Argentina paga aposentadoria mínima acima de 400 dólares. Brasil não passa dos 300

Thiago Lucas
Thiago Lucas

Em fevereiro deste ano, a Argentina já pagava a aposentadoria mínima mais alta da América Latina: 3.821 pesos (equivalente a 442 dólares).

O Brasil não passa dos 300 dólares. É uma vergonha. 99,9 por cento dos aposentados, no Brasil, recebem um salário mínimo: a meleca de 788 reais, que não mata a fome de um idoso que sobrevive sozinho. É uma titica que não paga comida, aluguel de moradia, luz, água, transporte.

O Brasil executa cinco tipos de aposentadoria: especial (bote especial nisso: para a continuação da vida luxuosa dos príncipes togados, os fiscais de rendas máximas, os coronéis das polícias militares, os senadores e deputados), aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição das elites, e segundo a fórmula 85/95 progressiva.

Mariano
Mariano

Não importa o tipo, o trabalhador brasileiro, na sua grande maioria, recebe um ranho, que no Brasil não existe aposentadoria mínima. Nem máxima. Não existe teto para as diferenciadas e nababescas aposentadorias das castas dos três poderes.

A Argentina possui aposentadoria mínima.

Aposentadoria que a presidenta Cristina Fernández de Kirchner aumentou para 4. 299 pesos por mês. Quanto em dólares? Que o anunciado ministro da Fazenda de Aécio Neves, Armínio Fraga, realize a cotação, desde que considera “muito alto” o salário mínimo do trabalhador brasileiro.

Um dólar vale hoje 9,22 pesos argentinos.

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“Esto es política económica de la buena”

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El haber mínimo alcanzará el mes próximo los 4299 pesos. Se estima que en ocho de cada diez hogares hay más de un jubilado. La Presidenta destacó el valor de la ampliación de cobertura. “Es política económica de la buena, es inclusión y crecimiento”, destacó.

Por Tomás Lukin


Las jubilaciones aumentarán 12,49 por ciento desde septiembre. Cuando se implemente la segunda actualización automática del año, los haberes de más de ocho millones de jubilados y pensionados habrán acumulado una suba de 33,03 por ciento. Esa cifra supera el incremento promedio acordado en las principales paritarias y cualquier medición de la inflación. El haber mínimo pasará así a 4299 pesos por mes. La mitad de los jubilados cobra ese piso, pero en ocho de cada 10 hogares hay más de un haber jubilatorio. El aumento presentado ayer es el número catorce desde que entró en vigencia la Ley de Movilidad Jubilatoria. El anuncio estuvo a cargo de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner. En una intervención donde cuestionó a la oposición y a los medios (ver aparte), la mandataria destacó el impulso al consumo que representarán los 174.817 millones de pesos adicionales de inversión social.

Argentina tiene el salario mínimo jubilatorio más importante que tiene América Latina

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Bossio

El titular de Anses, Diego Bossio, hizo referencia hoy al aumento del haber de los jubilados del 12,49% anunciado por la presidenta Cristina Fernández de Kirchner y explicó que “eso se debe a que se ha duplicado el número de jubilados y en el 80 por ciento de los hogares en los que hay jubilados hay dos haberes jubilatorios”.

En diálogo con Nacional Rock, Bossio afirmó que de esta manera “nuestro país tiene en los últimos años el salario mínimo jubilatorio más importante que tiene América Latina” y expresó que “históricamente la Argentina lo había tenido pero lo ha perdido en los 2000”.

“Desde la democracia en adelante este ha sido el gobierno que más ha hecho por los jubilados en la República argentina: primero como política de Estado incluyendo a miles y miles de argentinos en el sistema jubilatorio, después de años de políticas que generaron desempleo, informalidad laboral que provocaba que cuando la gente llegaba a la edad de jubilarse no podía hacerlo”, explicó Kicillof.

A su vez, destacó que “para quitar arbitrariedad hay una ley de movilidad jubilatoria que se constituye como política de Estado” y agregó que “este es el aumento número 14 que se aplica así que podemos afirmar que esta es la mejor ley que podían tener los jubilados”.

“Hoy hay dos aumentos por año: en marzo y en septiembre que es cuando los jubilados cobran de acuerdo a los aumentos que se anuncian los primeros días de agosto y de febrero”, sostuvo Bossio.

