight Center para o Jornalismo nas Américas, Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados, UNIC-Centro de Informações da ONU, UNIRR – União e Inclusão em Redes e Rádio, Carta Maior, Oboré, Zora Mídia, Catarina Cristo de Oliveira Barros Amaral, Daniel Cassol, Denise O. Freire, Eduardo Nunomura, Fausto Salvadori Filho, José Arbex Júnior, Juliana Moreira, Kathia Natalie Gomes, Laurindo Leal Filho, Leonardo Sakamoto, Luiz Carlos Azenha, Luciana Burlamaqui, Natasha de Freitas Moreira e Nelson Lin.
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