Quem vai indenizar as vítimas do avião fantasma que matou Eduardo Campos?

Acusado de ter assassinado o candidato a presidente Eduardo Campos, o PT perdeu as eleições em Pernambuco, e jamais cobrou dos candidatos beneficiados uma resposta clara: se os eleitos governador Paulo Câmara e o senador Fernando Bezerra Coelho concordam com a denúncia, que também beneficiou eleitoralmente Marina Silva.

Eis uma tragédia que muita gente quer agora esquecer, mas que exige a cada dia vários esclarecimentos. Notadamente o pagamento das indenizações às vítimas do voo e aos moradores afetados em solo.

"Minha vida era tranquila, até o dia em que caiu a turbina de uma aeronave dentro da nossa sala, enquanto a minha filha assistia desenho no apartamento que a gente morava no Boqueirão. Minha família sobreviveu, mas nós perdemos todos os bens. Recomeçar do zero não é fácil. Apesar de ter recebido muitas doações de roupas e cestas básicas, tive que comprar muitas coisas e a minha vida se transformou num caos. Já se passaram mais de 3 meses da tragédia e não fui ressarcida de nada. As empresas envolvidas esqueceram que eu existo. Espero que um dia eu tenha a minha vida tranquila de volta."
“Minha vida era tranquila, até o dia em que caiu a turbina de uma aeronave dentro da nossa sala, enquanto a minha filha assistia desenho no apartamento que a gente morava no Boqueirão. Minha família sobreviveu, mas nós perdemos todos os bens. Recomeçar do zero não é fácil. Apesar de ter recebido muitas doações de roupas e cestas básicas, tive que comprar muitas coisas e a minha vida se transformou num caos. Já se passaram mais de 3 meses da tragédia e não fui ressarcida de nada. As empresas envolvidas esqueceram que eu existo. Espero que um dia eu tenha a minha vida tranquila de volta.”

Escreve Paulo Moreira Leite: Depois que o nome de Eduardo Campos surgiu na delação de Paulo Roberto da Costa, Marina Silva tenta nos convencer de que é possível entrar na chuva e não se molhar.

Explico. Ao mesmo tempo em que tenta entrar no coro conservador ao falar do ‘apadrinhamento, da corrupção, do uso político’ na Petrobras, Marina afirma que ‘não quer uma segunda morte de Eduardo Campos por leviandade.’ Pode?

Ou a candidata denuncia a leviandade – e neste caso não lhe cabe fazer afirmações levianas sobre a maior empresa brasileira, colocando seu tijolo na preservação do mítico ‘mar-de-lama’ criado por Carlos Lacerda para atacar as conquistas do governo Getúlio Vargas.

Ou então utiliza argumentos de natureza emocional (‘segunda morte’) para fugir do debate real, finge que sua campanha não tem nada a ver com isso e segue na corrida atrás de votos procurando a criminalizar os adversários.

O que não dá é ficar em posturas opostas, quando convém. Ora vítima de uma possível injustiça, ora candidata imaculada. Existe algo mais ‘velha política’?

 

Aroeira
Aroeira

(…) Marina agiu de forma parecida quando se verificou que o PSB fazia campanha com um avião registrado em nome de laranjas.

Ela própria só não embarcou no voo da tragédia porque naquela manhã Eduardo Campos se dirigia para um seminário ao qual a vice não tinha interesse em comparecer.

Marina viajou seis vezes no Cessna que caiu em Santos. Prometeu solenemente dar explicações que nunca vieram. Mas segue falando em ‘corrupção’, ‘apadrinhamento’, ‘uso político’.

Isso acontece porque o moralismo – que é uso seletivo e maroto de princípios éticos com fins políticos – é uma moeda de troca eleitoral. O mensalão do PSDB-MG segue a grande prova definitiva a respeito”.

 

Meme da campanha eleitoral
Meme da campanha eleitoral

De acordo com os números pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha do PSB arrecadou e gastou exatamente o mesmo valor: R$ 62.066.728,32.

Os recursos representam a prestação final das contas da campanha pessebista, ou seja, levam em consideração também o período em que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em agosto, era o candidato da coligação.

O detalhamento das receitas e despesas de Marina, no entanto, não explica o pagamento do jato que caiu em Santos.

No fim de agosto, o PSB divulgou uma nota na qual dizia que o partido iria contabilizar e declarar à Justiça Eleitoral o empréstimo da aeronave somente na prestação final de contas da campanha, o que não aconteceu.

