“É um verdadeiro acinte moral”: Moro recebe R$ 77 mil, mais que o dobro do previsto pela Constituição

Sérgio Moto, foto de Gil Ferreira/  CNJ
Sérgio Moto, foto de Gil Ferreira/ CNJ

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou nesta quinta-feira (20), na tribuna da Câmara, juízes e integrantes do Ministério Público que estão o descumprindo o art. 37 da Constituição Federal, recebendo vencimentos acima do teto salarial.

“E, para a nossa surpresa, na relação de juízes, desembargadores e membros do Ministério Público que percebem acima do teto, está o nome do insuspeito juiz Sérgio Moro, esse mesmo, que prometeu limpar o Brasil da corrupção, que prometeu passar o Brasil a limpo”, ironizou.

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, segundo Wadih Damous, tem recebido nos últimos meses acima do teto, que é limitado ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 37,4 mil. “O paladino da moral, que promete limpar o País da corrupção, recebe em média R$ 77 mil por mês, mais do que o dobro do teto. Acredito, então, que a limpeza deveria começar pela remuneração desses juízes e desembargadores que percebem acima do teto constitucional, em manobras que não fazem bem à democracia e à moralidade”, criticou.

O deputado Wadih Damous destacou que as informações que o mundo jurídico já conhecia, sobre o descumprimento do teto salarial na magistratura foram publicadas, na última semana, no site Consultor Jurídico, especializado em questões ligadas ao Direito, ao Judiciário, ao Ministério Público.

“A matéria mostra que muitos juízes e desembargadores percebem acima do teto. Na verdade, o texto sintetiza de forma clara que o teto virou piso. Isto graças a expedientes de criação de penduricalhos do tipo auxílio-moradia, auxílio- táxi, auxílio-educação, auxílio isso, auxílio aquilo” enfatizou.

O deputado Damous disse que essa prática é inadmissível. “É um verdadeiro acinte moral essas verbas serem pagas de maneira disfarçada, como se fossem indenizações e, por isso, não estarem sujeitas à parcela única ou ao teto remuneratório”, criticou.

A matéria do site Consultor Jurídico cita que no caso do Ministério Público Federal, existem procuradores com remunerações de R$ 48 mil. Outros, com atuação em segundo grau, que ganham quase R$ 65 mil por mês.

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Casso
Casso
Iotti
Iotti
2012
2012

Juiz Sergio Moro tem um salário legal de fazer inveja a 99 por cento dos brasileiros

Wadih Damous: Moro descumpre constituição e tem salário de R$ 77 mil

teto salarial justiça

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou nesta quinta-feira (20), na tribuna da Câmara, juízes e integrantes do Ministério Público que estão descumprindo o artigo 37 da Constituição Federal, recebendo vencimentos acima do teto salarial.

“E, para a nossa surpresa, na relação de juízes, desembargadores e membros do Ministério Público que percebem acima do teto, está o nome do insuspeito juiz Sérgio Moro, esse mesmo, que prometeu limpar o Brasil da corrupção, que prometeu passar o Brasil a limpo”, ironizou.

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, segundo Wadih Damous, tem recebido nos últimos meses acima do teto, que é limitado ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 37,4 mil.

O deputado Wadih Damous destacou que as informações que o mundo jurídico já conhecia, sobre o descumprimento do teto salarial na magistratura, foram publicadas na última semana, no site Consultor Jurídico, especializado em questões ligadas ao Direito, ao Judiciário e ao Ministério Público.

“A matéria mostra que muitos juízes e desembargadores percebem acima do teto. Na verdade, o texto sintetiza de forma clara que o teto virou piso. Isto graças a expedientes de criação de penduricalhos do tipo auxílio-moradia, auxílio- táxi, auxílio-educação, auxílio isso, auxílio aquilo” enfatizou. Veja vídeo

Do Portal Vermelho, com informações da agência PT

Auxílio moradia acima de 4 mil é escárnio no Brasil do bolsa-família e salário mínimo do mínimo

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O Brasil caminha para a terceirização ampla, geral e irrestrita para a grande maioria dos trabalhadores que recebem o salário mínimo do mínimo.

Grande maioria não é pleonasmo, e sim uma cruel realidade criada por legisladores dos partidos elitistas PSDB, PMDB, DEM, inclusive o quinta-coluna Solidariedade, coito da Força Sindical.

Aliás, o Solidariedade e a Força Sindical são cousas de um dono só: do pelego e corrupto Paulinho da Força. Este apelido óbvio elege Paulo Pereira da Silva.

O trabalhador brasileiro tem vida de escravo. Trabalha mais de 12 horas por dia, para receber miseráveis e desonrosos 778 reais.

Resultado: Rio de Janeiro tem mais de mil favelas, e São Paulo mais de duas mil. Milhões de brasileiros residem em mocambos, sem água, sem luz, sem saneamento, sem nada. É um país desigual.

É o país dos bacharéis em ciências jurídicas, principescas personagens desde o Brasil Colônia de Portugal. Que sempre levam vantagem em tudo.

Quanto é um auxílio moradia de um deputado federal, de um senador, de um ministro da justiça, de um desembargador.

Um auxílio moradia de um marajá, de uma Maria Candelária soma quantos salário mínimo ou salários base de um professor, de um jornalista, de um médico?

Quem deveria denunciar tal escândalo? Um promotor?

Escreve Márcio Souza Guimarães: “A atuação do Ministério Público tem sido das mais aguerridas e mais comentadas em todo o país. A sociedade o enxerga como seu guardião; muitas vezes como a última esperança em ver a solução para o seu problema – seja a poluição sonora provocada por determinada casa de espetáculos ou o desvio de recursos do erário, principal chaga social que inviabiliza qualquer projeto de educação, saúde, saneamento ou segurança. A corrupção em níveis alarmantes induz a violência, pois o desrespeito pelo direito alheio acabou, infelizmente, no cotidiano, por se configurar a regra.

Com quadro social tão alarmante, a Constituição da República de 1988, insere o Ministério Público no cenário jurídico-social como ombudsman social“.

No Brasil tem branco que embolsa auxílio moradia, auxílio educação, auxílio saúde etc. Tudo gente fina dos altos salários, inclusive milhares de funcionários que recebem além do teto constitucional.

Que o pobre povo pobre reclame ao bispo de alguma Igreja Católica, que tem promotor recebendo a regalia de 4 mil e 300 reais de auxílio moradia. É um abuso, um escárnio no Brasil dos bolsa-família.

BRA_AGAZ promotor auxílio moradia