Quanto, afinal, devem os assalariados brasileiros?

por Pedro do Coutto

(…) O crédito consignado, cujos juros mensais são na altura de 2% ao mês, para uma taxa inflacionária de 5,1% ao ano, como achou o IBGE. Faz inevitavelmente explodir os orçamentos dos aposentados e pensionistas. Setenta e cinco por cento ganham o salário mínimo pago pelo INSS. Vinte e cinco por cento acima do piso. Este ano, por exemplo, enquanto três quartos dos 26 milhões de inativos foram reajustados em 14%, os 25% restantes receberam aumento nominal de 6 pontos. Assim, como poderão, todos eles, pagar juros anuais de 24%?

Impossível. A curto prazo passarão a se encontrar mais endividados do que já estão hoje. De modo geral é por isso que a inadimplência nos últimos dois nãos subiu de 5 para 7,5%. Cinco por cento é a taxa esperada. Mas 7,5 situa-se 50% acima do ponto de submersão social. A propaganda na televisão oferece mil facilidades para liberar dinheiro. E oculta o verdadeiro custo desse dinheiro.

Com isso, os assalariados brasileiros vão se endividando cada vez mais e, claramente, não conseguirão se livrar da espiral: seus salários não chegam pelo menos a empatar com a inflação. Não podem assim vencer as estatísticas do IBGE. Já estão abaixo da linha d’água. Qual será seu limite de resistência?

(Transcrevi trechos)

CUT nas ruas pelos empresários. Dilma continua política de ajuda de Fernando Henrique e Lula

Ajudar empresa com capital cem por cento nacional, sim.
Ajudar empresas estrangeiras é fechar as pequenas e médias empresas e indústrias brasileiras.
Fernando Henrique privatizou mais de setenta por cento das estatais, e promoveu o proer dos bancos. Lula continuou na mesma pisada malandante, mandando Meirelles encher os cofres de montadoras e oficinas estrangeiras.
O Brasil transformou-se em um país exportador de matéria prima.

A CUT era dos trabalhadores. Era. Não participa mais de nenhum movimento grevista. Não aparece mais nas marchas e ocupações dos sem terra e dos sem teto.

Vai pras ruas, hoje, para defender o patronato e, principalmente, empresas e indústrias de capital estrangeiro.

Para os trabalhadores nada. Não defende a estabilidade no emprego. Não é contra o atual salário mínimo do mínimo, que mata de fome a maioria dos trabalhadores. Nehum dirigente da CUT ganha 610 reais por mês. São pelegos de vida farta.

Também não denuncia as aposentadorias de m., que provocam as mortes adiantadas  – as aposentadorias humilhantes da Previdência dos Pobres trabalhadores brasileiros. Uma Previdência cujo dinheiro pretendem desviar para construir doze Coliseus, os estádios da Copa do Mundo.

Não defende o FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que apenas ajuda os empresários, principalmente os estrangeiros, via BNDES.

A CUT também não denuncia o peleguismo, a currupção nos sindicatos, nas federações e outras centrais de trabalhadores, que gastam bilhões sem prestar contas.

 

O governo ajuda a Europa e esquece o pobre brasileiro pobre desempregado e com fome

Um bom calote faz disparar a bolsa.
Eis a melhor explicação:

O Brasil devia seguir o exemplo. E não raspar o tacho dos ministérios para fazer déficit primário, isto é, fazer caixa para pagar os juros da dívida. Isso se faz com o sacrifício do povo brasileiro.

Daí porque não entendo: se falta dinheiro para a saúde, para a educação, para construir moradias populares; se falta grana para pagar um salário mínimo e pensões e aposentadorias que proporcionem as três refeições diárias prometidas por Lula… por que ajudar os colonos?