As duas justiças e os serviços de espionagem de proteção aos prestamistas e agiotagem

BRA^PE_JDC duas justiças sujar nome

BRA_OE serasa TSE

Na lista dos fichas sujas do Tribunal Superior Eleitoral os nomes sujos das maiores fortunas do Brasil – os que ficaram ricos do dia para a noite.

Já o Superior Tribunal de Justiça quer sujar os pobres. Quando são eles – costumava dizer o presidente Lula da Silva – os bons pagadores.

“O que é importante é que com o Agroamigo, com a ajuda ao pequeno, nós temos apenas 3 por cento de inadimplência em uma demonstração que vale aquela máxima que dizia que o pobre é bom pagador, porque ele tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara,” disse Lula durante o programa de rádio semanal “Café com o Presidente.”

“Se só o estado brasileiro não havia percebido isso ainda, é porque, de certa forma, desconfiava do povo. Porque levava calotes bilionários, tomava tombo de R$ 1 milhão, mas não emprestava R$ 200 para as pessoas mais pobres por pura desconfiança”, disse.

Lula ressaltou que um país não pode ter cidadania pela metade e que o povo não pode viver dividido entre os que comem e os que passam fome, os que moram e os que se escondem, os que têm conta em bancos, créditos, financiamentos e os pobres, aqueles que, mesmo quando ganham algum dinheiro, precisam guardar embaixo do colchão, porque banco nenhum se interessa por eles. Isso criou no Brasil, segundo Lula, dois tipos de dinheiro: o do rico e o do pobre. “O dinheiro do rico fica protegido no banco, dorme lá. Rende juros, serve de aval para conseguir mais recursos, créditos, financiamentos, coisas que os pobres não têm”.

Essa turma que pega milhões,  inclusive bilhões, dos bancos oficiais não estão na lista de caloteiros dos múltiplos registros de restrição de crédito, notadamente banqueiros falidos ou especuladores tipo Eike Batista, Sílvio Santos e outros e outros.

Por que a Justiça cria facilidades para a Serasa?

Por que a Imprensa cobrou do TSE um comportamento diferente?

A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anulou o acordo firmado em julho entre o tribunal e a empresa privada de proteção ao crédito Serasa Experian.

O acordo previa a troca e validação de dados ao Serasa com base no banco de dados do TSE, que hoje guarda informações sobre mais de 141 milhões de eleitores. O pedido da Serasa para compartilhamento de dados começou a tramitar na corte em 2011, sendo que, inicialmente, a então corregedora-geral Nancy Andrighi opinou pela rejeição.

Cármen Lúcia considerou “exorbitante” a posição adotada pelo tribunal no caso, pois não há justificativa legal para a medida adotada em relação à empresa privada. “A Justiça Eleitoral não pode autorizar porque [quer] nem para quem quer. Judiciário não tem querer, tem dever. E esse é sempre legal”, destacou.

A Serasa é um serviço de espionagem dos poderes econômico e financeiro, e jamais devia ser fonte de informações estratégicas para os poderes executivo, legislativo e executivo.  Ou parceiro.

A Serasa não merece crédito. Qualquer comerciante desonesto, prestamista, ou qualquer agiota pode fornecer informação pessoal  para a Serasa, que repassa sem checagem. Decisão do STJ:  “Aos bancos de dados e cadastros de inadimplentes cabe apenas a anotação das informações passadas pelos credores, não sendo de sua alçada a confirmação dos dados fornecidos”.

Por que o pobre tem mais medo da Serasa do que do governo paralelo, o PCC ?

O “golpe” dos bilhões

A imprensa brasileira nunca achou um bilhão muito dinheiro. Jamais reclamou da gastança na construção de estádios. Dos bilhões para ajudar os bancos, montadoras e oficinas estrangeiras. Privatizar empresas estatais. Emprestar a Sílvio Santos, família Ermírio de Morais, Eike Batista e outros e outros felizardos.

Grita quando o governo investe em obras para o povo.