Por último, destacó que “las jubilaciones que se pagan, se pagan también con impuestos como el IVA que pagan trabajadores formales y no formales”.

Armínio Fraga, o poderoso chefão da campanha de Aécio, jurou defender Tio Sam e lealdade e fidelidade aos Estados Unidos

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Armínio Fraga Neto quando se tornou cidadão dos Estados Unidos fez o Juramento de Fidelidade. Garantiu que estava disposto a apoiar e defender os Estados Unidos e sua Constituição.

Armínio Fraga declarou sua “dedicação”, lealdade aos Estados Unidos e à Constituição dos EUA ao fazer o Juramento de Fidelidade.

É este cidadão estadunidense que coordena a campanha e escreveu o programa de governo de Aécio Neves.

O Juramento de Fidelidade é realizado em uma cerimônia pública. “Só é cidadão quem já fez o Juramento de Fidelidade. Na hora do juramento um oficial lê o texto devagar, parte por parte, e pede para você repetir as palavras. Uma vez juramentado, você receberá seu Certificado de Naturalização. Esse certificado prova que você é cidadão americano. Antes do Juramento de Fidelidade, na cerimônia formal de naturalização, você não é cidadão. A cerimônia de Juramento de Fidelidade é um evento público. Muitas comunidades realizam cerimônias especiais no Dia da Independência, em 4 de julho”, pag. 68, Guia para emigrantes.

Armínio Fraga tem relevantes serviços prestados aos Estados Unidos.

 

Fraga, salário mínimo

In Wikipédia: Fraga começou sua carreira em 1985 como economista-chefe no Banco de Investimentos Garantia, no Brasil. Dois anos mais tarde, assumiu o cargo de Vice-Presidente do Salomon Brothers em Wall Street. Durante os anos de 1991 e 1992, Fraga ocupou o cargo de membro e diretor do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil e, em agosto de 1993, foi contratado como diretor da Soros Fund Management LLC em Nova York, onde permaneceu por 6 anos. Ele era responsável pelo gerenciamento de fundos de alto risco e de toda sorte de investimentos nos países emergentes.

Armínio Fraga assumiu a presidência do Banco Central do Brasil em março de 1999, durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Economista do Ano, da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).Fraga deixou a presidência do Banco Central em janeiro de 2003, e logo após, em agosto do mesmo ano, criou a Gávea Investimentos, empresa de gestão de recursos.

Em maio de 2007, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz indicou Armínio Fraga para presidir o Banco Mundial (BIRD). Dois anos depois, em abril de 2009, Armínio Fraga foi eleito presidente do conselho de administração da BM&F/Bovespa pelos membros do conselho.

Fraga vendeu a Gávea Investimentos para a JP Morgan em 2010, porém continuaria à frente da Gávea por cinco anos.(Exame) Em março de 2013, tomou posse como membro do conselho administrativo da Universidade Columbia no Brasil, com sede no Rio de Janeiro. De acordo com o Diário da Russia, a Universidade Columbia é uma das mais tradicionais instituições universitárias do mundo.

Em abril de 2014, o presidenciável Aécio Neves indicou Fraga como Ministro da Fazenda caso seja eleito.

 

NauFraga tem dupla cidadania

Leblon confirma: ministro de Aecioporto é tão americano quanto brasileiro

 

arminio

 

por Paulo Henrique Amorim

 

 

Bem que o Conversa Afiada suspeitava.

Agora, está aí o Leblon, que não nos deixa mentir:

ABAIXO OS INTERMEDIÁRIOS: ARMÍNIO GORDON PARA PRESIDENTE

Armínio Fraga tem cidadania americana e isso não é uma metáfora: ele foi indicado a Obama pelo ex-Secretário do Tesouro, Tim Geithner,como alguém confiável

A notícia soa como uma daquelas tiradas espirituosas da verve nacionalista brasileira: ‘Armínio Fraga cogitado para comandar o Fed norte-americano (o BC dos EUA)’.

Parece um revival do bordão dos anos 60, ‘Abaixo os intermediários, Lincoln Gordon para a presidência’, em cenário invertido.

Gordon, embaixador gringo, um dos articuladores do golpe de 64, não chegou lá.Mas a cogitação de Armínio , ex-presidente do BC, de Fernando Henrique Cardoso, que despontou para o estrelato rentista como operador do fundo especulativo de George Soros –e hoje é o principal fiador de Aécio Neves junto aos mercados– é mais que uma metáfora venenosa.

