Aécio não tolera liberdade de expressão

Em Minas Gerais continua preso o jornalista Marco Aurélio Carone, castigado porque denunciou o enriquecimento rápido e ilícito da irmã Andréia Neves, que governou de fato Minas Gerais, nos impedimentos emergenciais do irmão Aécio Neves.

Falou a verdade roubada de Aécio, no País da Geral, o jornalista sofre desemprego, stalking polícial, assédio judicial e cadeia. Aécio é um pequeno César. Empoado Rei Sol

Luís XIV
Luís XIV

 

Professora: “Absurda” a busca e apreensão na UFRJ a pedido de Aécio

 

por Luiz Carlos Azenha

A professora Monica Grin Monteiro de Barros, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está no rol dos cinco acusados pelo senador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto, de difamá-lo na internet.

Da lista também faz parte a jornalista carioca Rebeca Mafra, que denunciou ter tido a casa revirada pela polícia sem nunca ter feito qualquer comentário ofensivo a Aécio Neves na internet.

Por conta disso, a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro um juiz carioca autorizou busca e apreensão numa repartição da UFRJ.

A professora Maria Paula Araujo, colega dela, considerou a situação “absurda” e um indício de que o senador “não tolera a liberdade de expressão”.

Eis a explicação que ela deu no Facebook, em comentário que nos foi encaminhado por um amigo:

Denúncia

PS do Viomundo: A assessoria do PSDB disse que o senador não pediu busca e apreensão, que foi uma decisão do MP, mas podemos dizer que a ação policial resultou de uma demanda do candidato tucano.

PS2 do Viomundo: Como na caso envolvendo Carla Hirt e outros ativistas do Rio de Janeiro, este é mais um caso em que as pessoas acusadas de “formar quadrilha” não se conhecem!

processo

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Opinião: Uma cultura de comunicação para a universidade brasileira

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Nas universidades brasileiras, públicas e privadas, impera a exprobação. Até os trotes acadêmicos são proibidos. Livres quando promovem sexo e bebedeira. A increpação começa nas bibliotecas com o Índex. Os sindicatos de professores e diretórios acadêmicos temem editar blog. Onde há censura, impera a corrupção.

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Escreve Wilson da Costa Bueno:

É fato indiscutível que a universidade brasileira, com raríssimas exceções, não pratica uma cultura de comunicação, ou seja, ela, de maneira geral, não assume o exercício da comunicação como estratégico e, em consequência, não está capacitada para acessar ou ser acessada por muitos de seus públicos de interesse.

Certamente, esta realidade tem a ver com os sistemas de gestão que tipificam as nossas instituições universitárias que, com raras exceções, adotam um processo de decisão centralizado, em que não há espaço para o diálogo ou para a chamada administração participativa.

Os diversos segmentos que compõem a estrutura da universidade docentes, funcionários e alunos quase sempre restringem o seu contato às instâncias burocráticas ou operacionais que legitimam seus papéis e funções, sem buscar, por falta de mecanismos facilitadores, uma maior interação.

Evidentemente, isso não significa que a universidade não desenvolva ações isoladas de comunicação. O número de eventos promovidos pelas nossas instituições universitárias é significativo e abrange as inúmeras áreas do conhecimento. Muitas instituições privadas têm se mostrado, inclusive, arrojadas em suas campanhas publicitárias, ainda que limitadas ao período pré vestibular. Algumas universidades públicas, federais ou estaduais, dispõem de estruturas de comunicação, editam periódicos (jornais, revistas ou boletins) e mantêm um fluxo regular de informações com os meios de comunicação.

Há que se considerar, no entanto, que tais ações de comunicação, embora gerem resultados parciais e localizados, não configuram uma autêntica cultura de comunicação. Na verdade, uma cultura de comunicação se define exatamente por uma prática que extrapola a mera sobreposição de atividades isoladas. Ela está legitimada pela consciência, comum a todos os níveis da organização, de que é necessário manter relacionamentos saudáveis e produtivos e de que a tarefa de comunicar não é exclusiva das estruturas profissionalizadas de comunicação.