O avião continua fantasma.

marina tchau

O PSB de Marina Silva não quer pagar a conta. O advogado e escritor Antônio Ricardo Accioly Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, pretende que a União e a Cessna, fabricante da aeronave, paguem as indenizações às vítimas do voo e aos moradores afetados em solo.

No final de agosto, o irmão de Campos visitou os moradores e prometeu apoio às famílias. “Eu não prometo uma coisa sem fazer. O partido [PSB] admite, no futuro, a possibilidade de ajudar em caso de ausência da seguradora”, afirmou.

A representação na Procuradoria tem como alvo a União porque, segundo ele, a base aérea de Santos não poderia ter autorizado o pouso da aeronave com o tempo ruim do dia do acidente.

O advogado alega também que o sistema de auxílio de voo da base é “muito antigo e praticamente inoperante”, o que “pode também ter influenciado”. A base aérea de Santos é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira.

Ele aponta ainda falhas estruturais no avião, como a caixa-preta, que não teria gravado as últimas horas de voo.

“Não é normal uma caixa-preta não estar funcionando. Se cai no fundo do mar, se acha e continua funcionando”, disse.

Além disso, ele entende que há um “erro de projeto” sobre o recolhimento de flaps em alta velocidade.

Fica explícito que Antônio Campos não acredita em atentado político. A causa da morte de Eduardo Campos foi acidental.

 

Dias Toffoli ministro porque escondeu que era condenado da Justiça

justiça paraná

por Noelia Brito

A verdade é que o neotucano Dias Toffoli foi aprovado pelo Senado para ser Ministro do Supremo, quando já condenado, em primeira instância, por improbidade administrativa, por ser contratado sem licitação pelo governo do PSB, no Amapá.
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Toffoli é amigo pessoal de Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos e também advogado do PSB, tendo sido advogado do PT quando PSB e PT eram aliados.
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O PSB migrou com imensa facilidade para o lado do Aécio, para o lado do PSDB, alguém se surpreende mesmo com a facilidade com que Toffoli migrou para o lado do tucano Gilmar Mendes, no PSDB?
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Dentre as tucanices recentes de Toffoli uma das que mais chamaram a atenção foi seu posicionamento a favor da manutenção da campanha de Arruda mesmo depois deste ter sua candidatura cassada.
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Outra tucanice recente de Toffoli foi sua emissão de prejulgamento sobre o uso da residência oficial pela presidenta Dilma para dar entrevistas, quando candidata à reeleição, tal qual todos os demais presidentes que a antecederam, inclusive FHC, o que valeu inclusive uma ironia da própria Dilma de que a vigorar o entendimento do meotucano Toffoli ela seria uma espécie de presidente sem teto já que o Alvorada era sua residência oficial.
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“No último dia 8 de setembro, o juiz Mario Cezar Kaskelis, da 2ª Vara Cível e Fazenda Pública de Macapá, condenou o advogado-geral e mais três pessoas a devolverem R$ 420 mil (cerca de R$ 700 mil em valores atualizados) aos cofres públicos, em virtude da contratação irregular do escritório de Toffoli para prestar serviços ao governo do Estado durante a gestão de João Capiberibe (PSB), entre 2000 e 2002.
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Na sentença, o juiz considerou que a nomeação de Toffoli e de seu sócio na época, o advogado Luis Telesca Mota, como “colaboradores eventuais” do governo em processos judiciais nos Tribunais Superiores feriu os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.
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Kaskelis afirmou que o processo licitatório foi “eivado por nulidades” e classificou o pagamento mensal de R$ 35 mil para que o escritório disponibilizasse apenas dois advogados como “exorbitante”.
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Para o juiz, houve “má-fé” por parte dos réus, que saberiam das irregularidades do contrato e, portanto, teriam contribuído para o “conluio”.
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Em outro processo sobre contrato semelhante, Toffoli foi obrigado pela Justiça a devolver R$ 19.720, mas a sentença foi anulada por decisão do TJ-AP (Tribunal de Justiça do Amapá). Os desembargadores entenderam que o advogado-geral não teve oportunidade de apresentar sua defesa, porque a notificação do processo ocorreu apenas por meio de nota em um jornal do Amapá.
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Nessa decisão, o juiz Luiz Carlos Kopes Brandao levanta ainda o fato de que, ao mesmo tempo em que o hoje advogado-geral prestava serviços ao governo do Amapá, também defendia Capiberibe em ações de natureza pessoal no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Desse modo, os recursos públicos teriam servido para pagar o defesa particular do governador.
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Por meio de sua defesa, o advogado-geral nega as irregularidades e informa que já recorreu das sentenças. Em ambos os casos, Toffoli argumenta que houve cerceamento de defesa, uma vez que não teria sido permitida a entrega de documentos que comprovariam a prestação de serviços ao Estado do Amapá.”