A proposta, real, foi revelada pelo próprio autor, Timothy Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA, que conta o episódio em seu livro, ‘Stress Test’ (‘teste de resistência’). Nele, Geithner faz um retrospecto do fiasco da paridade entre o Real e o dólar , que obrigou a uma maxidesvalorização cambial de 30% em 1999. A decisão, empurrada com a barriga até se consumar a reeleição de FHC em 1998, ancorada em dupla fraude: compra de votos para aprovar a emenda constitucional no Congresso e a ilusão da moeda forte.

A ressaca começou logo em seguida à contagem dos votos. A máxi de janeiro de 1999 fez explodir a inflação levando Armínio a elevar a taxa de juro básica do país a 45%. Fechou-se assim o torniquete que o transformou em um centurião dos endinheirados : desvalorização da moeda, perda de poder de comora dos assalariados e juro sideral. Ele é soberbo nisso.

Quem diz é o amigo Geithner que narra assim a implosão: ‘Após abandonar uma tentativa inicial de se manter a paridade do real com o dólar, uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses’.

Em MATÉRIA SOBRE O LIVRO, de maio deste ano, o jornal Folha de SP () destaca a origem da credibilidade do brasileiro junto aos americanos: ’Ao explicar os pacotes de ajuda decididos pelo governo norte-americano, diz a matéria da Folha, Geithner acrescenta que “só funcionaram quando lidamos com líderes competentes e confiáveis. O presidente do banco central brasileiro, Armínio Fraga, que também possui cidadania americana, foi tão notável que mais tarde eu o mencionei para o presidente Obama como um potencial presidente do Fed [o BC americano]“, escreveu Geithner citado pela Folha. Seu empenho pela nomeação da ‘ liderança econômica soberba’ foi tão entusiasmada que fez questão de lembrar a Obama, como diz no livro, a condição de cidadão norte-americano de Armínio ( ele tem dupla cidadania e neste caso não é apenas uma metáfora venenosa)

A empatia entre ‘Tim’, como é chamado o ex-Secretário do Tesouro, e Armínio tem raízes profundas. O americano é um entusiasta dos derivativos que funcionaram como um dos bombeadores da crise de 2008.Não só. Durante a crise, Tim funcionou como uma espécie de embaixador da alta finança junto à Casa Branca: sua prioridade era salvar bancos.

A intercambialidade de Gordons , Armínios e Tins não é novidade na história brasileira.

Mas nem por isso a influência desses coringas deixa de trazer problemas no trato de interesses e agendas, nem sempre tão complementares quanto eles.

Tome-se a encruzilhada do país nos dias que correm.

Dois de seus principais desafios consistem em elevar a taxa de investimento e reverter o estiolamento da base industrial.

Armínio e Aécio Neves deram uma entrevista ao jornal Valor, no início de maio, em que o coordenador econômico da candidatura tucana expõe seu modus operandi ao tecer críticas à ação oficial nessa área.

Entre outras coisas, o amigo de Geithner manifesta sua desaprovação ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Talvez a coisa mais certa que o governo fez nessa frente.

Criado na crise de 2009, o programa garante crédito barato de longo prazo à aquisição de bens de capital, desde que apresentem 60% de conteúdo nacional.

O mesmo critério incômodo foi incorporado ao regime de partilha, que rege a exploração soberana do pré-sal brasileiro.

Todas as encomendas associadas à exploração das reservas bilionárias devem incluir 60% de conteúdo fabricado no país.

Compreende-se a má vontade.

Nos idos tucanos, quando Armínio pontificava, dizia-se que a melhor política industrial para uma nação em desenvolvimento é não ter política industrial alguma.

Com Armínio no comando (aqui, no Brasil) voltaríamos aos domínios dessa fé inquebrantável na capacidade dos livres mercados para alocar recursos com maior eficiência, ao menor custo.

O veículo por excelência dessa ubiquidade é o capital financeiro, dotado de alguns requisitos.

A saber: liberdade irrestrita de ir e vir, um Banco Central complacente e condições adequadas para impor sua remuneração pelos serviços prestados.

Se alguém disser que nessa chocadeira vingou o ovo do colapso neoliberal de 2008 não estará longe de uma verdade sintética acerca do ocorrido.

O amigão de Armínio ajudou na choca.