Em uma organização que prima por uma autêntica cultura de comunicação, todos os seus integrantes se sentem envolvidos com ela e almejam, apesar das diferenças ou mesmo das oposições, o desenvolvimento pessoal ou institucional.

A maioria dos dirigentes das nossas universidades enxerga a comunicação sob uma perspectiva meramente instrumental. A ausência de uma visão estratégica não permite que a comunicação flua com facilidade entre os vários segmentos da universidade direção (reitoria), corpo docente, corpo discente, funcionários e há obstáculos também importantes no relacionamento entre a universidade e a sociedade.

Embora, em muitos casos, o discurso oficial pareça inserir a comunicação como uma de suas prioridades, na prática, as instituições universitárias relegam na a um plano inferior. Julgam na, quando muito, útil, mas, dificilmente, estratégica; portanto não a incorporam em seu planejamento e a ela destinam recursos (humanos e materiais) insuficientes para dar conta das funções que ela deve obrigatoriamente desempenhar.
Da mesma forma, ela se viabiliza a partir de atividades fragmentadas, nas quais muitas vezes não há, ao menos, uma visão concreta dos seus públicos estratégicos, o que representa desperdício de recursos e reduzida eficácia.

A perspectiva adequada seria a de encarar a comunicação como fundamental e assumir o conceito moderno de comunicação integrada, gerida a partir de uma política global de comunicação. Ao contrário das empresas privadas, no entanto, as instituições universitárias ainda não caminharam neste sentido e se ressentem, por causa disso, de legitimidade. De maneira geral, elas encontram dificuldade para se justificar perante diversos segmentos sociais, que as julgam elitistas, improdutivas e autoritárias.

A visão instrumental de comunicação, que a rebaixa no conjunto das prioridades definidas pelas instituições universitárias, resulta, também, na ausência de estruturas profissionalizadas e com participação efetiva no processo de tomada de decisões.

Ainda que, em boa parte delas, a área de comunicação esteja sob a responsabilidade de profissionais de reconhecida competência, não dispõe de autonomia para traçar diretrizes e estabelecer planos de ação. Ocorre que, com poucas exceções, esta área está atrelada de tal forma à estrutura de poder da universidade que vive permanentemente sob tutela (ou censura, em alguns casos), o que lhes retira a agilidade para responder às demandas de informação/comunicação. Fica evidente, para os que acessam a universidade, que a área de comunicação não passa de um mero apêndice desta estrutura de poder e que, na maioria dos casos, atende mais a interesses pessoais do que institucionais. Não é rara a associação da figura do coordenador/assessor de comunicação ao papel de chefe de gabinete, ou seja, de alguém mais comprometido com o reitor do que com a própria instituição. Em boa parte das vezes, ele é antes um elemento de confiança do reitor ou da direção que um profissional a serviço da instituição e tende a abandonar as suas funções, quando, por exemplo, o reitor é substituído. Por ser, então, um cargo preenchido por decisões pessoais e políticas, ele se atrela a uma visão de curto prazo. Este fato pode explicar a descontinuidade dos programas de comunicação das nossas universidades, sobretudo as públicas.

Além disso, a área de comunicação está, quase sempre, subdimensionada, em termos de recursos humanos e materiais, sendo incapaz de colocar em prática as inúmeras atividades requeridas pela instituição para o desempenho das suas vertentes de ensino, pesquisa e extensão. Nem sempre, ainda, os profissionais que integram esta área têm um perfil abrangente ou comungam com a perspectiva moderna de comunicação como insumo estratégico, atuando mais como tarefeiros do que como executivos de comunicação.

A falta de definição de uma carreira para o profissional de comunicação nas universidades acaba fazendo com que ela ou recrute colaboradores no seu próprio quadro docente (geralmente dos cursos de comunicação) ou lance mão de estagiários, a baixo custo. Em ambos os casos, a idéia que vigora é reduzir despesas, mesmo porque elas não estão previstas no orçamento. No primeiro caso, o profissional, que é também docente, encontra dificuldade para conciliar as duas tarefas, ambas importantes. No segundo caso, a falta de experiência dos estagiários sinaliza para a improvisação e o amadorismo.