Safadamente, o Correio Braziliense chega a insinuar que existe dinheiro tirado dos militares, jogando o governo contra as forças armadas. Que pretende o cebê seboso?

Se os bilhões fossem para gastos publicitários, os barões da mídia diriam: – Caixinha, obrigado!

 

 

correio_braziliense. bilhòes

br_estado_spaulo. bilhoes

br_folha_spaulo.bilhoes

O “filho” pródigo de Lula ganhou Dilma como madrasta

 

br_estado_spaulo.750

A gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou, assim, a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2012, o valor repassado voluntariamente pelo governo federal chegou a patamar menor que o de 2006, último ano de gestão do então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que fazia oposição ao governo do PT. As transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigatoriedade prevista em lei, como nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Compreendem recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, mediante solicitação dos Estados. Também não incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos projetos são definidos pelo governo federal.

Campos tem dado sinais de que pode ser candidato em 2014. Aumentou as críticas à política econômica de Dilma, num aceno ao empresariado, que está insatisfeito com as taxas de crescimento do PIB. Passou também a fazer reuniões políticas com maior frequência, inclusive com integrantes da oposição – embora aja como candidato, ainda analisará o cenário de 2014 para ponderar a conveniência de se lançar ou de negociar com o PT a retirada da candidatura.

De acordo com os dados do Tesouro, o governo federal aumentou o porcentual de verbas distribuídas ao governo pernambucano quando Lula e Campos estavam no poder. Em 2007, primeiro ano do mandato de Campos, a participação de Pernambuco no total das transferências voluntárias era de 5%. Em 2010, último ano de gestão Lula, alcançou 14,6%, a maior fatia de tudo o que foi repassado aos Estados no ano.

No mesmo período, caiu a participação de São Paulo, administrado pelo PSDB, maior partido de oposição. Em 2007, o Estado recebia 9,62% do total de transferências voluntárias do governo federal. Três anos depois, o porcentual caiu para 6,27%. Enquanto isso, os valores totais repassados pela União cresceram: de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

Em 2010, Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias. O governador disputava a reeleição com o apoio do PT – e Lula usava Pernambuco como vitrine de projetos federais em infraestrutura e combate à pobreza para promover a candidatura de Dilma.

Os números do Tesouro mostram que a trajetória de crescimento dos repasses para Pernambuco foi interrompida por Dilma. Em 2011, as transferências caíram para R$ 318 milhões. O valor, no entanto, ainda era maior que o verificado em 2007, 2008 e 2009. Mas em 2012 os repasses diminuíram mais uma vez e chegaram a R$ 219 milhões, o menor desde 2006, ano em que o governador era Vasconcelos. As transferências voltaram a 4,88% do total enviado para os Estados, o mais baixo porcentual do governo Campos.

Em 2012, o PT e o PSB de Campos saíram rachados na eleição para a Prefeitura do Recife. Venceu o candidato do governador, Geraldo Julio. A partir daí, a relação com o PT começou a azedar.

Na semana passada, Lula chegou a criticar a postura de Campos, que integra a base governista, mas ensaia um discurso oposicionista. “Se alguém quiser romper conosco, que rompa. Não podemos impedir as pessoas de fazerem o que é de interesse dos partidos políticos”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De olho em 2014, Eduardo Campos reforça cuidado com imagem

Folha Online

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), diz estar com a cabeça em 2013 e afirma que as eleições presidenciais serão discutidas só em 2014. Mas sua agenda e sua estratégia de comunicação já o indicam como candidato ao Planalto.

Além de ter subido o tom em críticas recentes ao governo federal, Campos anda com a agenda repleta de encontros com empresários, políticos diversos e jornalistas e até lançou um perfil “nacional” no Instagram –rede social de compartilhamento de fotos.

Seu perfil, administrado por assessores, adotou o BR no nome, em vez do estadual PE: eduardocamposbr.

Até ontem pela manhã, 651 seguidores visualizavam 79 imagens do governador em momentos de trabalho e de descontração com a família.