Quando presidente do Fed regional, de Nova Iorque, Geithner defendia que os bancos podiam reduzir suas reservas de segurança e alavancar operações , mesmo sem ter caixa para honrá-las, se necessário.

Deu-se o que se sabe. E agora se sabe que quando se deu, Geithner lembrou-se de Armínio – ‘competente e confiável’, afiançou ao presidente norte-americano, para ajudar a resolver o melê.

Hoje, no Brasil, essa linha de pensamento nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para destravar o crescimento da economia.

Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar. É o que dizem.

Nunca é demais repetir que essa reordenação vigora há alguns anos em países europeus, sob ajuste da troika.

Neles se colhe taxas de desemprego de 11,5% a 50% (entre os jovens); as contas públicas se distanciam do equilíbrio; o crédito mingua, a atividade econômica rasteja e a juventude migra. Mas a extrema direita floresce: sua bandeira é substituir a desordem resultante por uma ordem policial atuante.

Em nenhuma outra dimensão da luta política nesse momento a pauta do país é tão esfericamente blindada e impermeável quanto na área econômica.

Discute-se como se não existisse a opção de cortar os juros para a construção de um equilíbrio que poupe o investimento público em programas sociais e em infraestrutura.

Sim, é verdade, na era das finanças desreguladas o comando do Estado sobre a taxa de juros é limitado pelo poder de chantagem dos capitais que respondem à ‘afronta’ com fugas maciças levando a uma crise nas contas externas.

Mas também é verdade que tudo se passa como se o recurso do controle de capitais não figurasse no cardápio econômico mundial, embora seja tolerado até pelo FMI.

A invisibilidade imposta a essas angulações é parte da encruzilhada brasileira.

Ao afunilar o horizonte do país num labirinto repetitivo desemboca-se, inapelavelmente, no paredão do arrocho onde estão escritos os mandamentos seguidos pelos Armínios e assemelhados.

É impossível desmontar essa ciranda sem afetar os interesses da alta finança.Razão pela qual respeitados economistas cogitam alguma forma de controle de capitais numa reordenação macroeconômica para retomada do crescimento.

Se o PT avançará nessa direção num eventual segundo governo Dilma é incerto. Depende em grande parte da correlação de forças interna e externa.

Agora, imaginar que um potencial presidente do Fed americano possa agir contra seus camaradas de fé, em defesa do país, equivale a aceitar que Lincoln Gordon operou o golpe por amor à democracia.

 

Leia mais:

LULA: AÉCIO MENTIU SOBRE NAUFRAGA!

 

O céu é o limite. Vencimentos de juízes poderão superar teto, segundo PEC aprovada pela CCJ

juiz teto salário nepotismo

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013, que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal, remunerados por meio de subsídio.

A concessão do benefício poderá levar essas categorias a receber acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 29,4 mil. Votaram contra a medida os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Eduardo Suplicy (PT-SP), Armando Monteiro (PTB-PE) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Apresentada pelo senador Gim (PTB-DF), a PEC 63/2013 garante a juízes e membros do MP o direito de receber uma “parcela mensal de valorização por tempo de exercício” na função. Originalmente, a proposta atribuía caráter indenizatório a essa parcela, evitando assim que, somada ao subsídio, ultrapassasse o teto remuneratório do funcionalismo público. Coube a Vital eliminar esta caracterização no substitutivo, livrando o benefício, portanto, de sujeição ao limite imposto pela Constituição.

O subsídio é a remuneração paga mensalmente, sem qualquer tipo de gratificação ou adicional, a algumas categorias de servidores públicos; membros de Poderes, como o Presidente da República; detentores de mandatos eletivos; ministros de Estado; e secretários estaduais e municipais. O termo ‘subsídio’ também se aplica a recursos públicos concedidos pelo Estado a cidadãos ou empresas a título de ajuda ou estímulo econômico.