A maioria das nossas universidades está preparada mais para falar do que para ouvir, ou seja, por uma distorção inerente à sua perspectiva de comunicação, elas desempenham mais o papel de transmissoras de informações do que de captadoras das demandas dos diferentes públicos de interesse. Este fato tem estreita relação com a cultura universitária brasileira, marcada pelo individualismo, pela arrogância, pelo corporativismo, pela falta de sensibilidade para com os problemas nacionais e pelos preconceitos com relação a possíveis parceiros que se situam fora do ambiente universitário.

Uma instituição que vislumbra os demais setores da sociedade com superioridade e que, em geral, só consegue eleger os seus próprios problemas como prioritários, com certeza, não está disposta a ouvir. Por isso, está longe de praticar a comunicação autêntica, porque essa pressupõe horizontalidade entre os interlocutores.

Não é por outro motivo que a “comunicação” da universidade brasileira se restringe a duas modalidades: a científica, exercida exclusivamente entre os pesquisadores e seus pares, e a burocrática, pautada por normas e regulamentos, expressão do oficialismo administrativo. Também se justifica a partir deste fato a não priorização, pela universidade, do esforço de divulgação, que representa, em última instância, a democratização do saber.

A universidade brasileira não valoriza o trabalho de seus docentes que se voltam para o relacionamento com a sociedade, por não reconhecê lo como uma de suas funções primordiais. Também o desestimula porque considera sua produção voltada para os cidadãos como de relevância menor ou duvidosa. Sabidamente, aos olhos da universidade brasileira e das instituições de fomento, a produção de livros didáticos ou de artigos de divulgação é vista com preconceito, enquanto se sobrevaloriza o trabalho acadêmico. Na moeda da comunicação universitária brasileira, um artigo publicado em uma revista internacional indexada vale mais do que uma centena de bons artigos de divulgação veiculados em periódicos de informação geral brasileiros.

Certamente, as dificuldades enfrentadas pelas nossas universidades, que andam correndo o pires à cata de recursos (o mesmo raciocínio vale para os nossos institutos de pesquisa), acabarão por levá las a uma autocrítica. Estabelecer parcerias com o setor privado e buscar legitimação junto à sociedade deixarão de ser propostas alternativas para nossas instituições universitárias para se constituírem em estratégias obrigatórias para a sua sobrevivência.

Se a universidade se dispõe (ou é obrigada) a estabelecer novos vínculos com a sociedade, então ela precisa redimensionar o seu perfil comunicacional. Isso implica atribuir nova escala de valores ao trabalho de interação com os seus distintos públicos de interesse e priorizar os relacionamentos. Sem perder os seus objetivos básicos pesquisa, ensino e extensão precisa capacitar se para exercê los plenamente a partir de uma nova proposta de comunicação, que privilegie a transparência, o diálogo, o compartilhar do saber e a responsabilidade social.

Num mundo globalizado, é indispensável que a universidade brasileira estabeleça novas fronteiras para o seu relacionamento com a sociedade, descartando, sobretudo, a sua posição isolacionista. A academia não pode restringir seus esforços de comunicação às publicações científicas (ainda que prioritárias e fundamentais), sob pena de perder legitimidade.

O mundo existe além dos campi e a universidade deve participar dele. A universidade deve rever sua postura de encastelamento e comunicar mais e melhor. Para tanto, ela deverá capacitar se, despir se de preconceitos e abrir-¬se para um debate franco com a sociedade. O futuro não poupará as organizações, entre as quais as universidades, que, com prepotência, derem as costas às demandas sociais legítimas e que não se dispuserem ao trabalho de resgatar a cidadania. Para a universidade brasileira, isso significa buscar a comunhão de interesses, colocando a sua competência a serviço da maioria.

Desenvolver uma cultura de comunicação que estimule o comprometimento e a responsabilidade, que extrapole o mundo dos sábios e se debruce sobre as aspirações e as expectativas do cidadão comum. A universidade tem um papel importante e precisa estar disposta e capacitada para desempenhá-lo. Se ela não ousar descer do pedestal em que se encontra, poderá perder o apoio da sociedade e consequentemente dos governos e do mercado. A universidade não pode ignorar que, seja ela pública ou privada, é a sociedade e por extensão os cidadãos com os seus impostos que a financiam. E quem paga a conta tem o direito de exigir a devida contrapartida.