Campos ainda mantém intactos dois hábitos: sempre olhar para as câmeras das TVs durante as entrevistas e sempre andar acompanhado de cinegrafista e fotógrafo.

MÍDIA

O grupo de comunicação do governo tem 41 funcionários. A equipe distribui textos à imprensa com destaque a declarações do governador e transmite ao vivo pelo site eventos oficiais.

Essa estrutura, segundo o governo, é a mesma desde 2007, quando Campos assumiu o primeiro mandato.

O governador e presidente nacional do PSB também tem cuidado da sua imagem. Nos eventos públicos, por exemplo, adota estratégia semelhante à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Seu fotógrafo oficial sempre distribui cartões aos fãs que posam para fotos com o governador e depois querem uma cópia de recordação.

Esses eventos, antes acompanhados só pela imprensa local, agora contam com jornalistas de outros Estados, que passaram a ver Campos criticar o governo federal.

Entre os alvos estiveram o financiamento da saúde, o deficit habitacional, as desigualdades regionais e o desempenho da economia.

O governador ainda diz combater o que chama de velha política, numa crítica ao embate de PT e PSDB.

“Ele entrou [na mídia nacional] como o governador bem avaliado e com essa proposta do novo pacto federativo”, afirma Adriano Oliveira, cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

DEFINIÇÃO

Oliveira diz que o momento para Campos anunciar a candidatura está nas mãos da presidente Dilma Rousseff.

Caso ela dê um ultimato, Campos terá de informar sua decisão e antecipar o “fuso horário” do PSB, aliado do Planalto à frente de dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).

Segundo a legislação eleitoral, ele tem até o fim de março de 2014 para deixar o cargo e disputar a eleição.

Pesquisas de popularidade também podem acelerar o relógio socialista, caso apontem que Campos já está sendo reconhecido pelo país.

“Para não perder a identidade e o eleitorado não o ver como oportunista, traidor ou do mesmo campo do PT, ele vai ter de se posicionar”, diz o professor da UFPE.

Ex-rival e atual aliado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirma que o próprio PT estimula Campos.

“As declarações de Lula [ao lançar Dilma à reeleição] aumentaram a disposição dele de disputar a eleição. Acho que fizeram uma tentativa de acuá-lo, de intimidá-lo, e aí a coisa foi pior, o estimulou”.

O sumidouro dos petrodólares
O sumidouro dos petrodólares

“Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias”

[Isso não é nada. Quantos bilhões receberam os bancos de Sílvio Santos e Ermírio de Morais?

Com a divisão dos royalties do petróleo para todo o Brasil, quanto receberá Pernambuco?

Os marqueteiros de Eduardo Campos erraram feio. Marqueteiro sempre quer mais dinheiro. O tempo que tem é para administrar o próprio dinheiro. E depois, e depois, em política, não existe marketing. Isso é coisa de publicidade comercial. Nenhum político é um produto ou serviço.

Acredito em propaganda política que visa propagar uma idéia. Qual o ideário político de Eduardo Campos, de Aécio Neves, de Marina Silva, que saiu do Partido Verde para criar uma Rede para se deitar?

Na propaganda existe a lei do inimigo único. Exemplo de uma campanha: os indefinidos “marajás” que elegeram Collor.

Ou a lei do exemplo. Que obra realizou Aécio Neves para mostrar ao povo brasileiro: “Fiz em Minas e vou fazer no Brasil”.

Existem outras leis. Que Eduardo Campos releia o livro que o avô traduziu. E que foi censurado pela ditadura militar. Um livro que fala da guerra de símbolos.

No mais, os jornalões – sem candidato que polarize com Dilma – jogam com o nome de Eduardo Campos que entrou, sem projeto, sem estratégia, e apressadamente, na campanha presidencial de 2014.

 

 

 

 

SOS Banqueiros – um serviço do governo que não falha jamais

Marcos Gomes

Um banqueiro, por Josetxo Ezcurra
Um banqueiro, por Josetxo Ezcurra

 

Veja como se reescreve a história no Brasil. Como todos se lembram, o Banco Votorantim quebrou em 2009, fruto de suas escolhas financeiras.