O subsídio como remuneração foi incorporado à Constituição em vigor pela Emenda nº 19/1998, e está disposto no artigo 39. A intenção do legislador foi evitar o acréscimo aos salários de verbas que acabassem por disfarçar aumentos concedidos sem a observância das boas práticas orçamentárias e do equilíbrio entre as carreiras do setor público. Na gíria, esses vantagens paralelas são chamadas de ‘penduricalhos’.

aposentadoria INSS e juiz

Cálculo do adicional

De acordo com o substitutivo, este adicional será calculado na razão de 5% do subsídio a cada cinco anos de efetivo exercício em atividade jurídica, até o máximo de 35%. Tanto o juiz quanto o membro do MP poderão incluir na contagem o tempo de serviço em cargos públicos de carreiras jurídicas e na advocacia, inclusive aquele prestado antes da publicação da emenda constitucional que resultar da PEC 63/2013. A medida também se estende a aposentados e pensionistas das duas carreiras.

justiça quando condena juiz

INSS quer saber quantos idosos morreram de fome

correio_braziliense. prova de que continua vivo

 

Vai ser um deus nos acuda. Milhões de aposentados – velhos, quem tem mais de 60 anos; idosos, depois dos 65; e anciãos, quem passou dos 70 -, os pés-na-cova, vão fazer filas e mais filas, na Caixa Econômica, para provar que não são zumbis, e sim almas penadas. Miseráveis sobreviventes de um sistema capitalista selvagem.

Com uma indigente aposentadoria ou pensão, no valor de um salário mínimo do mínimo, comer e apagar aluguel constituem um verdadeiro milagre.

Sempre fica faltando tudo que a velhice pede: medicamentos, dinheiro para pagar uma companhia (ou enfermeiro ou assistente social ou um guia de cego), um taxi para ir a um pronto-socorro, vestimenta apropriada para o verão e o inverno, óculos, dentadura, aparelho para surdez, o caixão mortuário, água mineral, água morna para o banho. Não sobra trocado nem para possuir uma vela para clarear um barraco ou um kitinete, e alumiar o caminho de ida para o outro mundo.

Profundamente humilhante receber uma aposentadoria mínima, e um escárnio ir à Caixa Econômica provar que é um vivo honesto. Esta prova não se pede dos que roubam o legislativo, o executivo, o judiciário. Leia a manchete: em 17 estados, repletos de corruptos, pegaram apenas três ladrões com ficha suja.

 

BRA_OG ficha limpa

Ninguém precisava provar que continua vivo. A convocação fúnebre, verdadeira tortura para quem sofre várias enfermidades comuns na velhice, serve apenas como uma confissão do INSS  de que não dispõe de nenhum serviço para atender a domicílio os que recebem medicação contínua, os que padecem de doenças crônicas, inclusive os incapacitados  fisicamente e os moribundos.

Faltam médico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta e assistente social. É um INSS corrupto. Pra lá de corrupto. Que precisa provar muita coisa. Inclusive se continua vivo. Porque sempre foi comandado por “vivos”, por muita gente sabida, sábias em desvios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O HOMEM COM QUEM NINGUÉM SE PREOCUPA

por Talis Andrade

 

A vida uma encenação

farsa que represento

sem a mínima vocação –

o reprisado enredo

de escapar ileso

.

A vergonha o medo

me vejam

driblando a fome

me julguem

pelos (ul)trajes

.

a bata

de professor

suja de giz

.

o lavado terno

a gravata

em que se enforca

o funcionário público

.

o engomado terno

passado a ferro

das entrevistas

solenidades e festas

dos jornalistas

.

“O trabalho enobrece”

– a frase gravada na porteira

dos campos de concentração.

.

Se Hitler estava certo

o trabalho liberta

enriquece e engrandece

.

Que aluno lembra o nome de um professor

Quem memoriza a face de um servidor

no birô de uma repartição

Quem realmente se preocupa

o ancião termine nas filas dos bancos

para receber o mínimo salário mínimo

O ancião arraste a aposentadoria

como uma humilhante penitência

O ancião espere a morte

nas filas dos hospitais

quem realmente se preocupa

Campo de Concentração, Auschwitz
Campo de Concentração, Auschwitz

campo de concentração

campo de concentração 3

Troika levou aposentado grego ao martírio. Brasil esconde onda de suicídios

Em Brasília, o costume de queimar mendigos.

Para os velhos desempregados, e abandonados pelo Estado, existem dois caminhos: o suicídio ou pedir esmolas.

Temos o caso de Dimitris Christoulas que hoje revolta a Grécia.

Informa um estudo científico: “Existem forte associação entre as taxas de desemprego e as taxas de suicídio, mas a natureza destas associações é complexa. Os efeitos do desemprego provavelmente são mediados por fatores como pobreza, diminuição do nível social, dificuldades domésticas e desesperança. Por outro lado, pessoas com transtornos mentais têm mais risco de serem desempregadas do que pessoas com boa saúde mental. Em qualquer caso, deve-se considerar a diferença dos riscos da perda recente do emprego e do desemprego crônico – o maior risco é associado com a primeira”.