Em tempo: algumas luzes estão começando a brilhar no horizonte e algumas instituições universitárias parecem ter acordado para a importância estratégica da comunicação. A USP faz, nesse momento, um esforço enorme para mudar o perfil de sua comunicação e, a exemplo do que acontece em outras áreas, poderá se constituir em referência. É preciso acreditar.

indignados educação

Levante da Unijuí que perde sentido de universidade comunitária

Durante o evento “Salão do conhecimento” no Campus da Unijuí, aconteceu o velório simbólico dos cursos realizado pelo Levante Popular da Juventude, DCE, juntamente com os centros acadêmicos e demais universitários.

A manifestação na entrada do evento teve como objetivo abrir um debate na universidade quanto ao fechamento das licenciaturas, a precarização dos laboratórios, sucateamento da educação, falta de professores, dentre outras pautas pertinentes ao atual momento em que se encontra a universidade.
Paralelo a intervenção também aconteceu uma panfletagem sobre a proposta de aumento das mensalidades de 8%, e um convite a comunidade universitária a participar de uma assembleia geral para debater o aumento no dia 29 de outubro.
Segundo os manifestantes, este estabelecimento de ensino está continuamente perdendo o seu sentido de universidade comunitária.
Veja vídeo e fotos 

Valência. Reitora negou o acesso às forças da “lei e ordem”, tomando a decisão com base no princípio da autonomia da universidade

Este artigo faz parte da nossa cobertura especial Europa em Crise.

Poucos dias depois da carga policial violenta no Instituto de Educação Secundária Luis Vives, em Valencia [pt], os estudantes voltam a ser alvo de espancamento, empurrões e violência por parte da polícia num protesto pacífico no qual estavam a manifestar-se precisamente contra a violência policial. Desta vez, a repressão começou durante a tarde [es] com força inesperada.

O próprio chefe da Polícia de Valencia referiu-se aos protestantes como “o inimigo” [es], apesar de se tratarem de jovens com idade entre 12 e 17 anos de idade, todos eles estudantes da escola secundária.

As reações dos movimentos sociais #15M foram céleres na denúncia da carga bruta contra menores [es] e pedem uma investigação e que os líderes políticos e policiais ponham um fim imediato [es] à repressão sobre os menores e os participantes dos encontros pacíficos.

Cerca de 400 estudantes universitários trancaram-se na Universidade de Valencia como forma protesto. E antecipando a carga policial dentro da Universidade, a Reitora negou o acesso às forças da “lei e ordem” que tentavam dissolver o protesto, tomando a decisão com base no princípio da autonomia da universidade. Escrito por Chris Moya . Traduzido por Sara Moreira. Veja vídeos 

Los estudiantes aseguran que las movilizaciones continuarán ‘de todas las maneras posibles’

Han anunciado este lunes representantes de diversos sindicatos educativos, universitarios y de educación media, en una rueda de prensa en la que han leído un manifiesto que explica los motivos que les han llevado a convocar una huelga general estudiantil el próximo miércoles.

El presidente de la Federación Valenciana de Estudiantes (Faavem), Alberto Ordóñez, ha reclamado de nuevo una educación “pública, laica y de calidad” así como el aumento del presupuesto destinado a Educación y el cese de los impagos por parte de la Generalitat.

‘Okupaciones’ en el campus

Tras la manifestación del miércoles, los estudiantes pretenden ocupar los edificios rectorales de la UV y de la UPV y la planta baja de la Facultad de Derecho en el campus de Tarongers, como una acción más de protesta.

Según ha explicado Ordóñez, las movilizaciones van a continuar “de todas las maneras que les sea posible”, es decir, a través de asambleas, manifestaciones, cortes de tráfico o “cualquier herramienta” que esté al alcance de los estudiantes para conseguir el cese de los recortes en Educación, la “limpieza” de los expedientes de los detenidos durante las protestas y la depuración de responsabilidades políticas por las cargas policiales.