No momento da quebra a liquidez secara no mundo, por conta do ápice da crise financeira mundial. O então presidente Lula mandou o Banco do Brasil socorrer (dar dinheiro, alguns bilhões) para o BV da família Ermírio de Moraes.

Pois agora em 2012 o BB lançou um fundo de investimento imobiliário, o Fundo BB Progressivo II, e assim apresenta no prospecto do produto, disponível no site http://www.bmfbovespa.com.br/Renda-Variavel/download/BBPO11-Prospecto.pdf (pag 97 e 98), o seu parceiro BV no fundo:

“Histórico do Banco Votorantim

Em 2009, o Banco do Brasil e a Votorantim Finanças S.A. anunciaram um acordo de parceria estratégica, pelo qual o Banco do Brasil passou a deter participação equivalente a 50% do capital social total do Banco Votorantim. Essa parceria é baseada em forte lógica de negócios e visão de longo prazo, favorecendo a expansão dos negócios e contribuindo para uma instituição ainda mais forte e competitiva.”

Esse parceiro do Banco do Brasil, estratégico, maravilhoso, deu um prejuízo, registrado em balanço, de R$ 1,98 bi em 2012.

Parece que o governo criou, para as estatais, a figura do sócio absorvedor de prejuízo, que na novilíngua petista chama-se “parceiro estratégico”. Além do BV, teve também o Banco Panamericano, absorvido pela Caixa por ordem de Lula, com outros bilhões de prejuízo. Por isso, Silvio Santos vive a sorrir.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

banco banqueiro indignados

FHC, construtor de uma ‘realidade irreal’, enganou a opinião pública por mais de 40 anos. Fingiu ter sido preso e cassado. Na última entrevista de 2012, mais falsidade.

por Helio Fernandes

Sobre alguns desses fatos escrevi fartamente nos 8 anos em que FHC foi presidente. Outros são inteiramente novos, extraídos dessa entrevista falsa, absurda, ridícula, indigna de um ex-presidente, mesmo sendo ele.

Durante toda a ditadura, FHC foi complacente com ela, complacente e envergonhado, constrangido, fervoroso participante da condição de “cassado que se manteve com todos os direitos”. Por várias vezes, com ele no Poder, desafiei-o a exibir o ato de cassação. O ato e a data.

Viajava para o Chile onde estavam amigos verdadeiramente cassados. Quando o Chile foi vítima do ditador-perseguidor-torturador Pinochet, passou a ir para Paris, ficando na casa de um amigo intelectual, verdadeiramente exilado.

Fui conselheiro da ABI (a pedido de Barbosa Lima Sobrinho) por 18 anos. Quando o grande jornalista foi embora, saí também. Um dia, o secretário-geral da ABI, jornalista Mauricio Azedo (hoje, excelente presidente), lia um ofício que seria enviado ao presidente FHC, pedi um aparte e contestei o ofício, dizendo que a ABI não podia se dirigir a FHC naqueles termos. Justifiquei as restrições. Democraticamente, Azedo colocou em votação o envio do ofício, foi amplamente recusado, a história da ABI ficou imune e intocável.

FHC, o único cassado que
disputou eleição na ditadura

O tempo correu, em 1978 o próprio FHC se encarregou de comprovar os fatos, desmoralizar a sua “verdade” sem corroboração (termo policial) e sem constrangimento. Em plena ditadura, se lançou candidato a senador, em chapa com Franco Montoro. Este teve 3 milhões de votos, FHC não chegou a 10 por cento. Mas por falha da legislação, ficou como suplente, começando a carreira política, surpreendentemente chegando a presidente.

Nesse mesmo 1978, dois episódios que provam a falsidade e a falsificação de FHC. José Serra, com quem só falei uma vez, num momento doloroso, se lançou candidato a deputado estadual, por SP. Foi vetado, a explicação: “Ainda estava cassado”. E a aprovação de FHC, tinha que base e justificativa?