[O título é do editor do blogue. Se Toffoli escondeu do Senado e da Presidência da República que era um condenado, sua posse como ministro bem que merece ser revista

Currículo:

– Formado pela USP

– Pós-Graduação: nunca fez

– Mestrado: nunca fez

– Doutorado: também não fez

– Concursos: 1994 e 1995

Reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo. Estadual e não Federal, não vá se confundir.

No julgamento do Mensalão, o Banco Rural juntou aos autos do mensalão um documento que cita Toffoli como delegado do PT. Escreve Marcelo Rocha: “Uma certidão da comissão executiva do PT se destaca entre os documentos apresentados ao Banco Rural para compor o cadastro que o partido fez para obter o empréstimo de R$ 3 milhões, sob análise do Supremo Tribunal Federal. Na ata, constam nomes de dirigentes do partido que se tornaram réus no mensalão: José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Aparece também, na condição de delegado do PT, o então advogado da legenda, José Antônio Dias Toffoli. O Rural inseriu a certidão nos autos do mensalão, analisados por Toffoli, agora na condição de juiz do Supremo Tribunal Federal. O ministro não se manifestou. Seus auxiliares dizem que a certidão foi expedida dois anos antes do empréstimo e que o fato de ele ter sido delegado do PT é conhecido”]

NotaPatury

Protógenes alimenta boato sobre a morte de Eduardo Campos

Duke
Duke

Para colegas da Polícia Federal, Protógenes Queiroz (PCdoB-S) disse que um atentado tirou a vida de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência.

Entre os argumentos para defender a suspeita, Protógenes frisou que o local da queda do avião não foi preservado, e que a PF chegou muito tempo depois da queda do avião.

Protógenas procurou os colegas para meter o pau lá neles. Cousa de deputado candidato à reeleição. Esqueceu de denunciar a quem interessava a morte de Eduardo. Que grupo econômico, partido e políticos foram beneficiados.

O irmão de Eduardo, o advogado Antônio Campos vai pedir que o deputado federal prove as alegações.

Acontece que o próprio Antônio Campos já desmentiu a boataria. Vide link

Família de Eduardo Campos contesta atentado político. Ficam desmoralizadas as teorias de conspiração e terrorismo

acbiografia

Ficam desacreditadas as meias-verdades, as insinuações, a propaganda indireta e a propaganda implícita espalhadas por políticos e pela mídia de que Eduardo Campos foi vítima de um atentado terrorista.

O advogado e escritor Antônio Ricardo Accioly Campos, irmão do ex-governador e candidato à presidência do Brasil, apresenta as causas do acidente aéreo em Santos, no dia 13 de agosto, e quer que a União e a Cessna, fabricante da aeronave, paguem as indenizações às vítimas do voo e aos moradores afetados em solo.

O pedido da família de Campos será apresentado ao Ministério Público Federal.

Além de Eduardo Campos, outras seis pessoas morreram na tragédia, sendo quatro assessores, o piloto e o copiloto da aeronave.

No final de agosto, o irmão de Campos visitou os moradores e prometeu apoio às famílias. “Eu não prometo uma coisa sem fazer. O partido [PSB] admite, no futuro, a possibilidade de ajudar em caso de ausência da seguradora”, afirmou.

A representação na Procuradoria tem como alvo a União porque, segundo ele, a base aérea de Santos não poderia ter autorizado o pouso da aeronave com o tempo ruim do dia do acidente.

O advogado alega também que o sistema de auxílio de voo da base é “muito antigo e praticamente inoperante”, o que “pode também ter influenciado”. A base aérea de Santos é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira.

Ele aponta ainda falhas estruturais no avião, como a caixa-preta, que não teria gravado as últimas horas de voo.

“Não é normal uma caixa-preta não estar funcionando. Se cai no fundo do mar, se acha e continua funcionando”, disse.

Além disso, ele entende que há um “erro de projeto” sobre o recolhimento de flaps em alta velocidade.