No Brasil, arrumar emprego depois dos 40 anos é milagre. E Fernando Henrique aumentou o tempo de aposentadoria por idade, de 60 anos, quando se é velho, para 65 anos, quando se é idoso. Aos 70 começa a ansianidade.

As aposentadorias pagas pela Previdência dos Pobres não passa, na sua maioria, dos 610 reais. Uma meleca que fica bem distante dos 350 dólares e da aposentadoria da cúpula do executivo, do judiciário, do legislativo.

Apesar da fome, da moradia em favelas, da falta de tudo, pior é a situação da metade da população brasileira: de 1 a 270 reais. Não passa dos 150 dólares.

A situação do brasileiro é muitas vezes mais degradante que a de um desempregado ou jubilado da Irlanda, da Grécia, de Portugal, da Espanha.

O suicídio é tabu no Brasil. As famílias escondem, e o Estado jamais se interessou em pesquisar.

Mas a internet está cheia de casos

Confira

Confira 2

Posso apresentar centenas de fotos. Assim maldigo: quem rouba o dinheiro da previdência é genocida, que as principais vítimas são negros e mestiços. Acontecia na escravidão. Os negros chamavam essas mortes de banzo. Os brancos, de saudade. Os psiquiatras, hoje, depressão.

Desemprego aumenta suicídios na Inglaterra

Uma denúncia feita por um funcionário público ao jornal inglês The Guardian revelou que estão sendo enviadas aos órgãos do Department for Work and Pensions (DWP), equivalente ao INSS no Brasil, instruções sobre como lidar com trabalhadores que ameaçam se matar.

O documento, de circulação interna, foi enviado ao jornal por um funcionário com mais de 20 anos de casa, que preferiu permanecer no anonimato. Foi acompanhado de uma carta em que dizia: “Ninguém nunca viu estas diretrizes antes, o que levou nossa equipe a acreditar que isso é devido aos cortes anunciados para as pensões. Ficamos chocados. O fato de termos lidado com o público por tantos anos sem essas orientações fez as pessoas ficarem com medo do que está por vir.”

“De repente nosso trabalho ganhou um novo aspecto. As pessoas aqui estão se perguntando a que ponto esses cortes serão selvagens. E somos nós, que estamos na linha de frente, que teremos que lidar com essas mudanças.”

Vicky Harrison, suicídio na Inglaterra
Vicky Harrison, suicídio na Inglaterra

La hija del farmacéutico que se quitó la vida sostiene que el de su padre fue “un acto político consciente”

Quanto cinismo: El portavoz del Fondo Monetario Internacional (FMI), Gerry Rice, ha dicho este jueves en rueda de prensa que la institución se siente “profundamente triste” por el suicidio de un jubilado griego en la plaza Sintagma de Atenas por motivos económicos.

La plaza Sintagma (en el centro de Atenas) ha sido escenario por segunda noche consecutiva de incidentes en una nueva manifestación tras el suicidio del farmacéutico jubilado, en la que varios centenares de personas han cortado el tráfico de la avenida Amalías, frente a la sede de la Cámara.

Un importante contingente de policías antidisturbios ha impedido el acceso al Parlamento, mientras la estación de Metro de Sintagma se ha cerrado al público. Los agentes han desalojado los alrededores del Parlamento con gases lacrimógenos, a los que un de manifestante ha reaccionado ha lanzando piedras.

Según además, según han denunciado los periodistas que han cubierto las protestas, las policía ha agredido a los equipos de televisión y a los fotógrafos presentes, causando heridas leves al presidente de la Asociación de Fotoperiodistas de Grecia, Marios Lolos.

En las protestas, los griegos han gritado consignas contra la ‘troika’, formada por el FMI, la Comisión Europea y el Banco Central Europeo, que ha impuesto a Atenas un duro programa de austeridad, en el que se incluye el recorte de las pensiones.

Por su parte, la hija del farmacéutico jubilado, Emmi Jristula, ha señalado en una carta que mandó a los medios griegos que el suicidio de su padre ha sido un acto político: “Durante toda su vida ha sido un militante de la izquierda, un visionario desinteresado. El acto de su suicidio de mi padre es un acto político consciente, coherente con lo que creyó e hizo durante toda su vida”, ha explicado.