Nesse mesmo 1978, o meu partido (MDB) tentou lançar minha candidatura ao Senado. Em 1966 fui cassado por 10 anos, o que deveria terminar logicamente em 1976. Resposta do ministro Gama e Silva: “Agora a cassação não é mais por 10 anos, é para toda a vida”.

Quase no fim da ditadura, apavorado, Gama e Silva enganou também os generais ditadores, pediu para ser embaixador. Como era monoglota, foi para Portugal.

O suplente que chegou a presidente

Em 1982, Montoro se elegeu governador, FHC assumiu a suplência, se transformou em titular. Em 1986 acaba o mandato (?), precisava se reeleger. Fez então todas as patifarias político-eleitorais. Apoiou Maluf, candidato a governador, e Antonio Ermírio de Moraes (também candidato), desde que não lançassem nomes para o Senado. O de Maluf era esse José Maria Marin (que já fora governador), o de Ermírio era o maior amigo de FHC, retirado. Ficaram então só ele e Covas, eleitos cada um com 8 milhões de votos. Mas não elegeram o governador. Orestes Quércia, que não tinha relações com eles, era invencível, ganhou.

Manobrou e manipulou o ingênuo Itamar, que ficara no lugar de Collor. Ganhou 2 ministérios, foi lançado presidenciável contra Lula em 1994. Mas não acreditava que fosse eleito, reduziu para 4 anos o mandato que era de 5. Lógico, quem acreditava na vitória não reduziria o mandato. Principalmente FHC, que na primeira oportunidade rasgou a Constituição (perdão, comprou) para se reeleger, fato único na História republicana.

Tentando se comparar com Marx, teve um filho com uma doméstica (hoje funcionária do Senado), mas Marx era Marx, único e indiscutível. FHC deveria ter sido julgado pelo Supremo ou investigado por CPI. Em dois episódios gravíssimos: 1 – Toda a Comissão de Desestatização, barbaramente enriquecida. 2 – O mensalão que possibilitou a reeleição de FHC. O dinheiro era entregue de uma vez só, imaginem quanto custou o voto de 513 deputados e 81 senadores, pelo menos a maioria.

A “compra” da Vale e dezenas de empresas se deu pelo “valor de face”. Que geralmente era de 5 cruzeiros, mas no mercado “valiam” míseros 10 centavos.

As duas últimas entrevistas

Uma para jornal impresso, outra para televisão. Na primeira, perguntaram se “estava namorando”, hesitou. O repórter insistiu, respondeu: “Estou, mas é ridículo estar namorando aos 82 anos”. Nada a contestar, FHC se definiu com inteira propriedade.

Quem FHC levaria, homem e
mulher, para uma ilha deserta

Na segunda entrevista, na televisão, novamente ridículo, com aquelas perguntas tolas e idiotas, com mais de 50 anos de existência e repetição. Por exemplo:

Com quem o senhor gostaria de ir para uma ilha deserta?”. A resposta deveria ser logicamente uma mulher. A bobagem da pergunta, exatamente igual à bobagem da resposta.

Seguindo no mesmo rumo, qual o “intelectual” que levaria para conversar também numa ilha deserta. Escolheu e indicou José Sarney, tentou explicar mas nem precisava.

Ivan Lessa e Millôr Fernandes

Na televisão, um dos entrevistadores arriscou ou afirmou: “Nesse ano de 2012, o senhor perdeu dois grandes amigos, Ivan Lessa e Millôr Fernandes. Como senhor se sentiu?”

Estavam mortos, FHC não teve a menor hesitação, “chutou” para valer. Sobre Ivan: “Não era amigo dele, o relacionamento não era profundo, mas estive com ele várias vezes”.

A verdade indiscutível e indestrutível: nunca esteve com Ivan Lessa. Nos tempos do Pasquim, Ivan não ia a Brasília, FHC não vinha ao Rio. E quando vinha ficava bem longe do Pasquim, amaldiçoado pela ditadura.

Depois do Pasquim, enojado, Lessa foi para Londres, onde morou e trabalhou na BBC, mantendo a colaboração com o Pasquim. Veio uma vez ao Brasil, mas não foi para conversar com FHC. Alguém me diz que foram duas viagens, não confirmei, mas publico.

Com Millôr Fernandes, a mesma pergunta, e a resposta de FHC: “Estive com o Millôr várias vezes, entendia e respeitava suas críticas ao meu governo”. Impressionante a capacidade de inventar ou falsear fatos.

A verdade: jamais falou com o Millôr, frustração total. Um dia, pediu ao jornalista Rodolfo Fernandes, com quem mantinha relacionamento jornalístico: “Pergunte ao seu tio Millôr se ele aceita almoçar ou jantar comigo no Alvorada. Se ele aceitar, telefone para ele”.

Rodolfo perguntou ao Millôr, este nem hesitou: “Não, Rodolfo, como presidente, de jeito algum. Quando ele deixar o governo, podemos examinar novamente a questão”. O Millôr era assim e não mudava.

###

PS – Tudo o que está escrito aqui é rigorosamente verdadeiro. Os fatos políticos são públicos e notórios, as datas, conhecidíssimas. O resto, conto como personagem e como o maior opositor, por 8 anos seguidos, do precário e medíocre (e também corrupto) governo FHC.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

 

Brasil y los golden boys

Diez mil súper ricos más en un año

por Mario Augusto Jakobskind

 

El número de millonarios alcanzó el año pasado en Brasil los 165.000, 10.000 más que en 2010, un crecimiento de 6,2 por ciento, el mayor en términos porcentuales registrado en esta materia en las principales economías del planeta. Los datos están contenidos en un informe de las empresas de consultoría Capgemini y RBC Wealth Management y fueron publicados a fines de junio por el diario O Estado de São Paulo. Fueron consideradas millonarias las personas que disponen de al menos un millón de dólares para invertir. Brasil está en camino de superar, en números absolutos, a Italia, donde en 2011 había 168.000 millonarios, 2.000 menos que el año anterior, aunque la población del país sudamericano es muy superior a la del europeo.

En esta lista de privilegiados, que totalizan alrededor de 11 millones en el mundo, los chinos aparecen en el pelotón de vanguardia con 562.000 (contra 535.000 en 2010), sólo detrás de Estados Unidos, Japón y Alemania. Brasil ocupa el lugar 11 en el ranking, superando a Rusia, Corea del Sur e India. En Estados Unidos, el número de millonarios se retrajo el año pasado, pasando de 3,104 millones a 3,068 millones (1,2 por ciento menos), y en el Reino Unido cayó de 454.000 en 2010 a 441.000 en 2011, un descenso de 2,9 por ciento.

Los millonarios brasileños están por lo general vinculados al negocio de los commodities. Entre ellos destacan Elke Batista, Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim), Abílio Diniz (Grupo Pão de Açúcar) y la familia Moreira Salles (Banco Itaú Unibanco). Liu Ming Chung, brasileño de origen chino, es a su vez dueño de una fortuna superior a los mil millones de dólares. Batista sigue siendo el brasileño más rico entre los ricos, a pesar de que abandonó esta semana la lista de los 20 más poderosos del planeta luego de que las acciones de una de sus empresas, la petrolera OGX, perdieran más de la mitad de su valor en la Bolsa de San Pablo. Según la consultora Economática, en junio las siete empresas de Batista con acciones negociadas en la bolsa acumularon una pérdida patrimonial de más de 10.000 millones de dólares, y 5.000 millones más en el resto del año. En la lista de millonarios de la agencia Bloomberg, Batista perdió siete lugares en dos días, pasando del lugar 14 al 21. La revista Forbes lo había situado en el séptimo puesto de su escala cuatro meses atrás, en marzo, pero lo pasó ahora al 46, al evaluar que su fortuna se redujo de 30.000 a 15.000 millones de dólares.